O que é a Análise Fundamental (AF) e para que serve?
A AF é o estudo dos fundamentais de uma empresa ou de uma economia.
No caso de uma economia, a AF analisa variáveis tais como o PIB, a inflação, a taxa de desemprego, o défice corrente e comercial, a capacidade utilizada, etc...
No caso de uma empresa, a AF foca-se nas variáveis da própria empresa como, por exemplo, o EPS (Earnings Per Share/Ganhos Por Acção), o PER (Price Earnings Ratio/Rácio do Preço relativo ao Ganho por Acção), o ROE (Return On Equity/Retorno Sobre Capitais Próprios), etc...
Assim, a AF permite-nos prever com um elevado grau de confiança, o evoluir de uma determinada economia ou empresa.
Cumprimentos,
Antunes
Em vez de bater mais no ceguinho (aqueles que estão a "comer" na pele a inexperiência de investimento em bolsa), penso que está na altura de partilhar mais informação e conhecimento para que a evolução/aprendizagem seja feita em momento oportuno...
O Crescimento Económico...como avaliar o estado da economia Mundial/Regional/Local, e os seus efeitos nos indicadores financeiros das Empresas,...Este tópico deverá servir para melhorar os conhecimentos de Análise Fundamental (AF)...
Irei assim que possível adicionar novos conteúdos... ;)
O que é a Análise Fundamental?
Para analisar o mercado de capitais e os títulos que o compõem, os analistas recorrem igualmente à AF (Análise Fundamental) para complementar o estudo da AT (Análise Técnica). E o que é a AF? A Análise Fundamental é o estudo da envolvente sócio-económica e política que envolve a empresa com o objectivo de determinar o valor da empresa.
Assim, a AF envolve três passos básicos:
1. Estudo da economia
2. Estudo do sector de actividade em que a empresa está envolvida
3. Estudo dos rácios da empresa
Comecemos por avaliar o primeiro ponto. Não há nenhuma empresa que possa dissociar a estratégia do negócio face à envolvente macro-económica. A evolução da inflação, do índice do desemprego, das taxas de juro, do mercado cambial são indicadores que influenciam a actividade da empresa decisivamente. E note-se que não são apenas os indicadores do país onde a empresa se insere. Com a globalização, as empresas podem ser afectadas por indicadores de outros países que se encontram a milhares de quilómetros de distância da empresa e que até podem não ter qualquer relação directa com a empresa. Por exemplo: caso as taxas de juro aumentem, a cotação das empresas em bolsa tenderá a diminuir pois o endividamento das empresas tenderá a aumentar. Essa é a reacção típica do mercado de capitais.
Segundo ponto: o sector de actividade. A empresa pode ser bem gerida, ter óptimos rácios mas se a envolvente no sector de actividade for negativa, o mercado de capitais geralmente reage e penaliza a empresa em Bolsa. Um exemplo: o sector da construção civil e obras públicas em Portugal está um pouco estagnado após o boom de obras a que o país assistiu no seguimento da realização da Expo. Os concursos públicos diminuíram e consequentemente as empresas deste sector ressentem-se. Basta olhar por exemplo o caso da Mota & Companhia. Outro exemplo: a indústria tabaqueira nos Estados Unidos tem sido penalizada em Bolsa pela perspectivas de que os inúmeros processos em tribunal contra empresas do sector venham a provocar a atribuição de elevadas indemnizações a pessoas que sofrem de cancro. Outro exemplo: analise-se a evolução das cotações das empresas do sector da Banca em Portugal. É perceptível que o início do processo de concentração acelerou os rumores, as OPAs, as contra-OPAs e as parcerias. Consequência imediata: alguns títulos tiveram valorizações muito grandes (o BANIF por exemplo) sem que nada aparentemente o justificasse.
Outro aspecto decisivo na avaliação fundamental de uma empresa é a análise dos seus rácios. Dois dos indicadores mais estudados são o PER (Price Earning Ratio) e o EPS (Earning per Share). O primeiro é obtido dividindo a cotação do título pelo resultado líquido por acção, que é precisamente o EPS. Na análise fundamental é habitual comparar o PER da empresa com o PER de outras empresas do mesmo sector de actividade.
A maior virtude da Análise Fundamental é que permite avaliar correctamente qualquer título no longo prazo. (como na AT, existem boas e más AFs, é uma questão de metodologia) Habitualmente este tipo de análise premeia os investidores pacientes que escolheram o sector de actividade ou a empresa através desta análise. No entanto, esta análise peca por muitas vezes estar desfasada face aos valores actuais de mercado. Uma empresa pode ter excelentes rácios e por razões que têm a haver somente com o momento do mercado de capitais, podem ter uma cotação que difere bastante do valor que a AF antevê para o título em questão. (aqui está o motivo do meu comentário sobre o Longo prazo...e longo prazo não são 20 anos!!...foi apenas isso que eu pretendi esclarecer)
:::Indicadores económicos: Os semáforos da economia
Há já vários anos que o polícia sinaleiro foi substituído em Portugal pelos semáforos em cruzamentos e rotundas. Este sistema luminoso automatizado, que levou à quase extinção da profissão de polícia sinaleiro, é de interpretação universal: verde para avançar; laranja para parar caso tenha tempo e distância para o fazer, senão acelerar; e finalmente o vermelho para parar (embora em função dos povos possam existir comportamentos diferentes perante a cor do semáforo).
Os indicadores económicos estão para os mercados financeiros como os semáforos para o trânsito, embora com uma interpretação menos linear. Se é verdade que alguns números de indicadores se enquadram de forma clara no verde ou no vermelho, a zona laranja é bastante mais abrangente do que nos semáforos, centrada na indefinição sobre se o laranja é mais esverdeado ou avermelhado.
Entre os indicadores económicos mais conhecidos, encontramos as taxas de inflação e desemprego, os índices de confiança dos consumidores e empresários, bem como o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Contudo, cada um desses indicadores desempenha diferentes funções no que diz respeito à interpretação da evolução da economia, tendo em consideração as diferentes fases dos ciclos económicos (expansão, recessão, períodos de estagnação). Assim, podemos dividir os indicadores económicos em 3 categorias:
Indicadores avançados (leading indicator) – são os dados que sofrem modificações antes da actividade económica revelar uma alteração efectiva, embora por si só, não permitam mensurar ou prever a magnitude das alterações na economia, sendo necessário a complementaridade com outros dados.
(//forumbolsa/index.php?action=dlattach;topic=36512.0;attach=14843;image)
Indicadores coincidentes (coincident indicator) – este tipo de indicadores permitem retratar a performance da economia, sendo uma "ferramenta" utilizada pelos economistas para monitorizar o desempenho de toda a actividade económica. Note-se porém, que estes dados não permitem concluir se a situação económica, enquanto objecto de análise, é favorável ou não. À semelhança de outros indicadores económicos, terão que ser analisados como um todo.
(//forumbolsa/index.php?action=dlattach;topic=36512.0;attach=14844;image)
(//forumbolsa/index.php?action=dlattach;topic=36512.0;attach=14845;image)
Indicadores desfasados (lagging indicator) - por contraponto das categorias referidas anteriormente, os indicadores desfasados consideram os dados que sofrem variações após as mudanças a nível macroeconómico, procurando retratar o que aconteceu na economia. À partida, este tipo de indicadores poderão ser considerados de menor relevância, na medida em que se predispõem a analisar os factos passados. Contudo, os indicadores desta natureza são importantes para confirmar a duração das diferentes fases dos ciclos económicos.
(//forumbolsa/index.php?action=dlattach;topic=36512.0;attach=14846;image)
Em resumo, e de uma forma sucinta, os indicadores avançados são utilizados para prever a actividade económica futura, enquanto que os indicadores coincidentes revelam o "estado de saúde" da economia no momento. Quanto aos indicadores desfasados, permitem confirmar a situação da actividade económica no passado.
Ainda assim, é necessário relativizar os dados dos indicadores em função das economias. No mundo do trânsito, a reacção habitual de um condutor perante o semáforo laranja varia em função do seu país e da sua cultura. Se no norte da Europa a reacção perante o semáforo laranja é de parar, no sul da Europa a tendência será para acelarar, como noutros países ainda, perante o semáforo vermelho, confirmar que a estrada está livre e seguir caminho. Nos indicadores económicos, a interpretação também pode ser diferente em função das economias; por exemplo, uma taxa de crescimento do PIB de 8% a 10% num país emergente é sinal de vitalidade mas, num país desenvolvido, seria muito provavelmente um sinal de preocupação do possível sobreaquecimento da economia; o mesmo se aplica a alguns outros indicadores.
Em suma, tão importante como conhecer os indicadores económicos, é saber enquadrá-los na economia do país, e saber reter os sinais que eles transmitem relativamente ao papel que desempenham na interpretação das diferentes fases dos ciclos económicos e, por conseguinte, entender os impactos que produzem nos mercados financeiros. Aproveite pois os indicadores económicos para regular o tráfego dos seus investimentos:
Avance no verde, tente ajuizar o real significado do laranja e, no vermelho, não se esqueça de parar independentemente do país em que esteja a investir.
ActivoBank7
Por que é a Análise Fundamental importante?
O que é que ajudou tanta gente a perder tanto dinheiro no crash das empresas dot.com em 2000 e 2001?
Muito tem sido escrito sobre os relativos méritos da Análise Técnica (AT) e da Análise Fundamental (AF). Este texto não toma partido por nenhum dos lados, apenas afirma que a AF é algo importante e ajuda a tomar decisões de investimento, tal como a AT. Pode-se perder muito dinheiro tanto usando a AF como usando a AT e também se pode ganhar muito usando qualquer uma delas. Nem a AT nem a AF são, à partida, receitas mágicas que garantam o sucesso. Tanto a AF como a AT se desdobram em miríades de métodos diferentes, cada um com os seus méritos e dificuldades próprias.
Uma forma naive de AF é olhar para os indicadores mais populares, como o PER - Price Earnings Ratio, ou o Dividend Yield e comprar as acções que apresentem o indicador mais favorável (PER baixo ou yield alto). Quase sempre uma decisão dessas não dá resultados especialmente bons. É necessário usar mais indicadores, inter-relacionar dados diversos da empresa, para conseguir melhores resultados. Podem conseguir-se resultados notáveis, batendo sistematicamente o mercado, utilizando princípios simples e os dados publicados pelas empresas. O mais bem sucedido investidor bolsista de sempre, Warren Buffet, enriqueceu graças ao seu bom uso da AF e, como ele nos indica, os seus métodos são simples, lógicos, racionais, e estão ao alcance de qualquer investidor. Basicamente, ele escolheu comprar acções de empresas que já tinham um historial de rentabilidade, com negócios bem identificados, de leitura simples, subavaliadas, cuja cotação não incluía um prémio por grandes crescimentos futuros incertos, e dispôs-se a deter essas acções por muito tempo.
Você não deve pensar que basta olhar para o PER de uma empresa para decidir investir. Nem que, lendo o PER ou outros indicadores, estará automaticamente habilitado a fazer um grande negócio. Mas a AF pode ajudá-lo a restringir o leque das acções que você comprará numa óptica de médio-longo prazo, ou mesmo restringir o leque de acções sobre o qual utilizará a AT para determinar momentos de entrada e de saída.
