Banco de Portugal diz economia contínua em queda
A economia portuguesa terá continuado em queda no mês de Junho, apontando para um segundo trimestre negativo e prolongando a tendência negativa que já se observa desde meados de 2004, segundo os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.
«Em Junho de 2005, o indicador coincidente mensal para a evolução homóloga da actividade económica, calculado pelo Banco de Portugal, manteve o
perfil descendente observado desde meados de 2004», refere o banco central português, nos Indicadores de Conjuntura de Julho.
O indicador coincidente mensal, calculado pelo Banco de Portugal, registou uma queda homóloga de 0,4% no mês de Junho, quando nos dos meses anteriores já tinha registado variações negativas. Desde Agosto de 2004 que este indicador, que o Banco de Portugal calcula para medir a actividade económica, está em queda.
No primeiro trimestre, de acordo com os dados do INE, o Produto Interno Bruto (PIB) registou um crescimento de apenas 0,1% em termos homólogos, sendo que os últimos indicadores apontam para a fraca actividade económica se tenha mantido no segundo trimestre.
A avaliar pelo resultado deste indicador hoje anunciado pelo Banco de Portugal, será previsível que o crescimento do PIB no segundo trimestre tenha até sido negativo, até porque se estará a comparar com o segundo trimestre de 2004, altura em que decorreu o Euro 2004 em Portugal.
Estes dados decepcionantes para a economia portuguesa levaram já o Banco de Portugal a cortar as suas previsões de crescimento para o PIB na totalidade do ano, de 1,6 para 0,5%.
Consumo privado com sinais mistos
No que diz respeito ao consumo privado, para o mês de Junho, o Banco de Portugal afirma que os indicadores disponíveis «apresentaram, em Junho, uma evolução diferenciada, com os indicadores de natureza qualitativa a evidenciarem uma deterioração enquanto que os indicadores de natureza quantitativa registaram uma melhoria».
Segundo o Banco de Portugal, o indicador de confiança dos consumidores calculado pela Comissão Europeia apresentou uma redução acentuada que foi comum a todas as componentes. Apesar desta evolução em Junho, no segundo trimestre, o indicador de confiança dos consumidores manteve o valor observado no primeiro trimestre do ano.
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