Accionistas da EDP dispostos a ficar na empresa por dez anos
Os grandes accionistas da EDP- Energias de Portugal entregaram uma carta ao primeiro-ministro José Sócrates, onde manifestam, entre outras coisas, a sua disponibilidade para se manterem na empresa por um horizonte de dez anos.
Os investidores com posições qualificadas na eléctrica, como o BCP, a Brisa, a CGD, a Cajastur e a Iberdrola, chegaram a um consenso quanto à necessidade de indicar uma nova equipa de gestão que seja ambiciosa, segundo o «Público».
Na sua missiva, dirigida a José Sócrates a 21 de Dezembro do ano passado, o «núcleo« de accionistas da operadora portuguesa, que no conjunto controla cerca de 30% do capital, revela o seu apoio aos princípios defendidos pelo Governo para a execução da estratégia nacional para o sector energético, por considerar que favorecem a eficiência, a transparência e a competitividade da empresa.
O BCP, Mello, Cajastur, Iberdrola, CGD e UBS reuniram-se nas últimas semanas a pedido do Governo (que controla 25% da EDP) para apresentar um novo modelo de governação para a operadora e propor os novos corpos sociais. No entender dos subscritores, a solução de reorganização da empresa que vier a ser adoptada terá como objectivo estabilizar a sua gestão. A proposta em cima da mesa consagra a criação de um conselho superior, onde têm assento investidores com mais de 2% do capital, e um conselho executivo, onde estão gestores profissionais, e visa materializar dentro das regras de mercado, a capacidade de manter em Portugal o centro de decisão da empresa.
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