Além disso, algumas considerações fundamentais simples poderão protegê-lo de entrar em bolhas especulativas fraudulentas (que abundam nas Bolsas), destinadas ao colapso. Um bom exemplo foi o boom e crash das dot.com em 2000. Em Portugal, várias empresas estiveram associadas a esta bolha de âmbito mundial. A PTM foi lançada na Bolsa a 27 euros, subiu até aos 145 (continuando, nessa altura, a campanha de price-targets optimistas das casas de investimento) e agora está a 17. A PTM.com chegou a atingir preços acima dos 9 euros em meados do ano e está agora em torno dos 4. Estas eram acções facilmente evitáveis, não digo por um analista fundamental, mas por alguém com uma informação fundamental mínima. Neste caso bastava saber o número de acções em que se dividia o capital social destas duas empresas, calcular a sua capitalização bolsista (a cotação vezes o número de acções), tentar estimar as vendas e lucros atingíveis num prazo de 4 a 5 anos e ver se se justificavam aqueles preços.
Em Fevereiro de 2000, a capitalização da PTM era achada multiplicando os seus 80 milhões de acções pela cotação de 145 euros, obtendo-se 11600 milhões de euros ou 2320 milhões de contos. Não valia a pena considerar as vendas ou lucros actuais da PTM, já que as vendas iriam ainda crescer muito e os lucros eram negativos, o importante era tentar ver que lucro seria alcançável a prazo. Para justificar uma cotação de 2320 milhões de contos seria razoável supor lucros anuais da empresa, no futuro distante, entre os 116 e os 154 milhões de contos (esses dois valores de referência obtinham-se dividindo a capitalização por 20 e 15 respectivamente, o que fazia sentido porque é normal uma empresa ter um PER entre estes dois valores quando se encontra na fase estável, de cruzeiro, após o período de forte crescimento). Ora 116 a 154 milhões de contos de lucro é mais do que empresas gigantes como a Portugal Telecom, a EDP ou o BCP têm actualmente, e os negócios da PTM estavam longe de mostrar que se podiam aproximar, nem que remotamente, de um montante de lucros desses. A jóia da coroa da empresa era e é a TV Cabo, cujas receitas tinham sido apenas de 28 milhões de contos em 1999. Com essas receitas, a TV Cabo tinha dado prejuízo, e já tinha 770 mil famílias portuguesas como clientes. Ora 770 mil famílias, em Portugal, é já uma boa parte das famílias, já que uma família tem várias pessoas e o país tem 10 milhões de habitantes; além disso, muitas famílias pura e simplesmente são pobres, não podem assinar a TV Cabo, pelo que era fácil ver que o número de clientes da TV Cabo não podia crescer muito mais nos próximos anos. Logo, as receitas da TV Cabo poderiam talvez duplicar em 5 anos, mas não muito mais que isso e, mesmo duplicando, dificilmente gerariam 20 milhões de contos de lucro. O resto dos negócios da PTM era basicamente os portais da Internet, Sapo e Zip.net. Estes, sabia-se já na altura, tentariam viver das receitas da publicidade. Mas o investimento publicitário total na Internet foi, em 2000, de 1,5 milhões de contos, para Portugal inteiro! Deste investimento só uma parte foram receitas (não lucros) dos portais principais como o Sapo. Desta parte, o Sapo não ficou com mais de uns 30 a 40%. Logo, as receitas do Sapo, foram em 2000, na melhor das hipóteses, umas escassas centenas de milhares de contos. Que lucro poderiam dar receitas tão magras? O mais certo era darem, em vez de lucro, um monstruoso prejuízo, dados os fortes investimentos em conteúdos e tecnologia necessários. Tudo isto era evidente em Fevereiro de 2000, para alguém munido de informações fundamentais básicas.
Assim, essas considerações simples podiam ter ajudado qualquer investidor a não entrar nesta especulação irracional. O autor destas linhas tentou fazer uma estimativa dos lucros operacionais atingíveis em 5 anos pelos vários ramos de negócios da PTM. Mesmo usando as projecções mais favoráveis para as receitas de e-commerce e publicidade em Portugal e Brasil (a Forrester Research foi a campeã destas projecções mirabolantes, foi nela que se inspiraram os promotores de IPOs de dot.coms por esse mundo fora, na elaboração dos prospectos das suas IPOs...), a PTM parecia nunca poder gerar mais do que 26 milhões de contos de lucro anual, o que, aplicando um PER de 20, daria um valor de 520 milhões de contos para a empresa, ou 32 euros por acção. O autor destas linhas publicou os resultados desta análise em foruns de discussão na Net e chegou a ser insultado! O colapso das cotações da PTM foi ainda pior do que essa previsão, estando agora a acção em torno dos 17 euros. Entre Fevereiro de 2000 e Março de 2001, a situação operacional da PTM só piorou, devido aos negócios ruinosos que fez: comprou o portal Zip.net no Brasil, que nada vale, por uma exorbitância (60 milhões de contos), fez uma OPA à Lusomundo por 86 euros por acção (quando as acções Lusomundo valiam, em termos fundamentais, não mais de 20 a 25 euros, e tinham estado vários anos entre os 8 e os 10 euros), no que poderá ser facilmente interpretado como um favor ao coronel Luís Silva (este, posteriormente, utilizou o dinheiro desta venda para subscrever acções PT a 9.4 euros), e cedeu parte do capital na OPT com a PTM.com, num negócio que foi favorável aos accionistas desta, à custa da PTM.
Outro exemplo é o da própria PTM.com. Quando esta acção estava entre os 8 e os 9 euros, muitas firmas recomendavam a compra, mas já era possível estimar o valor da PTM.com (que tem a parte Internet da PTM) em pouco mais de 170 milhões de contos (uma avaliação dessas partia dos mesmos pressupostos optimistas em relação à Net acima descritos). Ora isto, dividido pelos 338 milhões de acções PTM.com dava um valor próximo de 2.5 euros por acção. O autor destas linhas também escreveu essa avaliação nos foruns. O mais espantoso é que, nessa altura (meados de 2000), a maioria dos pequenos investidores achava a cotação da PTM.com barata, por estar a 8 euros, um valor absoluto baixo comparado com a PTM e outras blue-chips. Então o número de acções não conta, para avaliar o valor de uma acção? Desde quando? Muitos investidores, nesta bolha especulativa de 2000 investiram sem a mínima atenção às capitalizações bolsistas e números de acções!
Porém, com expectativas mais realistas sobre a evolução dos negócios da PTM.com, com o downgrade mundial sofrido por este tipo de empresas e com o gorar das expectativas de crescimento do e-commerce e publicidade online em 2000, é possível que a PTM.com valha ainda menos, uns 1.5 euros por acção. Sendo assim, o que aguentou as cotações em torno dos 4 euros foi tão somente a OPT lançada pela PTM, que "congelou" a cotação PTM.com numa certa paridade de troca com a PTM. A OPT (lançada num dia de queda acentuada do Nasdaq, que prometia arrastar a PTM.com ainda muito mais para baixo) veio mesmo a tempo de evitar um descontentamento do público ainda maior e o descrédito de certas instituições... Perdas nestes papéis podiam ser evitadas desde o início com um pensamento fundamental mínimo.
As críticas aqui deixadas não são, obviamente, dirigidas aos negócios da Nova Economia, nem das empresas PTM, PTM.com, Yahoo ou Amazon em especial. Nova Economia sim, cotações de acções na estratosfera não. O problema era a incrível cotação dessas empresas. Uma comparação boa é um balão cheio de ar com um anel de ouro dentro. A maior parte do volume do balão é ar, nada vale. O problema é quando tentam vender-nos o balão como se estivesse todo cheio de ouro. Gabam-nos a qualidade desse ouro os quilates, etc, e mencionam a dimensão do balão, um litro... Mas, subrepticiamente, ocultam o facto de o litro ser de ar e só ter uns gramas de ouro (apesar de este ser realmente de boa qualidade). A maioria dos pequenos investidores em Portugal dá muita atenção aos bons aspectos qualitativos (os quilates do ouro) e não liga a números... O resultado é comprarem um balão de ar pelo preço de 10 Kg de ouro. A diluição do capital da PTM.com em 338 milhões de acções pouco antes da entrada na Bolsa equivale ao inchar do balão... Mais atenção aos números e ao dinheiro é precisa. Façam-se contas!
Fonte: Finbolsa
Para a semana tenciono adicionar os principais indicadores para cálculo....
Cump.
Entretanto...aproveito para deixar parte da apresentação da LJ Carregosa do dia 18...
Deixo a parte referente à Análise Fundamental...apesar de alguns erros e pequenas incorrecções, tem um conteúdo relevante...(não deixei toda porque o ficheiro é muito grande...tive que passar para um novo documento) Não fui à apresentação.
Sobre o Seminário para clientes...
Programa (18:00Hm-20:00Hm):
· Recepção aos convidados.
· Instrumentos Financeiros (em particular, Futuros, ETFs e CFDs).
· Aplicação prática dos conceitos abordados.
· Técnicas e estratégias de investimento.
· Coffee-Break.
· Dúvidas e esclarecimentos.
Local e Data:
· Porto - 16 de Junho de 2008 às 18:00hm:
· Auditório da L.J. Carregosa / GoBulling - Av. da Boavista, n.º 1043.
· Lisboa - 18 de Junho de 2008 às 18:00hm:
· Hotel Zenit Lisboa - Av. 5 de Outubro, n.º 11.
Cump.
Value Investing Using The Enterprise Multiple
by Tina Carleton (Contact Author | Biography)
Value investing refers to investing in companies trading significantly below their historic averages and below the market. Cyclical companies, such as energy, materials, and metals and mining are considered to be value stocks during times when the cycle is in the bottom half. However, any company, regardless of industry, can be considered value at different points in the business cycle. Read on to find out how you can take advantage of value investing by using the enterprise multiple.
Valuing a Stock
Value stocks are characterized by low multiples, high payout ratios and strong yields. Common multiples, such as price to earnings (P/E), price to book (P/B), enterprise value (EV), earnings before interest, taxes, depreciation and amortization (EBITDA) or the enterprise multiple, are applied to ascertain the trading value of a stock. P/E looks at today's stock price relative to the earnings. P/B relates today's stock price to the book value of the company. The enterprise multiple takes into account a company's debt and cash levels in addition to its stock price and relates that value to the firm's cash profitability. Each of these multiples has flaws, but the enterprise multiple is the most encompassing and generally considered the most useful in analyzing the current valuation of a stock. High payout ratios indicate the firm is returning cash to the shareholder in the form of dividends, rather than re-investing the profits in the company. Strong yields, particularly free cash flow yield, determine the return to the shareholder after all the cash expenses for operating a business and investment in capital expenditures are spent.
Enterprise Value
Enterprise value is the total value of a company. Whereas multiples that use the stock price look only at the equity side of a stock, enterprise value includes a company's debt, cash and minority interests. It is calculated as market capitalization (stock price times shares outstanding) plus net debt (total debt minus cash and equivalents) plus minority interest. Investors use enterprise value to determine how debt financing, corresponding interest payments and joint ventures impact a company's value. (Read EV Gets Into Gear for more information on comparing companies with different capital structures.)
EBITDA
EBITDA is calculated from the income statement. As the name implies, it is calculated as operating profit, adding back depreciation and amortization. Analysts and companies use this as a measure of the true cash operating profit of a company since depreciation and amortization are non-cash items and taxes and interest are not considered part of the operations of the company even though these two items impact earnings. (For further reading, see EBITDA: Challenging The Calculation.)
Measurements
Proper and optimal capital structure is the key to a company's ability to operate profitably and thus should be considered when valuing a stock.
EV is an appropriate way to measure the value of the entire company rather than just the stock price, which looks only at the equity market capitalization of the stock, ignoring the company's cash, minority interests and debt. The enterprise multiple compares the total value of a company relative to its cash profits. It is often more desirable than P/E because EBITDA is considered less manipulable than earnings and than P/B because it is a better measure of cash profitability than book value. However, it is not without its flaws. Consider using more appropriate multiples when valuing highly levered companies where debt servicing, long lived assets or book value drives profitability.
