Standard&Poor;'s junta-se a Trichet e Barroso nos elogios ao PEC
A agência de notação financeira prevê que em 2013 o défice fique acima da previsão do Governo. No entanto, sublinha a vontade do Executivo em implementar as medidas.
Depois dos calafrios criados pela descida do rating da Fitch a apreciação favorável da Standard & Poor's ao Programa de Estabilidade português, bem como os elogios do presidente do Banco Central Europeu, e do presidente do Conselho, produziram ontem um balão de oxigénio para o Governo.
A S&P acredita que o défice português ficará em 3,8% em 2013, um ponto acima da meta do Governo, muito por causa da "fraqueza estrutural das finanças públicas" e da "anemia" do crescimento, que ficará em 0,4% este ano, menos três décimas que espera o Governo. Mas apesar de tudo isto, o analista da S&P, Kai Stukenbrock nota que "os ratings de Portugal continuam a beneficiar de uma vontade e disponibilidade do Governo em implementar medidas de consolidação orçamentais". A Fitch decidiu esta semana reduzir o 'rating' da República para A-, mas ontem a S&P manteve o A+ deixando porém um 'outlook' negativo, que pode no futuro descambar numa queda do 'rating', se o plano de consolidação não for bem executado.
Empenhado em que isso não ocorra, o Governo reagiu ontem valorizando a manutenção da nota. "Quanto ao 'outlook' negativo, que também é mantido, esperamos que seja alterado o mais depressa possível, uma vez que depende da efectiva implementação e eficácia das medidas incluídas no PEC que o Governo se comprometeu a implementar".
Em Bruxelas, os responsáveis políticos cerraram posições detrás do PEC. Jean Claude Trichet do BCE afirmou que o país "acaba de tomar medidas importantes", nomeadamente "de congelar os salários na função pública por vários anos", o que é uma orientação que "vai no bom sentido, tendo em conta a situação actual de Portugal". "Não tenho dúvidas na determinação do governo em levar a cabo as suas políticas", disse.
Portugueses acreditam que economia vai piorar
O índice de expectativas da Marktest, que mede as perspectivas dos portugueses, caiu para o nível mais baixo desde Março de 2009.
A maioria dos portugueses acredita que a situação económica do País vai piorar daqui a um ano. Segundo o barómetro de expectativa realizado pela Marktest para o Diário Económico e para a TSF, o pessimismo continua a ser a nota dominante e o índice de expectativa piorou em Março, caindo para os 29,14 pontos.
"Seria difícil que fosse de outra maneira", afirma o economista do IMF, Filipe Garcia. "Temos sido bombardeados com notícias de dificuldades financeiras do Estado e das famílias e é difícil estar optimista nesta altura". Os dados da Marktest foram recolhidos entre 16 de 21 de Março, já depois de ter sido apresentado o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) com medidas como o congelamento dos salários até 2013, os limites às deduções e benefícios fiscais de que os contribuintes podem usufruir e as alterações no subsídio de desemprego.
Todos estes factores deverão ter contribuído para agravar o sentimento e as expectativas dos portugueses em relação à situação económica do país. A economista do BPI, Paula Carvalho, afirma que a perspectiva de manutenção do desemprego "num patamar historicamente elevado num prazo dilatado" e a a evolução das taxas de juro que "será também adversa às famílias endividadas" também contribuíram para o pessimismo evidenciado (ver artigo de opinião em baixo). Filipe Garcia refere ainda outro factor além da conjuntura, que se prende com o nível político: "as pessoas acham que não estamos a seguir um plano que nos leve a um crescimento sustentado, não há confiança nesse sentido".
Segundo o barómetro, nas classes média-alta e alta, há mais pessimistas - 63,4% consideram que o país vai estar pior - do que na média-baixa e baixa - 55% acham que as condições se vão agravar. Filipe Garcia explica que este comportamento "faz sentido". "Por um lado, os rendimentos das classes mais altas são mais variáveis, dependem mais do andamento da economia do que os salários na base" e, por outro, "os agravamentos fiscais do PEC vão afectar mais as classes mais altas", explicou, referindo-se aos tectos das deduções fiscais e à nova taxa de 45% para quem ganhe mais de 150 mil euros.
Já no que respeita às perspectivas sobre a vida familiar, segundo a Marktest, o pessimismo continua a dominar, mas é menos expressivo do que em relação ao país. Isto é, 49,5% dos portugueses estão menos pessimistas em relação à sua situação familiar, enquanto 58,7% vêem com preocupação a evolução da economia.
http://economico.sapo.pt/noticias/portugueses-acreditam-que-economia-vai-piorar_85369.html
Exportações portuguesas para a China aumentaram 20 por cento em 2009
As exportações portuguesas para a China mais do que quadruplicaram na última década e apesar da crise global, em 2009, subiram 20 por cento, somando cerca de 222 milhões de euros.
«As nossas relações económicas não estão paradas e a tendência é para a China se tornar cada vez mais importante», realçou fonte diplomática portuguesa, em declarações à agência Lusa.
A avaliação é confirmada pelo responsável de uma consultora portuguesa estabelecida há uma década em Pequim e que criou este mês uma «empresa de direito chinês» (SPI China) para "facilitar" os contactos entre firmas dos dois países.
«Nunca tivemos tanta procura como agora. Cada vez há mais empresas portuguesas interessadas em fazer negócios na China», disse o presidente da Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), Augusto Guimarães de Medina.
Mármores, produtos para a indústria química, máquinas e aparelhos eléctricos, cortiça, cobre e pasta de papel representam mais de metade das exportações portuguesa para a China.
Pelas contas do AICEP, em 2009, as exportações portuguesas para a China (excluindo Macau e Hong Kong) somaram 221,949 milhões de euros (mais 37,930 milhões que no ano anterior) e as importações 1114,601 milhões de euros, uma descida de 16,9 por cento em relação a 2008.
Há dez anos, a China era o 33º mercado de Portugal.
Hoje está em 16º lugar - ainda atrás de Cabo Verde, mas à frente da República Checa, Áustria, Finlândia e outros parceiros da União Europeia.
As importações portuguesas da China - superiores às exportações, como acontece com a generalidade dos países europeus - também têm aumentado muito, mas em ritmo menos acelerado.
A economia chinesa cresceu em média 9,8 por cento ao longo das últimas três décadas, um resultado sem precedentes na História moderna
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1530620
INE reporta a Bruxelas défice de 9,4% do PIB
O Instituto Nacional de Estatística reportou hoje um défice orçamental de 9,4% do PIB no ano passado. Este valor – o mais alto de sempre – representa um agravamento de uma défice face à previsão inscrita no orçamento (9,3%), devido à revisão em baixa da economia portuguesa no ano passado.
Deixo aqui o gráfico do nosso Psi20 e a sua continuação ascendente :D,fecho acima da resistencias (linhas amarelo).
um abraço
Confiança das famílias portuguesas volta a cair pelo quinto mês consecutivo
Pelo quinto mês consecutivo, o indicador de confiança dos consumidores portugueses voltou a cair em Março, contrariando o sentimento dominante na Zona Euro, onde o "moral" das famílias parece estar a restabelecer-se.
Segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o indicador de confiança dos consumidore recuou de – 34,3 em Fevereiro para – 35,4 em Março. Todas as sub-componente do indicador sofreram recuos, à excepção da que mede o pulso às expectativas em torno do comportamento do mercado de trabalho.
Os portugueses estão mais pessimistas quanto à evolução das suas finanças familiares e em relação ao andamento nos próximos doze meses da situação económica do país. Estão também mais apreensivos quanto à sua capacidade de poupar.
A única nota positiva vai para o mercado de trabalho, com as famílias anteciparem uma travagem do desemprego. "O indicador de confiança dos consumidores tem vindo a diminuir desde Novembro, invertendo o forte movimento ascendente iniciado após o mínimo histórico da série registado em Março de 2009", escreve o INE.
Numa nota enviada às redacções, o Instituto destaca o facto de as expectativas sobre a evolução da situação económica do país terem diminuído "significativamente nos últimos quatro meses, apresentando o contributo negativo mais intenso para o andamento do indicador de confiança e interrompendo a subida acentuada anterior".
Já os restantes indicadores de confiança sectoriais – indústria, serviços e comércio – registaram uma evolução menos desfavorável em Março. Apesar de ainda se escreverem todos com sinal negativo, indiciam que o pessimismo entre o agentes económicos destes sectores está a desvanecer-se, em particular na industria transformadora. A excepção foi o sector da construção e obras públicas, onde a confiança permanece em queda também há cinco meses.
O indicador de clima económico, que sintetiza a evolução dos inquéritos mensais aos empresários dos sectores dos serviços, indústria, comércio e construção, melhorou, passando de -0,8 em Fevereiro para -0,5 em Março. Trata-se da primeira melhoria em três meses.
CPR altera notações da EGREP e da PARPÚBLICA, passando-as de AA para AA-, mantendo as tendências negativas
A Fitch Ratings anunciou a 24 de Março de 2010 a descida da notação de médio e longo prazo da República Portuguesa, passando-a de AA para AA-, e mantendo a respectiva tendência em negativa.
Esta alteração é justificada pelo aumento do déficit das contas públicas, que aumentou em 2009 para 9,3% do Produto Interno Bruto (PIB), face a 6,5% previsto pela Fitch Ratings em Setembro de 2009. Este incremento do déficit ampliou de forma significativa a escala das medidas orçamentais necessárias para a médio prazo estabilizar e reduzir o endividamento público.
A preocupação quanto ao impacto a médio prazo da crise económico-financeira global na economia e finanças públicas portuguesas, tendo em consideração as fraquezas desta economia e o seu nível de endividamento, constituem as razões da manutenção da tendência negativa atribuída pela Fitch Ratings à notação dos compromissos financeiros de médio e longo prazo da República Portuguesa.
Com esta alteração, as notações de risco de crédito de médio e longo prazo atribuídas à República Portuguesa são: Aa2, com tendência negativa, pela Moody's Investors Service, AA-, com tendência negativa, pela Fitch Ratings, e A+, com tendência negativa, pela Standard & Poor's.
Assim, dadas as notações de médio e longo prazo actualmente atribuídas à República Portuguesa, a Companhia Portuguesa de Rating, S.A. é da opinião que as capacidades de pagamento a médio e longo prazo (ratings de emitentes e / ou de emissões) da EGREP - Entidade Gestora de Reservas Estratégicas de Produtos Petrolíferos, E.P.E. e da PARPÚBLICA ‑ Participações Públicas, S.G.P.S., S.A. são muito fortes, embora apresentando alguma vulnerabilidade a modificações adversas da conjuntura, mas altera‑lhes as notações de AA para AA-, mantendo as respectivas tendências negativas.
Portugal prepara novo leilão de 500 milhões em Bilhetes do Tesouro
O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP) vai realizar, no dia 7 de Abril, um leilão de 500 milhões de euros de Bilhetes do Tesouro.
De acordo com um comunicado, o IGCP vai realizar, no dia 7 de Abril, à 10h30m, um leilão de BT, com maturidade de 18 de Março de 2011.
O "montante indicativo" deste leilão é de 500 milhões de euros, de acordo com o comunicado emitido pelo organismo liderado por Alberto Soares
HSBC diz para vender dívida portuguesa e comprar grega
O HSBC faz uma recomendação negativa para Portugal. O banco britânico recomenda aos investidores que vendam obrigações a dois anos portuguesas e comprem as da Grécia.
O banco britânico explica numa nota de análise que o plano de resgate da União Europeia para a Grécia deve proteger os investidores "tanto do risco de incumprimento [do país] como do nível das 'yields' das obrigações gregas", evitando que o preço dos títulos de dívida pública do país desça mais.
No mesmo documento citado pela Bloomberg, o HSBC adianta que "é notável que esse mesmo plano de resgate não contempla ajuda a mais nenhum país, e é muito possível que Portugal seja alvo de um escrutínio financeiro mais minucioso no que respeita o seu financiamento", o que aumenta a pressão sobre o risco da República nacional.
Certo é que as ajudas à Grécia anunciadas na semana passada só serão accionadas se a Grécia ficar sem outras opções de financiamento nos mercados internacionais.
O plano desenhado no Conselho Europeu de Bruxelas consiste em empréstimos bilaterais da zona euro, combinados com financiamento em menor escala do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Esta semana, o instituto responsável pela gestão da dívida pública portuguesa (IGCP) subiu a estimativa das necessidades de financiamento para Portugal, este ano, para um intervalo entre 24 e 25 mil milhões de euros, depois de ter anunciado antes que Portugal precisaria de emitir cerca de 20 mil milhões em dívida em 2010.
Isto depois de a agência internacional Fitch ter cortado o 'rating' da dívida de Portugal, na semana passada, de 'AA' para 'AA-'.
Desemprego atinge pico mas ficará congelado neste máximo
Ministra diz que desemprego "estancou", mas a economia não vai ter capacidade para acabar com o flagelo
(http://www.ionline.pt/adjuntos/102/imagenes/000/151/0000151391.jpg)
Portugal não vai ter economia que sustente uma redução do desemprego (e um arranque na criação de emprego) durante este ano e, provavelmente, no próximo.
A ministra do Trabalho, Helena André, assegurou esta semana que "estancámos o aumento do número de desempregados". E disse que "talvez tenhamos atingido o pico da entrada no desemprego". Mas vários indicadores e especialistas dizem que os máximos do desemprego vieram para ficar durante mais tempo do que nas crises passadas: o mercado de trabalho está "congelado"; não há existe criação líquida de emprego.
Pedro Adão e Silva, sociólogo, considera que "o desemprego até pode não crescer muito mais, mas também não há condições de fundo para que desça nos próximos tempo". O investigador insiste que "o mercado de trabalho está congelado, não há emprego a ser criado".
A maioria dos empresários, sobretudo na indústria, comércio a retalho e construção, também se mostra amplamente pessimista quanto à capacidade em contratar nos próximos três meses. Nos serviços, o maior sector da economia (cerca de dois terços da riqueza produzida), as perspectivas de emprego a curto prazo até melhoraram na recta final do ano, mas tornaram a deteriorar-se no arranque de 2010.
