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Mercados => Fórum de Bolsa => Tópico começado por: Sol Dado em Agosto 31, 2005, 16:38

Título: E se vos disser que a AT e a AF são uma ganda treta?
Mensagem de: Sol Dado em Agosto 31, 2005, 16:38
Num dia de bons volumes e de boas valorizações na nossa praça, deixo aqui, para recordação, um debate perspicazmente lançado pelo Cem:

//phorum3/read.php?f=10&i=44807&t=44807#reply_44807

;D
Título: Re: E se vos disser que a AT e a AF são uma ganda treta?
Mensagem de: zimermann em Agosto 31, 2005, 23:25
Caro Soldado
concordo com o amigo,mas estas são as regras do jogo.
Para o médio e longo prazos ando seguindo a força da açao e a Simetria Sanfonada,a "Adam theory"ou Método da Reflexão Dupla , descrita por Welles Wilder Jr.
Título: Re: E se vos disser que a AT e a AF são uma ganda treta?
Mensagem de: fisher em Setembro 02, 2005, 22:07
Caro Sol Dado

Só para dizer duas coisas.

1-Gostei bastante de rever o gráfico do nosso companheiro Precher o qual me intriga um pouco . Reparo que na parte mais recente  foram marcadas as ondas 4 e 5.

O que me intriga é saber se foi o amigo Sol Dado que resolveu nomear a 4 e a 5, ou se esta nomeação é da autoria de Pretcher. A razão que me intriga é que o companheiro Precher defendia um crash enorme para 2004 e sobre isso
publicou um livro " Conquer the crash" trazido aqui a lume pelo nosso amigo Monjardino. 

Ora sabendo o Precher que em 2002 tinha acabado o Bear Market e a 4 ,como poderia ele defender um crash é coisa que me intriga e que não percebo . Por esta razão  duvido que Precher soubesse que em 2002 a 4 estava acabada e razão pela qual não sei se este 4 foi colocado pela mão de Precher ou pela mão do Sol Dado. E tudo isto porque considero muito Precher e gostava de perceber este seu equivoco porquanto não podia haver qualquer crash em 2004 nem nos próximos tempos.

2-A 2ª questão é apenas para lhe dar um merecido ponto por ter trazido esta matéria interessante.

Cumprimentos e bons negócios

fisher
Título: Re:
Mensagem de: Sol Dado em Setembro 03, 2005, 10:40
Caro fisher,

A partir de 1980, toda a numeração da figura do Frost & Prechter (1978) é da minha autoria (ver figura em anexo) e fui também eu que fiz o "acrescento" gráfico de 1980 a 2010.

Após estudo meu, tive que concluir que a partir de 1980 o Prechter estava na "onda errada"  :). Eu próprio me questionei várias vezes como podia o Prechter, em 2003, afirmar peremptoriamente que vinha aí um crash do tamanho do universo... quando, a partir de Outubro de 2002 e até Março de 2003, tinha sido claramente desenhada uma onda 1-2 e o índice estava a quebrar em alta a MM200, o bear market já ia com 3 anos de duração, já tinha corrigido (no caso do Dow Jones) para o patamar correspondente a 61,8% (11750 *0,618=7261), etc...

É também curioso, verificar pela figura, que este Bull que vivemos corresponde a um impulso de tipo 5, quando analisado no gráfico do Bull Market secular. É também interessante, na altura, ter apontado o seu término para 2010...

Cheguei à conclusão que o Prechter (juntamente com Frost) explanou muitissimo bem toda a teoria de Elliott no livro "Elliott Wave Principle", mas por qualquer razão psicológica não a aplicou correctamente (pelo menos a partir de 2000)...

Claro que sofri, por aqui, alguns ataques bastante fortes da ursalhada quando, com base no mesmo método que o Prechter utiliza, passei a defender um Bull Market a partir de Out. 2002, e em Abril de 2003 afirmei que o Dow caminhava, no mínimo, para 10000. Defendo agora que a primeira fase deste Bull terminará com o Dow acima de 12000.

O outro ponto interessante a debater é a importância do factor (T)empo... para se criarem as grandes fortunas. Se observarem o gráfico com atenção, verificam que, mais coisa menos coisa, as bolhas especulativas tem uma periodicidade de 30 anos... e as subidas fulgurantes podem ocorrer em 10 anos. Quem quiser tornar-se multi-multimilionário tem que saber "jogar" com esta informação.

Cumprimentos e obrigado pelo comentário e pelo ponto.
Sol Dado
Título: Re: E se vos disser que a AT e a AF são uma ganda treta?
Mensagem de: fisher em Setembro 03, 2005, 14:35
Caro Sol Dado

Antes de mais o meu agradecimento pela resposta.

Depois para dizer que  o mínimo que poderei fazer é dar-lhe os parabéns por ousar desafiar Pretcher   numerando as ultimas ondas 12345 por sua autoria e que veio a revelar-se  correcta. Isso vale vários pontos, portanto +1 ponto.

Depois para dizer que  concordo a 200% com tudo o que acaba de dizer porque tudo está correcto e revela que está a jogar com o baralho todo.

No seguimento do seu comentário , e no seguimento de um pequeno comentário que deixei há dias,  parece-me que quanto a estratégias de trading os mercados encontram-se numa fase de tal modo que, novamente a  estratégia de trading  mais lucrativa será a Estratégia  Buffet ( buy and hold). E tudo isto porque se esperam grandes subidas como o Petróleo já está a evidenciar, aproximando-se dos $100 a passos largos.

Os meus agradecimentos pelo comentário

fisher
Título: Re: E se vos disser que a AT e a AF são uma ganda treta?
Mensagem de: Sol Dado em Setembro 03, 2005, 18:19
Caro fisher,

Quanto às estratégias de trading:

Numa tendência ascendente (ou bullish), sou de opinião que se deve adoptar uma estratégia de vender alto e comprar baixo! Isto é, deve-se ir comprando vários lotes de acções aos preços mais baixos possíveis (com base em critérios de AT, nomeadamente elliott waves -- por ex. comprar ou reforçar no fim das ondas 2 e 4, e vender nos finais das ondas 3 e 5) e deve-se também ir vendendo em lotes quando os preços sofrem valorizações consideráveis (acima de 5%). A questão de se vender e comprar em lotes deve-se a nunca se saber exactamente qual é o preço mais baixo e qual é o preço mais alto.

Mas, sobre isto, e já que estamos em maré de recordações de debates, deixo aqui uma ligação para uma reflexão sobre "modos de agir" no mercado, que gostei de "revisitar" (isto foi conversado em 2001 -- nessa altura ainda não percebia nada de ondas :); no meu caso já refinei alguns conceitos que expressei na altura, fruto da experiência (http://62.151.31.18/forum_inc.php?f_page=read&f=13&i=106325&t=106325&v=f) e conhecimento (http://62.151.31.18/forum_inc.php?f_page=read&f=13&i=107321&t=107321&v=f) adquirido desde então):

Já não pode descer mais... (http://62.151.31.18/forum_inc.php?f_page=read&f=13&i=35221&t=35214&v=f)

Por outro lado, agora as comissões estão mais caras mesmo nas corretoras on-line (dificulta a referida estratégia)!

Sol Dado
Título: Re: E se vos disser que a AT e a AF são uma ganda treta?
Mensagem de: fisher em Setembro 04, 2005, 01:06
Caro Sol Dado

Percebo a sua estratégia  de comprar em baixa e vender na alta.

Não vou discutir estratégias  de trading. Afinal já houve grande discussão  sobre este tema no link que aqui deixou.

Para mim ,tenho que é possível ganhar bom dinheiro com qualquer estratégia de trading ,se for correctamente aplicada. Quem usa a estratégia de Day-Trader ganha bom dinheiro certamente se a aplicar bem.
E quem aplicar outras estratégias como a que refere , comprar na baixa e vender na alta , ganhará certamente ,se a aplicar bem.
E quem usar a estratégia Buy and Hold , mais arriscada , ganhará se a aplicar bem.

Acho que a escolha da estratégia depende do perfil psicológico de cada um e das suas experiências , e todas serão boas se bem executadas.

Não quero influenciar ninguém. Apenas quis dizer que vou apostar bastante no Buy and hold porque é o que se adapta melhor ao meu perfil, e porque , como já observou vou estar Bull ainda durante muitos meses.  Claro fecharei posições logo que o Bull acabe.

O Buy and Hold só funciona em Bull Market  e para isso temos que ter uma forte convicção que o mercado está em modo Bull market ,o que é o meu caso.

O comprar em baixa e vender em alta em Bull Market tem o grande problema de depois de vendermos em alta o mercado continuar a subir e nós nunca mais voltamos a entrar.

A mim já me aconteceu este ano no Bull do SMI. Depois de fechar posições em alta o SMI nunca mais parou de subir e eu de fora , e ainda continuo de fora. Nunca mais tive coragem de entrar a valores mais altos.

Conclusão: Cada um deve adoptar a estratégia mais adequada ao seu perfil porque todas são boas, se forem bem executadas.

Cumprimentos e bons negócios

fisher
Título: Re: E se vos disser que a AT e a AF são uma ganda treta?
Mensagem de: Viana em Setembro 04, 2005, 23:14
O QUE É A ANALISE TÉCNICA?


Uma rocha é uma rocha ou pode ser a explicação da origem da terra.

Quem ouve falar pela primeira vez no termo Analise Técnica pensa em algo complicado para o que é a mais básica e simples aproximação ao mercado de capitais. O analista técnico simplesmente estuda os preços das acções para obter um melhor resultado de investimento.

Academicamente podemos definir a analise técnica como um conjunto de técnicas que tentam prever o movimento das cotações apoiadas em gráficos que representam o movimento histórico das cotações (sendo por isso também conhecida por analise gráfica ou cartismo) e em técnicas analíticas de previsão das oscilações bolsistas, baseadas em modelos matemáticos, estatísticos e econométricos.

Para a escola técnica toda a informação esta espalhada nos gráficos, os gráficos sabem tudo. Os gráficos traduzem o comportamento do mercado e avaliam a participação de massas de investidores que influenciam a formação dos preços.

O preço de mercado representa um consenso. É o preço a que um investidor aceita vender e outro aceita comprar dentro das suas expectativas. As expectativas dos investidores relativamente a determinado valor são espelhadas na cotação. Para os analistas técnicos, o comportamento dos investidores já suficiente para uma tomada de decisão, não importa os motivos que levam os investidores a esse comportamento. O analista técnico acredita que toda a informação necessária esta contida no preço (e algumas vezes no volume) e que todos os fenómenos se podem explicar pelo movimento dos preços. O preço esta para o analista técnico como a rocha para o geologista, para a maior das pessoas uma rocha não passa de uma rocha, para um geologista uma rocha pode ser a chave do conhecimento da origem da terra e pode responder e prever enumeros acontecimentos da Geo. Os preços para o analista técnico, como a rocha para o geologista, pode ser a chave para o conhecimento da origem de determinado movimento e pode responder e prever a evolução futura. Os factos reproduzem-se nos preço e identificar o ritmo dessas reproduções permite antecipá-los.

