Senadores norte-americanos pressionam FED para não subir juros
Os senadores norte-americanos de ambos os partidos uniram-se para pressionar a Reserva Federal dos EUA a não aumentar as taxas de juros no próximo dia 20 de Setembro, para ajudar os consumidores e as empresas a recuperarem da destruição provocada pelo furacão «Katrina».
«A economia está bem» afirmou o senador republicano Orrin Hatch, em entrevista à Bloomberg. O senador acredita que uma pausa na ciclo de subida dos juros «traria alguma confiança para as pessoas que estão preocupadas com o estado da economia» depois do furacão.
Mel Martinez, senador republicano do estado da Florida, considera que com a destruição provocada pelo «Katrina» seria «duro aumentar as taxas de juro» e que o Comité da Reserva Federal se deveria «concentrar em aprovar um fundo de muitos biliões de dólares para financiar casas para as famílias de baixos rendimentos em regiões vulneráveis a desastres naturais».
Esta não é a primeira vez que Alan Greenspan enfrenta pressões políticas em relação ao aumento das taxas de juro. Em 1992 o secretário do Tesouro à época, Nicholas Brady, criticou a FED por não baixar os juros de uma forma suficientemente rápida.
«Normalmente essas pressões não têm qualquer impacto nas decisões da FED», afirmou um estratega político de Stanford, que reconhece que «a magnitude da miséria humana no golfo do México poderá deixar o comité central reticente».
Os economistas contactados pela Bloomberg acreditam que a FED vai subir novamente as taxas, apesar de afirmar que há «pressão política para que a Reserva Federal não altere a taxa de juro a 20 de Setembro».
Um dos economistas, John Ryding, afirmou que o banco central não se deixará influenciar e que a «FED vai permitir que as questões económicas se sobreponham às políticas geradas pela situação».
A confirmar-se, será a décima primeira vez consecutiva, desde Junho de 2004, que a Reserva Federal vai aumentar as taxas de juro, que se situam actualmente nos 3,5%. Até ao final do ano a autoridade tem três reuniões de definição da sua política monetária.
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