O Boletim de Primavera do Banco de Portugal, divulgado terça-feira, frisa que "todas as componentes da procura interna foram revistas em baixa em 2011, num quadro de deterioração das condições no mercado de trabalho e de revisão em baixa do rendimento disponível". No entanto, este ano será pior: "O ritmo limitado do crescimento da actividade económica permite antecipar que a destruição líquida de emprego deva perdurar durante 2010, sendo expectável uma ligeira criação líquida no decurso de 2011."
O governo consolida esta tese. A taxa de desemprego ficou em 9,5% da população activa em 2009, mas neste ano e no próximo vai manter-se em 9,8%, um máximo histórico, segundo as projecções do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC). No capítulo do emprego, o cenário não é muito melhor: haverá destruição (-0,5%) este ano, seguida de um crescimento de 0,1% no próximo."O mercado de trabalho português encontra-se bastante segmentado. As gerações mais novas e mais qualificadas não têm acesso aos empregos melhores e mais estáveis. Cerca de 90% dos novos empregos são criados sob contratos a termo e a maioria não é seguida de contratos permanentes, sendo que grande parte são ocupados por trabalhadores jovens."
Adão e Silva concorda que nem mesmo este cenário central de retoma lenta está garantido e aceita a existência de "uma série de problemas financeiros que estão por resolver e podem dificultar a retoma".
Esse risco de recaída do sector financeiro mundial foi citado e estudado com profundidade pelo banco central. Basicamente, pode estar iminente uma nova vaga de "reavaliação de prémios de risco", como lhe chama a instituição, o que levará a um aumento expressivo dos spreads das taxas de juro, fazendo abortar muitos investimentos ou mirrando os que forem para a frente. O investimento é considerado a variável decisiva para criar de novos empregos ou salvar os que já existem.
O boletim do banco central sublinha que o primeiro risco "descendente" - que pode roubar ainda mais fôlego à riqueza produzida por trabalhadores, empresas privadas e sector público - está ligado à "manutenção de algumas fragilidades em diversos segmentos dos mercados financeiros internacionais", à "eventual reversão das medidas de estímulo económico" dos governos em diversos países e ao "impacto descendente da crise financeira internacional sobre o crescimento tendencial das economias desenvolvidas.
"Estes factores implicam riscos descendentes sobre as exportações portuguesas, as quais desempenham um papel crucial na actual projecção." Crucial significa que, caso as exportações falhem o seu caminho, a economia arrisca uma nova recessão em 2010 e/ou 2011.
Do lado do investimento público, que substituiu o privado (praticamente ausente) durante a fase mais agressiva da crise, as coisas também não estão de feição. Portugal, que em 2009 registou uma das recessões mais violentas de sempre, perdeu 274 milhões de euros em investimento público face ao valor assumido pelo governo no PEC. O valor de 2010 também é revisto em baixa, mas cai apenas dois milhões, mostrou ontem o INE.
A imposição de limites ao investimento público foi uma das exigências do PSD ao PS para viabilizar o PEC.
eles sabem la o que dizem.. sabem la se é o máximo do desemprego ou se não é..
portugal até mete nojo porque afirmam as coisas sem garantias de nada..
Encomendas à indústria caem menos em Fevereiro
As encomendas à indústria mantiveram a tendência de queda, mas com uma dimensão menor, em Fevereiro, num período em que a procura do mercado nacional aumentou, enquanto do mercado internacional se verificou uma quebra menor.
De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), as "novas encomendas recebidas na indústria em Fevereiro de 2010 diminuíram 0,4%", o que corresponde a uma atenuação da tendência de queda, já que em Janeiro a descida tinha sido de 6,8%.
A contribuir para esta evolução esteve o aumento da procura interna (4,8%), quando em Janeiro tinha caído 2,8%. Já o mercado externo verificou uma diminuição da procura de 5,1%, quando no mês anterior tinham caído 10,7%.
Défice comercial português melhora com aumento das exportações
(http://www.jornaldenegocios.pt/images/Destaques/Trocas_balanca_economia_174.gif)
As exportações de bens em Portugal, no trimestre findo em Fevereiro deste ano, cresceram 7,6% e as importações aumentaram 2,4%, em termos homólogos, determinando um desagravamento do défice da balança comercial em 255,7 milhões de euros, avança o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo a mesma fonte, o défice passou de 4,6 mil milhões de euros, no período em análise, para 4,5 mil milhões de euros este ano. A taxa de cobertura foi de 63%, ou seja, uma melhoria de 3 pontos percentuais face à registada no período homólogo.
Por meses, as exportações subiram 5,8% em Janeiro em termos homólogos, mais que duplicando esse crescimento em Fevereiro para 12,9%. Já as entradas aumentaram 3,4% no primeiro mês do ano, subindo para 13,2% esse avanço homólogo no mês seguinte.
No Comércio Extracomunitário, as importações registaram um aumento de 13%, enquanto que as exportações se mantiveram inalteráveis face ao período homólogo do ano anterior no período de Dezembro de 2009 a Fevereiro de 2010.
Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, verifica-se que as exportações diminuíram 7,5% e as importações 1%, em comparação com igual período do ano anterior. O saldo da balança comercial, com exclusão deste tipo de produtos, atingiu um "superavit" de 36,2 milhões de euros e a correspondente taxa de cobertura foi de 102,3%, enquanto que nos resultados globais (incluindo os Combustíveis e lubrificantes) se registou um défice de 947,8 milhões de euros, com uma taxa de cobertura de 66,5%, revela o INE.
Em Fevereiro de 2010, o Comércio Intracomunitário apresenta na chegada um crescimento homólogo positivo de 0,8%. Na expedição, a taxa de variação homóloga mantém a tendência do mês anterior, apresentando um crescimento de 12,9%.
Exportações de combustíveis e lubrificantes sobem 27,4%
No período de Novembro de 2009 a Janeiro de 2010, face a igual período do ano anterior, destacam-se nas entradas o acréscimo do Material de transporte e acessórios (+28,1%) e, em sentido contrário, a descida na categoria das Máquinas e outros bens de capital (-18,2%).
Do lado das saídas, para o mesmo período, destacam-se os aumentos nas categorias de Combustíveis e lubrificantes (+27,4%) e de Material de transporte e acessórios (+17,3%) e a quebra nas Máquinas e outros bens de capital (-26,1%).
Retoma segue mais lenta em Portugal e permanece adiada na Grécia
Portugal continua a caminhar para uma recuperação económica, mas perdeu alguma velocidade. Já a Grécia persiste como o único país do euro onde a recessão parece estar teimosamente instalada. Esta é uma das conclusões que se podem retirar dos indicadores avançados hoje actualizados pela OCDE até ao mês de Fevereiro.
No caso português, o indicador – que tenta antecipar como a economia evoluirá nos próximos seis meses – voltou a subir em Fevereiro pelo 11º mês consecutivo, embora ao ritmo menos acelerado dos últimos sete meses, o que sugere um arrefecimento progressivo das perspectivas de recuperação.
O indicador subiu de 101,73 para 102,74, mantendo-se pelo terceiro mês acima a barreira dos 100 pontos, que corresponde à média de longo prazo.