Se o preço é baseado nas expectativas dos investidores, então o conhecimento sobre o que se deve comprar ou vender torna-se irrelevante quando se conhece o que outros investidores esperam para vender. Ou seja, se conhecemos o prémio ou desconto que os investidores esperam face ao "valor justo" da acção saberemos o futuro movimento da acção. A expectativa pode ser conhecida replicando nos gráficos movimentos (expectativas) passados.

Analise técnica vale o que vale, assunto que trataremos no capítulo seguinte, no entanto, talvez pela sua simplicidade vs. eficiência, a analise técnica tem cada vez mais adeptos, mas continua a ser um modo de analise muito criticado e contestado, principalmente pelos paladinos da teoria financeira moderna. Algumas teorias põem em duvida a utilidade da análise técnica para a tomada de decisões consideram que as variações dos preços constituem uma variável aleatória. A "Random Walk Theory", por exemplo, pressupõe a negação da tendência bolsista, considerando que as mudanças sucessivas da cotação dos valores são estatisticamente independentes uma das outras e aproveitando-se da hipótese do "Mercado eficiente" que diz que o os valores formados pelo mercado constituem uma boa estimativa do valor intrínseco ou real dos títulos e assume-se que todos os participantes no mercado têm perfeito conhecimento de todos os elementos  que influenciam o funcionamento deste e que qualquer informação nova é imediatamente descontada, considera que nenhum investidor tira vantagem do preço e não se encontra em melhor posição que outro visto que o mercado de capitais eficiente desconta imediatamente toda a informação que o afecta. Como veremos a frente, é facilmente comprovavel que a "teoria do passeio aleatorio" não pode ser aplicada ao mercado de capitais, ainda que por noutros aspectos da vida e vivencia humana tenha aplicação, como é o caso da roleta no casino, em que cada jogada é uma jogada independente da anterior e que só o acaso pode determinar onde a bola vai parar.

Evidentemente que o que interessa ao analista técnico não é o valor real da acção mas o valor a que pode vender ou comprar no tempo futuro. Uma máxima que mostra a pouca importância do valor real para o analista técnico e evidencia a importância da expectativa dos agentes do mercado é "Buy High and Sell Higher", assim, dentro do pensamento do analista técnico não é importante a teoria do mercado eficiente, do passeio aleatório, ou outra semelhante, para o analista técnico  o importante são as expectativas do investidor face ao valor, justo ou não, da acção e essas expectativas podem ser conhecidas pelos valores passados pois muitos investidores constróem essas expectativas em referencias de movimentos acontecidos, se pensamos na importância das resistências e suportes, que explicamos mais a frente, facilmente compreendemos a base de todo o pensamento do analise técnica
Título: Re: E se vos disser que a AT e a AF são uma ganda treta?
Mensagem de: Viana em Setembro 04, 2005, 23:15



QUANTO VALE UMA ANALISE TÉCNICA?[/b]


Analise técnica e a tendência da massa

A AT serve para confirmar ideias ou não e dar sinais de entrada e saída. AT deve ser encarada como uma ferramenta que nos indicam quando devemos comprar ou vender, que nos confirma o movimento e momento ideal do "trading", em resultado de determinado movimento de preços. A AT não serve como modo de avaliação da empresa que representa acção, para isso existe a  AF.

A AT é melhor a olhar para o passado do que para o futuro.

A Escola Técnica afirma que não existem estatísticas para esperança, humor, medo, ganância, actos de Deus (do Governos, estimativas e necessidades e informação secreta). É verdade, não existem e por isso é que a AT não é tudo, é por isso que é falível, é por isso que serve apenas para confirmar movimentos e indicar os momentos do mercado/acção e não para traçar uma estratégia com base na avaliação da empresa.

A Tendência é da massa e a massa emociona-se, tem medo, é gananciosa, tem esperança e etc., por isso é que diz que a tendência da massa é errar. A AT funciona com base na analise das emoções, das expectativas e dos receios dos intervenientes em determinado movimento que se reflectem na cotação, mas, sempre, isenta dos sentimentos da massa, das emoções, da ganância, da esperança, do medo e etc. O analista técnico deve seguir somente o que o gráfico lhe diz e não o que a sua mente, por contagio com a massa, lhe quer fazer ver. Ainda que se possa dizer que a AT reflecte e desconta a "saúde" do activo em avaliação nos gráficos, a verdade é que a AT nem necessita conhecer a empresa, as noticias relacionas ou os fundamentais. Para um analise fundamental, o preço das acções de uma empresa podem subir ou cair, até mais de 50%, que isso não implica que os seus fundamentais tenham sido alterados. Mas para AT, mesmo que os fundamentais continuem a seres os mesmos, é certo que as expectativas dos intervenientes, mudou e isso reflectisse nos movimentos registados nos gráficos. Na AT conta o preço do activo, na AF o preço da empresa.

É importante conhecer a psicologia das massas para melhor avaliar as Tendências do mercado. Um dos papas da análise de massa, Gustave Le Bon, escritor francês que diz que a massa é emocionável, impulsiva, violenta, inconsistente, extremamente descuidado, características que considera de um perdedor no mercado de acções.

Le Bon define a massa como um conjunto qualquer de indivíduos com mentalidade colectiva diversa daquela que têm como pessoas. Ele afirma que, ao se agrupar como uma massa, o ser humano perde a personalidade consciente, adquire sensação de grande poder, dá vazão aos instintos, perde a noção da responsabilidade, comunica-se por contagio (vende a "ideia" aos amigos), aumenta impetuosamente (aumenta o volume por isso é que se da a exaustão), é facilmente sugestionável (quando corre por contagio qualquer sugestão cria indecisão e desconfiança na estratégia, o investidor não acredita no sistema, esta a duvida e não cumpre as regras, não é disciplinado e rapidamente muda de opinião sem saber muito bem porque), é intelectualmente inferior (não pensa, reage com a vontade da massa), desce diversos degraus na escala da civilização (perde o raciocino), pensa que raciocina e não raciocina (é sugestionável), aceita imagens desconexas, tem ideias contraditórias ao mesmo tempo (é influenciável), cria imagens via palavras-de-ordem (OPA, OPA, OPA), aceita frase curtas como solução dos problemas (OPAS, FUSÕES, Crash e etc.), sintetiza aspirações pessoais (vai ser opaba para eu ficar rico e comprar o iate e o castelo).

A massa erra. A Tendência da massa é errar e a AT diz isso, ora vejamos:

Para a escola técnica, a resposta está nos gráficos de preços e volumes, que não é nada mais nada menos do que analisar a massa, a emoção, ganância, medo e etc. que a move.

Os investidores especialmente bem informados, pela famosa informação secreta, ou movidos por uma qualquer intenção compra sem dar nas vistas e com calma, com um pequeno aumento de preço. FASE DE ACUMULAÇÃO.

Os investidores especialmente bem informados, contagiam outros investidores bem colocados, amigos e etc., a que chamaremos compradores melhor informados que aderem ao mercado elevando o preço do papel (MARK UP) de tal maneira que desperta a atenção da ESTÚPIDA massa. O mercado fica activo e os acumuladores distribuem a acção abastecendo a massa (Distribuição) - (melhor altura para vender), depois de tudo abastecido e dos preços se manterem nos mesmo patamares, com a massa a comprar e a segurar e os acumuladores a vender e a travar a subida, a massa nota que o papel não vai continuar a subir e descobre que pagou caro procurando vender imediatamente a acção que não compensou o investimentos entrado no pânico.

Na analise técnica existem vários tipo de gráficos, desde o gráficos de velas, os mais vulgarizados, ao gráfico ponto e figura, o meu preferido, que despreza o espaço temporal retractando apenas os preços aos quais a acção foi negociada, sem levar em conta o dia de negociação, mas identificando com precisão a reversão da tendência dos preços.

Podemos seleccionar seleccionar um grupo de acções para negociar com base nos fundamentais, sectores, mercados ou outra premissa, mas, vamos ver que, em 99.99% das nossas decisões, a AT é quem melhor nos dará o sinal de entrada e de saída. Não defendo que se deva ser um purista da AT, porque penso que devemos ter em conta a tendência do sector e, porque não, os próprios fundamentais, mas não devemos definitivamente desprezar a AT que é quem nos diz quando comprar/vender. Ou seja, se a analise fundamental nos diz o que comprar/vender a AT diz-nos quando. Evidentemente que alguns puristas da Analise Fundamental podem ter um sistema que lhes permita bons resultados, mas estou convencido que, com o tempo, esses resultados não se vão manter, porque o que interessa, mais do que o valor da empresa, é a vontade do capital em mover-se e esse move-se por vontade do medo, ganância, pressupostos e expectativas dos investidores.

A Analise Técnica deve ser usada para aqueles investidores que se querem situar entre os investidores bem informados ("insiders") e a massa, e mesmo os primeiros devem utilizar a AT. Um investidor por muito bem informado que esteja ("insider trading") sobre um facto relevante de uma empresa, senão comprar no momento correcto, pode mesmo perder. Imagine-se uma noticia positiva para um titulo que será do conhecimento geral do publico apenas dentro de 3 meses e com um esperado impacto positivo de 5% no titulo. Se a tendência desse papel for negativa, pode chegar a cair mais do que os 5% que se espera de impacto positivo quando o "inside" for tornado publico. Assim, apesar da informação privilegiada do "insider", esta não lhe vai servir se ele não souber o melhor momento para entrar.

A ideia de que todos os fenómenos podem explicar através das leis naturais é muito antiga, já tendo sido encovada por Anaxárogas, pensador pré-socrático. A ideia é que determinadas circunstancias e factores podem reproduzir-se e conseguir identificar o ritmo destas reproduções permite antecipar. A AT baseia-se no que é realmente é mais importante e tem-se vindo a defender ao longo deste capítulo é a massa, a psicologia da massa. A melhor maneira de tirar proveito da massa é conhecer o que ela pensa e para isso é necessário pensar como a massa, reagir como a massa (sem reagir efectivamente), ter as emoções da massa e fazer exactamente o contrario. É aqui o verdadeiro problema do "trader/investidor", quando não consegue separar o pensamento dele do pensamento da massa.

Não há peritos nem ignorantes, há aqueles que sentem o mercado, estão no mercado, absorvem o mercado e conseguem estar suficientemente longe para tomarem as suas decisões sem serem influenciados pela massa. Ë aqui que Analise Técnica é um ferramenta fundamental, permitindo separar os sinais da massa da própria massa. Ou seja, analisam os movimentos dos preços sem se deixarem influencia emocionalmente por eles.

Keynes defendia que quem nada sabe ganha tanto como o perito isto porque o perito que acredita que um activo esta subavaliado não terá interesse em adquirir e se pensar vender terá de o fazer ao preço fixado pelos ignorantes. Na verdade só ganha aquele que antecipar os sinais que ele próprio produz, o do preço. O preço pode oscilar bastante e por isso é incerto dai que a melhor maneira será imitar os outros. Mas é porque todos se conformam com essa ideia de imitar os outros (ex.: "MARK UP") que se pode dizer que a massa tem tendência a errar. Quantos mais acreditarem e exteriorizarem essa crença maior é a probabilidade de não acontecer.

