Indefinição nas eleições alemãs coloca todas as acções do DAX em queda
As acções alemãs lideravam as quedas na Europa, em reacção à indefinição que rodeia as eleições legislativas na maior economia europeia, que apontam uma partilha de poder entre os dois principais candidatos e que poderá atrasar os planos de cortes de impostos de reformas laborais previstas por Angela Merkel.
O DAX seguia a desvalorizar 1,8%, para 4.899,92 pontos, a maior queda nas últimas 12 sessões, protagonizando a pior performance entre os principais índices accionistas europeus.
Todos as 30 companhias que integram o índice seguiam em queda, espelhando os receios sobre o cenário de que Angela Merkel tenha que realizar um coligação com o partido SPD de Gerhard Schroeder para governar a Alemanha.
As ultimas sondagens apontam para a perda de intenções de voto na CDU de Merkel. Uma sondagem divulgada hoje aponta para a subida de Merkel, mas para a baixa de um partido aliado da CDU.
Pelo contrário, Schroeder e os seus partidos aliados estão a subir nas sondagens, gerando uma indefinição em quem sairá vitorioso nas eleições do próximo fim de semana.
Uma vitória do partido de Merkel, o cenário mais certo há semanas atrás, era apontado como o favorito para os mercados accionistas, pois a líder da CDU tinha previsto um corte de impostos e uma flexibilização nas leis laborais.
A possibilidade de Merkel ter que fazer uma coligação com Schroeder deverá assim colocar em causa estas reformas que Merkel pretendia realizar e que eram bem vistas pelas grandes empresas.
Entre as acções que mais pressionavam o DAX, o Deutsche Bank depreciava 2,09% para os 75,50 euros, a Bayer caia 2,66%, a Siemens cedia 1,49% e a Volkswagem perdia 2,26% para os 44,19 euros.
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