A variação mensal do indicador voltou, porém, a perder alguma amplitude entre Janeiro (mais 1,16) e Fevereiro (mais 1,01). Já em termos homólogos, a variação foi amplificada.
Grécia não arranca
A grande excepção no panorama de melhoria, ainda que muito progressiva, das perspectivas de retoma das economias desenvolvidas verifica-se na Grécia. Este é o único dos 16 países membros da Zona Euro e mesmo entre as três dezenas que integram a OCDE onde se registou, em Fevereiro – e pelo terceiro mês consecutivo – um recuo do indicador avançado, de 98,83 para 98,73.
Ou seja, na melhor das hipóteses, e dado que o indicador avançado tenta antecipar inversões do ciclo económico, a Grécia só conseguirá dar a volta à recessão dentro de seis meses.
"Os portugueses estão a ser exauridos para pagar situações inaceitáveis"
O desperdício do Estado "é um pecado social gravíssimo", ainda mais numa altura em que a "carga fiscal está a chegar ao limite da implosão, da capacidade de pressionar a economia", defendeu hoje António Pinto Leite, que assumiu esta tarde a presidência da direcção da ACEGE. O "Estado é um mau exemplo e um mau gestor" e é com as contas públicas que deveríamos estar preocupados, não com os bónus do sector privado, defendeu.
Os comentários de António Pinto Leite – advogado, empresário e ex-dirigente do PSD, foram feitos esta manhã, antes de assumir a direcção da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) em substituição de João Alberto Pinto Basto, para um mandato que, como contabilizou Pinto Leite, vai coincidir com o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC).
"Nós temos neste momento uma infecção galopante da divida externa. E se o antibiótico não chega a tempo vamos ter um problema gravíssimo pela frente", frisou Pinto Leite, considerando que a "ideia ilusória de pedir impostos a quem ganha mais. ou à classe média, é uma solução vai acabar tragicamente para a economia portuguesa". Até porque, na sua opinião, a carga fiscal está já a chegar ao limite da ruptura", pressionando o crescimento da economia, num contexto de clara má gestão do Estado. "O estado é um mau exemplo e também um mau gestor. "Devíamos ter politicas sociais mais avançadas, mas o dinheiro desaparece", lamentou.
Para António Pinto Leite, esta sim deveria ser a grande preocupação nacional. O País deveria estar preocupado com o potencial de poupança que poderia ser feita se os dinheiros públicos fossem melhor geridos, e não com "quanto ganham três ou quatro gestores em Portugal". "Não são os salários desses gestores que poderão mudar a nossa vida, mas sim a poupança que deveria estar a ser feita".
Ganharam o dinheiro honestamente? Pagaram os seus impostos?
"Não se deve entrar numa onda de criticismo quando as pessoas foram contratadas e mudaram as suas vidas com base nesses contratos. Há valores que nos podem impressionar – poderia ter havido mais moderação – mas mesmo nas empresas cotadas onde o Estado tem uma participação julgo que é injusto colocar em cheque pessoas que superaram os objectivos que lhes foram colocados, e com os quais o Estado também vai beneficiar altamente como accionista e como colector de impostos". Esta análise de Pinto Leite surge em véspera das assembleias geral da EDP e da PT, empresas nas quais o Estado deverá propor amanhã cortes salariais e suspensão de prémios nos próximos anos.
António Mexia e Zeinal Bava – cujos prémios de gestão têm estado em foco – ganham muito ou pouco? "A primeira pergunta que se deve fazer a quem ganha muito dinheiro é se o ganhou honestamente e se pagou impostos. E provavelmente estamos a falar das pessoas que mais pagaram impostos em Portugal", apontou António Pinto Leite, um defensor da divulgação dos salários individualizados dos administradores das cotadas.
No caso da EDP, por exemplo, estamos perante um grupo de gestores "que conseguiu superar altamente os objectivos que lhes foram fixados, e muitas vezes com estratégias que não estavam pensadas antes, com estratégias de internacionalização muito bem feitas, com grande pontaria método, e sucesso. Eu nunca olho para o quanto o outros ganham. Quero é que eles paguem os impostos, tal como eu pago os meus", defendeu, argumentando ainda que alguns dos salários de topo que têm estado debaixo de foco têm que ser contextualizados à luz dos segmentos de alinhamento internacional onde se insere. O talento tem o seu preço.
O salário mínimo não é justo
Mesmo assim, Pinto Leite espera que todo o debate público possa ter a virtualidade de criar uma dinâmica no interior da empresas que, eventualmente, possa até "corrigir alguns excessos".
Apesar de tudo, os empresários têm uma missão de generosidade nas suas empresas e devem, neste momento de crise, que exige forte racionalidade económica, esforçar-se por proteger o emprego e aqueles que têm os salários mais baixos. "O desemprego deve ser sempre a última solução e, ainda que incorrendo em politicas de alguma flexibilidade, os empresários devem olhar com generosidade para aqueles que têm salários mais baixos. O salário mínimo, a partir do momento em que é um indicador que mantém as pessoas num risco de pobreza, não é um salário justo", defendeu o novo presidente da ACEGE.
A nova direcção, ontem eleita para o triénio 2010-2013, conta também com Nuno Fernandes Thomaz, Francisco Mello e Castro, João de Mello, Ana Paula Carvalho e Armindo Monteiro. António Horta Osório fica a presidir à mesa da assembleia geral.
Teixeira dos Santos diz que é "disparate" e "ignorância" comparar Portugal à Grécia
"Num mundo de expressão livre também se podem escrever disparates sem fundamentação sólida, reveladores de ignorância". A reacção é do ministro das Finanças, no rescaldo de um artigo de opinião de dois proeminentes economistas internacionais, segundo os quais Portugal vai seguir as pisadas da Grécia.
Peter Boone, investigador da London School of Economics (LSE) e Simon Johnson, antigo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, advertiram hoje que, depois da Grécia, Portugal é o "próximo no radar" dos mercados.
Num artigo de opinião conjunto, difundido pela agência Bloomberg, os dois economistas consideram que a economia portuguesa tem estado relativamente protegida pelo facto de os holofotes dos investidores terem estado centrados na Grécia.
Mas, sustentam, "ambos estão, em termos económicos, na vertigem da bancarrota, e ambos parecem mais arriscados do que a Argentina em 2001, quando sucumbiu ao incumprimento", vendo-se incapaz de honrar os compromissos com os seus credores.
Em reacção, Teixeira dos Santos escreve, numa nota enviada às redacções, que "num mundo de expressão livre também se podem escrever disparates sem fundamentação sólida, reveladores de ignorância quanto às diferenças existentes entre os países da zona Euro".
O ministro diz ainda que este tipo de análises "bem ilustram o preconceito céptico de alguns comentadores quanto à moeda única."
Ainda segundo os mesmos economistas, Espanha e Irlanda estão também confrontados com riscos idênticos aos de Portugal e da Grécia, porque têm problemas crescentes de competitividade internacional, decorrentes de terem entrado no euro com taxas de câmbio "excessivamente elevadas", numa altura em que ainda tinham pela frente um longo caminho para por as finanças públicas em ordem.
