evolução NEGATIVA!
"ParaRede desce lucros em 97% e revê previsões em baixa (act)
A ParaRede anunciou hoje que os resultados líquidos do primeiro semestre deste ano foram de 75,5 mil euros, o que representa uma queda de 97% face ao obtido no período homólogo, período em que a empresa obteve um imposto diferido no valor de 4,5 milhões de euros. Devido à actividade no terceiro trimestre, a empresa diz que poderá não vir a obter as metas previstas para este ano.
--------------------------------------------------------------------------------
Nuno Carregueiro
[email protected] A ParaRede anunciou hoje que os resultados líquidos do primeiro semestre deste ano foram de 75,5 mil euros, o que representa uma queda de 97% face ao obtido no período homólogo, período em que a empresa obteve um imposto diferido no valor de 4,5 milhões de euros. Devido à actividade no terceiro trimestre, a empresa diz que poderá não vir a obter as metas previstas para este ano.
No primeiro semestre do ano passado a empresa tinha obtido lucros de 2,97 milhões de euros, devido ao reconhecimento de um imposto diferido activo no valor de 4,5 milhões de euros, tendo em conta os prejuízos fiscais registados nos exercícios anteriores.
Sem ter em conta este imposto, ou seja, analisando os resultados antes de imposto sobre lucros, a ParaRede registou uma evolução positiva, passando de um valor negativo de 1,42 milhões de euros, para 75 mil euros positivos.
Indicadores operacionais melhoram
Também os outros indicadores operacionais da ParaRede mostraram uma evolução positiva no primeiro semestre. O volume de negócios aumentou 56% para 25,2 milhões de euros, reflectindo já a integração das empresas adquiridas recentemente, como a WhatEverNet, a Damovo e a Gain.
«O aumento das receitas foi suportado sobretudo pelo crescimento da venda de Hardware e Software de terceiros, por ser a área mais forte da WhatEverNet. No entanto quer a prestação de serviços quer a venda de produtos próprios (a qual já representa 16,7% das vendas totais), registaram igualmente crescimentos assinaláveis», refere um comunicado da empresa.
Em resultado da aquisição destas três empresas, a ParaRede passou a dividir a sua actividade em três divisões: Infra-estruturas (61% do volume de negócios), Serviços (16%) e Tecnologias (23%).
O EBITDA, ou «cash flow» operacional, passou de um valor negativo de 558 para 639 mil euros, com a margem a ficar no 3%. Os resultados operacionais foram positivos em 242 mil euros.
Integração de aquisições aumenta custos
Apesar da melhoria dos indicadores operacionais, a ParaRede registou um aumento nos custos, decorrentes das aquisições efectuadas, que aumentaram a força de trabalho da empresa em 100 empregados.
Assim, os custos com pessoal subiram 39% para 7,67 milhões de euros, enquanto os custos com fornecimentos e serviços externos cresceram 77%, para 3,2 milhões de euros.
«Com efeito, houve um aumento muito significativo dos custos de funcionamento que resulta da aquisição das empresas Gain, Damovo e Grupo WhatEverNet», mas este acréscimo «vai ser controlado através de medidas de controlo de custos através das sinergias decorrentes da fusão das empresas e cujos os resultados já se farão sentir no primeiro trimestre de 2006», refere a empresa em comunicado.
Para comprar a WhatEverNet a ParaRede efectuou um aumento de capital, que teve um impacto positivo ao nível dos custos de financiamento, que baixaram 64% para 166 mil euros.
Acções da Pararede em seis meses
Terceiro trimestre coloca objectivos anuais em causa
No mesmo comunicado, a ParaRede afirma que «está em situação de rever em baixa as previsões feitas para o ano de 2005, fruto sobretudo do contributo negativo que poderá vir a ter a actividade da empresa no terceiro trimestre».
Acrescenta que «não se verificarão assim os resultados previstos para o terceiro trimestre, ficando os mesmos abaixo do inicialmente previsto, podendo este facto impactar nos objectivos anuais divulgados».
A ParaRede, apesar de não o referir no comunicado de hoje, tinha como objectivo libertar 'cash flow' positivo este ano e obter também resultados líquidos positivos, segundo declarações efectuadas pelo seu administrador financeiro, Pedro Rebelo Pinto, em Fevereiro.
São três as razões avançadas pela empresa para o terceiro trimestre estar a ser pior que o esperado: o atraso na certificação dos equipamentos POS, que impede a venda destes equipamentos onde a empresa diz ser líder; a actividade da empresa em Angola tem sido prejudicada pelas dificuldades surgidas na constituição da filial e, por fim, o processo de integração no Grupo ParaRede das empresas Gain, Damovo e Grupo WhatEverNet, adquiridas entre o final de 2004 e o início de 2005, acabou por ser mais prolongado do que o esperado.
No que diz respeito a estas aquisições, a ParaRede estima que o processo de integração esteja terminado no final do terceiro trimestre e que «as medidas de racionalização, resultantes do referido processo, só virão a ter impacto favorável durante o primeiro trimestre de 2006».
«Prevemos ainda que o quarto trimestre e sobretudo o ano de 2006 poderão revelar-se bem mais favoráveis, por um lado com a resolução dos problemas enunciados anteriormente e, por outro, através de novas apostas, como por exemplo, o lançamento de novos serviços de grande valor acrescentado, como sejam a gestão do ciclo de vida da informação, que começa agora a dar os primeiros resultados, bem como o lançamento da nova família de POS's», adianta a empresa.
As acções da ParaRede fecharam a subir 3,03% para os 0,34 euros.
Isso está tudo descontado, a noticia sai agora só para os player poderem comprar mais acções na casa dos 0.28, daí vais ver que não passará e que depois voltará a subir em flecha... ;)
Sim. Nestes casos a AT diz tudo.
Se calhar nem cai, sei lá!
Entretanto, estive para comprar FENOSA depois de se saber que a EDP podia estar interessada! Mais uma vez, não segui o meu instinto!
Aquele que me disse para não me voltar a enterrar na PAD antes de mais notícias!
Bem, em média devia ir ganhar o mesmo! +30% na FENOSA e sabe-se lá o que podia perder na PAD!!!!
Abraço, SMALL
Como vês abriu a 0.28 e reagiu logo em força.... ;), eles sabem bem o que fazem e o que sai ;D
Boas.
Algo me diz que ainda vem fazer novamente 0.28, e aí sim, pode subir (pela única razão de poder ser a vir comprada ou coisa do género).
O Paulo Ramos disse que ou conseguia transformar aquele Mono num player de escala razoável em 2/3 anos, ou ia embora. Bem, o prazo está mesmo a acabar! E os resultados não auguram nada de bom!
mas AT é AT! Abraço...