Stocks with an enterprise multiple of less than 7.5x based on the last twelve months (LTM) is generally considered a value. However, using a strict cutoff is generally not appropriate because this is not an exact science. Often investors will consider enterprise multiples below the market, the company's peers and its historical average of a stock as a good entry point. However, cyclical stocks usually have a wide dispersion between the peak (high) and trough (low). This creates the need to take the current multiple in context, including where the industry and company are in their cycle, the fundamentals of the industry, and the catalysts driving the stock relative to its peers. Considering these factors will determine whether the LTM multiple is inexpensive or expensive. (Discover the differences between stocks in different industries, in Cyclical Versus Non-Cyclical Stocks.)
Value Traps
Value traps are stocks with low multiples; this creates the illusion of a value investment, but the fundamentals of the industry or company point toward negative returns. (Check out Value Traps: Bargain Hunters Beware! for further reading.)
Investors tend to assume that a stock's past performance is indicative of future returns and when the multiple comes down, they often jump at the opportunity to buy it at such a "cheap" value. Knowledge of the industry and company fundamentals can help assess the stock's actual value. One easy way to do this is to look at expected (forward) profitability (EBITDA) and determine whether the projections pass the test. Forward multiples should be lower than current LTM multiples; if they are higher, it generally means the profits will be declining and the stock price is not reflecting this decline. Sometimes forward multiples can look extremely inexpensive. Value traps occur when these forward multiples look overly cheap but the reality is the projected EBITDA is too high and the stock price has already fallen, reflecting the market's cautiousness. As such, it's important to know the company's and industry's catalysts.
Conclusion
Investing in stocks requires knowledge of a company's fundamentals, assessing its peers and using a common denominator, such as the enterprise multiple. The enterprise multiple is a proxy for how inexpensive or expensive a stock is trading today based on past and expected cash flows. However using the enterprise multiple is not foolproof and even if a stock is cheap on a multiple basis, market sentiment may be negative.
To learn from the original value investor, read The Intelligent Investor Benjamin Graham.
by Tina Carleton, (Contact Author | Biography)
Fonte: www.investopedia.com
Aproveitando a "boleia" do Pedro...agora que ele actualizou as estimativas... ;)
Significado e Interpretação dos Rácios Económico-Bolsistas
1. Dados e Rácios Não Dependentes do Balanço
A Cotação e a Quantidade na sessão dizem respeito à última sessão de Bolsa. O mesmo acontece com a Abertura, Máximo, Mínimo e Fecho. A Cotação Anterior é a cotação na última sessão de Bolsa em que a empresa ou valor transaccionou. A Variação de Cotação na Sessão indica a variação em percentagem da cotação em relação à cotação anterior. O Turnover na Sessão é simplesmente o produto da cotação pela quantidade.
Há ainda a Cotação Mais Alta e a Cotação Mais Baixa do ano. O Year To Date é a variação de cotação entre a última sessão em que o valor transaccionou no ano transacto e a última cotação. Ele dá uma ideia imediata da performance da acção no ano corrente. O Turnover Médio por Sessão no Ano indica mais ou menos a liquidez do título no ano corrente. Se notar que este valor aumentou consideravelmente no ano corrente, pode ser um sinal de que a empresa está a despertar mais interesse. A Frequência de Transacção no Ano é outro bom indicador de liquidez, indica a percentagem de sessões de Bolsa em que a acção transaccionou. Prefira valores de 100% ou, pelo menos, acima de 98%.
Note que estes dados e rácios Não Dependentes do Balanço também são aplicáveis a índices e outros valores, não apenas a acções.
2. Rácios Económico-Bolsistas ou Dependentes do Balanço
Estes são calculados exclusivamente para acções de empresas. Se você estiver a vê-los para um índice ou outro valor deverão aparecer com "ND" que significa Não Disponível.
Sobressaem o PER - Price Earnings Ratio e o PERc - Preço / Resultado Líquido Corrigido. Ambos são dados pela cotação dividida pelo lucro por acção mas o segundo tem em conta o Lucro Corrigido ou Resultado Líquido Corrigido, que retira os efeitos dos Resultados Extraordinários nos lucros e permite assim uma análise mais rigorosa. De uma maneira geral é preferível analisar as empresas com o PERc do que com o PER, porque a análise fica independente dos Resultados Extraordinários. É importante que o fique porque estes últimos, por definição, não resultam da actividade normal da empresa e, portanto, dificilmente nos dizem alguma coisa sobre a capacidade de a empresa gerar lucros no futuro.
Olhe para os Dados Económico-Financeiros da empresa e veja se os lucros operacionais estão a subir ano após ano a um bom ritmo. Se estiverem será admissível um PERc mais elevado, de 25 a 30, ou mesmo mais de 30, se o crescimento for muito alto. Se os resultados estiverem a crescer pouco é mais correcto um PERc de 15 a 25 e se estiverem em estagnação de 7 a 15.
O PCF - Price to Cash-Flow Ratio é importante. Um PCF de 4 indica que o Cash-Flow da empresa paga o valor da acção em 4 anos. Cash-Flow não é lucro, pois tem que se lhe descontar as Amortizações e Provisões mas, de qualquer maneira, indica a capacidade de gerar lucro. Suponha uma empresa que teve lucros muito baixos (digamos, 100 contos) e um Cash-Flow de 1 milhão de contos. Nesse caso o PER poderá ser de milhares e o PCF terá um valor razoável, digamos 5. O PER, nesse caso, não tem qualquer significado (tanto faz ser 5000 como 8000 como -10000) já que se calcula em função de um lucro muito baixo que não tem extrapolação para o futuro e o PCF será um indicador muito mais importante do que o PER. Neste caso, compare o PCF da empresa com outras do mesmo sector. Prefira empresas para as quais o PCF seja consideravelmente mais baixo do que o PER (ou, por outras palavras, em que o Cash-Flow seja bastante superior ao lucro).
O PCER - Price to Cash Earnings Ratio é ainda mais importante que o PCF, pois é o rácio entre a cotação e os Cash Earnings por acção que, ao contrário do Cash-Flow, não incluem Resultados Extraordinários. Por isso uma análise do valor de uma acção em termos de Cash-Flow é mais bem feita através do PCER do que através do PCF. No entanto, o que dissemos no parágrafo anterior sobre o PCF aplica-se ao PCER também.
O PBV - Price to Book Value Ratio, é a relação entre cotação e Valor Contabilístico ou Book Value ou Situação Líquida por acção. Indica o quanto a cotação está acima do valor patrimonial da empresa. É normal empresas com forte RCP - Rentabilidade dos Capitais Próprios terem PBV muito altos (mesmo mais de 10). O PBV fornece indicações sobre o risco da empresa. Clique aqui para saber a interpretação deste importante indicador.
O GDY - Gross Dividend Yield e o NDY - Net Dividend Yield são os rendimentos proporcionados pelos Dividendos pagos à acção, ou Dividendo por acção a dividir pela cotação. O NDY tem em conta o dividendo líquido de impostos. Se desejar acrescentar estabilidade à sua carteira, compre acções com yields altos, acima de 5%. No entanto, em geral, empresas com yields baixos também são boas, pois geralmente têm mais potencial de crescimento.
Examine com atenção o Dividend Yield médio do mercado. Nas alturas em que ele sobe bastante, após mercados baixistas prolongados e em que se torna mais elevado do que o yield das obrigações, costuma-se estar em vias de uma subida generalizada da Bolsa. Aconteceu isso em meados de 1989, meados de 1993 e fins de 1995, na nossa Bolsa.
Rotatividade do Capital - É a percentagem do capital da empresa que muda de mãos na Bolsa num ano (extrapolado a partir do Turnover Médio por Sessão do ano corrente). Valores altos indicam um free-float (percentagem do capital disperso por pequenos accionistas) também alto. Útil para se ter uma ideia de quais acções têm maior free-float. No entanto a exposição da acção ao day-trading também aumenta este valor.
Capitalização Bolsista - é o valor de mercado da empresa ou cotação multiplicada pelo número de acções. Um "M" indica que está em milhões de euros. A ordem das Capitalizações deverá corresponder, grosso modo, à ordem de importância das empresas na economia. Desconfie de grandes capitalizações de empresas com poucos empregados e pouca influência política. Compare as capitalizações com os volumes de vendas. Desconfie de empresas com altas capitalizações e volume de vendas sem corresponder.
EV - Enterprise Value - é o "Valor do Empreendimento" ou Capitalização Bolsista somada ao Passivo Remunerado e ao valor de mercado dos Interesses Minoritários. Para calcular este último multiplicam-se os Interesses Minoritários pelo PBV da empresa. Por exemplo: se um investidor comprar uma empresa pelo valor da sua cotação, pagará a Capitalização Bolsista (exemplo: 100 ME), assumirá os Passivos Remunerados da empresa (exemplo: 50 ME) e estará a gerir um empreendimento com participações em várias outras empresas incluídas na consolidação. A parte dessas participações que pertence aos respectivos accionistas minoritários é o item Interesses Minoritários (exemplo: 5 ME). Suponhamos que a empresa tem um PBV de 3. Aplica-se esse factor aos Interesses Minoritários e obtém-se 3 * 5 = 15 ME para o valor destes a preços de mercado. Somando tudo, temos o EV = 100 + 50 + 15 = 165 ME. Este é o "Valor do Empreendimento" associado à empresa. O EV abarca, não apenas o valor da empresa, mas também o valor das participações minoritárias nas empresas incluídas na consolidação e a dívida remunerada.
EV/EBITDA - É o rácio entre o EV e o EBITDA da empresa, um indicador importante. São normais valores entre 7 e 12 para as empresas com forte crescimento e entre 4 e 7 para as de menor crescimento. Prefira EV/EBITDA baixos.
EV/EBIT - É o rácio entre EV e Resultados Operacionais. Prefira os EV/EBIT baixos.
PEVR - Price to Enterprise Value Ratio - É o rácio entre a cotação e o Enterprise Value por acção, geralmente abaixo de 1. Não faça grande caso deste indicador.
Fonte: Finbolsa
Para mais informações: Deixo um exemplo...sobre um dos rácios mais populares...
O PER - Price Earnings Ratio ou (P/E ratio) ....
(http://upload.wikimedia.org/math/2/d/b/2db515163591414af7175eb5870e1883.png)
http://en.wikipedia.org/wiki/PE_ratio
Sobre o Balanço e a Demonstração de Resultados:
O que é um Balanço?
COMPREENDER UM BALANÇO
O primeiro elemento de suporte à gestão financeira é O BALANÇO, que retracta OS ACTIVOS, AS RESPONSABILIDADES para com terceiros e A SITUAÇÃO LÍQUIDA Ou Património da empresa.
O que é o Balanço?
O BALANÇO, é um mapa que nos indica, de forma resumida e segundo uma ordem de liquidez / exigibilidade, a situação do património da empresa num dado momento.
A partir de vários balanços sequenciais, podemos tirar, várias conclusões sobre a saúde Económica e Financeira da empresa.
Poderemos Dizer Que:
1. O Balanço é um documento, que espelha a situação económica e financeira de uma empresa, num dado momento.
Assim, num dado momento, um Balanço representa uma dada estrutura financeira, que traduzirá a saúde Económica e Financeira da empresa nesse momento.
Duma forma mais sintética, poderemos dizer que:
2. Um Balanço, é uma fotografia da situação patrimonial da empresa, num determinado momento.
Elementos do Balanço
ACTIVO
Corresponde às APLICAÇÕES DE FUNDOS. Os Bens e os Direitos duma empresa, são representados no Activo
PASSIVO OU CAPITAIS ALHEIOS
Corresponde às ORIGENS DE FUNDOS. As Obrigações duma empresa são representadas no Passivo.