Portugal pode sair do euro, avisa economista
(http://dn.sapo.pt/storage/ng1281398.jpg?type=big&pos=0)
O conceituado economista Nouriel Roubini voltou ontem a falar sobre a crise portuguesa para dizer que acredita que Portugal poderá vir a abandonar a Zona Euro.
Em declarações à CNN, Roubini defendeu que "alguns membros mais fracos da Zona Euro, como Portugal e Grécia, podem vir a abandonar a união monetária".
Visto como o "próximo alvo", Portugal sofre nos mercados 17.04.2010 Isabel Arriaga e Cunha, Nuno Ribeiro, Sérgio Aníbal
Não houve qualquer notícia de uma derrapagem orçamental ou a descoberta de erros na contabilidade apresentada pelo Governo, mas a verdade é que diversos jornais e economistas têm estado, nos últimos dias, a colocar Portugal como o cenário da próxima grande crise da zona euro, a seguir à Grécia. O resultado destes comentários está a ser a continuação da penalização feita pelos mercados, com taxas de juro mais altas, da dívida pública portuguesa.
Durante o dia de ontem, o diferencial nas taxas de juro exigidas por uma obrigação a 10 anos do Estado português e a média europeia subiu de 1,26 para 1,36 pontos, reaproximando-se dos máximos que tinham sido atingidos antes da divulgação do plano de ajuda europeu à Grécia.
A esta tendência não será alheia a colagem, em muitos meios internacionais, da imagem de Portugal a um país com problemas orçamentais extremamente graves.
Portugal: o próximo alvo, lia-se ontem na edição do jornal norte-americano "The New York Times". O artigo - com o título Preocupações com a dívida mudam para Portugal, motivadas pela subida das taxas das obrigações - dizia que os especuladores dos mercados estavam, depois da Grécia, a avançar em direcção "a mais um pequeno membro da perturbada zona monetária europeia".
No dia anterior, Simon Jonhson, ex-economista chefe do FMI, num artigo feito em parceria com o economista Peter Boone, dizia também que "o próximo grande problema global" seria Portugal, dizendo que até agora o país tinha conseguido estar fora do centro das atenções apenas graças à Grécia e defendendo que estes dois países estão piores que a Argentina em 2001. Ontem, outro economista de nomeada, Nouriel Roubini, dizia também que Portugal e a Grécia poderiam ter de abandonar a zona euro.
Teixeira dos Santos, presente ontem em Madrid na reunião dos ministros das Finanças da zona euro, respondeu com dureza, falando de "disparates sem fundamentação sólida, reveladores de ignorância". "Não nos devemos impressionar com essas apreciações, pois, como o próprio ministro alemão referiu, Portugal não é a Grécia", disse.
Ajuda agrava dívida
A reunião do Eurogrupo serviu para discutir a aplicação do plano de ajuda à Grécia. Os ministros das Finanças da zona euro afirmaram-se satisfeitos com o desenvolvimento técnico e legislativo do programa de ajuda financeira de 45 mil milhões de euros, embora frisando que Atenas não fez qualquer pedido. Os "trabalhos preparatórios dos Estados-membros da zona avançam a um ritmo satisfatório, como de resto as discussões com o FMI sobre o programa de assistência comum", afirmou Jean Claude Juncker, primeiro-ministro do Luxemburgo e presidente do eurogrupo.
Atenas, que continua com as taxas de juro da sua dívida pública a subir, está a fazer tudo para finalizar os detalhes da ajuda prometida no domingo passado. A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o FMI vão enviar missões a Atenas na próxima semana para debater as condições de concessão desta ajuda. A Alemanha continua a fazer planar uma dívida sobre todo o processo, o que tem, aliás, alimentado a especulação dos mercados sobre a sua concretização. "Pensamos que os gregos estão no bom caminho e que, no final, talvez não precisem de usar a ajuda", afirmou Wolfgang Schäuble, ministro alemão das Finanças a uma rádio alemã. O seu secretário de Estado, Jörg Asmussen, presente em Madrid, deixou por seu lado claro que o Governo de Berlim apoia "o facto de as negociações terem começado mas igualmente que o programa [de ajuda] permita à Grécia continuar a refinanciar-se nos mercados".
Do lado de Portugal, Teixeira dos Santos admitiu que a contribuição portuguesa no apoio comunitário à Grécia poderá aumentar a dívida de Portugal. "Toda a gente compreende que há um esforço para garantir a estabilidade da zona euro, da qual Portugal beneficiou e tem beneficiado, pelo que temos de ser solidários com os países que partilham a moeda única, que também é a nossa moeda", sublinhou.
CitaçãoJoão P. , Porto. 17.04.2010 11:03
Todos os que estão minimamente atentos ao que se passa sabem há muito que o problema financeiro de Portugal é tão grave como o da Grécia. Fala-se há tantos meses na hipótese de bancarrota de Portugal. O défice externo de Portugal, que era praticamente inexistente no último Governo de Cavaco Silva (PSD), é um dos maiores do mundo desde o final dos anos 90, com o Governo de Guterres (PS), tendo apenas um ligeiro abrandamento com o Governo de Barroso (PSD), levando a um agravamento do endividamento do país para mais de 100% do PIB (quando em 95, no último Governo de Cavaco era cerca de 5% — cinco por cento!). Os dados são oficiais e tão claros que só é de estranhar não serem noticiados nem debatidos em Portugal, porque em qualquer outro lugar normal da Terra sempre que alguém passa os olhos sobre eles logo salta à vista o desastre das políticas económicas de autêntica destruição do país levadas a cabo pelos Governos PS nos últimos 15 anos, tendo-se agravado muito com a absoluta loucura socrática dos últimos anos, loucora não apenas do actual Primeiro Ministro e seu Ministro das Finanças mas de todos os seus acólitos, boys, girls e múltiplos apoiantes que conseguiram que as suas ...
Crédito
Bancos têm 2 mil milhões de euros em casas que não vendemA crise está a colocar de dia para dia mais casas nas mãos dos bancos, que não as conseguem vender. O valor global dos imóveis executados por hipotecas já ascende a 2 mil milhões de euros, tendo aumentado 17 % de 2008 para 2009. O banco com mais casas em seu poder é o BCP, seguindo-se o BES a grande distância, avança a edição do SOL esta sexta-feira
Numa altura em que há cada vez mais portugueses com dificuldade em pagar os empréstimos das casas, os bancos acumulam imóveis nos seus activos, fruto das execuções de hipotecas.
Embora as instituições financeiras tenham interesse em escoá-los rapidamente, o valor de imóveis inscrito nos balanços subiu 17%, totalizando mais de 1,9 mil milhões de euros, no último ano, segundo dados recolhidos pelo SOL.
Os cálculos tiveram por base os valores da conta 'activos não correntes detidos para venda', no subgrupo dos imóveis. Deixam de fora as provisões que as instituições constituíram para fazer face a potenciais desvalorizações (quanto mais elevadas menor é o valor líquido dos activos).
Quando o devedor não consegue pagar o crédito e o banco vais buscar o imóvel, regista-o nesta conta. Por isso, em períodos de alta do incumprimento e em que o escoamento dos imóveis não é rápido, é natural que esta conta suba.