A AT é uma ferramenta que, sem duvida, consegue antecipar os  movimentos e é valida e importante por isso. Conhecer o mercado e o estado psicológico do mercado é importante para se conhecer o melhor momento de entrada e saída, mas, é sempre importante nunca esquecer que um investimento deve ter em conta a capacidade de um activo para remunerar no futuro a renuncia ao consumo.
Título: Re: E se vos disser que a AT e a AF são uma ganda treta?
Mensagem de: Viana em Setembro 04, 2005, 23:45
Caos
 
O mercado de capitais não é simples, alias podemos dizer que é um CAOS. O mercado de capitais desenvolve-se em ciclos. Contudo, tal uma escada espiral, quando o curso dos acontecimentos  completa um circulo, fá-lo a um outro nível. O "movimento pendular" das mudanças não se limita a repetir os mesmos acontecimentos vezes sem conta. Um desses ciclos em espiral é o CAOS a dar lugar a ordem, que, por sua vez, origina novas formas de caos.

Entende-se que a Analise Técnica, neste ciclo de oscilação do pêndulo, serve para domesticar o caos e não destruí-lo o que poderá acontecer se utiliza de uma forma determinista e isolada para uma acção sem se tomar em conta a movimento geral do mercado ou do sector.

   Assim como natureza, os fenómenos metereologicos por exemplo, a AT tem muitas regularidades que podem ser registadas, analisadas, previstas e exploradas. No entanto não podemos encarar a AT como uma lei única e determinante por si só para uma acção isolada, não serve explicar um determinado movimento da cotação de um titulo com a implicação dessa leis e esquecer o mercado/sector, pois seria o mesmo que recolher dados metereologicos e fazer uma previsão esquecendo completamente o local as suas características. O mundo não é mecânico, porque é que o movimento isolado de um titulo o seria?

   A teoria do Caos é entendida a vários séculos e representada em sabedoria popular:


"
CitaçãoFor want of a nail, the shoe was lost;
For want of a shoe, the horse was lost;
For want of a horse, the rider was lost;
For want of a rider, the battle was  lost;
For Want of a battle, the kingdom was lost"


Por vontade de uma unha, o sapato foi perdido;
Por vontade de um sapato, o  cavalo foi perdido;
Por vontade de um cavalo, o cavaleiro foi perdido;
Por vontade de um cavaleiro, a batalha foi perdida;
Por vontande de uma batalha, o reino foi perdido
[/shadow]

completamente diferente do original. Neste folclore é o mesmo que dizer que por vontade de uma unha, o reino foi perdido.

   Apesar dos efeitos da teoria do Caos estarem tão presentes no nosso dia, como na meteorologia, na irregularidade da pulsação cardíaca, no gotejar de uma torneira, no relampejar, nas montanhas, nas arvores, no crescimento de uma população, no partir de um copo no chão e por ai fora, só há alguns anos começou a ser estuda, talvez porque antes, sem recurso a computadores, os cálculos necessários que são bastante repetitivos, fossem aborrecidos de mais.

   Curiosamente a primeira verdadeira experiência sobre o Caos foi feita por um meteorologista, Eduard Lorenz. Nas suas previsões de qual seria o tempo que possivelmente ia fazer, geradas através de um programa de computador que tinha desenvolvido, constatou que, mesmo que introduzindo grande parte da mesma sequência e padrão original, o resultado final era diferente. Isto aconteceu um dia, quando ao tentar verificar uma mesma sequência, começou pelo meio para poupar tempo. Ele introduziu apenas os três primeiros números da sequência de seis. Quando resolvida a sequência verificou que o padrão obtido era completamente diferente do alcançado na sequência anterior. Desta forma Lorenz demonstrou que mesmo tendo um sequência muito próxima da sequência original, é muita sorte atingir o mesmo resultado. Este efeito ficou conhecido pelo "efeito borboleta". A diferença entre os pontos iniciais de duas curvas distintas é tão pequena que é comparada ao bater das asas de uma borboleta. E o simples bater das asas de uma borboleta hoje produz uma pequena alteração na atmosfera que pode, num determinado espaço de tempo, produzir um efeito diferente do que iria acontecer. Diz-se que o bater das asas de uma borboleta em Portugal pode provocar um tornado na China ou fazer com que o Tornado na Florida não aconteça.


O movimento das acções, assim como acontece com a natureza, é determinado por um conjunto de variáveis e factores. Acontecimentos fundamentais, como a desintegração de um átomo radioactivo ou a negociação em estado de "ex-dividend",  passam a ser determinados pelo acaso, não por leis precisas e imutáveis. Já Einestein numa carta a Max Born,  punha em causa o determinismo da lei face ao caracter aleatório do acaso
O que acontece é que o  ciclo completa-se, mas a um nível diferente, já que começamos a descobrir que sistemas que obedecem a leis precisas e imutáveis nem sempre se comportam de modo regular e previsível. Leis simples podem não produzir comportamento simples e por isso não podemos pensar num mercado simples. É neste momento que devemos pensar para lá da Analise Técnica como apresentam alguns analistas técnicos, pura, simples e determinista. Alguns analista técnicos tornam a analise tão determinista que essa ordem pode gerar o CAOS. Leis deterministas podem produzir o comportamento que parece aleatório. Então devemos utilizar a AT com um conjunto de soluções que nos permitam flexibilizar essa lei determinista e preparar-nos para eventuais erros. Sendo que primeiro, o importante é saber COMO a cotação de um titulo faz determinado movimento e não tanto saber se o faz. Depois de analisarmos e descobrimos como faz a cotação de um titulo determinado movimento, temos de partir para lá da AT. Ë a altura de estabelecer "planos" de acção concretos e objectivos, determinando como agir e que decisões a tomar, no acaso de o movimento da cotação não fazer como, normalmente, faz e, no caso, de o movimento da cotação fazer como faz. Falamos, evidentemente, de "stop loss", "stop trailing" e "Objective Price".

Os conceitos de previsão, ou de uma experiência reiteravel, assumem novos contornos quando vistos pelos olhos do CAOS e é aqui que vamos  aproveitar para mostrar a importância de ir mais além na AT. O que pensamos ser "simples" e "puro" torna-se complicado, e novas e perturbadoras interrogações se levantam a propósito de dimensões, de previsibilidade e de verificação ou falsificação de teorias. Em contrapartida, podemos tornar o complicado em simples pois os fenómenos que parecem aleatórios e desprovidos de estrutura ou sentido podem, de facto, obedecer a leis simples. O caos determinista tem as próprias leis, que falaremos mais a frente sobre fractais.

Analise Técnica pode gerar resultados positivos enquanto a sua existência e compreensão estiver enquadrado na vontade do "cérebro humano". Já dizia Eugene Wigner, que escreveu sobre a "eficiência da irracionalidade matemática", "Talvez a matemática seja eficiente ao representar a linguagem subjacente ao cérebro humano. Talvez os únicos padrões de que nos apercebemos sejam matemáticos por ela ser o instrumento da nossa percepção.  Talvez seja eficiente a organizar a existência física porque é inspirada por existência física. Talvez não existam padrões reais, mas apenas aqueles que nós, de espirito fraco, impomos.". É neste contexto que a Analise Técnica de um determinada acção não pode ser separada do mercado/sector, que é a parte "física" do sistema. Analise ao mercado/sector é a parte onde podemos percepcionar a vontade real da massa, do modo como a as expectativas do conjunto de investidores vão influenciar o modo de o investidor ver o titulo e consequentemente vender ou comprar e levar a cotação a seguir determinado sentido, movido por linguagem humana onde entra o sentimento, o medo, ganância e etc.





Título: Re: E se vos disser que a AT e a AF são uma ganda treta?
Mensagem de: Viana em Setembro 04, 2005, 23:47
Sistemas não lineares aplicados a analise do mercado

Como Paulo Pinto me lembrou, quando se fala do Caos é obrigatório referir sistemas não lineares e tem razão. Senão falássemos de sistemas não lineares e nomeadamente nos fractais, este capitulo, no que respeita a teoria do Caos aplicada ao movimento das cotações, não estaria completo. Por isso, tentarei explicar o tema de uma forma sumaria para que nao seja massuda e se desvie do tema principal deste livro, mas completa o suficiente para que se entenda:

Lorenz, o referido meteorologista que deu inicio a teoria do Caos, procurou encontrar um modelo que representasse acção do comportamento caótico e, através de algumas equações retiradas do campo da dinâmica de fluidos, que simplificou, criou um sistema tridimensional conhecido como Lorenz Attractor .

O sistema de Lorenz nunca se repete a ele próprio por isso a trajectória dos movimentos nunca são intersectados por eles próprios. Pelo contrario, desenha laços a volta infinitamente conforme nos mostrar a figura n.º1. Com este modelo, Lorenz, consegui provar que mesmo os movimentos de um sistema complexo e dinâmico (caótico) mostravam uma ordem aparente, apesar de nunca se repetirem.

(http://www.thinkfn.com/forum/files/lorenz1_150.jpg)

O mesmo acontece com preço de um activo, que, como dissemos acima, apesar de nem sempre se comportar de um modo regular repetindo os mesmos movimentos vezes sem conta,  pode-se registar algumas regularidades. Ou seja, apesar de podermos classificar os movimentos das acções como um sistema complexo e dinâmico que nunca se repete, assim como a nossa vida, o tempo ou o modelo de Lorenz; eles mostram padrões ordenados que podemos registar e a partir dai fazer previsoes com grande probabilidade de acerto. Afinal, já nos é possivel prever com grande precisao o tempo (sentido meteriologico) e um outro sem numero de coisas.

Chegamos a um ponto em que concluimos que o Chaos nao é aleatorio; segue determinadas regras, só que bastante complexas.

A dificuldade de encontramos a simplicidade em sistemas caoticos e aparentemente imprevissiveis acontece por exemplo na musica. A musica consiste numa serie de notas tocadas aleatoriamente de acordo com o livre
arbitrio do pianista que no entanto emitie um som melodico que nos desperta emoçoes e sensacoes, no entanto, se as notas forem tocadas de uma forma infinitamente repetitiva deixariamos de ter musica agravel para ter um som chato e aborrecido como seira o de uma serine de alarme. O livre arbitrio do pianista, permite tocar musica que conseguimos captar de forma agravel apesar de aparentemente aleatoria e, diriamos, sem nexo de casualidade. Mas se o tocar piano fosse realmente aleatorio e bastasse tocar nas teclas do piano ao acaso para produzir musica, todos nos poderiamos ser excelentes pianistas, o que sabemos que não é verdade. O que acontece é que apesar do pianista ter  a liberdade de controlar as notas que vai tocar, tem também a sensibilidade para reconhecer que basta uma pequena nota tocada fora do sitio para alterar drasticamente as condiçoes iniciais e, portanto a musica, podendo torna-la mesmo ruidosa, ou, pelo contrario, ainda melhor. A geometria fractal, atraves do olho do Chaos, reconcilia o aleatorio aparente do livro arbitio, com as leis deterministas da natureza.

