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Comentários Telegráficos (2009-12-14) - Update
Nota: Os seguintes comentários foram publicados em resposta a questões colocadas pelos membros do Fórum Privado. Trata-se na maior parte das vezes de respostas rápidas, que não aprofundam temas abordados previamente em updates mais detalhados.
1 - Morgan Stanley (MS) 2 - Goldman Sachs (GS) 3 - Mota-Engil
---------------------------- Morgan Stanley (MS) e Goldman Sachs (GS) ---------------------------- Questão: «Caro Diogo, no teu topico trading ideas, ficaste a meio caminho, estava a espera do comentário à MS, penso que a recuperação trará grandes oportunidades à Morgan Stanley e Goldman Sachs, a MS tem estado a descer, penso que o suporte andara pelos $25, quando tiveres oportunidade, gostava de que comentasses especialmente os aspectos Fundamentais. Obrigado»
Comentário Telegráfico:
De facto comentei apenas 10 dessas 15 trading ideas que me propus a comentar.
A minha opinião sobre o sector não é boa, mesmo no contexto de recuperação económica, a minha expectativa é de que o sector irá estar "underperform" contra os índices independentemente de subir ou não. Obviamente que dentro do sector poderão existir oportunidades, mas como não faço tensões de me posicionar no sector, não as procuro.
Quanto à Morgan Sanley (MS):

Tecnicamente, apesar de manter uma tendência ascendente de médio prazo, grande parte da subida deu-se logo no inicio da recuperação, e apresenta um padrão cada vez menos ascendente. O curto prazo demonstra um swing de baixa, a zona actual (ema200) é um suporte a ter em consideração, e aplico a "zona de perigo" nos $25 tal como referiste.
Em relação aos fundamentais, telegraficamente: Capitalização Bolsista: $40B Passivo: $717B Divida de longo prazo: $196B Capital Próprio: $36B
Tendo em conta as possíveis reavaliações de activos e as escalas em que estamos a falar, trata-se de uma situação perigosa e não vejo com bons olhos este balanço apesar de no contexto do sector não ser mau. Este ano, tal como no ano passado vão ter perdas embora menores, mas as estimativas para FY10 e FY11 são interessantes, respectivamente com $3.32 EPS FY10 e $3.75 FY11, o que à cotação actual representa um P/E de 9X FY10 e 8X FY11, aparentemente atractivo, mas por outro lado representam uma expectativa numa fasquia já alta e fácil de decepcionar.
Estou mais inclinado para ver um regime de lateralização, onde estaria vendedor caso a acção testasse os máximos recentes.
Quanto à Goldman Sachs (GS):

Tecnicamente está um pouco diferente da MS, tem um padrão também de alta de médio prazo, embora mais consistente tecnicamente. Rompeu o suporte ascendente depois de um longo swing de alta e está a corrigir nos últimos meses, no que aparenta ser para já apenas uma correcção técnica num contexto de alta de médio prazo. Ao quebrar a resistência ascendente de curto prazo poderá activar um novo swing de alta, em relação à "zona de perigo" insiro-a ligeiramente abaixo da ema200 perto dos $150.
Em relação aos fundamentais, telegraficamente: Capitalização Bolsista: $85B Passivo: $815B Divida de longo prazo: $204B Capital Próprio: $58B
Tem um balanço mais saudável do que a MS, embora mesmo assim com fragilidades pelos mesmos motivos, mas neste caso com mais "margem de manobra". No ano passado perderam pela primeira vez dinheiro desde há mais de 15 anos atrás (só vi o histórico desde 1995 e nunca tiveram resultados negativos a não ser os -$780M de 2008), as estimativas para este ano são muito boas, com +$10B de lucros estimados, $10.5B em 2010 e $11.6B em 2011. Usando os $19.51 de EPS FY09, a Goldman negoceia com um P/E provisional de 8.5X já em FY09, o que considero atractivo num contexto onde até se espera crescimento em FY10 e especialmente FY11.
Aqui está um caso, em que se me apontassem uma arma, e me obrigassem a ter uma posição no sector, talvez considerasse a Goldman para posicionamento de médio prazo, embora esperasse por uma melhor definição do padrão descendente de curto prazo.
over and out ----------------------------
---------------------------- Mota-Engil ---------------------------- Questão: «Diogo, em relação a Mota-Engil, neste momento o suporte ascendente e o suporte @3.6 foram quebrados. Resta o suporte @ 3.4, consideras que com uma reacção em alta a este suporte, teriamos aqui uma boa oportunidade para entrar, dados os bons fundamentais deste titulo (perspectiva medio.longo prazo)?»
Comentário Telegráfico:
No ínicio do mês deixei um pequeno comentário sobre a Mota, onde referi uma "zona de perigo" perto dos 3.60€, esta zona foi quebrada em baixa, e para já considero alterado negativamente o padrão técnico de médio prazo independentemente de movimentos de curto prazo que possam existir.
Neste caso, a avaliar pela sessão de hoje, deu-se uma reacção nos 3.40€, embora não tenha esse valor anotado no meu gráfico nem o considere nenhum suporte de referência. Para já no contexto técnico actual, e depois da quebra de um suporte (3.60€) é expectável um retest a essa mesma zona, é algo que acontece com frequência quer depois de quebras de suporte, quer depois de rupturas de resistência no sentido inverso.
O meu gráfico actualizado para a Mota:

Honestamente, não considero uma boa oportunidade de compra, apesar de haver probabilidades de teste aos 3.60€ ou mesmo aos 3.90€, tirando de "jogo" a tendência de alta de médio prazo que estava activa e considerando que o principal suporte abaixo destes níveis se encontra a 3.00€, temos um rácio de risco/potencial desvantajoso na minha opinião.
Em relação aos fundamentais, as estimativas deterioram-se significativamente desde o meu update de 25-Out, e isto poderá ser uma das razões desta alteração do padrão técnico da Mota, mas terei de investigar mais profundamente para dar uma opinião. Tentarei fazer um update mais detalhado em breve, mas infelizmente não estou optimista como estava nos meus últimos comentários.
over and out ----------------------------
Bons negócios,
Diogo Castro www.clubeinvest.com

Nota: os comentários apresentados são meramente artigos de opinião do autor, não devendo em nenhuma circunstância ser entendidos como recomendações de compra, de venda, de sugestão estratégica ou de aconselhamento financeiro.
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