S&P diz mercado está mais experiente a lidar com o terror
Os atentados da semana passada deixaram marcas profundas nos londrinos, mas os mercados financeiros reagiram «espantosamente bem», segundo um relatório da Standard & Poor's sobre o impacto que as diferentes crises mundiais, desde mísseis cubanos na década de 60. Em média, as bolsas levam 13 dias a recuperar das crises.
Os atentados da semana passada deixaram marcas profundas nos habitantes londrinos, mas os mercados financeiros reagiram «espantosamente bem», segundo um relatório publicado pela Standard & Poor's sobre o impacto que as diferentes crises mundiais, desde mísseis cubanos na década de 60.
«Apesar das perdas a nível pessoal serem devastadores, o impacto financeiro [das crises] tem sido cada vez menor e passageiro», segundo a agência de notação.
No caso das bombas no metropolitano e num autocarro londrino, «a recuperação foi mais rápida dos que nos episódios anteriores, mas o mercado está a ficar (infelizmente) mais experientes a lidar com as situações de crise».
Após os atentados de 11 de Setembro, o índice S&P 500 recuou 4,9% no dia da reabertura das bolsas, enquanto que os atentados em Madrid perpetrados na estação de Atocha provocaram uma perda de apenas 1,5%.
A análise das várias crises que assolaram o mundo nos últimos anos aponta para uma queda média das bolsas de 2,2%, tendo os índices levado quatro dias até «bater no fundo».
O período de recuperação das acções tem oscilado entre dois dias (assassinato de Kennedy) e os 30 dias (invasão do Kuwait pelo Iraque), com a média a apontar para os 13 dias.
Em termos económicos, ainda segundo a S&P, o impacto no PIB manifesta-se no trimestre do evento ou no seguinte. No entanto, passados 12 meses da crise, o PIB já se encontra em patamares superiores.
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