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Título: ParaRede afunda mais de 14% após revisão em baixa de resultados
Mensagem de: notiCIas em Setembro 26, 2005, 11:43
ParaRede afunda mais de 14% após revisão em baixa de resultados

CEO da ParaRede

Paulo Ramos
As acções da ParaRede caíam mais de 14% na bolsa nacional, depois da empresa liderada por Paulo Ramos ter anunciado que os lucros do primeiro semestre recuaram 97%, forçando a empresa de serviços de tecnologias de informação a rever em baixa as previsões de resultados para este ano.

Os títulos da ParaRede [Cot] afundavam 14,71% para os 0,29 euros, o valor mais baixo desde 30 de Agosto, com o volume negociado a atingir mais de 9 milhões de acções em apenas 20 minutos de negociação.

Para este número contribuiu uma passagem de um bloco único de 4,19 milhões de papéis negociados a 0,31 euros logo no primeiro minuto da sessão.

A empresa anunciou, na passada sexta-feira, que os resultados líquidos do primeiro semestre sofreram uma queda de 97% para os 75 mil euros. A principal razão para a variação prende-se com o facto de, no primeiro semestre do ano passado, a empresa ter beneficiado de um imposto diferido de 4,5 milhões de euros devido aos prejuízos dos anos anteriores.

Expurgando esse efeito, a empresa acabou por melhorar os resultados, de uma perda de 1,42 milhões de euros no primeiro semestre de 2004 para os 75 mil euros na primeira metade deste ano.

Terceiro trimestre coloca objectivos anuais em causa

A ParaRede afirmou, em comunicado publicado na sexta-feira, que «está em situação de rever em baixa as previsões feitas para o ano de 2005, fruto sobretudo do contributo negativo que poderá vir a ter a actividade da empresa no terceiro trimestre».

Acrescenta que «não se verificarão assim os resultados previstos para o terceiro trimestre, ficando os mesmos abaixo do inicialmente previsto, podendo este facto impactar nos objectivos anuais divulgados».

A ParaRede, apesar de não o referir no comunicado de hoje, tinha como objectivo libertar 'cash flow' positivo este ano e obter também resultados líquidos positivos, segundo declarações efectuadas pelo seu administrador financeiro, Pedro Rebelo Pinto, em Fevereiro.

São três as razões avançadas pela empresa para o terceiro trimestre estar a ser pior que o esperado: o atraso na certificação dos equipamentos POS, que impede a venda destes equipamentos onde a empresa diz ser líder; a actividade da empresa em Angola tem sido prejudicada pelas dificuldades surgidas na constituição da filial e, por fim, o processo de integração no Grupo ParaRede das empresas Gain, Damovo e Grupo WhatEverNet, adquiridas entre o final de 2004 e o início de 2005, acabou por ser mais prolongado do que o esperado.

No que diz respeito a estas aquisições, a ParaRede estima que o processo de integração esteja terminado no final do terceiro trimestre e que «as medidas de racionalização, resultantes do referido processo, só virão a ter impacto favorável durante o primeiro trimestre de 2006».

«Prevemos ainda que o quarto trimestre e sobretudo o ano de 2006 poderão revelar-se bem mais favoráveis, por um lado com a resolução dos problemas enunciados anteriormente e, por outro, através de novas apostas, como por exemplo, o lançamento de novos serviços de grande valor acrescentado, como sejam a gestão do ciclo de vida da informação, que começa agora a dar os primeiros resultados, bem como o lançamento da nova família de POS's», adianta a empresa.

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