União Europeia reduz estimativas de crescimento económico para a Zona Euro
A economia da Zona Euro vai crescer menos do que o estimado em 2005 uma vez que o petróleo está a negociar perto de níveis recorde, a confiança dos consumidores encontra-se estagnada e a Itália em recessão, afirmaram os ministros das Finanças europeus.
Os mesmos responsáveis estão a contar com um crescimento de 1,3% em 2005, em vez dos 1,6% previstos pela Comissão Europeia em Abril.
«As expectativas do início do ano e também no Verão não coincidem totalmente com o que tínhamos esperado», disse o ministro das Finanças e também primeiro-ministro luxemburguês Jean-Claude Juncker, citado pela Bloomberg acrescentando, no entanto, que «esperamos que o terceiro trimestre seja claramente melhor, bem como o quarto».
O crude atingiu o valor recorde, nos 62,10 dólares por barril, no dia 7 de Julho, a confiança dos consumidores permaneceu no valor mínimo de um ano em Junho e o desemprego está perto do valor máximo dos últimos cinco anos. A Itália entrou na sua segunda recessão no primeiro trimestre.
A economia dos 12 países que utilizam o euro cresceu 0,5% no primeiro trimestre. A Comissão Europeia prevê um crescimento de 0,3% no segundo trimestre e de 0,4% no quarto, mas vai rever as estimativas trimestrais no dia 14 de Julho.
O segundo trimestre não «vai ser muito bom mas o crescimento vai melhorar no final do ano para o ritmo observado no primeiro trimestre», disse ontem o Comissário para os Assuntos Monetários da União Europeia, Joaquin Almunia, em conferência de imprensa.
Economistas aumentam estimativas de crescimento para economia dos EUA
Por outro lado, os economistas consultados pela Bloomberg aumentaram as suas estimativas de crescimento para o segundo semestre de 2005 para a economia norte-americana e disseram que esperam que a Reserva Federal (Fed) aumente a sua taxa de juro de referência como resultado.
Segundo os especialistas, a economia dos EUA vai crescer a um ritmo anual de 3,5% este trimestre e de 3,4% nos últimos três meses, mais do que estimavam há um mês. A taxa de juro de referência da Fed poderá atingir os 4% no final do ano.
A melhoria do mercado laboral está a conceder aos consumidores confiança e os argumentos para continuarem a gastar mesmo com os custos da gasolina em valores recorde, afirma a mesma fonte. As vendas de automóveis aumentaram em Junho e as vendas de retalhistas como a Wal-Mart Stores e Nordstrom aumentaram mais do que o esperado.
A Fed aumentou a sua taxa de juro de referência para 3,25%, o nono aumento consecutivo, para prevenir a inflação de aumentar e reiterou que vai continuar a subir os juros a um ritmo «moderado».
Canal de negócios