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Sector Utilities - Artigo de Opinião
Sector Utilities
Este sector é composto por empresas relacionadas com a produção, geração e distribuição de electricidade, bem como companhias que atuam na área dos gás natural e exploração e distribuição de água.
Tido como um dos mais defensivos sectores, as utilities, caracterizam-se por serem empresas maduras, que operam num mercado também ele maduro, sem grandes perspectivas de crescimento. Tal sucede porque a existência de monopólios ou oligopólios é uma norma, tornando as barreiras à entrada muito elevadas. Barreiras estas que se adensam pelo elevado peso dos investimentos em capital fixo que o sector necessita, fazendo com o peso da dívida seja muito elevado neste sector.
O facto de terem de lidar com dívidas de longo-prazo muito elevadas, torna a influência dos movimentos das taxas de juro determinante na evolução financeira destas empresas. Com taxas de juro a crescer (algo que se poderá prever para breve na zona euro) o peso da dívida (nomeadamente dos juros) torna-se maior, o que leva em regra geral a que este sector seja relegado para segundo plano perante este cenário.
Por outro lado, num ambiente recessivo ou de menor crescimento económico, em que os bancos centrais optem pela descida das taxas de juro para reavivar a economia, e enquanto esta não cresce, as utilities passam a ser uma escolha interessante, principalmente devido a uma característica... os dividendos.
Uma vez que muitas destas empresas actuam num contexto de receitas estáveis, sem grandes perspectivas de crescimento (puras value stocks em alguns casos), as administrações decidem-se pela distribuição de dividendos como forma de remunerar os seus accionistas. Volto contudo a lembrar que, no actual contexto (perspectiva de subida das taxas de juro devido à crescente preocupação com o nível da inflação na zona euro), estes dividendos serão menos interessantes quando comparados, por exemplo, com os yields das obrigações.
Tal como comecei por dizer, as utilities são tidas como apostas seguras e defensivas, em especial em comparação com sectores como o tecnológico. Assim sendo, a sua correlação com a evolução dos mercados bolsistas, nomeadamente com os principais indíces (no caso expresso no gráfico que se segue, quando comparado com o S&P), é baixa. O gráfico evidencia que no periodo de Junho de 2008 a Março de 2009, quando o SPX atingiu os seus mínimos, o XLU (ETF representativo do sector das utilities), embora também tenha caído, caiu percentualmente bem menos. O aumento de valor na relação XLU/SPX neste mesmo periodo (representado pelas setas vermelha e verde) assim o demonstra.

Deixo também a tabela que apresenta as 25 principais participações do ETF XLU:

Paff

Nota: os comentários apresentados são meramente artigos de opinião do autor, não devendo em nenhuma circunstância ser entendidos como recomendações de compra, de venda, de sugestão estratégica ou de aconselhamento financeiro.
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