No movimento das acçoes acontece o mesmo que com a musica, apesar de os investidores poderem comprar e vender livremente a qualquer momento, como o pianista pode tocar a nota que quiser, quando quiser, os preços  anteriores são sempre tidos em conta para fixar o seguinte, da mesma forma que as notas anteriores sao sempre importantes para o pianista saber onde tocar a seguinte e compor a musica. O investidor sabe que se "tocar" a venda ou a comprar fora do sitio, vai perder dinheiro. Por isso acaba por compor as suas as suas expectativas (aleatoriadade do livre arbitio) de acordo com os preços anteriores. A repitição dessas expectativas sobre os valores passados, ainda que a niveis diferentes, criam regularidades fractais que podem ser registadas.

Este é o salto que nos permite passar para os sistemas nao lineares e compreender até onde pode ir analise tecnica.

A geometria fractal é utilizada por fisicos, quimicos, biologos, engenheiros, geologos, enconomistas para explicar determinados padroes registados em diversos fenomenos fisicos: Da musica á turbulencia, das folhas das arvores ao traçado a orla maritima, das epidedimias a reproduçao das especies e muito mais. Para este livro interessa-nos a analise a series  financeiras.

Os modelos lineares sao incapazes de produzir elevados resultados de acerto num mercado caotico, onde o movimento das acçoes é aparentemente aleatorio e não linear, já modelos não lineares permitem captar esses movimentos e registar as suas regularidades.    

Se partimos da teoria do mercado eficiente, em que o preço da empresa reflecte correctamente toda a informação necessaria a fixação do mesmo, não deixando espaço para que os investidores se aproveitem dessa informação, dividiremos a analise em três categorias: A analise dos preços passados (analise tecnica), a analise da informação publica sobre as empresas (analise fundamental) e a analise a informação privada das empresas (inside trading).


Na analise fundamental, o preço da acção é fixado pelo valor da empresa, na analise tecnica, o preço é aquele que cada investidor esta disposto a pagar de acordo com determinada expectativas (factor psicologico); expectativas essas de que podem ser registadas regularidades.

Debruçaremo-nos sobre o segundo caso, da analise dos preços passados (analise tecnica), por ser a relevante neste capitulo e por ser conveniente para explicar certos momentos de irracionalidade, como as bolhas especulativas e os crashes.

Os crashes e as bolhas especulativas no mercado não seguem modelos lineares, para os quais, tais acontecimentos seriam imprevisiveis, mas essas anomalias, causadas por grandes desvios de esperança,  talvez possam ser registadas e previstas atraves de modelos nao lineares.

A alteração irracional do mercado que acontece em momentos de panic sell, panic buy, crashes, bolhas especulativas e outras, pode dever-se a intervenções exogenas (situações inesperadas, atentados terroristas, catastrofes naturais ou actos de Deus) que levam os preços a valores extremos que se desviam bastante do preço esperado e tido como verdadeiramente justo e factores não lineares, que são os que nos interessa discutir aqui.

A formação das expectativas no mercado de capitais é tida como racional aos olhos do mercado eficiente e da distribuição da informação de forma igual e generalista. No entanto, esta ideia destroi-se a si propria tendo como certo que se todos os intervinientes acabarem por incorporar um modelo racional optimo nas suas decisoes, de tal forma que ninguem tiraria aproveitamento, iria levar á irracionalidade. Neste caso, esta seria a unica forma de mover o mercado e dai tirar aproveitamento. O modelo racional, privisivel e optimo, passava a não responder correctamente num mercado levado ao aparente acaso provacado pela irracionalidade. Por isso é que os melhores metodos de analise são normalmente mantidos em segredo, pois se conhecidos e utilizados por todos, deixaia simplesmente de funcionar.

Ainda que nos casos de alteração irracional do mercado, em que um choque  provoca um grande desvio de esperança, como o exemplo de um atentado terrorista que origine um panic sell, os preços passados não ajudem a prever preços futuros, acredito que estes ultimos acabem sempre por se encontrarem condicionados pela formação de preços passados, na medida em que trasmitem informação da qual dependem as variaveis. Quero com isto dizer que mesmo num grande panic sell completamente irracional, o preço passado não ajuda a preve o comportamento do preço futuro, mas vai servir de "guia" e condionar o investidor. Isto porque o preço registado no panic sell, vai ser gerado sobre o preço passado. O que é facil de entender se pensarmos, por exemplo, numa ação que há dois anos se encontra a negociar num intervalo de preços entre os 50€ e os 60€, num panic sell pode até perder metade do seu valor para os 25€, mas se o range fosse entre os 15€ e os 25€ era previsivel que, nas mesmas condições, a acção perde-se para baixo dos 10€. Sem duvida que o preço passado condiciona o movimento futuro.

O que se pretende demonstrar aqui, é que não parece haver nenhum modelo que permita antecipar um momento irracional no mercado provocado por um choque imprevisivel, mas que é possivel atraves de um modelo nao linear prever a reação a esse choque de uma forma muito realistica. Normalmente esses choques imprevisiveis que originam acelaradas quedas, sao respondidos com elevadas subidas nas sessoes seguintes. Isto aconteceu por exemplo no atentado terrorista as torres gemeas no 11 de Setembro. O mercado, que já se encontrava numa tendencia de queda aproximadamente dois anos, reagiu negativamente ao atentando atingido valores minimos historicos, no entanto, um desvio de esperança com a magnitude do que se registou, levou o mercado a um "spike" que se segiu por um retorno extremamente alto nas sessoes seguintes. O mercado que caiu abruptamente com o 11 de Setembro, subiu consideravelmente depois de ter atingido os extremos nos minimos, chegou a subir bastante acima dos valores anteriores ao atentado.

A discussão realizada até agora sobre a ordem aparente no Chaos incidiu apenas sobre os modelos nao lineares e sem grande alusao aos fractais, isto porque considero que para entendermos o mercado aos olhos da geometria fractal, era imprescindivel examinar o que move o mercado e entender melhor as razoes do imprevisivel. Impresibilidade que é facilmente justificada pelo facto do mercado ser movido pela crença e pensamento humano dos seus intervenientes (sistemas não lineares por natureza), o que levou a concluir que o movimento do preço das acoes é provocado pela alteracao das ideias subjectivas criadas de acordo com as expectativas e esperanças dos agentes que nele se movimentam e por isso legitimo pensar que de uma forma não linear.

Ao pensarmos desta maneira, em que movimento caotico das accoes responde de uma forma não linear, podemos usar sistemas nao lineares, como os fractais, para verificamos que afinal o imprivisel é previsivel, só que de uma forma muito complexa. É na complexidade que vamos encontrar a geometria fractal onde o aleatorio do Chaos toma ordem, permitindo um elevado grau de de predictibilidade.

A geometria fractal já é estudada a muitos anos, sendo que um dos maiores contributos, para além de Lorenz, foi o de Julia. No entanto, o termo fractal vem associado  ao famoso matematico Benoit B. Mandelbrot, que definiu um fractal como um objecto que numa dimensao mais pequena é similar a ele todo, que representou atraves da imagem fractal da figura nº 2.


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Mandelbrot coloca em causa a visão euclidiana simpliscita sobre geometria de que os objectos da natureza sao perfeitamento simetricos, afirmando que as nuvens nao sao esferas, as montanhas nao sao cones e nem a luz viaja numa linha recta, pelo contario, provou que os objectos na natureza sao extremamente complexos. Na complexidade e na aleatoriedade da natureza encontrou padroes em diferentes escalas que tendem para o infinito. Ele encontro semelhancas do proprio objecto em escalas mais pequenas do mesmo, uma dimensao que se chama fractal.

Na irregularidade, Mandelbrot, encontrou regularidades que podem ser registadas o que leva para o movimento do mercado de capitais a hipotese de se poder registar o mesmo padrao para cada time frame  com a mesma dimensao fractal.  Ou seja, quando usados os fractais na analise ao mercado de capitais, deverá ter-se em conta os varios niveis de interacçao, porque, como vimos, os sistemas caoticos sao sensiveis a qualquer e minima alteracao face as condicoes inciais, e as escalas de tempo de forma a que cada movimento fractal seja visto no correspondente time frame.

De uma forma resumida, porque como foi dito não é nosso proposito mostrar aqui tecnicas especificas de negociação, o que nos levaria a falar em determinados indicadores fractais que foram e podem ser desenvolvidos, como é o exemplo do "Fractal Dimenson Index" , "The Fractal Finance MACD and Rhythm Indicator"  e outros  da Tetrahex desenvolvido para o Metastock, abordaremos a teoria dos fractais da forma mais simplicista possivel, o da teoria dos cliclos de negociação em tempos fractais.

A teoria dos fractais de Mandelbrot tem sido utilizada por muitos analistas tecnicos para identificar fundos e topos em ciclos de negociação com tempos fractais e indentificar mudanças de tendencia. A figura n.º 2 ilustra de uma forma simplicista a teoria da geometria fractal aplicada por Mandelbrot ao mercado de capitais, que pode ser mais aprofundada nos livro "Fractal Finance"  e "The Multifractal Model of Asset Returns"  e no artigo "A Multifractal Walk down Wall Street"  da "Scientific American".

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Os preços do activo registado nos cliclos de negociação que sao medidos de fundo a fundo ou de topo a topo, são influenciados pelo tempo fractal do proprio cliclo. Ou seja, um ciclo de negociação é composto pelo proprio ciclo reduzido a dois tempos (fractais) que compoe as duas partes do ciclo, em que cada um dessas pequenas duas partes representa o ciclo maior (original). Por exemplo, 100 sessoes de um grafico diario é composto por dois ciclos de 50 sessoes. Cada ciclo de 50 sessoes é exactamente igual a um ciclo completo de 100 sessoes feito dentro de um tempo aproximado de 50 dias de sessao. Assim, se cada 5 sessoes diarias corresponderem a uma sessao semanal, podemos dizer que 100 sessoes num grafico diario encontram-se reproduzidas em 20 sessoes de um grafico semanal.


No gráfico n.º 4 que representa 100 sessões diarias da Sonae.com tracei três linhas que representam a tendencia do movimento da acção nesse periodo para que possamos ter um visão do movimento completo nesse time frame.

De seguida, para o mesmo time frame, alterei a perioricidade do grafico de diario para semanal, mantendo as mesmas três linhas de tendencia, conforme se observa no grafico n.º 5.

Por ultimo, em cima de cada linha de tendencia marcada no grafico n.º 4 a cor vermelha, reproduzi o movimento do time frame completo (o todo) marcado no grafico n.º 5 (cor amarela) formando assim o grafico n.º 6; no qual vemos que o movimento do preço das acçoes no time frame de 50 sessoes semanais (100 sessões diarias), portanto do todo, é muito similar ao movimento de preços a uma dimensão mais pequena.

