NonFarm Payrolls esperado de 120.000
O Nonfarm Payrolls (NFP), é considerado por muitos investidores como o mais importante indicador da economia americana. O NFP mede a variação do número de pessoas empregadas do ultimo mês de todas as empresas não agrícolas. O valor representa 80% da folha de pagamentos do pib da economia americana. Valores acima do esperado representam crescimento do emprego e da economia acima do que está refletido no mercado, assim com abaixo do esperado tem o efeito contrário. Atenção às frequentes revisões dos valores anteriores.
Os pares que têm refletido com mais consistência as variações do NFP é o usdjpy e o usdchf que valorizam com os bons números e desvalorizam com os maus números devido ao yen e franco suíço serem considerados a moedas com maior procura pelos investidores para refugio.
Quanto às moedas com maiores taxas de juro (yields) como o euro; gbp; aud ... o comportamento não é tão regular, normalmente reagem em queda face ao dólar nos bons números, mas invertem a valorizar passado alguns segundos ou minutos.
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Dólar - Semana 28
Todos os olhos estavam centrados nos dados do emprego americano, o Nonfarm Payrolls (NFP), que saiu no final da semana. Os valores foram muito fracos e muito abaixo da expetativa do mercado com a criação liquida de apenas 18.000 empregos face ao esperado de 120.000, agravado pela correção em baixa dos valores do mês anterior. A subida da taxa de desemprego de 9.1% para os 9.2%, que é a mais alta deste ano. A surpresa foi grande porque o indicador do ADP tinha saído no dia anterior, quinta-feira, foi muito acima do esperado, assim como os importantes indicadores do ISM industria e serviços tinham .........
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Às 13:30 Balança comercial dos EUA e do Canadá
O mercado espera um agravamento do deficit comercial dos EUA, o valor esperado da balança comercial de Maio é de -44.1 ml$, face aos 43.7 ml$ de mês anterior.
Paro o Canada o valor esperado é de -0.8ml$, que corresponde a uma melhoria em Maio face aos 0.92 ml$ do mês anterior.
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Petróleo e China agravam Balança comercial dos EUA
Em Maio, deficit da Balança comercial americana com forte subida para os -50.23 ml$, o maior dos últimos dois anos e meio. Os principais motivos foram o aumento do preço do petróleo e o forte aumento do déficit comercial com a China (15.6%).
O Canadá como exportador de petróleo, beneficiou do aumento do preço, traduzindo-se numa diminuição do seu deficit comercial para os -0.81 ml$.
Os mercados reagiram em alta com a melhoria do comércio internacional. O euro quebrou a anterior resistência 1.40 e a próxima está nos 1.4060 e tem suporte nos mínimos do dia, 1.3838
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O dia do dólar cai-cai
Escrito por pedrinha on 14 Julho 2011.
E tudo começou de madrugada com os importantes indicadores chineses a demonstrar pujança económica. Contrariando os receios de desaceleração do crescimento, devido às medidas restritivas para controlo inflacionista que o governo do motor da economia mundial tem aplicado. E o dólar cai.
A meio da manhã na UE, foi sugerido que o fundo de estabilização financeira passasse a comprar diretamente divida dos países intervencionados, para diminuir a possibilidade de contágio aos outros países e apesar dos indicadores europeus abaixo do esperado, o dólar continuou a cair.
Ao almoço, assistimos a ligeira correção à queda do dólar, com os preços de importação americanos a subir ligeiramente face ao esperado. Mas o Bernanke ia discursar, e normalmente quando assim é, o dólar cai. Confirmado. Veio abrir a porta a novo pacote de estímulos, se a economia não crescer ao ritmo desejado e o dólar acelerou a sua queda, atingindo novos mínimos face ao franco suíço.
Chegamos ao final do dia. Após forte desvalorização do dólar, o mercado aguarda possível correção da moeda. Mas a Moody´s, que por estes dias tem andado na boca do mundo, principalmente dos países europeus, não se faz rogada e anuncia colocação em vigilância para possível downgrade, imagine-se, a própria divida soberana da América. Então porquê? Pois, é que sem acordo politico para aumento do limite de emissão de divida, o tesouro Americano não tem dinheiro para honrar as sua dividas e entra em default. Resultado: o dólar continua a cair.
