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Mercados => Fórum de Bolsa => Tópico começado por: fisher em Novembro 20, 2005, 17:37

Título: O Bull e a Economia Portuguesa !.
Mensagem de: fisher em Novembro 20, 2005, 17:37
O Bull e a Economia  Portuguesa  !.

Não sou economista pelo que estou em vantagem para falar á vontade sobre economia sem receio de me enganar.

Muitos são os que defendem que para que os mercados de acções subam é  necessário que  a economia esteja a crescer. 

É interessante notar que todos os dias os nossos Médias nos confrontam que a situação económica está má , que a crise é grande etc. etc. De tal modo que muitos companheiros nossos acreditam que a todo o momento vem aí o pior.

Porém o que se tem visto é exatamente o contrário.  A bolsa Portuguesa  tem subido bastante , subiu dos 5241 para os 8035,nos ultimos 3 anos , e esta ascenção irá continuar e acelerar nos próximos anos ,em minha opinião.

Por outro lado no que respeita á Economia não será preciso fazer contas nenhumas para se verificar que está muito boa e a crescer também. Qualquer observador atento verificará que o desenvolvimento da Economia Portuguesa tem sido tão grande nestes últimos 3-4 anos que a mão de obra Portuguesa se manifestou insuficiente para responder ás exigências do crescimento da Industria e Comércio Português.

Para confirmar esta verdade insofismável veja-se a quantidade de mão de obra Estrangeira que tivemos que recrutar para as nossas industrias e comercio. Veja-se a quantidade de Brasileiros , Romenos e Ucranianos  que tivemos que importar para evitarmos o colapso da Industria e Comercio. Isto é de facto uma realidade que está á vista de todos. Ignorar esta situação é não querer ver a realidade.

Se a Economia não estivesse boa não se poderia importar mão de obra estrangeira nas quantidades que importámos.

E se a economia está boa o mercado de Acções só pode subir. É o Bull que tenho vindo a defender nos últimos anos.

Se calhar era possível desenvolver ainda mais a Economia Portuguesa. Também penso que sim. 

Mas para isso é preciso apoiar os pequenos e médios empresários  em vez de serem combatidos ferozmente como temos visto nos Média e não só.  Sem empresários não há trabalho , sem empresários não há trabalhadores,  e sem trabalho não há riqueza , e sem  riqueza não há economia que se aguente . 

O segredo do sucesso parece pois estar no apoio aos pequenos e médios empresários porque são estes que criam emprego para os trabalhadores. Sem empresários não há emprego e não há riqueza , o que é muito mau e ficaria perigoso para o nosso Bull.

Conclusão:
Porque a Economia está  razoável   com tendência para melhorar , e a possibilidade de crescimento é enorme, não há razão para deixarmos de estarmos Bull.
Julgo pois ter demonstrado que a economia não está tão  má quanto parece.

Opinião pessoal.

Cumprimentos e bons negócios
fisher
Título: Cuidado.....
Mensagem de: ppbogos em Novembro 21, 2005, 13:14
nem tudo o que vem de fora de mão-de-obra se chama desenvolvimento.

caro fisher, é verdade que se vão buscar fora o emprego aumenta. Será? De facto não é, pois veja-se o engrossar do desemprego e mais grave do que isso, o aumento dos reformados.

A questão está toda no sistema de protecção social não só Portugues, mas sim de toda a europa. Ontem o governo alemão já começou a propor ajustamentos, menos direitos no sun de natal e horas de trabalho.

Quanto à economia Portuguesa é por si só uma economia de arrasto. Nada produz no seu essencial e só cresce depois das outras crecerem.

Este país que tudo importa, até consegue importar crecimento, imaginem só!?
Somos uma economia de absorção de grandes males e esta imigração pode ser no futuro uma delas. Estaremos nós a precisar de uma guerra?

Cumps
Título: Re: O Bull e a Economia Portuguesa !.
Mensagem de: zimermann em Novembro 21, 2005, 13:41
 No mundo todo todos choram por suas economias, mas no global os números destas economias continuam bons,mesmo com o aumento geral de desempregados devido a robotização industrial,informatização quase total, etc ,etc ...

Como podem ver abaixo ,por exemplo, o dinheiro continua irrigandoas economias com uma velocidade cada vez maior.

Abraço.
Zimermann.:

De Olho Nos Imigrantes
Convênio com BCP dá acesso a 1.015 agências

Caixa disputa as remessas de brasileiros em Portugal
Alex Ribeiro De Brasília | Valor Econômico - 21/11/2005 - edicão nº 1390



A Caixa Econômica Federal acertou os termos de um convênio com o Banco Comercial Português (BCP) Millennium para que imigrantes residentes em Portugal façam remessas de dinheiro ao Brasil. A parceria faz parte de uma estratégia da Caixa, lançada em meados do ano passado, para conquistar uma participação de 10% do mercado de remessas unilaterais, estimadas em US$ 5,2 bilhões anuais pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Com o convênio, as 1.015 agências do BCP em Portugal, segundo maior banco no país, passarão a ter um selo com a marca "Caixa Aqui - Brasil". Não há estatística exata sobre quantos brasileiros vivem em Portugal, mas estimativas dão conta de um número entre 80 mil e 130 mil. A Caixa está interessada em particular no grupo de 36 mil brasileiros que já são clientes do BCP.

O acordo com o banco português é o terceiro passo da Caixa na disputa pelo mercado de remessas internacionais. A primeira investida ocorreu em 2004, com a criação de um produto que permite que sejam realizadas remessas com cartões internacionais emitidos no exterior. Neste ano, a Caixa já havia assinado um outro convênio com o BCP Millennium para que as 18 agências desse banco nos Estados Unidos e nove no Canadá passassem a fazer transferências de brasileiros. As comunidades brasileiras e portuguesas nesses dois países vivem geograficamente próximas.

O próximo passo será fincar um pé no Japão, o segundo maior mercado nas remessas de brasileiros. "Estamos em negociação com um conglomerado de bancos regionais no Japão e esperamos iniciar a operação no início de 2006", diz o presidente da Caixa, Jorge Mattoso.

Está nos planos da instituição também fazer remessas no sentido inverso: recebendo recursos de imigrantes portugueses no Brasil e enviando-os a Portugal.

A parceria com o BCP em Portugal é vista pela Caixa como um ponto de entrada na Europa, onde se localiza o terceiro maior contingente de brasileiros. Países como Inglaterra e Itália, com grandes colônias de brasileiros, também despertam o interesse. Mattoso diz que a atuação da Caixa no mercado de remessas cumpre, de um lado, uma política social, de reduzir custos dessas transações; de outro, faz parte da estratégia do banco de criar uma carteira de câmbio.

Estudo feito pelo BID mostra que boa parte das remessas internacionais é feita por mecanismos informais, com custos mais elevados aos clientes. Pelos cálculos do BID, as remessas somam US$ 5,2 bilhões ao ano, mas as estatísticas oficiais do BC só capturaram US$ 3,268 bilhões em 2004. Pelos caminhos informais, as remessas chegam a pagar taxas superiores a 10% (a média é 8,5%), e a taxa de câmbio nem sempre é conhecida na contratação.

Desde março, as remessas feitas pela Caixa a partir dos EUA somaram US$ 16 milhões, ainda uma pequena parcela do volume anual de operações do país, estimado em US$ 2 bilhões. A Caixa cobra 2,5% e a taxa de câmbio é fechada com base na cotação média do dólar no dia.