CAPITAIS PRÓPRIOS
Corresponde aos Fundos Próprios, Situação Líquida ou Capital Próprio, onde se incluem os resultados do exercício. Os Capitais Próprios são por assim dizer aquilo que a empresa possui, se com o Valor do seu Activo, pagasse todo o seu Passivo. O valor que sobrava à empresa depois de pagar todas as suas dívidas, seria o seu Património, ou seja os seus capitais próprios.
Como um Balanço pode ter um número elevado de rubricas, é pois habitual para efeitos de análise, reduzir o número de rubricas, segundo critérios em que se procura agrupar diversas rubricas com o mesmo grau de disponibilização (no Activo) ou com o mesmo grau de exigibilidade (no Passivo).
Exemplo simples de um Balanço:
Activo
Imobilizado
Existências
Créditos a Terceiros
Disponibilidades
Total do Activo
Passivo
Dívidas a Fornecedores
Dívidas aos Bancos
Dívidas ao estado
Outras Dívidas
Total do Passivo
Capital Próprio
Capital Social
Reservas
Resultados transitados
Resultados do Exercício
Total dos Capitais Próprios
Podendo um Balanço ser representado pela seguinte equação:
Activo = Passivo + Capitais Próprios
Em que os capitais próprios representam o Património da empresa, então quanto maior for esta parcela do balanço maior será a sua riqueza. Contudo como mais à frente teremos oportunidade de verificar, o seu valor absoluto, tem uma importância informativa limitada.
Normalmente, compara-se o valor absoluto dos capitais próprios com o valor do Activo líquido e com o valor do Passivo, por forma a relativizar a sua verdadeira dimensão e a retirar conclusões quer sobre a sua independência financeira quer sobre a sua capacidade de pagamentos.
Pois bem, comparando as diversas rubricas do balanço poderemos tirar então conclusões sobre a saúde Económica e financeira da empresa.
A Demonstração de Resultados
A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS.
O segundo elemento de suporte à gestão financeira é a DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS, onde as várias rubricas de Custos são subtraídas aos Proveitos, para se obter o Resultado Líquido da empresa.
Diferenças entre Demonstração de Resultados e Balanço
A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS refere-se a um determinado período. Poderemos ter resultados relativamente a um ano, um semestre ou um mês.
A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS exprime quais foram os resultados (positivos e negativos) da empresa, e como é que se chegou a eles.
O BALANÇO representa o património líquido da empresa, num determinado momento. O BALANÇO, é uma fotografia da empresa num dado momento.
A DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS, é publicada anualmente, juntamente com O BALANÇO
CUSTOS E PROVEITOS
Contas Operacionais
São as que têm mais directamente a ver com a actividade principal, ou actividades principais, da empresa.
Nos Custos Operacionais temos como principais rubricas, as seguintes:
1. Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
2. Os fornecimentos e serviços externos (ou FSE)
3. Os custos com o pessoal
4. Amortizações do imobilizado, no exercício
5. As provisões do exercício
6. Impostos.
7. Outros custos e proveitos operacionais
Nos Proveitos Operacionais temos como principais rubricas, as seguintes:
Vendas
Prestações de serviços
A variação da produção
Os trabalhos para a própria empresa
Outros ganhos ou proveitos
Os subsídios à exploração
Outros proveitos e ganhos operacionais
Comparando O Saldo dos proveitos operacionais com os custos operacionais e obteremos os Resultados Operacionais.
Contas Financeiras
Nos Custos Financeiros temos como principais rubricas, as seguintes:
1. Juros suportados
2. Perdas em empresas do grupo e associadas
3. Diferenças de câmbio desfavoráveis
4. Descontos de pronto pagamento concedidos
5. Outros custos e perdas financeiras
Nos Proveitos Financeiros temos como principais rubricas, as seguintes:
1. Juros obtidos
2. Ganhos em empresas do grupo e associadas
3. Rendimentos de imóveis
4. Diferenças de câmbio favoráveis
5. Descontos de pronto pagamento obtidos
6. Outros proveitos e ganhos financeiros
Comparando O Saldo dos proveitos Financeiros com os custos Financeiros obteremos os Resultados Financeiro.
Somando os Resultados Financeiros com os Resultados Operacionais, obtêm-se os Resultados Correntes.
Contas Extraordinárias
Nas contas extraordinárias incluem-se somente os ganhos e proveitos extraordinários, e os custos e perdas extraordinários, ou seja, os custos e os proveitos que não são dependentes da actividade normal da empresa, nem são financeiros.
Nos Custos e Perdas Extraordinários temos como principais rubricas, as seguintes:
1. Donativos
2. Dívidas incobráveis
3. Perdas em existências
4. Perdas em imobilizações
5. Multas e penalidades
6. Correcções relativas a exercícios anteriores
Nos Ganhos e Proveitos Extraordinários temos como principais rubricas, as seguintes:
1. Restituição de impostos
2. Recuperação de dívidas
3. Ganhos em imobilizações
4. Benefícios de penalidades contratuais
5. Correcções relativas a exercícios anteriores
Comparando O Saldo dos Proveitos Extraordinários com os Custos Extraordinários obteremos os Resultados Extraordinários.
Somando os Resultados Financeiros com os Resultados Operacionais, obtêm-se os Resultados Correntes.
Somando os Resultados Extraordinários com os Resultados Correntes obtêm-se os Resultados Antes de Impostos.
Impostos sobre Lucros
Retirando o montante dos impostos que recaem sobre os lucros, obtém-se o Resultado Líquido do Exercício ou lucro ( prejuízo ) líquido.
Pela análise da conta de Resultados poderemos ter uma perspectiva do seguinte:
- Qual foi a actividade da empresa durante o período ao qual a conta de resultados se refere
- Qual a contribuição da actividade da empresa para os resultados
- Qual a contribuição da parte financeira para os resultados, assim como da parte extraordinária.
- Qual a contribuição da parte extraordinária para os resultados.
É importante que os resultados Operacionais sejam positivos. São eles que nos indicam a viabilidade Económica da empresa.
Por sua vez os resultados financeiros indicam-nos até que ponto a empresa necessita de se financiar com mais ou menos capitais próprios, visto que os encargos financeiros têm a ver com o Passivo da empresa.
Já quanto aos resultados extraordinários, como o seu próprio nome indica eles não resultam de factos correntes, e portanto numa grande parte das situações, dependem de factores não controláveis.
Sobre os Documentos Contabilísticos que as empresas publicam, deixo também um anexo....
Cump.
Depois dos textos...uns vídeos... ;)
Sobre a importância da
Análise Fundamental, nomeadamente para negociar forex...
Fundamental AnalysisFundamental Analysis Part OneDeixo também um exemplo de análise...de um menino para alguns familiar...
A combinação das duas técnicas é essencial...tal como fez o Pedro com a SONI... ;)
Ou seja....
Fusion Analysis! Na minha óptica de investimento ambas fazem sentido, e as sinergias entre elas são enormes...Obviamente que existem activos cuja utilização de uma destas técnicas pouco contribui, mas é uma questão de ponderação! E não de exclusão/abolição de conhecimento!
Cump.
Um outro exemplo concreto de integração ...sobre o S&P500.
(Já tinha colocado no tópico do S&P500)
Bem...fico-me por aqui...
Cump.
Quando puder continue a fazer posts com material de análise fundamental pois estou interessado em aumentar os meus conhecimentos.
Obrigado pela ajuda e contributos interessantes.
Sou um leitor assíduo de comentários deste clube que me parece ter pessoas com valor quando comentam alguma informação ou apenas demonstram o seu ponto de vista.
Tento reter a informação mais importante e vim a este tópico tentar aprender um pouco mais com a Análise Fundamental tão divulgada por vários comentadores deste fórum, mas o que verifico nesta página são tudo menos comentários ou análises ao assunto que ao tópico diz respeito!! :(
Espero eu e talvez mais alguns leitores, é que estas situações deixem de existir e de se alastrar pelo fórum, pois o que as pessoas querem deste fórum (penso eu) é trocar informações e opiniões para aprendermos a lidar com os mercados e saber cada mais sobre economia financeira actual. Peço-vos que deixem as palavras menos simpáticas delado e que voltem a fazer o gosto dos leitores: análises e bons comentários!
Tiago, Jesse, Pedro, rounders, JoseABMachado entre outros dão-nos as dicas, as suas opiniões todos os dias e espero continuar a ler muitas outras com o intuito de aprendermos e principalmente respeitarmo-nos cada vez mais. :)
P.S. Tiago espero que não leves a mal o meu comentário, mas aguardo tb que tudo isso seja passageiro e que voltes em força com as tuas análises que tanto gosto de seguir.
Um grande abraço!
Filfangio
Boa tarde,
Foram apagados diversos posts que estavam fora do contexto deste tópico tão interessante iniciado pelo Tiago, e que o estavam a fazer descambar para uma discussão que não tinha interesse nenhum para a comunidade.
Muito raramente costumo intervir no normal desenrolar da dinâmica do fórum, mas neste caso especifico penso que foi longe demais.
Agradeço desde já a compreensão dos intervenientes nos posts «off-topic».
atentamente,
Esta mensagem de hoje é dedicada àqueles que estão a iniciar-se por estes meandros das bolsas e que têm, por isso, pouca ou nenhuma experiência e que querem investir numa perspectiva de longo prazo.
Assim, quem está a dar os primeiros passos nos mercados financeiros deve começar pela Análise Fundamental - daqui em diante AF - pois será esta análise que indicará O QUE COMPRAR e, não menos importante, O QUE NÃO COMPRAR.
Bastará saber apenas 3 racios financeiros da empresa para conseguir "separar o trigo do joio" e, consequentemente, comprar apenas empresas que criam valor accionista no longo prazo.
Para explicar esses 3 racios que considero mais importantes, não há nada como exemplificar com 2 empresas que concorrem uma com a outra: a Intel e a AMD.
Abram os seguintes endereços em 2 janelas ou separadores diferentes:
Racios financeiros da Intel:
http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=INTC.O (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=INTC.O)
Racios financeiros da AMD:
http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=AMD.N (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=AMD.N)
Mais ou menos a meio aparece uma secção denominada "Financial Strength", ou seja, Força Financeira. É aqui que está a dívida de curto e longo prazo da empresa e onde está um dos racios que nos interessa particularmente: o LT Debt to Equity (MRQ) - Long Term Debt to Equity (Most Recent Quarter) e que representa a Dívida de Longo Prazo relativamente ao Capital Próprio no Trimestre Mais Recente. Mas porque se compara a dívida relativamente ao capital próprio de uma empresa? Porque não se pode comparar valores absolutos de dívidas de 2 empresas com dimensões diferentes. Por exemplo, é natural que a Intel tenha 100 vezes mais dívida do que a Portugal Telecom visto que tem uma dimensão aproximadamente 100 vezes superior. Por isso, o LT Debt to Equity (MRQ) - doravante LTDE - de cada empresa é que ditará quais as mais endividadas. E porquê a dívida de longo prazo? Porque, normalmente, é essa dívida que revela problemas estruturais na empresa. No entanto, na dúvida, convém olhar para o racio "LT Debt to Equity (MRQ)". Assim, na Intel, o LTDE é de 4.85. Ou seja, esta tem uma dívida de longo prazo de 4.85 vezes o seu capital próprio, o que é relativamente conservador. No entanto, na AMD o LTDE é de 364. A AMD tem, por isso, uma dívida de longo prazo de 364 vezes o seu capital próprio, o que representa um serviço de dívida muito penoso.