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Mercado com reação indecisa
Os investidores não reagiram aos valores dos indicadores muito próximos do esperado pelo mercado. A salientar a melhoria nos novos inscritos nos centros de emprego 405.000 face ao esperado 413.000
O dólar canadiano é o único par com alguma reação sinificativa, valorizando cerca de 30 pips face ao dólar.
Às 15h, o presidente da Fed, Ben Bernake, continua o seu testemunho sobre politica monetária, que iniciou ontem, perante o congresso americano.
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14:55 Confiança do consumidor americano esperado 72.5
on Sexta, 15 Julho 2011 14:51.
A produção industrial nos 0.2%, abaixo do esperado 0.4% e correção para -0.1% do valor do mês anterior 0.1%, coloca alguma dúvida nos recentes indicadores avançados como o ISM industria e serviços que têm sido positivos.
O indicador da confiança do consumidor é o resultado de inquérito aos consumidores americanos realizado pela Universidade de Michigan, é divulgado o valor preliminar (hoje) e passado duas semanas, a sua revisão. Os últimos indicadores têm demonstrado aumento da confiança dos consumidores e para hoje os analistas esperam valor de 72.5 face ao anterior 71.5
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Dólar - Semana 29
O dólar está a refletir a deterioração dos dados económicos americanos e a possibilidade de default por falta de acordo político para aumento do limite de emissão de divida. A comprovação foi os novos mínimos do dólar face ao franco suíço.
E tudo começou, logo na segunda-feira, com o Obama a defender as suas posições, em conferência de imprensa, demonstrando que o acordo está muito longe de ser alcançado. Para ajudar, na terça-feira, forte queda ...........................
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Grécia: Extensão dos prazos e baixar as taxas de juro empréstimos
on Quinta, 21 Julho 2011 14:54.
Estão a ser divulgados alguns detalhes do plano de ajuda à Grécia, que passa pela extensão dos prazos da divida atual e ainda por baixar as taxas de juro dos atuais empréstimos. O Fundo europeu de estabilização financeira (FEEF), vai ser o instrumento preferencial do novo plano de ajuda. Neste caso será idêntico ao programa que a Fed tem usado, o TARP. O euro, após a correção originada pelos fracos indicadores europeus e das declarações do Junkers, começou a recuperar com o aumento de inscritos nos centros de emprego americanos e com a divulgação dos detalhes de ajuda à Grécia, acima referidos.
Às 15h sai os indicadores americanos:
Índice de preço das casas esperado 0.4%
Índice da industria esperado 3.40
Indicador principal (Leading) esperado 0.2%
Testemunho de presidente da Fed Bernanke
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Queda no imobiliário americano
O índice do preço das casas americanas da S&P/Case-Shiller caiu para os -4.5%, próximo do esperado pelo mercado e em sintonia com a tendência dos últimos meses.
Para não destoar a venda de casas novas (312k), também saiu abaixo do esperado (321k), continuando a vender muito abaixo da média anterior à crise do subprime. De positivo salienta-se o aumento do preço médio de venda das casas, assim como a confiança dos consumidores americanos a subir.
Com os indicadores pouco animadores e sem acordo à vista nas negociações para aumento do limite de divida, o dólar continua a desvalorizar face às moedas com maiores yields, como o aussie, o euro e a libra.
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15:20 Conferencia de imprensa de Obama
Depois dos indicadores do Chicago PMI e do sentimento dos consumidores americanos abaixo do esperado. O Obama vai dar conferência de imprensa sobre a situação do aumento de limite de divida americana.
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Mercado centrado no discurso do Bernanke
Nas últimas semanas o mercado tinha assumido que a Fed voltaria a utilizar as suas armas de politica monetária para inverter a desaceleração económica que a América está a enfrentar. O famoso Quantative Easing (QE), voltou à baila, já se falava no terceiro. Contudo esta semana, o mercado parece ter diminuído as expetativas de utilização de forte politica monetária expansionista por parte da Fed. Às 15h ficaremos a saber, com o discurso do Bernanke no Jackson Hole.
