BCE mantém juros inalterados nos 2% para impulsionar a economia da Zona Euro
O Banco Central Europeu manteve hoje, e pelo 28º mês consecutivo, os juros directores para a Zona Euro inalterados nos 2%, com o intuito de impulsionar a economia da Zona Euro, apesar do elevado preço do petróleo colocar o nível de inflação num patamar acima do desejado pelas autoridades monetárias europeias.
A decisão das autoridades monetárias europeias já era esperada pela generalidade dos especialistas. De acordo com um inquérito realizado pela Bloomberg, todos os inquiridos, 46 economistas, consideravam que o presidente da instituição, Jean-Cleude Trichet, iria manter o preço do dinheiro nos 2%, ou seja, 1,75 pontos percentuais abaixo
dos juros directores praticado nos EUA. O custo do dinheiro na Zona Euro permanece, assim, no nível mais baixo das últimas seis décadas desde Junho de 2003.
Expectativa quanto ao discurso
Os mercados financeiros aguardavam com expectativa o discurso mensal do líder europeu para a política monetária, à procura de sinais sobre qual o momento que Jean-Claude Trichet vai escolher para alterar os juros.
A alteração da actual conjuntura, com uma ligeira melhoria dos indicadores macroeconómicos e da confiança dos empresários devido à queda do euro, que torna os bens exportados mais baratos face a mercados com divisas alternativas, em particular os que utilizam o dólar, indiciam que em Frankfurt se poderá antecipar o momento de subida dos juros.
A necessidade de controlar a inflação, dados os elevados preços do petróleo, aliada à referida ligeira recuperação económica pode levar o BCE a antecipar o movimento de subida do custo do dinheiro, que se esperava que ocorresse só no terceiro trimestre do próximo ano, para o início de 2006.
Em Setembro, a inflação da Zona Euro acelerou para os 2,5%, quando o BCE está mandatado para manter a subida generalizada do preço do dinheiro abaixo dos 2%.
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