Na secção "Profitability Ratios", surge outro racio que considero fundamental: o Net Profit Margin - 5 Yr. Avg., ou seja, a margem líquida média dos últimos 5 anos. Esse racio na Intel é de 19.13 mas na AMD é de -14.19. Quer isso dizer que, enquanto a Intel ganhou aproximadamente 19% líquidos nos últimos 5 anos, a AMD perdeu 14%...
Finalmente, na penúltima parte, aquela que diz "Management Effectiveness", aparece o "Return on Equity - 5 Yr. Avg.", que representa o Retorno sobre o Capital Próprio médio dos últimos 5 anos. Por outras palavras, quanto capital próprio foi preciso para gerar determinado retorno? Esse racio na Intel é de 17.96 mas na AMD é de -20.58. Quer isso dizer que, enquanto a Intel ganhou aproximadamente 18% nos últimos 5 anos relativamente ao seu capital próprio, a AMD perdeu 21%...
Depois de verificados esses 3 racios, penso que não restam dúvidas acerca de qual a empresa na qual se deve investir no longo prazo: a Intel.
Alias, o mercado também não teve grandes dúvidas: enquanto a Intel desvalorizou 56% desde o pico de 2007, a AMD corrigiu 96% desde o seu pico de 2006.
Finalmente e como regra geral, desconfiem sempre de empresas actualmente ou recentemente cotadas abaixo dos 3 USD/EUR/GBP: ou são start-ups (empresas cotadas há menos de 3 anos) e então vale a pena investigar mais ou, senão, não devem ser grandes espingardas para investir para o longo prazo (podendo, no entanto, ser boas para especular).
Antunes
Muito bom Antunes. E que tal falares em acções nacionais, onde procurar essa informação em Portugal (sites). É que quem começa na bolsa não começa nos melhores palcos do mundo. Fica pelo nosso PSI. Se disse alguma asneira peço desculpa.
Caro bp1511,
A Reuters tem dados sobre a maior parte das cotadas no PSI20:
BPI: http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BBPI.LS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BBPI.LS)
BES: http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BES.LS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BES.LS)
BCP: http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BCP.LS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BCP.LS)
EDP: http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=EDP.LS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=EDP.LS)
PTC: http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=PTC.LS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=PTC.LS)
BRI: http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BRI.LS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BRI.LS)
...
Excelente tópico Antunes, mas fiquei com uma dúvida.
Depois de fazer essa análise penso que é preciso saber se a empresa apresenta em bolsa um valor justo, exagerado ou em saldo. Ou seja, a Intel, mesmo com esses ratios excelentes pode estar a um preço ainda caro no mercado (não faço ideia a que preço está) o que leva a que o investimento, mesmo a médio prazo nela seja um mau negócio.
Vê a Apple por exemplo, nesses três indicadores que apresentaste ela porta-se bem. Mas ao valor actual de mercado é de investir ? e quando estava a 200$ ?
Ou seja, que indicador usas para saber que a acção X, que tem bons indicadores fundamentais, está a um bom preço de compra.
Espero que a pergunta não seja descabida e que me tenha explicado bem.
Thanks.
Citação de: nunoxf em Dezembro 02, 2008, 14:06
Excelente tópico Antunes, mas fiquei com uma dúvida.
Depois de fazer essa análise penso que é preciso saber se a empresa apresenta em bolsa um valor justo, exagerado ou em saldo. Ou seja, a Intel, mesmo com esses ratios excelentes pode estar a um preço ainda caro no mercado (não faço ideia a que preço está) o que leva a que o investimento, mesmo a médio prazo nela seja um mau negócio.
Vê a Apple por exemplo, nesses três indicadores que apresentaste ela porta-se bem. Mas ao valor actual de mercado é de investir ? e quando estava a 200$ ?
Ou seja, que indicador usas para saber que a acção X, que tem bons indicadores fundamentais, está a um bom preço de compra.
Espero que a pergunta não seja descabida e que me tenha explicado bem.
Thanks.
Olá Nuno,
Sim, essa pergunta faz muito sentido pois o preço de aquisição determinará a rentabilidade.
Há várias formas de determinar se um título está caro, barato ou a um preço razoável mas nenhuma chegará a um resultado exactamente igual ao outro. Teremos apenas um intervalo de valores aproximados.
Um dos cálculos que costumo utilizar consiste num aperfeiçoamento do PER (Price Earnings Ratio), onde utilizo o EPS médio dos últimos 5 anos em vez do EPS do último ano ou dos últimos 12 meses (TTM) para não me deixar enganar por picos ou fundos nos EPS. Assim, exemplificando com a Intel, o seu PER baseado no EPS médio dos últimos 5 anos seria:
12.56/1.09=11.52Quanto ao ser barato ou caro, mais uma vez é difícil definir valores exactos (porque também depende dos sectores) mas regra geral sou da opinião que:
- >=17 é caro
- >12 e <17 é razoável
- <=12 é barato
Portanto, no caso da Intel (e nos mercados em geral), é de
começar a comprar para o longo prazo sendo muito provável e de esperar que fique ainda mais barata para o próximo ano.
PS: o P/E Ratio (TTM) na Reuters é de 11.14, que não é muito diferente porque os EPS da Intel têm variado pouco nos últimos 5 anos.
Antunes
Obrigado Antunes,
Certamente que este tópico me vai ajudar nas minhas transacções...
Uma das coisas que me tem feito visitar este fórum é o conhecimento que se transmite, este tópico é prova disso...
Conseguiste explicar conceitos de uma maneira muito simples, ajudando assim os mais novatos (como eu!).
GRazzie,
Joao
Caro Antunes
Em primeiro lugar na qualidade de novato nestas lides e de nóvel membro do clube gostaria de o cumprimentar.
Quero também agradecer-lhe as dicas que expôs. Tinha no entanto uma questão para lhe colocar mas o amigo Nuno adiantou-se pelo que me sinto esclarecido.
Aproveito para pedir que continue a publicar algumas das maneiras mas correctas para que principiantes como eu possam fazer bons investimentos
Com cordiais cumprimentos
CF
Caros Cfernandes e João,
Muito obrigado pelas palavras.
Já agora a AMD teria um PER baseado no EPS médio dos últimos 5 anos seria negativo:
2.04/-0.984=-2.07
O que, na prática, não nos dá nenhuma medida pois os PER's só fazem sentido se for positivos. Significa apenas que a empresa está em dificuldades...
Citação de: Antunes em Dezembro 02, 2008, 14:03
Caro bp1511,
A Reuters tem dados sobre a maior parte das cotadas no PSI20:
BPI: http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BBPI.LS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BBPI.LS)
BES: http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BES.LS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BES.LS)
BCP: http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BCP.LS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BCP.LS)
EDP: http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=EDP.LS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=EDP.LS)
PTC: http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=PTC.LS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=PTC.LS)
BRI: http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BRI.LS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BRI.LS)
...
Boa tarde Antunes,
agradeço-lhe por mais um tópico que nos ajudara (nos os iniciados)certamente a fazer uma escolha mais acertada.
poderia me esclarecer acerca das colunas Industry e S&P 500 uma vez que para comparação com os valores da Company temos a coluna Sector (penso eu... )
muito obrigada
numa
Citação de: offshoreman em Dezembro 02, 2008, 20:08
Boa tarde Antunes,
agradeço-lhe por mais um tópico que nos ajudara (nos os iniciados)certamente a fazer uma escolha mais acertada.
poderia me esclarecer acerca das colunas Industry e S&P 500 uma vez que para comparação com os valores da Company temos a coluna Sector (penso eu... )
muito obrigada
numa
caro Offshoreman,
Bom dia.
A coluna Industry representa a indústria específica na qual determinada empresa actua. Por exemplo, o BPI e o BPP actuam ambos no sector Financeiro. No entanto, o BPI pertence à indústria da Banca (tradicional) e o BPP pertence à indústria da Banca de Investimento. O rácios para a Industry e o S&P 500 são a média ponderada (deverá ser ponderada pela capitalização bolsista) dos respectivos rácios das empresas pertencentes , respectivamente, à indústria e ao índice S&P 500. Eu só presto atenção aos rácios em Industry quando não há dados para determinada empresa ou quando quero fazer comparações relativamente ao sector/indústria.
Aproveito para alargar a lista relativamente ao PSI20:
BPI (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BBPI.LS)
BES (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BES.LS)
BCP (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BCP.LS)
EDP (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=EDP.LS)
Portugal Telecom (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=PTC.LS)
Brisa (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BRI.LS)
Jerónimo Martins (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=JMT.LS)
Sonae SGPS (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=YSO.L)
Cimpor (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=CPR.LS)
Galp (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=GALP.LS)
Mota-Engil (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=MOTA.LS)
Portucel (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=PTI.LS)
REN (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=RENE.LS)
Semapa (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=SEM.LS)
Sonaecom (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=SNC.LS)
Teixeira Duarte (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=TDU.LS)
Zon Multimédia (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=ZON.LS)
Isto está cada vez melhor,
Antunes, se não te importares analisa a EDP, para eu perceber melhor.
Aquilo tem uma divida de longo prazo tremenda, mas tem um PER bom e um ROE mais ou menos.
Citação de: bp1511 em Dezembro 03, 2008, 10:48
Isto está cada vez melhor,
Antunes, se não te importares analisa a EDP, para eu perceber melhor.
Aquilo tem uma divida de longo prazo tremenda, mas tem um PER bom e um ROE mais ou menos.
Olá bp1511,
Racios da EDP :
- LT Debt to Equity (MRQ) = 178.11;
- Net Profit Margin - 5 Yr. Avg. = 8.10;
- Return on Equity - 5 Yr. Avg. = 13.49.
As colunas Industry e Sector - referida pelo Offshoreman - permitirão fazer comparações relativamente a empresas congéneres (que actuam no mesmo sector).
Deve 178 vezes o seu Capital Próprio: como se pode constatar, a sua dívida está dentro do normal para o seu o sector e indústria.
Teve, nos últimos 5 anos, uma margem líquida de aproximadamente 8% que não é fantástico mas é superior à média do seu sector e indústria.
Finalmente, nos últimos 5 anos, gerou uma rentabilidade sobre os Capitais Próprios de 13.5%, que também não é excelente mas é superior à média do seu sector e indústria.
Ou seja, a EDP é uma boa empresa mas insere-se num sector (o das
Utilities) que atingiu há muito a maturidade, daí que não se pode esperar grandes retornos a longo prazo. Pode-se no entanto esperar que sejam estáveis.
Finalmente, quando disse:
"como regra geral, desconfiem sempre de empresas actualmente ou recentemente cotadas abaixo dos 3 USD/EUR/GBP: ou são start-ups (empresas cotadas há menos de 3 anos) e então vale a pena investigar mais ou, senão, não devem ser grandes espingardas para investir para o longo prazo (podendo, no entanto, ser boas para especular)."
Estava a pensar nas bolsas Americanas (NYSE e Nasdaq) e Europeias em geral. Acontece que o nosso PSI20 tem boas empresas cotadas abaixo dos 3 EUR. Penso que isso se deverá a sermos um mercado um pouco periférico e descapitalizado...
Antunes
Obrigado Antunes,
Citação de: Antunes em Dezembro 03, 2008, 11:31
Finalmente, quando disse:
"como regra geral, desconfiem sempre de empresas actualmente ou recentemente cotadas abaixo dos 3 USD/EUR/GBP: ou são start-ups (empresas cotadas há menos de 3 anos) e então vale a pena investigar mais ou, senão, não devem ser grandes espingardas para investir para o longo prazo (podendo, no entanto, ser boas para especular)."