Mas antes, às 13:30, sai a revisão do Pib do 2º trim, o mercado espera revisão em baixa para 1.1% face aos 1.3% anterior. Às 14:55, é divulgado a revisão do sentimento do consumidor americano, 56.2 é o esperado face ao 54.9 anterior. Mas o foco das atenções do mercado estará centrado na utilização ou não de mais politica monetária acomodatícia (QE3), pela fed americana.
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Conforme esperado o ECB mantem a taxa de juro nos 1.5%, conforme esperado pelo mercado. As atenções estão focadas na conferência de imprensa às 13:30.
De salientar os importantes indicadores americanos, balança comercial (esperado -50.6 B) e novos inscritos nos centros de emprego (esperado 407k) que serão divulgados às 13:30 em ponto. Assim como para o Canadá, balança comercial (esperado -0.8B) e novas licenças de construção de habitação (esperado + 0.2). Os primeiros minutos podem ser de extrema volatilidade, e provocar alguma indefinição na causa- efeito da reacção do mercado. Será prudente aguardar a definição da reacção do mercado aos indicadores e à conferência de imprensa do Trichet.
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Mais uma vez o Presidente da Fed, surpreende o mercado pela ausência de soluções. Remete novamente, qualquer tipo de intervenção para a próxima reunião do FOMC, que será dia 21 de Setembro. Na ausência de novidades o mercado refugia-se no dólar em detrimento das moedas com mais altas taxas de juro. De salientar que o franco suíço, já não faz parte das moedas refúgio. O seu banco central, SNB, colou a cotação do eurchf com o mínimo de 1.20, condicionando assim a cotação com as restantes moedas.
O eur já quebrou os 1.39 face ao dólar. Próximo alvo: 1.3836 minimo de 12 de Junho.
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Dólar - semana 38
Os sinais começam a evidenciar o caminho da recessão. Mais concretamente a Estagflação. A queda nos indicadores de produção, a resiliência do consumo e a continua subida da inflação, apontam o caminho para a estagflação.
O Obama para combater a queda do crescimento e fomentar o emprego, anunciou mais um pacote de medidas para estimular atividade económica. Mas o mercado não se apaixonou. A solução implica aumento do consumo dos recursos públicos e consequentemente aumento dos impostos ou aumento do défice orçamental. Este tipo de estímulo não se coaduna com a forte e dinâmica componente privada que a economia americana sempre demonstrou. A maioria dos analistas considera que o maior entrave à dinamização da economia americana é exatamente os elevados défices que tem acumulado nos últimos anos e que no corrente ano se situa perto dos 11%.
Principais indicadores/eventos da semana 38:
19/9 – Discurso do Obama
20/9 – Licenças para construção; Novas construções
21/9 – Venda casas usadas; Decisão FOMC; Conferencia Bernanke
22/9 – Desemprego
23/9 – Reunião do FMI
Nas várias intervenções, o presidente da Fed tem vindo a salientar as importantes decisões de política monetária para a reunião da FOMC desta semana. O mercado tem especulado novo pacote de estímulo à economia, incluindo o Quantative Easing, que neste caso será o terceiro (QEIII). QE é a expansão monetária através da compra de títulos de divida pública pelo banco central, neste caso a Fed. Contudo esta política expansionista tem um forte condicionante, a inflação. E os 4,3% em Agosto é muito acima do normal, que ronda os 2%. Contudo o mercado acredita que a principal argumento do FOMC será o evitar de nova recessão e para tal usará todas as ferramentas ao seu dispor para estimular a economia.
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Queda das vendas de casas usadas arrasta mercados
Forte revisão em baixa das casas vendidas em dezembro e vendas muito abaixo do esperado em janeiro, estão a provocar reação em baixa dos mercados financeiro, arrastando as high yields currencies para mínimos da sessão, euro testa 1.3211 face ao dólar.
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Melhoria no desemprego americano
Depois da forte queda de novos inscritos nos centros de emprego americanos da semana passada, o mercado aguardava com elevada expetativa a confirmação da tendência de queda do desemprego. Constata-se que apesar da correção em alta dos inscritos na semana passada de 348k para 351k, o valor do total de inscritos nos centros de emprego (Continuing jobless claims), continua em forte queda. Confirmando a forte dinâmica da economia americana.
O dólar continua a valorizar face ao iene, mas desvaloriza face às outras moedas.