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Em resumo: É isento de duvida que os movimentos do preço de um activo são caóticos, de tal forma que se torna impossível prever com toda a certeza o futuro desses preços, mas podemos registar os padrões que mostram a ordem aparente desses movimentos e, a partir dai determinar a possibilidade de fazer determinado preço. Ou seja, quando olhamos para uma acção não devemos procurar tanto o preço que vai fazer mas qual a probabilidade de acontecer faze-lo, principalmente tentar prever a reação dos preços a extremos irracionais provacados por elevados desvios de esperança dos seus interveninentes. Assim, devemos procurar pelo preço expectável e, analisando a ordem aparente através de padrões registados, saber se o ira atingir ou não. Neste pressuposto, estamos a jogar com probabilidades de determinado preço acontecer, o que implica, como tenho vindo a defender constantemente ao longo deste livro, determinar o risco de não acontecer vs. a recompensa de acontecer, utilizar planos predeterminados  também para o caso da falhar ou acertar de acordo com a probabilidade e olhar sempre para os outros factores, pois já  sabemos que, uma pequena variaçao, pode produzir um resultado diferente.

Nesta perspectiva, devemos olhar para um gráfico do movimento das acções e, identificado o padrão, questionar-mo-nos como é que movimento da acção pode atingir determinado preço, depois, descobrir como é que acção pode nao atingir esse determinado preço, e, de seguida, repetir a primeira questão colocada neste parágrafo para saber como acção pode atingir um determinado preço perdedor. Conseguimos desta forma reunir toda  a informação que nos permite traçar um "trading plan" que é, como veremos no capitulo seguinte, o que nos vai garantir o sucesso no "long run".

1-   Com o preço que pode atingir definimos o "target price";
2-   Com o preço perdedor que pode atingir, definimos o "stop loss";
3-   Com os dois preços do ponto 1 e 2 definimos o racio de recompensa/risco que deve ser tomado no minimo de 1:2 (de preferencia 1:3 ou superior). Caso contrario mais vale ficar fora, por muita certeza no "trade"
4-   Com sempre estivemos na perspectiva de saber como a acção pode fazer determinado preço e não tanto se o vai fazer, conseguimos, mesmo sem atingir os preços target (profit ou loss), sair do "trade" porque este deixou de fazer sentido, simplesmente por verificamos que o movimento que esta fazer é o da acção que não vai atingir determinado preço (2º questão que devemos colocar quando analisamos).








"TRADING PLAN"


Afinação da maquina e do conhecimento pela experiencia

A AT é um maquina, funcionando como o "mecanismo de um relógio", para representar o auge em fiabilidade e perfeição mecânica. Sob tal perspectiva, a AT (uma maquina) é, acima de tudo, previsível. Em condições idênticas um analista técnico, assim como um relojoeiro que conheça as especificações da  maquina e o respectivo estado em qualquer momento particular pode calcular exactamente o que fará. Mas na verdade existem variações de estados que impossibilita determinar exactamente o que fará apenas com o conhecimento das especificações da maquina

"Uma inteligência que num dado momento conhecesse todas as forças que animam a Natureza e as respectivas posições das entidades que a compõem, se fosse capaz de submeter os dados a análise, poderia condensar numa única fórmula o movimento dos maiores corpos do universo e do menor átomo; para tal a inteligência nada seria incerto, e o futuro, tal como o passado, estaria presente diante os seus olhos." – Teoria de Laplace

Esta teoria de Laplace é o mesmo que dizer que conhecendo os diversos indicadores que representa o movimento de uma acção, sabendo como cada um deles reage, podemos prever o movimento da cotação desde o momento que estamos analisar ao momento que acabamos, ou seja, de um modo mais ambicioso, conhecidas as posições e as esperanças de todos investidores no mercado num determinado instante, todos os movimentos subsequentes da cotação desse titulo em analise são singularmente determinados.

Esta afirmação pressupõe, por simplicidade, que não há influências exteriores ao movimento do titulo. Se consideramos também esta, somos obrigados a concluir que as posições e velocidades de cada partícula que matéria no universo inteiro, tomadas num instante particular, determinam completamente a sua evolução futura. O universo  segue um caminho dinâmico único e predeterminado.

Esta conclusão aterradora é, na verdade consequência de um simples teorema matemático de unicidade.

Por esse motivo acredito que não podemos ver a Analise Técnica de uma forma isolada e determinista, pois existem uma serie de outros factores  que podem influenciar o resultado final de uma forma completamente inesperada. Esses factores, falados no capitulo anterior, a par da Analise Tecnica, devem ser analisados e podem ser registados atraves de enumeras ferramentas, mas uma delas, para mim a mais poderosa, é o nosso cerebro. A  experiencia que vamos adquirindo no mercado vai registando no nosso cerebro uma serie de dados que formam o nosso conhecimento pelo sentido, algo que utilizamos de uma forma quase mecanica, como acontece no nosso dia a dia, por exemplo, se um bebe colocar as mãos numa tomada de electricidde e apanhar um valente choque, é certo que, mesmo sem ninguem lhe explicar as propriedades da electricidade, ele vai perceber que aquele não é um bom local para por as mãos. É uma questão de conhecimento pela experiencia, que muitos chamam de "felling". Alias, Ed Seykota , considerado um dos melhores traders, que utiliza quase exclusivamente a analise tecnica num estilo baseado em "trend following", com sinais automaticos gerados por computador de acordo com o reconhecimento de padroes especiais (analise tecnica) e algoritimos de "money management", admite numa entrevista  para o livro "Market Wizards – Interviews with top traders" de Jack D. Schwager, que algumas vezes negoceia completamente fora do sistema mecanico ignorando os sinais gerados, outras vezes aumenta o trade de um sinal dado pelo sistema mecanico movido por "feelings" muito fortes e outras ainda junta tudo. Ele chega mesmo afrmar que se não da liberdade a ele proprio para descarregar o seu lado creativo, explode. Para mim também é importante permitir negociar tendo em consideração o conhecimento pela experiencia ("feeling"), o que sem duvida gera bons resultados; desde que não se confundam as decisões baseadas nesse conhecimento com as nossas proprias emoções sentidas atraves desse conhecimento. Misturar essas emoções com o conhecimento adquirido pela experiencia seria factal. Era pensar que o bebe nunca mais utilizaria a tomada só porque uma vez apanhou o choque, o que seria ridiculo, pois assim que ele aprender para que serve a tomada electrica pode utiliza-la da melhor maneira. 

Eu acredito seguramente que devemos utilizar a Analise Tecnica nas nossas decisões de "trading". Sem duvida que Analise Tecnica nos indica, com uma excelente probabilidade de acerto, uma serie de informações retiradas de estudados padroes tecnicos que nos permitem decidir a melhor altura para entrar e sair do mercado e aproveitar desvios de esperança da massa, mas quanto a mim devemos utiliza-la apenas na perspectiva de nos auxiliar a encontrar um determinado conjunto de condições que nos permita comprar e vender no melhor momento, de forma a melhorar a rentabilidade do investimento, o que de alguma forma também nos permite afastar a emoção da experiencia. Eu penso que Analise Tecnica deve parar por ai, pois é ai que tem o seu valor e é ai que representa um papel fundamental no plano de investimento. É uma ferramenta extremamente util e importante, para mim indispensavel, mas que pouco serve se não tivermos a experiencia suficiente para a podermos utilizar cuidadosamente e de nada serve se não estabelecermos um rigoroso "trading plan" que deve ser cumprindo e respeitado em todos os momentos.

O uso de "stops" e controlo de risco

Ainda antes de tomarmos a decisão de realmente entrar no mercado, devemos definir um stop loss e um objective price que devemos ter a disciplina para cumprir, de forma a cortar o mais rapidamente as perdas e deixar correr o mais possível os ganhos, devemos avaliar se o racio de recompensa/risco (objective price/stop loss) compensa o negocio, pois por muito que ele nos pareça excelente e os sinais tecnicos sejam inequivocos, é um erro no "long run"  forçar um trade com recompensa inferior ao risco, diria mesmo que só vale a pena entrar com um premio minimo de 2x o risco. Outro aspecto, não menos importante mas muito esquecido, é a utilizaçao de time stop que consiste em fechar uma posiçäo que, passando algum tempo, nao tem o comportamento que era esperado, ou seja, a razáo que motivou o trade deixou de existir, pelo menos aparentemente. Apesar do stop loss náo ter sido activo, se o mercado nao nos der logo razáo, náo devemos ficar a espera de perder, saimos. O mercado vai continuar ali e podemos sempre tornar a entrar. Importante é tambem termos consciencia se estamos preparados emocional e psicologicamente para o trade que nos propomos. A utilizaçao destas tecnicas de money management, permite controlar o risco de cada negocio e da carteira e por isso, mesmo que um excelente sinal técnico nos conduza a uma decisão que se vá traduzir num mau resultado, essa decisão nunca vai ser errada dentro do conjunto das decisões do "trading plan". Uma decisão com resultados maus vai fazer parte das decisões com ganhos bons e vice-versa. Ou seja, os "stop loss" vão limitar os maus resultados de uma decisão e deixar correr os bons resultados de uma outra decisão, desta forma vamos conseguir explorar o mais possível as boas  decisóes e liquidar rapidamente as más; o que no "long run" vai permitir obtermos excelentes resultados", ainda que para isso seja necessario perder algumas "batalhas".

A escolha o stop loss tem tudo a ver com as caracteristicas do mercado, o estilo de trading e perfil do investidor e não sei de podemos definir um ponto ou medida exacta para o uso do stop loss, acredito mesmo que não. No entanto, na minha escolha e estrategia pessoal, independentemente de qual seja o mercado, o momento ou nivel de agressividade que estou a utilizar no trading, sigo uma regra que para mim é basica, mas muitas vezes mal entendida por outros trades, que consite em colocar o stop loss num valor em que dificilmente seja atingido. Este é o pressuposto que utilizo para não ser stopado no mercado quando estou correcto, principalmente quando alguém se lembra de fazer uma "caça aos stops" . Se o stop loss for colocado num valor que, dentro da nossa expectativa para esse negocio, seja dificil de atingir, podemos ter a certeza que se formos stopados, é porque estavamos mesmo errados, desta forma estamos a minimizar as hipoteses de sermos stopados quandos estamos correctos.

Esta estrategia de colocar o stop loss a um preço "inatingivel", o que leva a que por vezes seja colocado muito longe do preço do activo naquele momento, representando uma perda bastante consideravel, muitas vezes superior a 10% ou 15% (dependendo da volatilidade do activo em analise), obriga a uma regida disciplina de alocação do capital.

