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Título: Novas normas contabilísticas deverão ter impacto de 5,16 milhões nos lucros BCP
Mensagem de: notiCIas em Abril 19, 2005, 09:59
Novas normas contabilísticas deverão ter impacto de 5,16 milhões nos lucros do BCP


A introdução das normas internacionais de contabilidade (IFRS/IAS) deverá ter um impacto positivo de 5,16 milhões de euros nos lucros líquidos relativos ao primeiro trimestre de 2005 do banco Millennium bcp, e negativo ao nível da margem financeira, segundo a média das estimativas avançadas pelos analistas.

O banco liderado por Paulo Teixeira Pinto deverá apresentar hoje, após o fecho do mercado, os números relativos à actividade dos primeiros três meses deste ano.

Aplicando as normas contabilísticas que vigoravam até ao final de 2004, estabelecidas no Plano Oficial de Contabilidade, os analistas de oito casas de investimento estimam lucros líquidos entre 122 e 136,3 milhões de euros, com a média a apontar para 130,8 milhões de euros, o que representa um crescimento de 24% face aos 104,9 milhões de euros do período homólogo de 2004.

Os especialistas esperam, ao nível operacional, uma recuperação do lado das receitas e alguma contenção dos custos nos dados a apresentar.

Ao aplicar as IAS nos modelos previsionais, a média das estimativas sobe para 134,9 milhões de euros nos lucros líquidos e a margem financeira recua para 356,4 milhões de euros, contra a média de 366,96 milhões de euros utilizando as regras do POC.

Especialistas criticam falta de informação sobre IAS

Os especialistas contactados pelos Jornal de Negócios criticaram a ausência de informação relativa ao impacto da introdução das IAS nos resultados do BCP.

«Não fizemos quaisquer estimativas para o BCP, uma vez que não apresentou um 'guidance' sobre o impacto das IFRS nas suas contas. Não fazia sentido estar a fazer estimativas», explicaram ao Jornal de Negócios os analistas do Deutsche Bank e do Kelton Fox-Pitt.

Num «research», a analista da Caixa BI, Susana Neto, afirma que a informação sobre as IAS é «tão escassa quanto pouco clara» e as comparações homólogas «apenas serão possíveis uma vez fornecidas as contas».

As acções do BCP seguiam a valorizar 0,48% para os 2,08 euros.

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