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UE/Finanças: Portugal, Espanha e Grécia estão "todos no mesmo barco" - ministro Finanças grego
17 de Abril de 2010, 13:41
Madrid, 17 abr (Lusa) - Portugal, Espanha e a Grécia continuam "no mesmo barco" e a ser potenciais alvos de especuladores financeiros, afirmou hoje o ministro das Finanças grego, George Papaconstantinou, depois de participar na reunião dos responsáveis europeus das finanças, em Madrid.
Papaconstantinou falou hoje aos jornalistas que o questionaram sobre a situação económica grega e sobre as comparações que ciclicamente continuam a ser feitas entre a Grécia e as economias de Portugal e Espanha.
"Todos estamos no mesmo barco, cada um com os seus problemas. A Grécia tem pela frente mais problemas, mas não nos podemos esquecer que há especuladores em ação", afirmou.
Simon johnson, ex-economista-chefe do FMI
"Portugal deveria ter pronto um pacote de financiamento externo"
(http://www.jornaldenegocios.pt/images/images/simon%20johnson%20f.gif)
Simon Johnson é conhecido pela forma contundente com que tem criticado o papel da banca e de Wall Street no espoletar da crise. O Ex-economista-chefe do FMI e professor do MIT diz ao Negócios temer que "o Governo português esteja em estado de negação".
A opinião escrita em vários jornais e no blogue "The Baseline Scenario" transformaram-no numa das vozes de referência sobre o descalabro dos últimos dois anos. Artigos como o "O golpe de Estado silencioso" publicado em Abril de 2009 na "The Atlantic", ou o livro "13 Bankers", publicado em Março, mereceram reconhecimento internacional.
Nos últimos meses, a atenção do economista focou por várias vezes a difícil situação grega e europeia. Na quinta-feira, foi a vez de Portugal. Na edição "on-line" do "New York Times", Johnson co-assinou um dura avaliação à situação nacional: depois da Grécia, Portugal pode bem ser o "o próximo problema global". Fernando Teixeira dos Santos não gostou e adjectivou a avaliação como "disparates" que revelam "ignorância" sobre a economia nacional e a moeda única. Ao Negócios, em entrevista telefónica a partir de Los Angeles, Simon Johnson não esconde a surpresa com a reacção do governo português.
PSI20, vai ser um dia de loucos.
"É como o Lehman Brothers e o Bear Stearns"
Philip Lane, economista do Trinity College, universidade da Irlanda, compara a situação que seta a viver nos mercados internacionais, face à Grécia e Portugal, com a derrocada do Lehman e do Bear Stearns, há quase dois anos.
"É como o Lehman Brothers e o Bear Stearns", declara hoje Philip Lane ao "The New York Times".
Na altura, em 2008, foi primeiro a queda do Bear Stearns e depois a falência do Lehman Brothres, até então impensáveis, que o agravamento definitivo da crise financeira internacional. "Não são tanto os dados fundamentais [que determinam a queda], antes a indisponibilidade dos mercados em emprestar-lhes mais dinheiro", explica Lane,
O jornal americano titula a notícia em causa escrevendo que os "europeus receiam que a crise da dívida grega se espalhe". Cada vez mais investidores se perguntam se Portugal, Espanha e até Irlanda conseguirão obter os milhões de euros de que necessitam para financiar os seus Estados, conclui o diário.
António Vitorino constata "operação especulativa que escolhe vários alvos"
A crise nas contas públicas da Grécia resulta de "uma operação especulativa que escolhe vários alvos" e que pode atingir Portugal, afirmou o ex-comissário europeu e ex-ministro António Vitorino à Agência Lusa em Paris.
António Vitorino, que falou à Lusa na terça feira após uma conferência no Centro Cultural Calouste Gulbenkian em Paris, afirmou que este tipo de operação especulativa "exige uma resposta única, substancial" a nível europeu.
António Vitorino sublinhou que a situação da Grécia e a de Portugal são "substancialmente diferentes" em termos de dívida pública.
"Se os mercados fossem instâncias totalmente racionais, seriam os primeiros a reconhecer as grandes diferenças que existem entre o caso português e o caso grego", afirmou o advogado e dirigente socialista.
"Simplesmente, o que está em curso não é uma operação de racionalidade económica. O que está em curso, em larga medida, é uma operação especulativa e essa operação escolhe vários alvos, (hoje) a Grécia, amanhã outro país, e Portugal pode também ser vítima amanhã dessa tipo de especulação", analisou o ex-comissário europeu.
"É preciso uma resposta de solidariedade europeia, para tornar claro que as especulações que visam alvos concretos acabam por resultar em prejuízo para a zona euro e deve ser o conjunto da zona euro a responder a essas operações", defendeu António Vitorino.
"Há uma responsabilidade partilhada., Portugal esteve bem quando assumiu a sua parte de responsabilidade no plano de apoio à Grécia. O que é essencial neste momento para refrear a pressão sobre a Grécia e impedir que haja qualquer contágio em relação a outros países é que haja uma resposta única, substancial" a nível europeu, frisou António Vitorino.
Sobre a situação da Grécia e o ataque à dívida portuguesa, António Vitorino distingue "um problema de dívida pública e outro de dívida privada".
"A dívida pública grega é muito mais significativa do que a portuguesa. Não tem comparação. A dívida pública grega está nos 115 por cento do PIB, a portuguesa nos 76 por cento", indicou António Vitorino.
"Mas Portugal tem um nível de endividamento privado, das empresas e do próprio sistema bancário, que é preocupante e que deve merecer a atenção do poder público mas também dos responsáveis empresariais", concluiu António Vitorino.
Na sua conferência sobre o futuro da construção europeia, António Vitorino recordou a forma como a maior parte dos países da zona euro, exceto a Alemanha, viveram aquilo a que chamou uma "ilusão de crescimento" à custa das taxas de juro alinhadas pelas taxas de juro alemãs, com uma parte do rendimento disponível canalizado para o consumo.
"Essa é uma das causas da crise de endividamento em que estamos envolvidos", explicou António Vitorino.
No comments. Não estou a ver onde isto poderá parar. Muito mau para ser verdade. Em 3 dias já começa tudo a bater perto de minimos feito aqui a cerca de 1 ano. Com mais 2 dias para acabar a semana. Começo a apostar positivo durante a semana que vem. :(
Quando digo que começo a apostar positivo. Não quero dizer que neste momento estou investido contra Portugal. Nunca jamais em tempo algum. Se bem que considero serem os shorts os grandes provocadores de liquidez e causadores de estrondosas subidas que por vezes ocorrem.
Valor das ajudas a Portugal, Grécia e Espanha "será astronómico"
Se além da Grécia, também Portugal e Espanha precisarem de programas de apoio europeu, "o valor será astronómico", diz Piero Ghezzi, do Barclays Capital: 480 mil milhões de euros no mercado. "Agora estamos a falar de dinheiro a sério".
Piero Ghezzi é economista do Barclays Capital e explica hoje na edição do "The New York Times" que o problema grego passou a ser português e pode passar a ser espanhol: os três países precisam de refinanciar muita dívida este ano e, se entrarem em colapso de crédito, poderão precisar de fortes programas de apoio internacional: "90 mil milhões de euros para a Grécia, 40 mil milhões para Portugal e 350 mil milhões para Espanha", contabiliza Ghezzi.
