Sonae Indústria obtém lucros de 29,1 milhões (act)
A Sonae Indústria apurou resultados líquidos de 29,1 milhões de euros em 2004, um valor que compara com prejuízos de 78,6 milhões de euros no ano anterior. A empresa melhorou o desempenho operacional, baixou custos financeiros e reduziu a dívida.
A empresa registou um volume de negócios de 1,58 mil milhões de euros em 2004, mais 10% que no ano anterior, enquanto o EBITDA, ou «cash flow» operacional, aumentou 52% até aos 227,1 milhões de euros, o que equivale a uma margem de 14,4%.
Os lucros do quarto trimestre (2,4 milhões de euros) comparam com prejuízos de 14,1 milhões de euros no mesmo período de 2003. Nos últimos três meses de 2004 o volume de negócios aumentou para 404,8 milhões de euros e o EBITDA subiu até aos 55,6 milhões de euros, o terceiro melhor registo trimestral deste ano.
A dívida líquida da empresa liderada por Moreira da Silva diminuiu 41%, ou 397 milhões de euros, totalizando no final de 2004 574,2 milhões de euros, com a empresa a beneficiar do aumento de capital realizado em Outubro.
A empresa salienta que cumpriu as expectativas no quarto trimestre, mas a subida do preço do petróleo propiciou um aumento nos custos variáveis, que afectou o desempenho económico da empresa.
Para além da vertente operacional, contribuíram ainda para os lucros obtidos, a redução de 16,8 milhões de euros nos custos financeiros líquidos e um aumento de 20,4 milhões de euros nos resultados extraordinários.
A Sonae Indústria [Cot] está presente na Península Ibérica, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, Brasil e África do Sul, tendo registado melhorias operacionais em todos estes mercados.
A empresa explica que a melhoria da actividade em 2004 foi possível devido à recuperação dos preços dos diferentes produtos, «essencialmente, devido ao aumento da procura, «não só nos mercados naturais onde a empresa actua, mas também nos mercados de exportação».
«Esperamos que esta estabilidade se torne realidade em 2005, não sendo previsível qualquer aumento significativo na disponibilidade do produto nem alteração importante do ambiente competitivo no curto prazo. Não são esperadas variações significativas nos preços das matérias-primas, após os aumentos no segundo semestre de 2004, a menos que surja algum factor exógeno e imprevisível», refere a empresam, nas perspectivas futuras.
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