O montante da alocação do capital em cada trade é tão importante nesta estrategia que utilizo, como a escolha do melhor valor para colocar o stop loss. Se tiver necessidade de aumentar o valor do risco de perda devido ao preço em que tenho de colocar o stop loss diminuo o montante do trade de forma ajustar, mas tendo sempre em conta, o racio de recompensa/risco.  Por exemplo: Se estipular um risco maximo de 5% de perda sobre o valor do trade, mas tiver necesside de colocar o stop loss 10% abaixo do valor de entrada, então sou obrigado a reduzir o montante do trade para metade, mesmo que isso implique esperar ganhar apenas metade do que o previsto inicialmente, no entanto, devo respeitar sempre o racio de recompensa risco, no caso, se assumer um risco de 10%, espero uma recompensa de, no minimo, 20%. Alguns traders que conheço têm dificuldade em aceitar e compreender esta estregia, porque vai um pouco contra aquilo a que estão habituados a fazer; alocar o maximo de capital num bom negocio e apertar o maximo o stop loss. Apesar de tentar apostar sempre mais numa boa tacada, em vez de tentar dar muitas tacadas pequenas (sempre com atenção ao racio de recompensa/risco), acho que a estrategia de estreitrar um stop loss para negociar o maior volume possivel com o mesmo risco de perda de valor da carteira do que um trade com volume mais pequeno, vai fazer com que, no long run, se seja stopado demasiadas vezes quando estamos correctos, mesmo acolhendo uma boa tecnica de trading, muita experiencia e um excelente sistema. Desta forma, mesmo podendo ganhar bastante num unico trade, vamos desprediçar excelente "tacadas" no momento certo, só porque fomos stopados pelo valor errado.

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Por exemplo: Na analise gráfica "Point & Figure" (P&F) ao movimento do preço do barril de Crude Oil no gráfico n.º 9, temos, de uma forma basica, um sinal de compra gerado depois do preço do barril ter atingido a proximidade da "Bullish Support Line" (BSL), valor a que inverteu subindo três boxs ($0,5/box=$1,5).

Neste cenario a compra é executada a $34, o stop loss é colocado na quebra da BSL, portanto ao valor de $32,50, e um primeiro preço objectivo (target) fica nos $37,50. Temos neste trade um racio de recompensa/risco superior a 2.

Imaginemos que pretendo tomar uma posição com o máximo de risco de perda de 5% numa carteira de 10 milhões de USD: Se o risco de perda for $1.5 por barril ($34 do preço de compra subtraido de $32,5 do preço do stop loss) e cada $1 no preço do barril de Crude corresponder a $1.000 por contrato (CL/), então o risco de perda por contrato fica por $1,500. Se estou na disposição de arriscar uma perda de 5% sobre 10 milhões de USD, ou seja $490.500, posso tomar uma posição de 333 contratos (490.500/1.500).


(http://www.thinkfn.com/forum/files/crude1_273.jpg)

Continuando com analise P&F ao movimento dos preços do Crude Oil, vamo-nos servir do gráfico n.º 10, onde, continuando com uma analise pouco exaustiva, encontramos uma possivel oportunidade de venda de Crude Oil, depois do preço ter excedido as dezoito boxes de subida (Xs) e inverter (Os) mais de três boxes. Assim, querendo arriscar uma entrada short, fariamo-lo na quarta box a $64,50, com stop loss a $67,50 (uma box acima da quebra de um duplo topo e em maximo historico) para uma perspectiva de um primeiro preço objectivo a $56.50.
Comparando o exemplo do grafico n.9 ao do gráfico n.10, vemos que este ultimo tem um risco de perda por contrato superior, isto devido a necessidade de colocar um stop loss mais longe do preço de entrada do que foi necessario no grafico n.9. Ou seja, o stop loss no grafico n.º 9 foi colocado $1,5 abaixo o preço de entrada, quando no gráfico n.10 o stop loss já teve de ser colocado mais longe, a $3 de diferença do preço de entrada, portanto, assumir a possibilidade de uma perda maior.

Continuando com a mesma carteira de $10.000.000 e querendo manter o risco de perda nos 5%, como pretendido no exemplo com o gráfico n.º 9, teria de apertar o stop para um risco de perda por contrato de $1,5, o que o colocaria o stop loss nos $66, abaixo da quebra do duplo topo, o que, obviamente não seria recomendavel, ou, o correcto, reduzir o numero de contratos negociados para 167 conseguindo manter o mesmo risco de 5% de perda da carteira apesar de com um stop loss maior.

Apesar do exemplo do gráfico n.º 10 oferecer um racio de recompensa/risco maior do que no exemplo do gráfico n.º 9 e mesmo que todo o cenário apontasse para um elevado sucesso na operação (por acaso aqui nem é o caso, pelo contrario), nunca devemos optar por alterar stop loss para uma posição sem  qualquer sentido só para aumentarmos o numero de contratos e com isso a possibilidade de uma recompesa maior. Neste exemplo do grafico n.º 10, colocar o stop loss abaixo da quebra do duplo topo só para apertar e poder aumentar a posicao, eleva o risco de sermos stopados mesmo estando correctos.

Resumindo: Eu coloco sempre o meu stop loss num valor que se for stopado é porque estava realmente errado e não apenas por um pequeno desvio do mercado que me "limpou" o stop. Mesmo quando estou bastante convicto do sucesso de um trading não estreito o stop loss para alocar o maximo de capital possivel mantendo o risco total da carteira igual ao de colocar o stop loss mais distante para um volume mais pequeno, faço é exactamente o contrario, coloco o stop loss no valor correcto (dificil de ser stopado) e diminuo o volume (capital alocar) do trade. Com esta estrategia apesar de estar a alocar menos capital do que se optasse por um stop loss mais apertado, vou esta apostar com uma probabilidade menor de perder (ser stopado) e sem necessidade de gerar muitos trades para compensar eventuais perdas desde que garanta sempre um bom racio de recompensa/risco.

Título: Re: E se vos disser que a AT e a AF são uma ganda treta?
Mensagem de: Viana em Setembro 04, 2005, 23:48
Sistemas automaticos de trading

As regras de um "trading plan" sao  inuteis se utilizadas de uma forma arbitaria e pouco uteis se produzidas de uma forma mecanica e automatica por um qualquer software de "advisor", na medida em que por vezes o sistema se distancia do momento e do contexto em que foi desenvovido e/ou do momento e condicoes actuais do mercado e do activo. Salvo raras excepçoes, que existem em modelos de "neural networks" assentes em principios de Inteligencia Artificial e optimizados por algoritimos geneticos, que falaremos mais promenorizadamente mais a frente, verificamos que é muito dficil a um modelo automatico de negociaçao classico produzir rentabilidades consistentes e transversais a varios mercados e produtos por um longo periodo de tempo (anos). Esta ineficiencia acontece porque o mercado, apesar de ser sempre o mesmo e igual, nao se mostra a todos os seus intervenientes da mesma maneira e, por isso, em certos momentos, toma contornos diferentes do esperado. Momentos inesperados e de irracionalidade provocando desiquilibrios nao previstos.

Um modelo automatico de "trading" classico, apesar de criado por homens, nao tem a mesma flexibilidade que a inteligencia humana permite. Um sistema automatico nao evolui por si só pois nao é dotado de inteligencia e por isso, ao contrario do ser humano, nao se adapta, falhando perante determinadas circunstancias e mostrando-se insuficente para continuar. Já Bruce Kovner  na entrevista  que dá Schwager, para o já referido livro "Market Wizards", diz que considera improvavel desenvolver um sistema automatico de trading que substitua um bom trader. Considera que tal sistema teria de ser extremamente desenvolvido e que os computadores só são bons apreender quando a informação é heraricamente clara e precedente. Por isso e como as regras do sistema estão em constante mudança, os sistemas automaticos são um pobre candidato a bom trader. Kowver diz que as decisoes de trading anda em compaso com muitos tipos de conhecimento e as regras de intrepertação da informação estao sempre a mudar.

Como nos tem demonstrado o jogo de xadrez onde o computador defronta o ser humano, que podemos comparar ao "trading" no mercado de capitais com recurso a sistemas automaticos, verificamos que a unica capacidade da maquina é não cometer erros. Já o ser humano usa uma abordagem kantiana: Um juizo reflexionante, uso regulativo e analogia da finalidade. O ser humano nao procura exaustivamente todas as variaveis possiveis e nao  joga de acordo com o calculo mais favoravel que dessa analise resulta como acontece com o computador, procura antes traçar um objectivo que quer atingir e joga e define a sua estrategia em funçao dessa posiçao que quer ocupar. Desta forma o ser humano, ao contrario do computador que analisa jogada a jogada, nao resolve um novo problema em cada lance, mas propoe problemas que nao sao previstos e planeia em funçao disso conseguido com estra estrategia uma ampliaçao da racionalidade, nao constrangida pela logica analitica. O computador é um mero executante, nao tem capacidade de planear em funçao de imprevistos que falham ao modelo de avaliaçao. Simplesmente limita-se a resolver os problemas com recurso a soluçoes contigentes, como que se cada lance fosse o inicio de um novo jogo onde as posiçoes futuras a ocupar se apresentam como o resultado do calculo da probabilidade daquela poder ser a posiçao mais favoravel.

No mercado de capitais e na execuçao de um "trading plan", assim como num jogo de xadrez, existe a necessidade de se traçar um objectivo concreto e planear em funçao do que se pretende e nao o contrario: traçar um objectivo de acordo com o planeado. Para além disso o sistema nao tem habilidade para ver para além do que esta programado, por isso diz-se cego a casualidade, enquanto o ser humano consegue analisar atraves de padroes visuais e conceitos impiricos reiterados pela experiencia (ex: suportes e resistencias) e nao se ficando por ai, para além de reconhecer padroes, tambem revela capacidade para indentificar padroes nunca antes observados (novas condiçoes ).

O "smart money" é magananime no que diz respeito ao mercado e finta até o sistema automatico mais perfeito. Um exemplo desta ineficiencia que atinge os sistemas automaticos deriva, como ja vimos, da incapacidade do modelo planear e se adptar de acordo com um objectivo pre-determindo.

Um sistema de trading automatico, onde fosse, por exemplo, definido um stop loss e um price objective apenas de acordo com uma equaçao de risco vs recompensa ou outro qualquer pressuposto, retirando da equaçao a caracteristica particular do activo (volatilidade, tendencia, força e etc) correriamos o risco de activar "stop loss" despropositados. Como seria por exemplo utilizar um "stop loss" muito proximo do preço de entrada no mercado num momento de grande volatilidade ou coloca-lo acima de um linha de resistencia de uma forma automatica ou arbitaria sem nenhuma razao aparente. Um sistema automatico classico nao tem habilidade para indentificar certos padroes visuais, que no caso sao necessários.

Evidentemente que um sistema automatico pode ser usado e serve mesmo para demonstrar a necessidade de um trading plan e ajudar na disciplina, mas nao pode ser inflexivel. Para isso, a componente da racionalidade humana tem de participar o que nos leva a concluir que um sistema nao pode ser 100% automatico. Foi esta a minha proposta ao realisar uma serie de "back testings" com o software desenvolvido pela Equis International, o conhecido "Metastock".

