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Mercados => Fórum de Bolsa => Tópico começado por: notiCIas em Abril 27, 2005, 14:09

Título: PT cai quase 3% e deixa-se ultrapassar pelo BCP no PSI-20
Mensagem de: notiCIas em Abril 27, 2005, 14:09
PT cai quase 3% e deixa-se ultrapassar pelo BCP no PSI-20 (act.)

As acções da PT negociavam hoje em queda superior a 2,5%, com o papel a recuar para níveis de Setembro de 2004. No PSI-20, a operadora foi ultrapassada pelo BCP que é agora o título com maior peso. A pressão do regulador, a aproximação da apresentação dos resultados e as novas metas para a Vivo estão a pressionar.

A Portugal Telecom (PT) [Cot] negociava em queda de 2,59% para os 8,66 euros, com 2,7 milhões de títulos movimentados, num dia «negro» para o sector das telecomunicações na Europa.

A operadora de telecomunicações liderada por Miguel Horta e Costa chegou a bater nos 8,65 euros, ou seja, mínimo de Setembro de 2004.

A empresa, que está a perder valor pela terceira sessão consecutiva, estava hoje a ser arrastada pela queda do sector na Europa, onde o índice Dow Jones para o sector resvalava 1,58%, pressionado sobretudo pelos valores da Deutsche Telekom que perdiam 4,37%, no primeiro dia de negociação em «ex-dividendos».

Este ano, a operadora nacional está a acumular uma desvalorização superior a 4%, uma tendência que ficou agravada depois de na semana passada a Anacom - a autoridade que regula o sector das telecomunicações em Portugal – ter decido baixar os preços a cobrar pela empresa aos operadores alternativos para a desagregação do lacete local.

Os analistas, em reacção, consideraram que o papel poderia sofrer perdas em bolsa, já que a decisão vem aumentar a pressão concorrencial, beneficiando os operadores alternativos, como a Sonaecom e a ONI.

A decisão anunciada pela PT de quadruplicar a largura de acesso à Internet por ADSL e Cabo pouco impacto tem tido nas acções.

Banco Comercial Português com maior ponderação no índice

A perda de capitalização bolsista dos últimos dias fez com que as acções da operadora de telecomunicações perdessem alguma importância no índice PSI-20 [Cot] que, por arrasto da PT, negociava hoje em queda superior a 0,99%.

Aos actuais preços, o peso da Portugal Telecom no PSI-20 caiu para os 19,1%, contra os 20,1% do Banco Comercial Português (BCP) [Cot] que é agora a acção com maior ponderação no «benchmark».

Há 12 meses, o peso da operadora no índice PSI-20 era de 20,6%, contra os 19,6% do banco liderada por Paulo Teixeira Pinto, que este ano está a amealhar um ganho em bolsa de 12%.

Credit Suisse prevê uma quebra de 30,1% nos lucros trimestrais

A operadora vai desvendar as contas trimestrais na próxima terça-feira, ainda antes da abertura da bolsa.

Numa nota a clientes, os analistas do Credit Suisse First Boston (CSFB) estimam que a operadora de telecomunicações apresente, nos primeiros três meses de 2005, lucros de 157,4 milhões de euros, um valor que compara com os 225,1 milhões de euros conseguidos em idêntico período de 2004.

«Esperamos receitas de 1.436 milhões de euros, o que representaria uma quebra homóloga de 2%», perante a descida de receitas no fixo, no móvel e na PT Multimédia [Cot], esta última devido à «desconsolidação» da unidade Lusomundo Media, que está em vias de ser alienada à Controlinveste, do empresário Joaquim Oliveira.

Segundo as previsões do banco suíço, o EBITDA (resultado antes dos juros, impostos, amortizações / depreciações) deverá evidenciar um crescimento de 3,4% para os 607,4 milhões de euros, com a operadora a beneficiar da libertação de provisões e da expansão das margens da unidade Multimédia.

O analista Petros Katsoulas ajustou as estimativas de resultados para a totalidade do ano, devido à saída dos activos da Lusomundo Media e à adopção das normas internacionais de contabilidade (NIC).

As previsões de receitas para 2005 aumentaram 2,6% para os 6.267 milhões de euros, o EBITDA sofreu um decréscimo de 3,1% para os 2.448 milhões de euros e as estimativas dos lucros líquidos foram revistas em alta de 4,3% para os 607 milhões de euros. O banco tem uma recomendação «neutral» e um preço-alvo de 9 euros.


Previsões mais cautelosas para a Vivo pressionam acções

A operadora espanhola Telefónica anunciou ontem um reforço do programa de recompra de acções próprias, e mostrou-se mais conservadora em relação à margem do EBITDA (rácio do EBITDA sobre as vendas) da Vivo – a «joint venture» para o mercado móvel brasileiro detida em partes iguais pela PT e pela Telefónica. Até 2008, a margem deverá quedar-se «em redor» dos 35%.

O analista do BPI Ricardo Seara diz que as metas para a operadora brasileira «mostram um incremento da pressões de concorrência no país», um facto que a casa de investimento já incorpora no seu modelo de avaliação.

O BPI espera que em 2008, a margem do EBITDA da PT alcance os 36% e conclui dizendo que as novas metas «deverão, provavelmente, penalizar a PT».

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