Estava a pensar nas bolsas Americanas (NYSE e Nasdaq) e Europeias em geral. Acontece que o nosso PSI20 tem boas empresas cotadas abaixo dos 3 EUR. Penso que isso se deverá a sermos um mercado um pouco periférico e descapitalizado...
Antunes
Foi por isso que te pedi para falares no PSI.
Agora é só analisar!!!
queria tambem agradecer ao Sr Antunes por esta ajuda preciosa, e' sem dúvida um excelente topico.
Gostaria de perguntar, se dos titulos financeiros do Psi-20, quem no futuro podera' desempenhar uma melhor performance e quem actualmente tem mais margem de manobra para resistir a esta severa crise.
Com uma perspectiva de longo-prazo, em qual se deve apostar e quando se deve entrar?
Desde ja' o meu obrigado.
Citação de: skygod em Dezembro 03, 2008, 13:32
queria tambem agradecer ao Sr Antunes por esta ajuda preciosa, e' sem dúvida um excelente topico.
Gostaria de perguntar, se dos titulos financeiros do Psi-20, quem no futuro podera' desempenhar uma melhor performance e quem actualmente tem mais margem de manobra para resistir a esta severa crise.
Com uma perspectiva de longo-prazo, em qual se deve apostar e quando se deve entrar?
Desde ja' o meu obrigado.
Olá Skygod,
Não analisei o BCP porque, na altura em que o fiz para o BPI e BES, não gostava das práticas de gestão no BCP. Pode ser que isso mude no BCP nos próximos tempos com esta nova administração e até gosto de uma forma geral dos rácios financeiros do BCP.
Entre BPI e BES, pela minha análise, é de investir no BPI. Alias, o BES tem uma página de relações com o investidor muito pobre (consegue-se saber tudo isso na Reuters indo ao "Overview" -> área " Company Web Links" -> link "Investor Relations")...
O desafio que se põe ao BPI nesta altura é como crescer as suas operações internacionais: adquirindo bancos estrangeiros de menores dimensões, por parcerias ou sendo engolido por um banco estrangeiro de maior dimensão?
Abraço,
Antunes
(Moderação):
Os tópicos foram unidos, pois ambos abordam conceitos de Análise Fundamental (AF)...como no CI, existe uma maior tendência para utilizar apenas Análise Técnica (AT), este tópico terá como objectivo, dar um maior destaque às técnicas fundamentais de análise.
Estão desde já convidados a colocar questões ou partilhar estratégias de negociação, que tenham por base a Análise Fundamental. Dando continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Antunes, no seu tópico INVESTIR: por onde começar?.
O objectivo deste tópico não será comparar a eficácia entre os dois tipos de análise, mas sim tentar perceber a complementaridade que as duas possibilitam, ao compreender melhor a AF!...
Cump.
PS: Este tópico encontra-se no início do KIT.
boa tarde a todos,
Antunes, muito obrigada pelos seus esclarecimentos.
Pois a minha duvida deveu-se a uma ma interpretação de "Industry" que eu entendi como industrial ;D e não estava a ver porque deviamos comparar com um sector que não tinha nada a ver com a banca.
nem tão pouco sabia que se poderia dizer a Industria da banca ;D ;D.
sempre a aprender......
mais uma vez muito obrigada pela sua disponibilidade
Fernando Freire
Citação de: Antunes em Dezembro 03, 2008, 14:01
Citação de: skygod em Dezembro 03, 2008, 13:32
queria tambem agradecer ao Sr Antunes por esta ajuda preciosa, e' sem dúvida um excelente topico.
Gostaria de perguntar, se dos titulos financeiros do Psi-20, quem no futuro podera' desempenhar uma melhor performance e quem actualmente tem mais margem de manobra para resistir a esta severa crise.
Com uma perspectiva de longo-prazo, em qual se deve apostar e quando se deve entrar?
Desde ja' o meu obrigado.
Olá Skygod,
Não analisei o BCP porque, na altura em que o fiz para o BPI e BES, não gostava das práticas de gestão no BCP. Pode ser que isso mude no BCP nos próximos tempos com esta nova administração e até gosto de uma forma geral dos rácios financeiros do BCP.
Entre BPI e BES, pela minha análise, é de investir no BPI. Alias, o BES tem uma página de relações com o investidor muito pobre (consegue-se saber tudo isso na Reuters indo ao "Overview" -> área " Company Web Links" -> link "Investor Relations")...
O desafio que se põe ao BPI nesta altura é como crescer as suas operações internacionais: adquirindo bancos estrangeiros de menores dimensões, por parcerias ou sendo engolido por um banco estrangeiro de maior dimensão?
Abraço,
Antunes
Bom dia,
Acabei hoje a análise ao BCP pelo que estou em condições de, a partir dos 3 maiores bancos nacionais, exemplificar como se faz uma avaliação aos fundamentais de várias empresas a fim saber em qual(ais) investir.
BPI (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BBPI.LS):
Return on Equity - 5 Yr. Avg. = 19.70
LT Debt to Equity (MRQ) = 57.03
Net Profit Margin - 5 Yr. Avg. = 20.42
BES (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BES.LS)
Return on Equity - 5 Yr. Avg. = 12.39
LT Debt to Equity (MRQ) = 54.41
Net Profit Margin - 5 Yr. Avg. = 21.58
BCP (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BCP.LS)
Return on Equity - 5 Yr. Avg. = 16.89
LT Debt to Equity (MRQ) = 53.06
Net Profit Margin - 5 Yr. Avg. = 20.26
Análise qualitativa dos rácios:Return on Equity - 5 Yr. Avg.: O BPI tem o melhor desempenho, seguido do BCP e, por fim, o BES.
LT Debt to Equity (MRQ): O BCP tem a menor dívida, seguido pelo BES e, por fim, pelo BPI.
Net Profit Margin - 5 Yr. Avg.: O BES tem a menor dívida, seguido pelo BPI e, por fim, pelo BCP.
Cada um dos bancos ganha o 1º lugar num dos rácios e fica em 2º noutro rácio. Ou seja, não se pode concluir grande coisa: temos que quantificar!
Análise quantitativa dos rácios:Normalmente atribuo mais importância - coeficiente - ao rácio "Return on Equity - 5 Yr. Avg." mas para esta demonstração vou atribuir o mesmo coeficiente - 1.5 - a cada um dos rácios positivos (ROE e Profit Margin) e 1 ao coeficiente negativo (LT Debt to Equity). Podemos então quantificar da seguinte forma (faço isso em excel com fórmulas):
BPI (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BBPI.LS):
1.5*19.70-1*57.03+1.5*20.42=3.15BES (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BES.LS)
1.5*12.39-1*54.41+1.5*21.58=-3.455BCP (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=BCP.LS)
1.5*16.89-1*53.06+1.5*20.26=2.665Conclusão da análise fundamental:1ª escolha - BPI
2ª escolha - BCP
3ª escolha - BES
Cumprimentos,
Antunes
Já estou a ficar cansado de te dar pontos. ;D
Continua que eu estou a gostar.
Obrigado Antunes.
Amigo Antunes
Bom dia, desculpa a ignorância de principiante, mas não entendi a classificação face aos valores finais obtidos.
A classificação não deveria ser 1º BCP; 2º BPI; 3º Bes ou vice versa.
Agradecia esclarecimento
Um abraço
cf
O BES é negativo -3.455.
No inicio também pensei como tu.
Citação de: bp1511 em Dezembro 04, 2008, 11:06
Já estou a ficar cansado de te dar pontos. ;D
Continua que eu estou a gostar.
Obrigado Antunes.
Muito obrigado bp1511.
Acima de tudo, o que pretendo transmitir é que a AF não é nenhum "bicho de 7 cabeças" e é perfeitamente acessível a qualquer um.
A partir daqui, a evolução passa por descarregar os "Annual Reports/Relatórios Anuais" e avaliar o desempenho dos EPS DILUIDOS. Essa parte já dá mais trabalho mas a recompensa é grande.
Citação de: cfernandes em Dezembro 04, 2008, 11:41
Amigo Antunes
Bom dia, desculpa a ignorância de principiante, mas não entendi a classificação face aos valores finais obtidos.
A classificação não deveria ser 1º BCP; 2º BPI; 3º Bes ou vice versa.
Agradecia esclarecimento
Um abraço
cf
Caro amigo CFernandes,
BPI:
1.5*19.70-1*57.03+1.5*20.42=3.15
BES:
1.5*12.39-1*54.41+1.5*21.58=-3.455
BCP:
1.5*16.89-1*53.06+1.5*20.26=2.665
A maior nota é mesmo a do BPI com
3.15, seguido do BCP com
2.665 e, em último o BES com uma nota de
-3.455.
Nota: a facto da nota do BES ser negativa não tem importância por si só: é negativa porque os coeficientes positivos não foram suficientes para anular o rácio negativo (LT Debt to Equity), apenas isso.
Cumprimentos,
Antunes
Amigo Antunes
Estou esclarecido, efectivamente não reparei no sinal menos do bes.
Até mais
cf
Sr Antunes, novamente o meu obrigado ;)
Com isto e com o Mr. Pontes, estou mais tranquilo. ;)
Sr Antunes, seria possivel fazer uma analise 'a RIMM ? (Research In Motion Limited
(NasdaqGS: RIMM)
Tem uma forte recomendaçao de compra, mas isso vale o que vale, esta' actualmente nos 37$ mas ja esteve a 147$ nas ultimas 52semanas.
Citação de: skygod em Dezembro 05, 2008, 00:57
Sr Antunes, seria possivel fazer uma analise 'a RIMM ? (Research In Motion Limited
(NasdaqGS: RIMM)
Tem uma forte recomendaçao de compra, mas isso vale o que vale, esta' actualmente nos 37$ mas ja esteve a 147$ nas ultimas 52semanas.
Boas Skygod,
Não ligue recomendações (fortes ou fracas) porque essas recomendações, das 2 uma:
- Têm montes de conflitos de interesse;
- São feitas por ignorantes.
Claro que sim mas o que é mesmo importante é que consiga fazer a sua própria análise.
RIMM (http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=RIMM.O):
Return on Equity - 5 Yr. Avg. = 24.35
LT Debt to Equity (MRQ) = 0
Net Profit Margin - 5 Yr. Avg. = 19.59
Não tem dívida de longo prazo, tem um ROE e uma margem líquida bons. É uma boa empresa. É uma acção de crescimento que, tal como a Google, tem obviamente um risco superior relativamente a empresas como a Microsoft, Oracle, etc... mas também tem perspectivas de retorno superiores...
Indo um pouco mais além temos que analizar outras coisas tais como o crescimento dos EPS (já estou a descarregar os
Annual Reports)...
Cumpts.
Antunes
Citação de: Antunes em Dezembro 05, 2008, 12:06
Indo um pouco mais além temos que analizar outras coisas tais como o crescimento dos EPS (já estou a descarregar os Annual Reports)...
Eis os EPS (Earnings Per Share/Ganhos Por Acção) diluidos de 1998 a 2007 (o ano fiscal da RIIM fecha em Março):
0.002 0.016 0.023 -0.013 -0.059 -0.314 0.101 0.356 0.640 1.100
Ou seja, estes cresceram aproximadamente 67000% em 10 anos e aproximadamente 500% em 5 anos! Em 2008 o EPS diluido foi de 2.26, o que representa um ganho superior a 100% relativamente a 2007.
No entanto, vai ser muito complicado a RIIM manter este ritmo...
;) obrigado pela resposta.
Vou manter a RIMM debaixo de olho, parece uma empresa solida e com um boa gestao.
Boas noites...
Aqui o novato, após se ter debruçado a análise técnicas durante os últimos tempos, quer expandir os conhecimentos sobre análise fundamental.
