Nem longe nem perto
nem errado nem certo
Nenhuma técnica audaz
pode mostar como se faz
Querias ter essa audácia
Mas vives numa falácia
Na maior das pobrezas
Julgas possuir riquezas
Nem longe nem perto
nem errado nem certo
A glória antiga perdeu a voz
e o inimigo vive entre nós
Longe de um sonho
Num marasmo tristonho
A cidade deambula
Com mais uma acção nula
Fluir, germinar, vencer e interromper...
A voz cala-se
O silêncio irrompe
E a obra nasce
de?