Lucros da Jerónimo Martins aumentam 10,5% com Pingo Doce e Biedronka
A Jerónimo Martins registou resultados líquidos de 64,2 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, um valor que representa um crescimento de 10,5% e que se situou em linha com as previsões dos analistas. A retalhista afirma que o Pingo Doce e a Biedronka potenciaram este crescimento.
Os lucros até Setembro deste ano comparam com os 58,1 milhões de euros registados nos primeiros nome meses de 2004.
As receitas consolidadas cresceram 9,7%, para 2,77 mil milhões de euros, «apesar do ambiente macro-económico continuar pouco favorável», refere a empresa em comunicado, realçando «o excelente desempenho do Pingo Doce, Feira Nova e Biedronka».
O EBITDA ficou praticamente inalterado nos 211,2 milhões de euros, tendo a margem EBITDA sofrido uma redução para 7,6%, face aos 8,3% verificados em Setembro passado.
Os resultados operacionais verificaram mesmo uma queda de 0,8% para 137,36 milhões de euros, sendo que a Jerónimo Martins passou de itens não recorrentes negativos de 3,54 milhões de euros em 2004, para um valor positivo de 558 mil euros nos primeiros nove meses deste ano.
«A Jerónimo Martins manteve a forte aposta na redução de preços, aumentando a competitividade das suas insígnias, uma estratégia que tem conseguido contrariar a tendência de estagnação do consumo através do fortalecimento das posições de mercado, tanto em Portugal como na Polónia», refere a empresa liderada por Luís Palha.
Biedronka com crescimento de 28,8% beneficia com valorização do zloty
Nos supermercados em Portugal, onde está presente através da insígnia Pingo Doce, a Jerónimo Martins registou um crescimento de 5,2% nas vendas. Em termos comparáveis, a cadeia que conta com 179 lojas, registou um crescimento de 3,5%.
O Feira Nova também aumentou as vendas comparáveis, elevando para 4,7% a subida registada no segmento de retalho em Portugal, onde as receitas totalizaram 1,19 mil milhões de euros, ou 43,1% do total.
No segmento de «Cash & Carry», através do Recheio, as receitas desceram 2,3%, enquanto na Madeira aumentaram 3% para 76 milhões de euros.
Na Polónia, onde está presente através da Biedronka, as receitas cresceram 28,8% para 964,8 milhões de euros, representando já 34,8% das vendas totais da Jerónimo Martins. Na moeda polaca as receitas da Biedronka subiram 13,2%, mas a Jerónimo Martins beneficiou com a valorização do zloty.
Em termos comparáveis – registou-se a abertura de 38 novas lojas este ano – as vendas da Biedronka subiram 5%, apesar do «panorama da distribuição alimentar polaca, caracterizado pelo abrandamento generalizado das vendas da distribuição moderna, em resultado do ambiente político e macro-económico que continua a deixar o crescimento do consumo aquém das estimativas».
No comunicado para apresentar os resultados até Setembro, a Jerónimo Martins adianta que está a aguardar, até ao final do ano, «as respostas aos pedidos de licenciamento submetidos à avaliação das autoridades em Abril (Feira Nova) e Junho (Pingo Doce), encontrando-se as equipas responsáveis pela expansão a preparar a abertura das novas lojas de ambas as insígnias».
Na Polónia, a Jerónimo Martins refere que a «Biedronka manterá a liderança nos preços e o elevado ritmo de crescimento, estando planeado acelerar o programa de aberturas no último trimestre do ano».
O objectivo da insígnia polaca é terminar o ano com cerca de 790 lojas.
As acções da Jerónimo Martins fecharam ontem inalteradas nos 12 euros.
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