A titulo de exemplo apresento o link que apresenta os ratios da Cimpor:
http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=CPR.LS
Onde poderei encontrar um site onde possa estudar análise fundamental e perceber interpretar, por exemplo, as variáveis apresentadas no link acima como o EPS, Dividend Yeld entre outros...
Obrigado e bons trades..
PS - Videos tb são bem vindos :)
Citação de: newinvest em Maio 31, 2009, 22:31
Boas noites...
Aqui o novato, após se ter debruçado a análise técnicas durante os últimos tempos, quer expandir os conhecimentos sobre análise fundamental.
A titulo de exemplo apresento o link que apresenta os ratios da Cimpor:
http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=CPR.LS
Onde poderei encontrar um site onde possa estudar análise fundamental e perceber interpretar, por exemplo, as variáveis apresentadas no link acima como o EPS, Dividend Yeld entre outros...
Obrigado e bons trades..
PS - Videos tb são bem vindos :)
Olá newinvest,
Apesar de ser um fã incondicional da AT, tenho de referir que esta assume todo o potencial quando funciona em parceria com uma boa AF. No entanto tens que ter em conta que uma boa análise fundamental exige conhecimentos financeiros e contabilísticos bem acima da média, sendo algo difícil de encontrar. A título de exemplo tens o Mr. Pontes que, "retirando" alguns exageros, me parecem uma boa base a ter em conta. Atenção que AF não são apenas rácios com o book value per share ou o ROE, que não justificam per si um investimento numa determinada empresa.
Abraço,
Miguel Costa
Em primeiro lugar, dou os meus parabéns pelo interesse demonstrado na expanssão de conhecimentos.
Todos nós estamos em constante aprendisagem embora existam demasiadas pessoas a pensar que já tudo sabem.
Tenho também de concordar com o MikeC e avisar que não será fácil de fazer uma boa AF sem os elevados conhecimentos financeiros e contabilisticos que referiu, no entanto, aqui vai:
1. O EPS ou "Earnings per Share", traduz o lucro por acção e não é mais do que o quociente entre o lucro líquido da empresa e o número de acções emitidas.
2. A determinação do EPS, permite o cálculo de um outro rácio, o PER (Price Earnings Ratio), por vezes também representado pelas expressões PE ou P/E e que expressa a relação entre a cotação da acção de uma empresa e o seu EPS.
3. Para o cálculo do Dividend Yeld basta dividir o dinheiro pago em dividendos pelo preço da acção.
4. O dividend payout ratio ou rácio de pagamento de dividendos, traduz a percentagem dos lucros da empresa que se destinam ao pagamento de dividendos.
Pessoalmente perfiro fazer a AT e por vezes conjulá-la com a AF feita por outros, pois uma não substitui a outra, mas sim se complementam.
Posso sugerir ainda a leitura de "Ganhar em Bolsa" de Fernando Braga de Matos. Achei um excelente livro para todos os níveis de conhecimento!
Abraço,
Paulo Órfão
Boas noites...
Obrigado pelas dicas.
Quanto ao livro ganhar em bolsa já li e já retirei alguns conceitos. Tenho porém a vontade de aprofundar melhor os conhecimentos.
A minha intenção é, após sairem os resultados trimestrais / semestrais perceber se a empresa X tem bons fundamentais e a longo prazo tem boas perspectivas.
;) Alem disso estou a fazer uma aplicação pessoal para poder reunir toda essa informação após eu introduzir os dados dos relatórios.
Obg pelas dicas...
O wiki do thinkFN é fixe...
Bons trades.
Viva newinvest,
Só para te dar um 'insight' que daqui a pouco tempo, vamos ter aqui um 'upgrade' interessante nos fundamentais das acções nacionais com uma página dedicada exclusivamente aos dados fundamentais de cada empresa, contendo estimativas actualizadas, rácios, e uma série de novos gráficos fundamentais. (está neste momento ainda em desenvolvimento).
abraço ;)
Viva,
Ainda é experimental, e não está disponível para todas as acções, mas podem dar uma olhada em 'primeira mão' no que será uma página de Análise Fundamental das empresas Portuguesas aqui no Clubeinvest:
- Análise Fundamental da Altri (//bolsa/bolsa_analise.fundamental.php?ticker=ALTR.LS)
- Análise Fundamental do BPI (//bolsa/bolsa_analise.fundamental.php?ticker=BPI.LS)
- Análise Fundamental do BCP (//bolsa/bolsa_analise.fundamental.php?ticker=MBC.LS)
- Análise Fundamental da Inapa (//bolsa/bolsa_analise.fundamental.php?ticker=INA.LS)
- Análise Fundamental da Sonae SGPS (//bolsa/bolsa_analise.fundamental.php?ticker=SON.LS)
- Análise Fundamental da Sonae Indústria (//bolsa/bolsa_analise.fundamental.php?ticker=SONI.LS)
Ainda faltam inserir dados para muitas empresas (é um trabalho complicado, principalmente compilar e conferir dados históricos e estimativas), mas penso nos próximos dias completar a lista de Acções Nacionais e posteriormente manter updates minimamente regulares.
Estes dados podem depois ser acedidos das páginas das empresas quando aparecer esta opção:
(//bolsa/hoteditor/upload/2k8cf072c0ce.png)
Espero que gostem ;)
Abraço !
Bom dia,
Pedro, gostei, muito boa a iniciativa, além de ótimas análises técnicas teremos finalmente análise fundamental.
Newinvest,
Acho também ótima a sua vontade de apreender AF. Depois , sugeriria à você se aprofundar num grau mais dinâmico e elevado da AF, que é o estudo da Escola Clássica de Valor, o Value Investing, que é a parte mais, vamos dizer assim, "radical" da AF. E bem vindo ao clube OK! O clube dos Value Investors.
Abraços,
RJC.
Boas noites.
Pedro Miranda:
É uma agradável surpresa a secção para fundamentais. Sou um investidor mediano e tenho pouco tempo de bolsa. Costumo acompanhar todos os dias as cotações e o acompanhamento das mesmas em diversos forum, incluindo este.
Porém fiquei mt admirado (positivamente) como o Cesar Borja consegue juntar a análise técnica e a fundamental num raciocínio fluido de variáveis limitadas.
A secção que aqui se vai criar vai ajudar-me bastante na convicção de investimento principalmente em médio e longo prazo. Obrigado.
Esses dados estarão disponivel para download, tipo .txt?
RJC:
Obrigado pela dica. Quando me inicio num estudo sobre algo a primeira dificuldade é saber o que procurar. O que me apresentas-te penso que será a um dos eixos do meu estudo da análise fundamental. Mt Obrigado.
Bons trades ;)
Muitos parabéns Pedro...tens feito um trabalho excepcional no fórum!! ;)
Imagino o esforço enorme que tens tido para reunir toda essa informação de forma compilada e fidedigna...
Um abraço..e continua, que "prendas" destas nunca são demais! ;) ::)
Tiago.
Também te que queria dar os meu parabéns por este trabalho todo e desde já disponibilizar-me para ajudar se precisares de alguma ajuda para actualizações.
Não sei se já a actualizaste a galp...mas estive a comparar os dados com o relatorio de contas e tem coisas que não estão correctas. O Total de Activos que tens aqui no forum corresponde ao activos circulantes de Dezembro de 2008 ;) Isso faz com que o preço contabilistico esteja a dar mal e que outros rácios também estejam incorrectos.
Abraço ;)
Jorge Freitas
Citação de: tiagodandre em Junho 06, 2009, 14:52
Muitos parabéns Pedro...tens feito um trabalho excepcional no fórum!! ;)
Imagino o esforço enorme que tens tido para reunir toda essa informação de forma compilada e fidedigna...
Um abraço..e continua, que "prendas" destas nunca são demais! ;) ::)
Tiago.
Viva Tiago!
Sejas bem aparecido !!! ;)
Obrigado, realmente compilar informação é trabalhoso... mas já faltou mais.
Citação de: willder em Junho 06, 2009, 15:30
Também te que queria dar os meu parabéns por este trabalho todo e desde já disponibilizar-me para ajudar se precisares de alguma ajuda para actualizações.
Não sei se já a actualizaste a galp...mas estive a comparar os dados com o relatorio de contas e tem coisas que não estão correctas. O Total de Activos que tens aqui no forum corresponde ao activos circulantes de Dezembro de 2008 ;) Isso faz com que o preço contabilistico esteja a dar mal e que outros rácios também estejam incorrectos.
Abraço ;)
Jorge Freitas
Obrigado pela informação Jorge,
De facto o valor do Activo Total da Galp estava mesmo errado, tal como o do Passivo e mais outras linhas. No entanto o valor contabilístico estava a ser calculado a partir dos dados correctos guardados na base de dados. Corriga-me se estiver errado, como sabe sou muito mais especializado em AT do que AF ehhehe:
(A) Total do Activo: 6623.00 M€
(B) Total do Passivo: 4404.18 M€
Capital Próprio (A-B) = 2218.82 M€
Nº de Acções emitidas: 771,171,121 (771.17M)
Valor contabilistico por acção = Capital Próprio / Nº Acções (2218.82 / 771.17)
= 2.8772€ / Acção
No site tenho 2.84€ que penso ter a ver com estes arredondamentos feitos aqui.
Agradeço sempre que me reportarem erros nas nossa tabelas, é mais do que provável que existam, mas estamos aqui para os corrigir ;)
abraço !
Simplesmente Brilhante trabalho Pedro!
Face a tantas variáveis, quais os melhores indicadores, me termos fundamentais para comparação de acções.
Desculpem a pergunta os mais conhecedores, mas como eu muita gente que não percebe quase nada de análise fundamental, tem algumas dúvidas.
Por exemplo o BCP tem um Per mais baixo e cota-se mais abaixo do valor contabilistico que o BPI, mas toda a gente considera melhor o BPI, porquê?
Desde já agradeço o esclarecimento
A pergunta anterior não é apenas para o Pedro, mas para o Aleixon, Tiago, Fig e a todos que queiram ajudar.
Seria aliás muito interessante, julgo que para todos, confrontar várias opiniões.
Bom Dia!!
Pedro, eu estou a usar o relatorio do 1º trimestre deste ano, mas mesmo assim, eu fui ver ao relatorio anual e o número de acções é maior que aquele que aí tens, então pelas minhas contas é:
(A) Total do Activo: 6594.36 M€
(B) Total do Passivo: 4329.71 M€
Capital Próprio (A-B) = 2264.65 M€
Nº de Acções emitidas: 829,250,635 (829.251M)
Valor contabilistico por acção = Capital Próprio / Nº Acções (2264.71/ 829.251)
= 2.731€ / Acção
Penso serem estes os valores...
um bom dia para todos e votem com consciência ;)
Citação de: BEIRA em Junho 07, 2009, 00:40
Simplesmente Brilhante trabalho Pedro!
Face a tantas variáveis, quais os melhores indicadores, me termos fundamentais para comparação de acções.
Desculpem a pergunta os mais conhecedores, mas como eu muita gente que não percebe quase nada de análise fundamental, tem algumas dúvidas.
Por exemplo o BCP tem um Per mais baixo e cota-se mais abaixo do valor contabilistico que o BPI, mas toda a gente considera melhor o BPI, porquê?
Desde já agradeço o esclarecimento
Viva Beira,
Essa pergunta infelizmente não tem uma resposta simples ou tão concreta como queres receber. Seria o mesmo que perguntares em AT qual o melhor indicador ;)
Cada indicador tem o seu propósito e deve ser analisado dentro de um contexto especifico. Se para comparares 2 empresas pode ser melhor veres certos indicadores, noutras 2 poderá ser mais conclusivo a utilização de outros indicadores. Ou seja, o melhor é saberes interpretar todos os indicadores e entender um pouco a dinâmica da AF no geral, para depois tu próprio tirares conclusões que decerto irás considerar uteis.