Para o teste, escolhi aleatoriamente uma activo, no caso, o Light, Sweet Crude Oil, negociado no NYMEX e, propositadamente, um sistema automatico de trading providenciado pela Equis International, que obtendo bons resultados noutros activos, apresentava um prejuizo significativo quando aplicado ao Crude Oil no periodo em analise. Logo a partida, verificamos que um sistema automatico que produzia bons resultados numa seria de accoes e "commedities", nao os conseguia garantir sempre e nem em todos os activos. Ou seja, tal como se apresentava, nao tinha a capacidade de se adptar,  evoluir e, principalmente, de solucionar o que nao tinha avaliacao.

O sistema, que assenta mum modelo de avaliaçao da quebra de periodos de consolidaçao, escolhido propositadamente para que os sinais gerados fossem num espaço temporal de em media dois meses e meio onde a volatidade permitesse adaptar um executavel "trading plan" de "stops" sem grande necessidade de intervençao, foi a melhor opçao para evitar o factor humano (H), que ficou limitado à escolha do melhor modelo e estrategia para aquele activo especifico e aquele periodo de tempo. Ainda que utilizando apenas o sistema automatico no teste houve a preocupaçao de analisar as caracteristicas especificas do Crude Oil no periodo em analise, nomeadamente quando a volatilidade. O que só foi possivel porque estavamos a olhar para traz onde tudo nos era mostrado claramente e nao para o futuro onde tudo é incerto. Desta forma, ainda que limitada, introduzimos o factor H, que a posterior, com efeito de teste, pode ser assim utilizado. Já a anterior, sem saber o que nos espera o futuro, tem de estar constantemente presente e a observar.

O gráfico 3 mostra-nos os resultados do "back testing" utilizando o sistema "PS Consolidation Breakout", com entrada e saida ao preço de abertura do dia seguinte e comissoes de 0.05% (ver quadro 4)  da Equis International sem utilizaçao de um "trading plan". Os resultados obtidos sao os apresentados no quadro 5 com um prejuizo de –26,24% ao fim de 10 anos. Num total de 47 trades o sistema perdeu 32 ganhando apenas em 15. Verificamos pelo grafico de "equity" que os resultados sao pouco consistentes e bastante volateis.

Num segundo exercicio, elaborei um "trading plan" que aplicei ao sistema e que consistia em definir "stop loss" e "price objective" adequados ao activo em analise. Estudei bem o activo, principalmente a volatidade, para escolher o melhor nivel de "stop loss" e "price objective" sempre mantendo a prespectiva de risco vs recompensa. Encontrei nos 3% de "stop loss" e 9% de "price objective" o equilibro certo que permitia jogar com o movimento do Crude e a volatidade mantendo um bom racio de recompensa risco. Os resultados, conforme se podem observar no grafico 4 e no quadro 6, foram animadores.  De um prejuizo de –26.24% do sistema sem trading plan, passamos para um lucro de 37.45% com uso de trading plan, o que representa uma recuperacao de 60.69%. E na verdade o total de acertos pouco se alterou, pois em 48 negocios gerados (mais um que o sistema sem "stops") acertamos apenas mais três "trades" com este recurso. A grande diferenca foi que aumentamos media de ganhos (84.37) e diminuimos a media de perdas (-38.14) face ao sistema sem "stops" mantendo o resultado mais consistente.
Como observamos nos teste acima, num "trading plan" não há mas decisões, mas sim e apenas decisões com bons ou maus resultados. Por isso a disciplina, que é uma questão de gestão de risco, deve ser encarada seriamente e cumprida religiosamente, ao ponto de podermos dizer que nunca nos enganamos.

Não é ousado dizer que nunca nos enganamos se cumprirmos a risca o "trading plan", porque o que estamos a fazer é cumprir o estabelecido, não cumprir é que seria o erro e, estou certo, daria resultados desastrosos. As decisões dentro de um "trading plan", por muito tentador que seja não cumprir, tem de ser respeitadas. O "trading plan", ainda mais do que AT em si, permite distanciarmo-nos da emoção e da massa. Se executarmos correctamente o "trading plan" vamos evitar vender antes do tempo só pelo sentido natural de querer obter ganhos imediatos, vamos evitar esticar o "trade" demais só pela ganância, vamos evitar acumular perdas só porque não queremos assumir um "trade" perdedor e por isso ate acreditamos que vai subir, vamos evitar vender porque estamos com medo. Afastamos as "bolhas" e os "panic sell", assim como outras emoções normalmente perdedoras. Mesmo que a determinada altura, num momento particular, verifiquem que o vosso "feeling" teria batido o "trading plan", lembre-se da seguinte analogia:

1 -Tem a sua frente um conjunto de 10 caixas individuais. Nesse conjunto, 9 caixas contem um gás de tal maneira venenoso que se aberta a caixa o gás o matara instantaneamente e 1 caixa com bilhete de lotaria premiado. Faziam-lhe a proposta de abrir uma das caixas e ficar com o conteúdo. O que faria? Certamente não aceitava a proposta e, apesar do aliciante prémio, não tentaria abrir nenhuma caixa correndo o risco de morrer. Mesmo que o seu "feeling" apontasse a sua escolha para uma determinada caixa, que, posteriormente se viesse a verificar ser a que tinha o bilhete de lotaria premiado, é isento de duvida que, mesmo assim, tomou a decisão correcta.

2- Agora, noutro cenário, com o mesmo conjunto de caixas, só que substituindo o gás letal por uma pequena multa fácil de pagar. O que faria? Certamente aceitava a proposta e, apesar das pequenas multas, abriria uma caixa tentando ganhar a lotaria. Mesmo que abrisse a caixa que tem a multa, é também aqui isento de duvida, que tomou a decisão correcta.

Vemos que, em qualquer dos cenários, apesar da sua decisão não ter dado bons resultados, foi, inequivocamente, a decisão correcta. O mesmo acontece quando se cumpre criteriosamente o "trading plan", apesar dos resultados de uma decisão poderem ser francamente maus, a decisão é sempre correcta.

Negociar com Inteligencia Artificial

Como vimos acima, os modelos automáticos clássicos são muito úteis para "backtesting" e muito práticos de utilizar como ferramenta de apoio á analise, na medida em que permite poupar imenso tempo na construção dessas mesma analises uma vez que os indicadores já estão todos carregados e ajustados. Mas, como também vimos, tem as suas limitações causada pela incapacidade de olhar para a frente, identificar novos padroes etc. Em resumo: Não tem inteligencia para apreender.

Se queremos usar um sistema automatico classico com sucesso, teremos de intervir na analise utilizando a nossa capacidade humana para colmatar essas falhas, como identificar novos padroes ou prever o preço futuro atraves da expectativa do que vai acontecer. Para aqueles que queiram reduzir a sua intervençao na analise ao minimo (carregamento dos dados e pouco mais) entao terao de se fazer subistuir por alguma forma ou modo de analise que pense por ele e consiga preencher os espaços vazios deixados pela analise do sistema automatico classico. Um bom substituto, ainda que tambe´m com algumas limitaçoes, mas mais pequenas, sao os programas de analise tecnica com sistemas automaticos de analise que simulam a inteligencia humana, reconhecem novos padroes, inferem informacao sobre factos e evidencias contrarias (ex: Se a entrar numa casa ouvir um cao ladrar, sei que pode morder, mas se depois vir que esta amordaçado, fico a saber que nao o consegue fazer), resolvem novos problemas, planeam e apreende com a experiencia. Sem duvida que estes sistemas que combinam a analise tecnica com a tecnologia de Inteligencia Artificial, ajudam a obter melhores resultados, isto porque, para além de olharem para traz e apreender com isso, sao tamebm capazes de olhar para a frente. Louis B. Mendelsonhn, compara no seu livro  sobre Analise Tecnica,  quando fala sobre os sistemas automaticos, a necessidade de olhar para para as espectativas de futuros preços  com a mesma necessidade de se olhar para a estrada a frente, quando se guia um carro na auto estrada.


Citação"if you are driving down an interstate highway at seventy miles per hour, you wouldn't only look backwards through you rear window or over your shoulder. You need to look forward, out the front window at the road ahead, so you can anticipate possible dangers  in order to prevent an accident from happening. It is the same with trading." 22




"se esta a guiar por um auto-estrada a 112 Km por hora, não vai só olhar para trás através da janela traseira ou por cima do ombro. Tem de olhar para a estrada a frente através do pára-brisas, para poder antecipar possíveis perigos de forma a evitar que aconteça um acidente. O mesmo acontecesse com o "trading".

Para sabermos melhor como funcionam estes sistemas de negociaçao potenciados pela inteligencia artificial, pedi a colaboraçao de Steve Thompson e Gary Lynn, engenheiros da NeuroDimension, Inc, empresa que desenvolveu o software TradingSolutions, que combina a Analise Tecnica com o mais desenvolvidas tecnologias de inteligencia artificial., para nos responder a algumas perguntas sobre o assunto, que apresentamos de seguida:



Octávio Viana- What is Artificial Intelligence?

NeuroDimenson, Inc. - Artificial intelligence encodes a prior human knowledge with simple if then rules, performing inference (search) on these rules to reach a conclusion.

OV- How Artificial Intelligence works in a stock trading program?

ND – TradingSolutions (stock trading program) comes with several general neural network models that you can use to develop predictions.

OV- What is a Neural Network?

ND – An Artificial Neural NetWork (ANN) is a computer program that can recognize patterns in a given colletion of data and produce a model for that data. It resembles the brain in two respects:

1-   Knowledge is acquired by the network thought learning process (trial and error). For example: A children growing up they count on a pay for experiences, their process to trial and error they gone learn what actions to take or not to take to avoid those experiences.
2-   Interneuron connection strengths know as synaptic weights are used to store the knowledge

The neural network models in TradingSolutions are broken into two basic types: static neural networks and dynamic neural networks:

1-   Static neural networks train and predict using only current input information. This makes them good for classification problems in that they treat each set of inputs as a separate case.
2-   Static networks can also be used for time-series predictions by providing multiple historical samples as inputs. Static neural networks include multilayer perceptrons (MLP), modular networks, and Jordan/Elman networks.

Dynamic neural networks train and predict using current input information, as well as a memory of recent input values and other training values. This makes them good for time-series predictions, such as price predictions, since they automatically maintain a memory of recent information to apply against the current information. Dynamic neural networks include time-lag recurrent networks and recurrent networks.

Most of the processing of a neural network takes place in its hidden layers. All of the neural models in TradingSolutions can have one or two hidden layers. Having fewer hidden layers simplifies a neural model, allowing it to train more easily. Having more hidden layers allows a neural model to learn more complex patterns, but makes it more difficult to train.

Each general neural model in TradingSolutions has a list of characteristics, or subtypes, that can be selected from in order to further refine the model. These primarily vary how the various components of the model are connected, but can also be used to select different types of memory in dynamic networks

OV- AI program trading can simulate a human intelligence and recognize news patterns?

ND- It can learn associations between data points (i.e., patterns) on a trial-and-error basis, which is similar to the way human intelligence works?