O maior receio em termos europeus é agora Espanha, pela dimensão da economia e da dívida que precisa de refinanciar. Segundo afirma ao mesmo diário Jonathan Tepper, da casa de análise Variant Perception (que tem sido pessimista sobre a Península Ibérica), "Espanha precisa de emitir entre dívida nova e refinanciamento da dívida antiga cerca de 225 mil milhões de euros este ano. 45% da sua dívida é detida por estrangeiros, donde eles estão dependentes da bondade de estranhos".
Juros da dívida portuguesa saltam para máximos de 13 anos
A "yield" da dívida portuguesa a 10 anos aproximou-se hoje dos 6%, atingindo o nível mais elevado desde Novembro de 1997, numa altura em que cresce a pressão sobre Portugal depois de a S&P ter cortado o "rating" de Portugal em dois níveis. O "spread" face à dívida alemã está perto dos 300 pontos base.
A "yield" das obrigações do tesouro a 10 anos, de acordo com os preços genéricos da Bloomberg, sobe 28 pontos base para 5,99%, uma taxa que não se verificada há 13 anos, quando era ainda o escudo que estava em circulação.
O corte no "rating" de Portugal, ontem anunciado pela S&P, foi a última fonte de pressão sobre a dívida portuguesa, com os juros em alta pela 12ª sessão consecutiva.
O diferencial entre os juros portugueses e alemãs, que medem o prémio de risco que os investidores exigem para investir na dívida portuguesa em detrimento da alemã, situa-se hoje muito perto dos 300 pontos base, também um máximo desde 2007.
No prazo mais curto a pressão é ainda maior, com a "yield" das obrigações portuguesas a dois anos a subirem 99 pontos base para 5,9%. Nesta maturidade a distância face à dívida alemã é ainda maior, superando os 500 pontos base.
Os seguros de risco contra o incumprimento da dívida pública, os denominados CDS, atingiram um novo recorde tanto na Grécia como em Portugal e Espanha. Os seguros para dívida soberana com prazos mais curtos estão mais elevados do que para os prazos mais longos.
"Não há relação entre Portugal e Grécia"
Jüergen Stark, membro executivo do Banco Central Europeu (BCE), afirmou esta manhã que "não há relação entre Portugal e Grécia" e que há "diferenças claras" entre os dois países. O responsável sublinhou mesmo que a Grécia é "um caso singular".
"Continua a haver diferenças claras" entre os dois países, afirmou o responsável citado pela Dow Jones. "Não vejo relação entre Portugal e Grécia", sublinhou quando questionado sobre o corte de "rating" da dívida pública portuguesa realizada pela S&P.
O responsável adiantou que a Grécia tem de ser vista "como um caso singular".
A S&P baixou ontem a notação da dívida portuguesa em dois níveis, de "A+" para "A-", o que provocou uma descida acentuada na bolsa e uma escalada nos juros da dívida.
E não foi apenas Portugal que viu o seu "rating" cortado. O "rating" da Grécia foi ontem revisto em baixa. Passou de "BBB+" para "BB+", sendo esta última classificação de risco está abaixo do limiar mínimo que o Banco Central Europeu (BCE) requer para ceder liquidez. Nunca a S&P tinha cortado o "rating" de um país do euro em três níveis de uma só vez. Uma classificação de "junk", ou "lixo", como a atribuída à Grécia, indica que a probabilidade de o país entrar em incumprimento é grande.
Em relação a toda esta situação, o membro do BCE, Yves Mersch, afirmou que "estamos numa situação de crise", mas assegurou que "temos propostas de como lidar" com este contexto, de acordo com a Bloomberg.
O responsável adiantou que "é agora necessária uma disciplina extrema" e garantiu que ele "não vai aumentar as dificuldades" ao fazer "declarações iniciais".
"Vamos assumir a nossa responsabilidade dentro do banco central e dentro do Tratado Europeu", acrescentou Mersch.
Citação de: Nyk em Abril 28, 2010, 09:12
PSI20, vai ser um dia de loucos.
CitaçãoBCE, FMI e Governo alemão preparam declaração conjunta sobre a Grécia
Se as declarações forem favoraveis, ainda vamos fechar no Verde.
Portugal paga juros mais altos do que poderá cobrar à Grécia
Os juros das obrigações da dívida portuguesa a três anos ultrapassou os 5%, ou seja, Portugal já está a financiar-se a um preço mais elevado do aquele que vai cobrar à Grécia, no caso de a União Europeia avançar com o empréstimo ao país helénico, nota a Bloomberg no seu "Gráfico do Dia".
A taxa de juro da dívida portuguesa, a três anos, subiu para 5,63%, o que é mais elevado do que os 5% que Portugal irá cobrar à Grécia no âmbito do resgate acordado entre a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional para a ajuda à Grécia, se este for implementado. As obrigações gregas com a mesma maturidade estão nos 14,86%.
Segundo a Bloomberg, estes dados indicam que se os empréstimos à Grécia avançassem neste momento, Portugal estaria a pagar mais 63 pontos base para se financiar no mercado, com fundos destinados a financiar uma parte do défice grego, permitindo a este país a poupar 9,86 pontos percentuais (986 pontos base), sobre o montante do empréstimo.
Estes dados "tornam o argumento de que isto não é um subsídio parecer bastante fraco", disse o director de análise do Barings Investment Services, Toby Nangle à Bloomberg. "Mesmo com os custos de financiamento do resgate grego a subirem acima do resgate à Grécia, não vejo estes países a recuarem, uma vez que podem ser os próximos candidatos" à ajuda, disse o especialista.
A classificação de crédito da Grécia foi reduzido para "BB+", pela Standard & Poor's e esta é a primeira vez que um membro da Zona Euro vê a qualidade do seu credito ser reduzida para um nível a que já não é reconhecida qualidade de crédito. A dívida portuguesa foi reduzida para "A-".
Será altura de aproveitar os saldos?
Ou será melhor ver a banda passar.
Citação de: Noddy em Abril 28, 2010, 12:44
Será altura de aproveitar os saldos?
Ou será melhor ver a banda passar.
Saldos, qual saldos, isto é uma roubalheira que estão a fazer as cotadas, especulação pura.
Lisboa reduz perdas a menos de metade com perspectiva de ajuda à Grécia
A bolsa de Lisboa mantém a tendência negativa, mas já reduziu a metade a forte queda registada no arranque da sessão. O PSI-20 cai menos de 2%, em linha com as pares da Europa, com quase todas as cotadas em baixa. Só a EDP Renováveis sobe, num dia em que mais de metade das empresas do índice principal fixaram mínimos mais de um ano.
O índice de referência, que chegou a perder mais de 6% para o nível mais baixo dos últimos 12 meses, segue a cotar nos 6.949,29 pontos. Das 20 cotadas apenas uma sobe, sendo que 14 recuam mais de 2% e destas sete estão a desvalorizar mais de 4%, assistindo-se agora a um cenário bem menos negativo do que no arranque da sessão.