A melhor sugestão que te posso dar, é gastares
£14.25 + portes (um simples almoço) e poucas horas de estudo ;)... trata-se de um livro que recomendo a todos os investidores mais focados em AT e que querem começar a entender e a abordar a AF com mais segurança ou simplesmente melhorar os seus conhecimentos na área... o livro chama-se '
Mastering Fundamental Analysis' de Michael C. Thomsett, tem 200 e poucas páginas, é todo muito focado na prática de análise de dados com uma abordagem muito interessante e nada 'massuda', lê-se num instante e começa-se logo a tirar partido do seu conteúdo... pode ser encontrado em qualquer livraria online... obviamente que recomendo que o comprem aqui pelo clube em:
/bolsa/livros.de.bolsa.php
(http://ecx.images-amazon.com/images/I/51G9DD6DV5L._SL125_.jpg)
um abraço !
Citação de: willder em Junho 07, 2009, 09:59
Bom Dia!!
Pedro, eu estou a usar o relatorio do 1º trimestre deste ano, mas mesmo assim, eu fui ver ao relatorio anual e o número de acções é maior que aquele que aí tens, então pelas minhas contas é:
(A) Total do Activo: 6594.36 M€
(B) Total do Passivo: 4329.71 M€
Capital Próprio (A-B) = 2264.65 M€
Nº de Acções emitidas: 829,250,635 (829.251M)
Valor contabilistico por acção = Capital Próprio / Nº Acções (2264.71/ 829.251)
= 2.731€ / Acção
Penso serem estes os valores...
Viva willder,
Antes demais obrigado pela ajuda na detecção de erros!
Os valores utilizados naquela tabela tem de ser os valores do relatório anual (2008), neste caso, junto em anexo um printscreen da página 39 do relatório anual (http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/PC22489.pdf) para se confirmar.
Confirmo de facto que o nº de acções estava errado, e é exactamente esse que disseste (829,250,635), no entanto o Total de Activo e Total de Passivo, estão correctos desde esta primeira modificação que fiz, neste caso as contas seriam então:
(A) Total do Activo: 6623 M€
(B) Total do Passivo: 4404 M€
Capital Próprio (A-B) = 2219 M€
Nº de Acções emitidas: 829,250,635 (829.251M)
Valor contabilístico por acção = Capital Próprio / Nº Acções (2219/ 829.251)
= 2.675€ / Acção
Houve certos dados que fui buscar a fontes diferentes, neste caso do nº de acções limitei-me a confiar no site da euronext, dividindo o valor da capitalização bolsista pela cotação para obter de forma mais rapida o nº de acções, o que normalmente bate sempre certo (menos neste caso especifico não sei pq)... ainda cruzei estes dados com outras fontes, mas realmente no caso da Galp o nº de acções estão errados em várias fontes.
Desde já obrigado pela ajuda ! ;)
Pedro, qualquer ajuda que precises é só dizer...
apenas dá para colocar dados dos relatórios anuais?isso é "mau" pois os dados vao estar desactualizados. as empresas vao-se endividando ao longo do ano e teríamos uma melhor percepção disso se fosse possível actualizar trimestralmente.
abraço
Citação de: willder em Junho 08, 2009, 10:06
Pedro, qualquer ajuda que precises é só dizer...
apenas dá para colocar dados dos relatórios anuais?isso é "mau" pois os dados vao estar desactualizados. as empresas vao-se endividando ao longo do ano e teríamos uma melhor percepção disso se fosse possível actualizar trimestralmente.
abraço
Viva willder,
Para já aquela tabela especifica é mesmo para ter dados do último balanço anual, embora não tenha os dados trimestrais ainda, temos para já a tabela de estimativas que dão talvez maior 'insight' em termos de relevância do que os próprios resultados trimestrais, eu pelo menos dou maior importância às estimativas.
De qualquer forma o meu objectivo é fazer uma outra tabela (que ainda não está feita) com dados trimestrais eventualmente anualizando também esses valores para os comparar com a tabela de estimativas... mas... tudo isto obviamente dá trabalho hehehe por isso vou com calma para já ;)
um abraço !
Viva Pedro!
Parabéns pela disponibilidade dos dados fundamentais das empresas cotadas. Está muito bom.
Como deves saber em alguns casos a totalidade do capital das empresas não se encontra listado na Euronext Lisbon e assim a capitalização bolsista indicada no site não está correcta.
Dois casos dos quais de momento me lembrei e que fui confirmar aos sites das empresas:
Portucel - nº de acções total 767,5M (das quais 230M? não se encontram listadas na Euronext).
REN - nº de acções total 534M (das quais 272,34M são da classe B/não privatizadas pertences à Capitalpor + CGD e também não estão listadas na Euronext).
Abraço
Boa Tarde!!!
Pedro, reparei que na REN o número de acções está errado. o número de acções é:
Edit: não sei se queres que te diga estes erros no tópico ou se preferes que mande mensagem ;)
abraços
Citação de: newinvest em Maio 31, 2009, 22:31
Boas noites...
Aqui o novato, após se ter debruçado a análise técnicas durante os últimos tempos, quer expandir os conhecimentos sobre análise fundamental.
A titulo de exemplo apresento o link que apresenta os ratios da Cimpor:
http://www.reuters.com/finance/stocks/ratios?symbol=CPR.LS
Onde poderei encontrar um site onde possa estudar análise fundamental e perceber interpretar, por exemplo, as variáveis apresentadas no link acima como o EPS, Dividend Yeld entre outros...
Obrigado e bons trades..
PS - Videos tb são bem vindos :)
Boas newinvest,
Antes demais deve perceber quais os rácios mais importantes e vou-lhe dar um exemplo para perceber o porquê:
Dividend Yield e Payout Ratio estão na mesma zona (DIVIDENDS) porque ambos dizem respeito aos dividendos mas o Payout Ratio é de longe muito mais importante do que o Dividend Yield porque mede a % do lucro distribuido enquanto o DY mede o rendimento do dividendo da acção relativamente à sua cotação, ou seja, (Dividendo Anual / Cotação ) * 100 (%).
Citação de: willder em Junho 11, 2009, 16:42
Boa Tarde!!!
Pedro, reparei que na REN o número de acções está errado. o número de acções é:
Edit: não sei se queres que te diga estes erros no tópico ou se preferes que mande mensagem ;)
abraços
Citação de: dam em Junho 11, 2009, 02:14
Viva Pedro!
Parabéns pela disponibilidade dos dados fundamentais das empresas cotadas. Está muito bom.
Como deves saber em alguns casos a totalidade do capital das empresas não se encontra listado na Euronext Lisbon e assim a capitalização bolsista indicada no site não está correcta.
Dois casos dos quais de momento me lembrei e que fui confirmar aos sites das empresas:
Portucel - nº de acções total 767,5M (das quais 230M? não se encontram listadas na Euronext).
REN - nº de acções total 534M (das quais 272,34M são da classe B/não privatizadas pertences à Capitalpor + CGD e também não estão listadas na Euronext).
Abraço
Viva Dam e willder !
Peço desculpa pela demora na resposta, mas antes demais quero agradecer aos 2 por reportarem esses casos ! Assim fica bem mais fácil ;)
Confirmo os dados que me enviaram para a Portucel e para a REN, realmente nestes casos em que existem acções classe B, não listadas os valores diferem, como aliás se pode verificar, na maior parte dos sites com este tipo de informação também estava errada nestes 2 casos.
Acabei de actualizar essas 2 empresas com os dados corrigidos:
- /bolsa/bolsa_analise.fundamental.php?ticker=PTI.LS
- /bolsa/bolsa_analise.fundamental.php?ticker=RENE.LS
Estejam sempre à vontade para publicarem aqui ou por mensagem este tipo de erros ou qualquer dado que pensem não estar correcto, se calhar até é melhor aqui mesmo no Fórum e não por mensagem, assim outros membros podem constatar possíveis erros e até interagir no processo. O meu objectivo é ir melhorando os dados fundamentais aqui disponibilizados, em relação aos históricos é um trabalho 'chato' mas que só se tem de fazer uma vez... o próximo passo é fornecer também os dados trimestrais, estou a pensar programar um sistema que permite 'trabalho em equipa', ou seja, poderei dar acesso a alguns membros de confiança para colaborarem com este tipo de informação (mas isso ainda não está pronto).
mais uma vez, muito obrigado aos dois pela ajuda ;)
um abraço !
Citação de: BEIRA em Junho 07, 2009, 00:40
Simplesmente Brilhante trabalho Pedro!
Face a tantas variáveis, quais os melhores indicadores, me termos fundamentais para comparação de acções.
Desculpem a pergunta os mais conhecedores, mas como eu muita gente que não percebe quase nada de análise fundamental, tem algumas dúvidas.
Por exemplo o BCP tem um Per mais baixo e cota-se mais abaixo do valor contabilistico que o BPI, mas toda a gente considera melhor o BPI, porquê?
Desde já agradeço o esclarecimento
Essa é uma excelente pergunta caro Beira pois, se para separar o trigo do joio, é preciso focar a análise naquilo que é realmente importante para o accionista!
Na minha opinião, os seguintes indicadores não permitem tirar grandes conclusões: resultado líquido/operacional, ebitda, dividendo por acção, dividend yield, per, capitalização bolsista, eps estimados (até gostava de saber quais o(s) método(s) usados ;D ), entre outros.
Já os seguinte são fundamentais na arte de escolher as melhores empresas e o trabalho do Pedro Miranda ajuda e muito (explico porquê a seguir): eps's dos últimos 10 anos (para aferir o crescimento do eps em 5/10 anos), roe 5/10y avg (aqui prefiro usar a média dos últimos 5 ou 10 anos pois o roe pode ser volátil), payout ratio (muito mais útil que dividend yield), capital próprio, n.º acções emitidas (ordinárias + preferenciais), book value ou capital próprio por acção, rácio de endividamento de longo prazo (eu prefiro calcular esse rácio usando apenas a dívida de longo prazo pois é normalmente essa que evidencia problemas estruturais numa empresa)...
O trabalho que o Pedro Miranda desenvolveu ajuda muito porque basta olharem, por exemplo, para a Portucel e perguntarem a vós mesmos: o eps's dos últimos 10 anos tem crescido ou diminuído? Se tem crescido vale a pena olhar para outros indicadores, senão vamos analisar outra acção...
Cumprimentos,
Antunes
Boas...
Antunes obrigado pelas dicas. tenho andado um pouco ocupado nas ultimas porém tenho acompanhado as análises do Cesar Borja e tentado perceber o método que utiliza relacionando todas as variaveis que apresenta.
Vou adquirir o livro recomendado pelo Pedro Miranda e dar no duro :)
Obrigado e bons trades..
Amigos,
Como primeira intervenção aqui no Fórum de Bolsa e em prol da "inteligência colectiva" que o ClubeInveste nos proporciona, deixo aqui o meu pequeno contributo no que a este tema diz respeito.
Em anexo, podem consultar a minha sebenta do curso Análise de Balanços, promovido pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.
Feliz Natal!
Ilídio Barros
Muito obrigado caro ibarros.
Como foi por aqui que estou começando... se não for aqui o mais adequado, por favor colocar noutro local.
Gostava de ter um histórico (muitos anos) de rácios para empresas dos EUA.
Onde posso ter acesso a esses dados?
Tenho tb dificuldade em percerber os SEC's e que partes é que são as mais importantes e como ser eu a calcular os rácios, onde posso ter ajuda para isso?
Obrigado.