OV- Resolve new problems for which it isn't a program solution?

ND- It can create models that are too complex for standard analytical solutions. It does this by adapting the parameters (i.e., weights) of the neural network.

OV- Learn with experience or planning?

ND- Neural networks learn from experience by a trail-and-error process and they can continue to learn when presented with new data.

OV- The AI program use the common sense knowledge and reasoning?

ND- No, neural networks do not posses common sense knowledge or reasoning capabilities.

OV- The program trading use the heuristics to discover the best model to trade, using this to change the system model?  For example: Use a oscillator in a range market and change for a trend indicator like Aroon  in a trendily market?"

ND- That's correct. If you give the network both the oscillator and the aroon indicators as inputs, it will learn which one to focus on in each type of market condition.

OV- We can compare the stock market to the Japanese and Chinese Board Game "GO"  because it change for where "Mrs. Market" want. We now the AI is a "GO" bad player. Do you think the AI can get a better results in stock market then in a "GO" game? Why?

ND- I do not know anything about this particular game, but in general neural networks will have a more difficult time predicting the stock market since the data is more noisy than game data. I would say that a good neural network model will obtain better results than most traders who use less sophisticated tools.

Aproveitei a colaboração da NeuroDimension, Inc, em especial de Gary Lynn, para testar o sistema neural-network da NeuroDimension, Inc, o TradingSolutions e verificar se realmente, com o recurso a IA, é possivel produzir melhores resultados de que num sistema de trading automatico classico.

Forneci ao Gary o mesmo modelo de analise tecnica utilizado nos backtesting anteriores e a base de dados dos preços do Crude Oil desde 30/03/1983 até 9/2/2001 para que ele construisse o sistema no trading solutions e ensinasse o programa atraves da neural network a utiliza-lo da melhor maneira. O range de data deste teste é igual a dos backtesting anteriores (3/1/1995 a 9/2/2001) mas para evitar o overfitting   do modelo, pedi ao Gary que o ensinasse o sistema com os preços de 30/03/1983 até 2/1/1995, deixando de fora do processo de aprendizagem os dados que iriam servir ao backtesting como se fossem dados futuros que o sistema nunca observou, da mesma forma que aconteceira se utilizamos os sitema no trading real a partir deste momento.

Na realidade o Trading Solutions comprovou que as neural-networks baseadas na Inteligencia Artificial, permitem obter uma performance excelente como podemos ver no grafico n.º 5 em que conseguiu tranformar 10.000USD em 43.000USD, o que dá um lucro lucro liquido de 33.000 USD (330.01%) em aproximadamente 5 anos (1635 dias de negociação), portanto um retorno anual de 25,15%. No entanto é de ter em atenção que não foram cobradas comissões, o que favorece um pouco estes resultados face aos anteriores.









































Numa analise que fiz aos resultados deste back testing e de outros que realizei a diferentes activos, não correlacionados com o Crude nem entre si, verifiquei que o sistema é excelente a utilizar o modelo de analise pois o numero de trades ganhadores era sempre bastante superior aos perdedores, quase sempre o dobro, dai que consegui em todos eles obter performances na casa dos 3 digitos. No entanto verifico que precisa de ser aprefeiçoada a parte do money management ou a intervenção humana nas decisões pois a media do lucro por trade é inferior a media do prejuizo por trade, conforme se pode confirmar pelos resultados ao backtesting do Crude Oil no quadro n.º 5 e a media de lucro por trade é inferior a 1% o que significa uma elevada erosão do lucro em comissões.


Ainda tentei aplicar o mesmo plano de trading do backtesting com o sistema classico, com o "stop loss" de 3%, o "profit taking" de 9% e um "exit" no caso do preço não se alterar no periodo de 15 dias depois de tomada a posição e, apesar de melhorar o money management conseguindo uma media de ganhos por trade de 4,29% contra 2,92% de media de prejuizo por trade, o resultado final foi pior em mais de 100% relativamente ao sistema sem plano de trading e, pior, a media de lucro por trade desceu para 0,34% o que torna o sistema inoperavel, já que isso não chegaria para cobrir as comissões de trading.

Não há duvidas que os sistemas mecanicos, tanto os tradicionais como os que usam aproximações a Inteligencia Artificial, podem ser uma ferramenta bastante util nas decisões do trading na medida em que permite distanciar as emoções e facilitar o tratamento dos dados e, por vezes, até identificar padrões que podiamos não estar a visualizar. Sei que podemos programar melhor os sistemas automaticos, principalmente os modelos neural networks e conciliar com excelentes programas de money management que já existem, mas continuo acreditar que nenhum modelo, utilizado de uma forma unica exclusivamene automatica (por computador ou não), por muito sofisticado que seja e por muito informação que consiga processar, consegue substituir a força do cerebro humano e da experiencia proporcionada atraves do conhecimento.

Um analista técnico é como um meteorologista

   Um analista técnico é como um meteorologista que consegue prever o tempo, mas prever não quer dizer que preveja exactamente e correctamente. Certamente que já lhe aconteceu sair de casa num dia que se lhe anunciava solarengo e apanhar uma valente chuvada.

   A analise técnica pode-se comparar a meteorologia pois permite ao analista técnico, do mesmo modo que o meteorologista prevê o tempo, prever a oscilação dos preços, sendo mais correcta essa previsão, quanto mais se aproxima do acontecimento.
 
A previsão numérica do tempo (sentindo meteorológico) e da oscilação dos preços são descritos atribuindo determinados indicadores, Estocástico, Pressão, CCI, temperatura, MACD, humidade,  RSI, velocidade do vento. Estes são alguns indicadores da AT e da metereologica.

O tempo, a cotação, correspondem a uma posição num grande jogo de números, mas a disposição desse números é sempre diferente. Podemos medir o tempo e o movimento das cotações usando  estações meteorológicas, CCIs, navios, "candles", balões, medias e etc. Portanto sabemos como dispor os números. O problema é: Quais são as regras do Jogo?.

As regras são as equações do movimento da atmosfera e das cotações.

Condensando o tempo, digamos, num espaço de um segundo, as equações podem ser vistas como regras que nos dizem como obter a posição dos números no próximo segundo. Por isto a AT e a meteorologia são importantes para determinar que posição tomar num determinado titulo, qual a melhor altura para plantar batatas.

O mercado de capitais é como atmosfera, só que em vez de ser constituída por uma serie de pequenos átomos em movimento, que colidindo uns com os outros alteram o seu movimento e comportamento, é constituído por uma serie de pequenos intervenientes (investidores) em movimento colido os interesses de uns com o dos outros.

Da mesma maneira que nem um computador pode seguir cada átomo particular da atmosfera, a AT não pode seguir cada investidor particular e com vontade própria e por isso o numero de variáveis envolvidas no modelo é, de longe, demasiado grande para um computador, para um analista, para a analise técnica.

Evidentemente se fosse possível seguir cada átomo era possível saber com exactidão o tempo que ira fazer, da mesma forma que se fosse possível seguir cada investidor saberíamos exactamente qual o movimento das cotações, pois era simplesmente matemático o que aconteceria. Saberíamos que B vende X  a Y de Z e por isso o movimento seria facilmente conhecido.

Por haver esta variedade é que a analise técnica, assim como a meteorologia, em determinado momento não consegue adivinhar determinados movimentos. Ambas falham por não conseguirem não prever, ou seja, a analise técnica e a meteorologia, com base numa serie de dados, só conseguem prever o que poderá acontecer mas são inúteis quando se pretende prever o que não se prevê.

São vários os casos em que a meteorologia, que facilmente podemos transportar para o ambiente da analise técnica, falha. Há na historia da meteorologia casos em que esta falhou redondamente na previsão de certas catástrofes, algumas vezes, porque estatisticamente era quase impossível determinados acontecimentos, ignoraram outros dados, não estáticos, como a sensibilidade (como conhecimento milenar dos povos, mecanização do cérebro como reacção a certas condições), noticiais e um sem numero de outro avisos. Como é o exemplo de uma povoação onde raramente chovia e, apesar das noticias que davam contam de uma tempestade próxima, a meteorologia apenas previa sol com a possibilidade de alguns aguaceiros e negavam qualquer possibilidade de tempestade porque estatisticamente nunca, naquela terra, tinha acontecido uma entempere semelhante.


Na analise técnica, estatisticamente podemos prever certos e determinados  movimentos mas por vezes, essa mesma estática, não nos deixa ver mais além, da mesma maneira que não deixou que os meteorologista acreditarem na tempestade que as noticias davam conta que se poderia estar a deslocar para a tal povoação, ou seja, se para além do meteorologista prever os aguaceiros o conhecimento da envolvente (mercado/sector) e da tempestade que passava próximo poderia alertar para a eventualidade desta catástrofe afectar essa terra, da mesma maneira que se estivermos atentos a ao movimento do mercado e do sector, poderemos estar alerta para eventuais movimentos, com sinais que nos devem ser confirmados pela AT.

Vemos aqui e com esta analogia, que apesar de o gráfico poder indicar claramente um certo movimento, do mesmo modo que os sinais meteorológicos previam apenas pequenos aguaceiros, o analista técnico deve observar claramente e na perspectiva de um conjunto o mercado e o sector onde o titulo se movimenta, estar atento ao news flow (sem se deixar influenciar) e permitir mesmo que o seu qualia  o ajude decidir. Na meteorologia este sinais seriam as reacções dos animais e das pessoas a certas condições atmosféricas e etc.

Na verdade, mesmo o analista técnico mais purista e que utilize sistemas automáticos para negociar esta, mesmo que inconscientemente, a utilizar mais do que a Analise Técnica. Esse analista técnico, para ter sucesso, vai ter de escolher o melhor sistema automático que se adapte a cada  período e condições particulares do mercado. Quando escolhe esse sistema, esta a decidir de acordo com o seu conhecimento adquirido pela experiência e estudo e pela observação que faz ao mercado, ao sector e acção nesse preciso momento. Pois o analista sabe, que apesar do seu sistema poder dar sinal de compra para um determinado titulo, não interessa deter essa boa acção se o sector e/ou o mercado se encontra num mau momento. Não interessa jogar ao ataque, quando o adversário esta com a bola no nosso campo e pronto a marcar. Neste caso devemos estar na defesa e não no ataque. Ë assim isento de duvida, que mesmo o Analista Técnico mais purista e "automático" inclui o seu qualia na sua decisão, mesmo que o faça a anteriori.

. Por fim ,o Analista Técnico tem de se precaver para a eventualidade da analise técnica/estatística estar errada e o "aguaceiro" ser mais do que uma  "tempestade", para isso é  importância o uso de um  "trading plan", com objectivos de ganho e de perda (stops) bem definidos.
Título: Re: E se vos disser que a AT e a AF são uma ganda treta?
Mensagem de: Viana em Setembro 04, 2005, 23:49



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As minhas desculpas pelos erros e certas incorrecçoes relativamente a termos tecnicos que ainda nao foram revistas
Lamento que tambem tenham falhado algumas imagens por serem pesadas e os footnote tambem