A praça portuguesa é agora a segunda que mais cai na Europa, recuando 1,94%. Esteve a liderar as perdas no arranque da sessão (chegou a cair mais de 6%), penalizada pelo corte de "rating" da dívida de Portugal por parte da Standard & Poor's. A descida da notação financeira de "A+" para "A-" levou os juros da dívida da República a disparar. A "yield" a 10 anos das Obrigações do Tesouro está nos 5,936%.
Pior que a bolsa de Lisboa está a praça financeira de Espanha que recua 3,22%. A bolsa da Grécia, por seu lado, caiu 0,81%. Uma descida ligeira, por comparação, que reflecte a perspectiva dos investidores de que na declaração conjunta do BCE, FMI e do governo da Alemanha, agendada para o início desta tarde, dê sinais de avanço no processo de concessão dos fundos de emergência. O STOXX Europe cai 1,53%, com o sector da banca a liderar as descidas.
Também no mercado nacional os títulos financeiros centram atenções, especialmente o Banco Comercial Português (BCP). Segue a desvalorizar 5,66% para 0,633 euros, depois de ter chegado a afundar mais de 17%, queda que levou as acções do maior banco privado nacional a negociarem no valor mais baixo de sempre. Os títulos chegaram a cotar nos 0,55 euros.
BES e BPI seguem a tendência, e estão a negociar próximo dos mínimos de mais de um ano. O banco liderado por Ricardo Salgado está, agora, a negociar nos 3,08 euros, a perder 4,94%, já os títulos do BPI perdem 2,10% para 1,634 euros. Também o Banif está em queda, recuando 6% para 0,94 euros.
Nota de destaque também para a Galp Energia, que é uma das cotadas que mais pressiona o PSI-20. A petrolífera está a perder 2,34% para 11,67 euros, já a EDP perde 2,29% para 2,562 euros enquanto a EDP Renováveis consegue ser a única cotada da bolsa de Lisboa a valorizar. Inverteu a tendência e está agora a transaccionar nos 5,113 euros, a subir 0,99%.
A Jerónimo Martins também não escapa à quedas. Recua 1,65% para 7,34 euros, isto apesar de esta manhã ter apresentado um crescimento dos lucros de 30% dos primeiros três meses, para 42,3 milhões de euros. Já a "holding" liderada por Paulo Azevedo, a Sonae SGPS está a perder 1,44% para cotar nos 0,752 euros.
A Portugal Telecom desce 2,6% para 7,269 euros, enquanto Sonaecom, que chegou a afundar mais de 10%, está a perder 5,44% para 1,235 euros, a negociar no valor mais baixo do último ano. Em mínimos de mais de 12 meses está também a Zon Multimédia que perde 4,34% para 3,198 euros.
Também a renovar um mínimo de um ano está a Sonae Indústria, que desce 11,06% para 1,93 euros, assim como a Mota-Engil, que recua 5,24% para 2,606 euros. A Brisa atingiu também hoje um novo mínimo, durante a parte inicial da sessão, estando agora a perder 1,86% para 5,054 euros.
É Nyk... pura Especulação, e aí estão os abutres dos Short's em grande força.
A Grécia vai proibir os Shorts até Julho.
Hollie, quando são os abutres dos longuistas a levar tudo até à estratosfera aí ja ta tudo bem?
E' incrivel a forma como o Psi20 recuperou daquele buraco negro inicial. Quem andou a papar acções durante as quedas da manhã, ja' esta' a rir-se a esta hora. ;D Ainda assim penso que isto sera' passageiro e basta apenas uma palavra mal interpretada por parte de alguém com responsabilidades para isto virar novamente de forma abrupta
Pois é como mostrei noutro post o gráfico do PSI20 agora vamos para os +-10 000pts.com a Grécia ou sem Grécia.
Inacreditável, o Psi20 já está positivo depois da manhã negra.
Duartini,
que eu saiba os longuistas(como chamas) nunca levaram o que quer que seja para a estratosfera, estás com qualquer problema de definição, ou expressão. E Tb que saiba nunca foi proibida a acção dos longuistas em Bolsa, como já aconteceu diversas vezes com os Shortistas. Espero que não te tenhas sentido ofendido, penso que é uma boa definição para quem faz Short: Abutre ou Hiena. Actuam como esses dois animais que têm a sua função na natureza. É uma forma de estar, de actuar.
Não me senti afectado. Mas então quando são os shorts a levarem os preços até à estratosfera para quem está longo já tá tudo bem? Eu não sou nem bull nem bear, nem de esquerda nem direita. Sou normal.
Juros da dívida pública portuguesa recuam após medidas de austeridade
O prémio pago pela dívida pública portuguesa está hoje a recuar, depois do Executivo de José Sócrates ter anunciado um pacote de medidas de maior
O prémio pago pela dívida pública portuguesa está hoje a recuar, depois do Executivo de José Sócrates ter anunciado um pacote de medidas de maior austeridade, para reduzir o défice, que hoje vai discutir com a oposição.
As "yields" da dívida pública a 10 anos estão a cair 7 pontos base, para 4,479%, bem abaixo dos 6% a que chegou a negociar na semana passada, num momento em que os investidores receavam que também fosse necessário um plano de ajuda para Portugal.
Nas maturidades mais curtas a tendência também é de queda, com os juros das obrigações do tesouro a cinco anos a recuarem três pontos base para 3,386%, enquanto a dois anos, as "yields" descem quatro pontos base para 2,181%.
O Governo entregou ontem ao PSD um conjunto de medidas de austeridade que consagram uma subida generalizada de impostos e medidas menos concretas de redução da despesa. Estes esforços acrescidos de consolidação estão a ser bem recebidos pelos investidores, que estão a descontar menor risco para o país.
Ainda ontem, Portugal colocou mil milhões de euros de dívida pública, uma operação bem recebida pelo mercado, uma vez que a procura superou as últimas emissões. Analistas consideram que o êxito ultrapassa as fronteiras portuguesas: é um bom sinal da eficácia do anúncio da Europa de que não deixará cair nenhum dos seus numa situação de incumprimento, e uma boa notícia para os países da periferia do euro.
Portugal vai vender mais 500 milhões de Bilhetes do Tesouro
Portugal vai voltar ao mercado de dívida na próxima semana. A 19 de Maio, o IGCP vai realizar um leilão de Bilhetes do Tesouro (BT) com uma maturidade de 9 meses, sendo o montante indicativo de 500 milhões de euros.
De acordo com a informação avançada no "site" da entidade presidida por Alberto Soares, será efectuado "um leilão da linha de BT com maturidade em Fevereiro de 2011" com "um montante indicativo de 500 milhões".
Na semana passada, o IGCP realizou uma emissão de BT, também de 500 milhões de euros, mas com uma maturidade a 6 meses. Nesta operação, pagou uma taxa de juro de 2,955%, quatro vezes mais do que na última emissão com esta maturidade.
Ontem, Portugal voltou a ir ao mercado numa operação de financiamento através de Obrigações do Tesouro (OT). Colocou o montante máximo previsto (1.000 milhões de euros) com um juro ligeiramente superior a 4,5%, beneficiando já do impacto positivo que o fundo europeu teve nas "yields" d