Actividade económica poderá ter-se agravado no segundo trimestre
A actividade económica não registou sinais de melhoria no segundo trimestre, pelo que esta se manteve «deprimida», podendo mesmo ter-se agravado face ao trimestre anterior, avança o Instituto Nacional de Estatística.
Segundo a mesma fonte, de Março a Maio «desenha-se» um abrandamento, extensivo tanto ao consumo corrente como ao de bens duradouros. No entanto, é possível que tenha ocorrido em Junho uma antecipação das compras de bens de consumo duradouro, dado o conhecimento do aumento do IVA a partir do mês seguinte.
«O fortíssimo aumento das vendas de automóveis em Junho é um sinal claro desta antecipação, à qual se poderá ter juntado um efeito adicional, específico do mercado automóvel, designadamente a mudança de matrículas», explica o INE acrescentando que a evolução do investimento continuou negativa, acentuando-se no trimestre em análise.
O fraco crescimento no primeiro trimestre foi uma das razões que levou o Banco de Portugal a rever em baixa as perspectivas de crescimento para a economia portuguesa este ano. O banco central português estima um crescimento de 0,5% no PIB este ano, abaixo dos 1,6% previstos no final do ano passado.
Acentua-se desemprego declarado e perspectivas de emprego das famílias deterioram-se
No mercado de trabalho, «acentuou-se o crescimento do desemprego declarado», apesar de ter havido, pela primeira vez desde Abril de 2004, um crescimento das ofertas de emprego.
A mesma fonte acrescenta que no mercado de trabalho, registou-se um aumento das ofertas de emprego, o que não acontecia desde Abril de 2004, mas que as perspectivas dos empresários sobre o emprego agravaram-se no trimestre, «especialmente devido à evolução de Junho».
O desemprego declarado aumentou mais intensamente e as expectativas das famílias sobre evolução do desemprego também se deterioraram em Junho, mesmo que no trimestre se tenham desagravado, explica o comunicado.
A inflação desacelerou, «em resultado da evolução dos bens, ainda que intra-trimestralmente tenham ocorrido movimentos diferenciados, sendo de assinalar a desaceleração em Junho dos serviços, em parte devido a um efeito de base favorável, relacionado com o Euro 2004», revela o INE.
No conjunto da indústria e dos serviços, o volume de negócios diminui em termos homólogos, acentuando a evolução do mês anterior. Desde Agosto de 2003 que não se observava uma variação negativa neste agregado.
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