BES e Cimpor são as acções mais defensivas do mercado nacional
As perspectivas de um aumento das taxas de juro nos EUA e de um avanço da inflação estão a deixar os investidores com menor propensão para o risco, defende a JP Morgan Fleming (JPMF). O BES e a Cimpor surgem com as combinações mais atractivas para os investidores que procuram uma carteira menos exposta ao risco.
O recente "profit warning" feito pela General Motors terá servido para alterar o comportamento dos investidores, que apresentam agora uma abordagem mais cautelosa.
"Observámos, nos últimos meses, uma tolerância ao risco muito elevada, mas essa situação está agora a alterar-se", afirmou Tom Elliot, estratega da casa de investimento, acrescentando que podemos ter chegado a um pico de confiança e tolerância ao risco.
As previsões de Tom Elliot apontam as empresas de maior dimensão e com níveis de risco mais baixos como as mais atractivas, caso a tendência de aversão ao risco se venha a intensificar. O Jornal de Negócios procurou identificar, no mercado português, as cotadas que apresentam um binómio dimensão /risco mais ajustado ao perfil dos investidores menos propensos ao risco.
Para aferir a dimensão da empresa, o Jornal de Negócios fez um "ranking" das empresas em função da capitalização bolsista. O grau de risco foi calculado usando dois indicadores: o beta e a volatilidade das acções.
Das empresas que cotam no PSI-20, o Banco Espírito Santo (BES) e a Cimpor surgem com as combinações mais atractivas para os investidores que procuram uma carteira menos exposta ao risco.
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