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Forte queda nas encomendas de bens duráveis e preços das casas
O mercado esperava queda de -1% nas encomendas de bens duráveis, contudo a queda foi a maior dos últimos 3 anos a registar -4% em janeiro face ao crescimento de 3% verificado em dezembro. A queda foi transversal a todos os setores, com o material de transporte a registar -6.1% e os inventários a crescer 0.7%. As encomendas core teve decréscimo de 3.2%.
No importante mercado imobiliário americano, a correção dos excessos décadas continua, com o preço a cair -4% face ao esperado -3.6%.
Mercado reage em queda com bolsas a passar para negativas. Contudo o eurusd não acompanhou a reação, cotando 1.3450, perto do máximo da sessão, 1.3462.
Às 15h é divulgado o sentimento do consumidor e índice industrial da Fed de Richmond, o mercado espera subida para 63.0 e ligeira queda para 10, respetivamente.
Indicadores confirmam melhoria da economia americana
Os novos inscritos nos centros de emprego americano nos 351K, conforme esperado e a confirmar à forte queda da semana anterior e o total de inscritos a manter-se nos 3.402K, comprovam que a economia americana está a conseguir dinamizar positivamente o mercado laboral. Ao contrário da economia europeia, que ainda hoje confirmou subida da taxa de desemprego para 10.7% dos 10.4% esperados.
Aos nível dos ganhos e gastos pessoais, estão a crescer 0.3% e 0.2%, contudo abaixo do esperado pelo mercado, provocando um ligeiro aumento da pressão sobre os preço, conforme o PCE registou no mês de janeiro.
O dólar continua o movimento de valorização, cotando 1.3285 face ao euro, iniciado ontem, com o discurso menos negativista do presidente da Fed, que volta à audiência do congresso americano, pelas 15h.
ISM não industria 57.3 e Encomendas às Fabricas -1.0%
O sentimento dos empresários americanos continua a melhorar, 57.3 registado em fevereiro face a 56.8 anterior e as encomendas às fábricas caíram -1%, contudo menor que o esperado pelo mercado de -1.5%. Comprovando que a encomia americana está numa trajetória de leve melhoria e oposta à recessiva prestação económica europeia.
De salientar que a China, hoje reviu em baixa, de 8.0 para 7.5%, o crescimento para 2012. Assim como está a reformular a sua base de desenvolvimento, que deverá assentar numa construção mais sólida do seu mercado interno. Também atualizaram em baixa a perspetiva da inflação para 4%.
Após o euro, durante a manhã europeia, ter testado mínimo no forte suporte de 1.3160, que corresponde a 38.2% do fibo da subida de 16/2 até 1/3), segue cotar 1.3200, após máximo de 1.3233 face ao dólar.
13:30 Nonfarm Payrolls esperado 210k e Tx desemprego esperada 8.3%
A economia americana tem-se destacado pela melhoria dos seus indicadores económicos. A sua performance evidenciam crescimento económico e consequentemente melhoria do mercado de trabalho.
Na quarta-feira, os dados do emprego da ADP, saíram acima do esperado, antecipando uma melhoria no mercado de emprego do setor privado. Apesar da elevada volatilidade dos dados da ADP, podemos assumir que o ritmo de criação de emprego da economia americana está a crescer, como se pode confirmar pela queda dos novos inscritos nos centros de emprego, divulgados nas últimas semanas em níveis anteriores aos da crise do subprime.
A taxa de desemprego esperada é de 8.3%, após a forte queda registada no mês anterior.
Como tal o mercado pode já ter descontado um potencial bom valor do nonfarm payrolls, que espera um valor próximo de 210k face ao anterior 243k.
Simultaneamente vai ser divulgado a balança comercial americana que espera ligeiro agravamento do défice para -48,9b.
Conforme já tínhamos salientado, poderemos estar a assistir a uma inversão das correlações que se estabeleceram à vários anos no mercado. O dólar que sempre foi considerado como moeda refúgio, face ao bom desempenho económico da sua economia em oposição à recessão da economia da zona euro, poderá reagir de forma oposta ao habitual. Ou seja, uma melhoria dos indicadores americanos pode levar à valorização do dólar face ao euro.
Alertamos que elevada volatilidade do nonfarm payrolls requer redobradas precauções por parte dos traders.
Boa Sorte