Euro sobe quase 3% em quatro sessões
O euro seguia hoje a valorizar pela quarta sessão consecutiva, acumulando já uma subida de quase 3% nesse período. O aumento da especulação de que a Reserva Federal norte-americana (Fed) vai suspender a política de subida das taxas de juro é a razão mais apontada para esta tendência.
Contra a moeda norte-americana o euro avançava 0,28% para os 1,2566 dólares, um valor que compara com os 1,2221 dólares a que cotava a moeda única europeia no dia 30 de Agosto. Ou seja, em quatro sessões o euro subiu 2,8%, tendo tocado o valor mais elevado desde o dia 30 de Maio, nos 1,2589 dólares, na sessão de sexta-feira.
A escalada dos preços do petróleo e os danos provocados pelo furacão Katrina podem originar um abrandamento do crescimento económico nos EUA. Tendo em conta quer estes dados quer o facto de que os últimos relatórios apresentados pelo governo mostraram que a economia está a abrandar, especula-se que a Fed suspenda a política de aumentos moderados, mas contínuos, dos juros praticados nos EUA.
Actualmente os EUA praticam uma taxa de juro de 3,5%, um valor que compara com os 2% praticados pelo Banco Central Europeu (BCE) que decidiu quinta-feira manter a sua taxa no valor mais baixo dos últimos 60 anos. A entidade monetária mantém os juros nesse nível desde Junho de 2003.
A JP Morgan Chase & Co baixou as estimativas para o dólar relativamente a este ano citando exactamente o risco da Reserva Federal poder fazer uma pausa na sua política de subida de juros a um ritmo «moderado».
A destruição provocada pelo furacão Katrina levou a casa de investimento a rever em baixa as suas estimativas para o crescimento da economia norte-americana este ano e levou os operadores a moderarem as apostas relativamente às subidas dos juros por parte da Fed.
Neste momento, a JP Morgan espera que o dólar negoceie nos 1,24 dólares por euro no final de Dezembro em vez dos anteriores 1,15 dólares.
O euro subia no dia em que foi divulgado que o crescimento do sector dos serviços na Zona Euro abrandou em Agosto, pelo segundo mês nos últimos três, devido à escalada dos preços do petróleo. Um valor que ficou em linha com o esperado pelos economistas consultados pela Bloomberg.
Canal de negócios