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BES - Análise Técnica e Fundamental
Comentário Técnico:
O BES tem a seguinte situação nas 3 time-frames de referência: - Padrão de baixa de Longo Prazo - Padrão de alta de Médio Prazo - Padrão de alta de curto prazo
O BES assistiu uma queda de -75% desde os seus máximos em 2007 aos mínimos de Março de 2009, a recuperação que se seguiu em menos de 2 meses foi de +76% para o actual máximo relativo a 4.68€, mesmo assim um nível que representou apenas os 23.6% de Fibonacci. A matemática tem destas coisas e para um activo recuperar de uma queda de -75% precisa de subir não apenas 75% mas cerca de 300%, desta forma a actual subida do BES está longe de comprometer ainda a tendência de queda de longo prazo.
 Gráfico produzido com MetaStock™, software de Análise Técnica Profissional.
Numa óptica de curto prazo existem sensivelmente 2 grandes referências no BES, os 3.75€ que foram a primeira resistência encontrada no inicio da recuperação e que representam agora o maior suporte deste papel; os 4.68€ que são o máximo relativo deste rally e única referência de upside em vigor. Existem outros valores que podem ser mencionados, como os 4.40€ que são o valor de um suporte ascendente de curto prazo, os 4.20€ e os 4.08€, respectivamente a ema200 e a ema50.
 Gráfico produzido com MetaStock™, software de Análise Técnica Profissional.
A situação técnica não está com grande padronização neste momento, o momentum de curto prazo continua de alta, embora a zona dos 4.68€ deva representar uma resistência difícil de superar. Uma das hipóteses que tenho em mente é um possível regime de lateralização entre 3.75€ e 4.68€. Uma ruptura em alta dos 4.68€ deverá ser encarada como bullish, embora existam possibilidades de fake break face à pouca consistência do padrão.
Comentário Fundamental:
O BES apresentou os seus resultados do primeiro semestre há 2 dias atrás, e o outlook foi positivo superando as estimativas dos analistas. Os Resultados financeiros foram bastante fortes (+27% YoY), receitas de serviços a clientes também solidas (+13.2% YoY), a nível de encargos notou-se também já alguns resultados das novas politicas de controlo de custos, e a nível de operações internacionais novamente um crescimento interessante. Uma nota negativa para a deterioração da qualidade dos activos face ao primeiro trimestre que é uma das notas de preocupação entre as principais casas de research a cobrirem este papel.

Em relação a alterações nos ratings dos analistas, a JP Morgan apesar da nota positiva mantém neutral, a UBS mantém recomendação de compra mas sobe target para 4.90€ e a CaixaBI mantém igualmente recomendação de compra e target a 5.10€, a média de 12 analistas ronda um price target de 4.88€ a 12 meses e a poll de estimativas neste momento é a seguinte:

Pessoalmente preocupa-me o abrandar no segmento de empréstimos no mercado doméstico (-1.9% YoY), importante na minha opinião para garantir a sustentabilidade do modelo de negócio do Banco, mas uma situação comum a todos quase todos os bancos. Apesar da grande diluição do BES este ano por emissão de 666M acções, o banco apresenta-se mesmo assim relativamente competitivo face ao sector, contudo e pessoalmente considero todo o sector da banca como pouco interessante numa óptica de longo prazo, sujeito a grande risco e potencial limitado, obviamente isto é só uma opinião.
Interessante de observar que existem neste momento 4 Gestores na plataforma de Portfolio Managers do Clubeinvest com posições longas abertas em BES, curiosamente os 4 com performance positiva neste papel, será interessante de observar como cada um deles irá gerir o seu posicionamento neste título.
Notas: Penso que serão necessários novos catalizadores fundamentais para se observar uma ruptura em alta sustentada dos 4.68€ embora acredite na possibilidade de serem testados no curto prazo, repare-se que as "boas" notícias (neste caso os resultados acima das estimativas) foram de alguma forma descontados ao longo das semanas anteriores à apresentação de resultados, concretamente com uma subida de cerca de +20% desde os 3.75€ aos níveis actuais, restando pouco mais de espaço de subida até à resistência.
Análise elaborada por Diogo Castro, coordenada por Pedro Miranda.
bons negócios,
Diogo Castro www.clubeinvest.com
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