Peço desculpa mais uma vez mas dou conta de problemas técnicos antes de decidir colocar os posts. A versão a seguir é que é a que queria publicar.
Quando os casinos estã quentes e cheios de jogadores(bull no calão anglosaxónico), há empresas cotadas que aproveitam esse clima para fazerem aumentos de capital.
Então uma miríade de jogadores aproxima-se da mesa, isto é, dos balcões que vendem essas acções. E então dá-se o inacreditável, pede-se 1000 acções e obtem-se cem ou dez, porque a procura foi tal que a papelada (chamados títulos ou acções) não chegou para todos os pedidos.
Não raro pouco depois as novas acções entram na bolsa e até se dá o caso frequente de aparecerem a preços superiores aos da venda dessas acções, mas os pequenos jogadores que compraram essa papelada ainda não estão nessa altura em condições de venderem essas acções, por várias razões, de ordem legal e ou administrativa. Vêem por isso os navios ao longe...lol e durante o tempo conveniente a brokers(sobretudo bancos) e empresa.
Quando estiverem nessas condições alguns começarão a vender ao melhor preço, influenciados pelos preços de véspera. E as cotações começarão a afundar-se... por excesso de oferta e até porque, tendo havido a procura anormal que houve, isso já denunciaria que a borrasca da descida definitiva da bolsa estaria próxima...
É assim que muitas empresas enchem o bandulho com milhões, a preços exorbitantes..., muito acima dos valores nominais das acções, ainda que pseudo-fundamentados com papelada de marketing muito bem feita, fornecida nos balcões de bancos e corretores.
Conselho: quando virdes uma procura de acções de uma empresa que excede em muito a oferta, virai a cara para o outro lado e ide dar um passeio pelo jardim mais próximo...lol
Comprai apenas quando se dá o contrário, quando a procura é menor do que a oferta, isto é, em períodos frios do casino e quando o preço oferecido não anda muito longe do valor nominal.
Acho que esta minha ferramenta vos pode ser útil, em especial aos menos experientes em jogos accionistas.
P.S. Não falo da Martifer, que poderia servir de exemplo. O caso actual da Galp é excepcional, tem razões para andar nos píncaros como anda (o negócio do petróleo também é um casino...), mas lá virá o tempo da aterragem.
Bom ano de 2008 para todos.