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Mercados => Fórum de Bolsa => Tópico começado por: zimermann em Dezembro 19, 2007, 22:36

Título: As ilusões cognitivas e a eficiência dos mercados
Mensagem de: zimermann em Dezembro 19, 2007, 22:36
BOA NOITE
BOAS FESTAS E ÓTIMO ANO NOVO AOS AMIGOS  AÍ DE PORTUGAL

PARA ONDE VAI O DOW JONES CARO SOL DADO?

ZIMERMANN   (São Paulo- Brasil)

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Colunista InfoMoney: As ilusões cognitivas e a eficiência dos mercados

Por: Jurandir Sell Macedo Jr
19/12/07 - 17h05
InfoMoney

As bases das Finanças Modernas se assentam no pressuposto de que os investidores agem racionalmente no momento de decidir. As Finanças Comportamentais rejeitam os pressupostos de racionalidade dos agentes de decisão.

Dois psicólogos cognitivos, Amos Tversky e Daniel Kahneman, foram além da simples demonstração de violação da racionalidade no momento da decisão. Eles se preocuparam em criar um modelo descritivo da forma utilizada pelos humanos para tomar decisões.

Inicialmente, estes psicólogos notaram que os humanos utilizavam regras heurísticas para tomar decisões. Regras heurísticas são atalhos mentais ou regras empíricas para encontrar uma solução para dado problema.

A utilização de regras heurísticas pode gerar vieses nas decisões. Um viés de decisão (biases) é uma tendência sistemática de violar os axiomas da racionalidade ampla. Um fato importante é que o viés pode, igualmente, afetar de forma semelhante um grande número de pessoas.

"A tendência dos investidores a cometer erros sistemáticos de avaliação é chamada de ilusão cognitiva"
Um segundo fator gerador de vieses de decisão foi agrupado sob o nome de Teoria do Prospecto. De acordo com essa teoria, os humanos utilizam duas fases no processo de escolha: a primeira, para editar os prospectos arriscados; a segunda, para avaliar estes prospectos. A fase de editar consiste em uma análise preliminar das probabilidades oferecidas quando, freqüentemente, se faz uma simplificação das probabilidades. Na segunda fase, as probabilidades editadas são avaliadas e a probabilidade de valor mais alto é escolhida.

A separação das decisões em duas fases e, particularmente, a utilização da fase preliminar de editar, que tenta simplificar o processo, muitas vezes gera vieses de decisão ou erros sistemáticos.

Como já dissemos a existência de erros sistemáticos no mercado financeiro não é compatível com as Finanças Modernas. A possibilidade de existência de erros sistemáticos no processo de decisão causa uma ruptura nas finanças modernas e na idéia de eficiência dos mercados.

A tendência dos investidores a cometer erros sistemáticos de avaliação é chamada de ilusão cognitiva. Da mesma forma que os humanos têm dificuldade para julgar subjetivamente quantidades físicas, também têm dificuldades para julgar subjetivamente probabilidades.

As ilusões cognitivas são como ilusões de ótica; apesar de fáceis de entender, são muito difíceis de eliminar. Para eles, o objetivo de apreender sobre ilusão cognitiva, e sua influência no processo de tomada de decisão, é poder reconhecer as situações em que este erro particular pode se manifestar. Reconhecer as ilusões cognitivas pode ajudar o investidor a evitar erros no processo de alocação de ativos e, por conseqüência, melhorar sua performance como investidor.

As finanças comportamentais estudam o comportamento do investidor, particularmente no que tange à forma como ele toma a decisão. Ela considera que os investidores não agem sempre racionalmente e que muitas vezes são afetados por ilusões cognitivas que na maioria das vezes são prejudiciais aos investidores. A identificação e a compreensão das ilusões cognitivas, bem como seus efeitos e formas de evitar estes efeitos, são os principais objetivos das finanças comportamentais.

Jurandir Sell Macedo Junior é doutor em Finanças, professor da UFSC e escreve mensalmente na InfoMoney, às quartas-feiras.