23 Mar 2005 15:30 GMT
US Energy Dept oil data: "U.S. commercial crude oil inventories
(excluding those in the Strategic Petroleum Reserve) rose by 4.1 million
barrels from the previous week. At 309.3 million barrels, U.S. crude
oil inventories are in the upper half of the average range for this time
of year. Total motor gasoline inventories dropped by 4.1 million
barrels last week, but remain above the average range. Distillate fuel
inventories fell by 2.8 million barrels last week, and are in the lower
half of the average range for this time of year. While most of the
decline was in high- sulfur distillate fuel (heating oil), low-sulfur
distillate fuel (diesel fuel) also declined. Total commercial petroleum
inventories inched up by 0.2 million barrels last week, and remain in
the upper half of the average range."
Provided by: Market News International
Reparem que os inventários de crude aumentaram considerávelmente mas os de gasolina e destilados continuam a caír.
Isto significa que as refinarias não estão a dar conta do recado (não conseguem acompanhar o aumento de procura) o que aliás confirma a o facto de as refinarias estarem a trabalhar nos limites das suas capacidades. Este problema tem a ver coma deficiente rede de distribuição nos EUA (nos últimos anos não investiram em novas refinarias ou na modernização das existentes).
Existe um problema semelhante com a rede de Gás Natural nos States. Com o boom que se verificou no mercado imobiliário, não houve tempo nem visão (ou vontade / dinheiro) para adequar a rede de gás à nova realidade.
Tudo bem Paciente ?
Creio que também poderá haver uma situação de aumento de stockagem se se tiver a perspectiva de um aumento sustentado dos preços do petróleo. Com uma subida sustentada dos preços, torna-se um bom negócio vender combustíveis com preços de referência do oil nos, p.ex., $60 quando os mesmos tinham sido adquiridos a $55.
Claro que isto é apenas uma suposição...
Cumprimentos
Garfield
P.S.: realmente não nos podemos ficar pelos cabeçalhos... ;)
Boas Garfield,
Por aqui tudo tranquilo, apesar deste grande short covering no USD. Estou calmamente à espera da PRATA na zona dos 6,80/6,90 para alongar. Se vier aos 6,60 melhor ainda. O OURO também está a corrigir violentamente (o que não constitui nenhuma novidade). Tenho também aproveitado esta correcção (que ainda tem alguma margem de downside) para efectuar algumas compras selectivas de acções mineiras do OURO e da PRATA a preços que considero atractivos.
Quanto ao EURUSD, e ultrapassados em baixa os principais níveis de Fibo, é aguardar para ver se reage na LTa de médio prazo (actualmente nos 1,2931). Neste momento, os Bulls no USD controlam a situação.
Este movimento ascendente no USD deverá permanecer sustentado até final do mês. É preciso não esquecer que o ano fiscal japonês acaba em 31MAR05 e até lá o USD deverá valorizar-se por forma a dar um aspecto menos alarmante às contas japonesas (sobretudo na rubrica reservas cambiais). Fala-se na possibilidade do dólar valorizar 5% o que apontaria para a zona dos 85 pontos no Dollar Index (ou seja, poderemos testar o anterior máximo relativo nos 85,44 pontos).
Abraço
Sim, por um lado, este movimento foi uma surpresa. E, apesar de continuar bear no longo prazo no dólar, andei à procura de gráficos do Dóllar Index e, depois de encontrar este, deparei-me com uma constatação "preocupante": é que o retest aos 85, tal como referiste, implica uma ruptura da LTD de longo prazo no Dóllar Index. E, para mim, isto apresenta-se como a primeira grande divergência no cenário do dólar. Isto não significa que vamos ter já já uma inversão, ou sequer que ela vai exixtir, mas acho que é bastante relevante se tal acontecer. O que achas ?
Claro que, quando afirmo ser "preocupante" é apenas na medida em que, caso haja uma inversão, é importante detectá-la a tempo, de modo a poder-me posicionar do lado correcto do mercado e saber o que esperar. Mas não deixa de ser engraçado: continuo a achar que os fundamentais, e no contexto mundial actual, apontam para o continuar do movimento descendente do dólar.
Boa Sorte
Abraço
Garfield
Essa Ltd algum dia terá que ser quebrada em alta, até porque a sua inclinação é bastante acentuada e difícil de manter.
O que é importante é perceber se o USD está em condições de fazer uma inversão de longo prazo o que, tendo em conta os fundamentais, me parece muito improvável. Ainda assim, é de estar atento à possibilidade de ruptura da LTd e agir em conformidade (adoptando postura defensiva).
O aumento das taxas de juro nos EUA por si só não constituem motivo para sustentar um USD em alta. Até ao final do ano espero ver o BCE a fazer o mesmo. A inflacção está presente e a Europa não vai escapar a esta nova realidade. A alteração do PEC, permitindo uma maior flexibilização nos déficits só vem potenciar este cenário inflaccionista.
Por outro lado, se com um USD fraco os déficits teimam em aumentar imagino como será com um câmbio mais desfavorável. É preciso não esquecer que vários responsáveis da política económica norte-americana afirmaram ser necessária uma desvalorização sustentada no USD por forma a resolver o problema do déficit comercial (pessoalmente acho que só a desvalorização não resolve o problema).
Enfim muitas incógnitas...
Continuo a achar que sem haver medidas concretas que tenham de facto a capacidade de reduzir os déficits americanos, o USD terá muita dificuldade em iniciar um bull market. Pode ter um forte movimento ascendente, contra a tendência, mas não será sustentado no tempo.
O problema dos déficits não é exclusivo dos EUA (só que neste país assume valores absolutos astronómicos). Vários países desenvolvidos e com moedas fortes têm o mesmo problema. É o caso da Autrália e da Nova Zelândia. A diferença é que a NZD paga 6,5% de juro enquanto o USD paga 2,75%. Esta é a principal razão para a moeda neo-zelandesa ter sido a que mais valorizou no último ano.