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Mercados => Fórum de Bolsa => Tópico começado por: JoseABMachado em Dezembro 07, 2017, 14:07

Título: 2017... e agora?
Mensagem de: JoseABMachado em Dezembro 07, 2017, 14:07
"Topo de Mercado...?"

Estaremos nós dentro de um novo "Topo de Mercado"?

Entre Fevereiro e Março de 2009, o Mercado dos EUA (S&P 500 (https://finance.yahoo.com/chart/%5EGSPC#eyJpbnRlcnZhbCI6Im1vbnRoIiwicGVyaW9kaWNpdHkiOjEsImNhbmRsZVdpZHRoIjozLjUxNjgxOTU3MTg2NTQ0MzQsInZvbHVtZVVuZGVybGF5Ijp0cnVlLCJjcm9zc2hhaXIiOnRydWUsImNoYXJ0VHlwZSI6ImJhciIsImV4dGVuZGVkIjpmYWxzZSwiYWdncmVnYXRpb25UeXBlIjoib2hsYyIsImNoYXJ0U2NhbGUiOiJsaW5lYXIiLCJwYW5lbHMiOnsiY2hhcnQiOnsicGVyY2VudCI6MSwiZGlzcGxheSI6Il5HU1BDIiwiY2hhcnROYW1lIjoiY2hhcnQiLCJ0b3AiOjB9fSwibGluZVdpZHRoIjoyLCJzdHJpcGVkQmFja2dyb3VkIjp0cnVlLCJldmVudHMiOnRydWUsImNvbG9yIjoiIzAwODFmMiIsInN5bWJvbHMiOlt7InN5bWJvbCI6Il5HU1BDIiwic3ltYm9sT2JqZWN0Ijp7InN5bWJvbCI6Il5HU1BDIn0sInBlcmlvZGljaXR5IjoxLCJpbnRlcnZhbCI6Im1vbnRoIiwic2V0U3BhbiI6eyJiYXNlIjoiYWxsIiwibXVsdGlwbGllciI6MX19XSwid2lkdGgiOm51bGwsImN1c3RvbVJhbmdlIjp7InN0YXJ0Ijo2NTc0MTc2MDAwMDAsImVuZCI6MTUxMjA4NjQwMDAwMH0sInNldFNwYW4iOnsiYmFzZSI6ImFsbCIsIm11bHRpcGxpZXIiOjF9LCJzdHVkaWVzIjp7InZvbCB1bmRyIjp7InR5cGUiOiJ2b2wgdW5kciIsImlucHV0cyI6eyJpZCI6InZvbCB1bmRyIiwiZGlzcGxheSI6InZvbCB1bmRyIn0sIm91dHB1dHMiOnsiVXAgVm9sdW1lIjoiIzAwYjA2MSIsIkRvd24gVm9sdW1lIjoiI0ZGMzMzQSJ9LCJwYW5lbCI6ImNoYXJ0IiwicGFyYW1ldGVycyI6eyJoZWlnaHRQZXJjZW50YWdlIjowLjI1LCJ3aWR0aEZhY3RvciI6MC40NSwiY2hhcnROYW1lIjoiY2hhcnQifX19fQ%3D%3D)), atingiu o fundo (https://www.investopedia.com/terms/b/bottom.asp), de um acentuado período de correcção, iniciado em Outubro de 2007.

Nos oito anos seguintes, intervalando com três períodos de correcção mais acentuados, a apreciação neste Mercado tem sido uma constante.

Aspectos relevantes durante o ano de 2017, residiram nos factos, de a maior contracção se ter limitado a -2,8%, do Mercado ter progredido favoravelmente durante doze meses seguidos e de não ter em 50 dias de negociação consecutivos, contraído mais do que -0,50%, um recorde não atingido desde 1968.

Chegados a este ponto é razoável perguntar se estaremos nós, num novo "Topo de Mercado (https://www.investopedia.com/terms/t/atop.asp)".

George Soros (https://pt.wikipedia.org/wiki/George_Soros) refere que "quando uma tendência de longo prazo perde o seu impulso, a volatilidade de curto prazo tende a aumentar. É fácil de ver porque é que isso deve ser assim: a multidão que segue a tendência passou a estar desorientada".

Concordamos e por isto , seguir pura e simplesmente a tendência (https://en.wikipedia.org/wiki/Trend_following) , não nos parece por si só , ser a solução.

Seguramente na nossa perspectiva, o maior empresário português do pós- 25 de Abril (http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/daniel-bessa-perdemos-o-maior-empresario-pos-25-de-abril), Belmiro de Azevedo falecido muito recentemente, aos 79 anos, foi sem sombra de dúvida um grande amigo do Mercado de Capitais Nacional.

Da personalidade "Belmiro de Azevedo" recordo dois factos que sempre me acompanharam.

Pego hoje nesta afirmação, para caracterizar a possibilidade, de estarmos num novo "Topo de Mercado (https://www.investopedia.com/terms/t/atop.asp)".

O que a experiência empírica nos diz é que a Bolsa é em grande parte, talvez em 90%, um "exercício de divagação" e em pequena parte, quem sabe 10%, um claro , difícil e sinuoso (https://www.dicio.com.br/sinuoso/) , "exercício de especulação".Clarificando, os "Topos de Mercado (https://www.investopedia.com/terms/t/atop.asp)" , não se anunciam ..., concretizam-se e quando se tornam claramente evidentes , existem factual-mente dois resultados.O primeiro.Quem passou todo o tempo do movimento de alta a anuncia-los, mesmo que inequivocamente errado, passa a reunir todas as atenções, assumindo uma nova interpretação de, claramente certo.O segundo. Se esperamos pela evidência incontornável, da materialização do "Topo de Mercado" as percas acumuladas, podem ser já muito relevantes e expressivas e a única coisa que se pode esperar de quem passa 90% do tempo a divagar é uma correcção do discurso à nova realidade instituída.