Cotações do crude disparam em Londres e Nova Iorque
Os preços do petróleo estão a disparar nos mercados internacionais, impulsionados pelo clima de incerteza que se vive na Nigéria e pelo receio de que eventuais sanções das Nações Unidas contra o Irão possam provocar rupturas nas exportações daqueles dois países – respectivamente sexto e segundo maiores produtores da OPEP.
A sabotagem em instalações petrolíferas da Nigéria reduziu a produção em 4% nos últimos seis dias, afectando a companhia anglo-holandesa Royal Dutch Shell, que opera nas regiões afectadas. Entretanto, os Estados Unidos e o Reino Unido apelaram ao Conselho de Segurança da ONU para que actue, depois de Teerão ter decidido retomar o seu programa nuclear.
Um dos receios que existe é também o de Israel poder bombardear a central nuclear iraniana. A estabilidade na região vai depender em muito de quem estiver a governar Israel, visto que o estado de saúde de Ariel Sharon ainda inspira bastantes cuidados. O Irão diz que as suas ambições nucleares não têm fins bélicos, mas a comunidade internacional não está a aceitar pacificamente esta situação.
O petróleo fixava-se no mais alto nível desde há mais de três meses, tanto em Nova Iorque como em Londres. O contrato de Fevereiro do West Texas Intermediate (WTI), negociado no mercado nova-iorquino, ganhava 2,3%, para 65,36 dólares por barril. Na praça londrina, o «brent» do Mar do Norte para entrega em Março registava uma subida de 1,61%, para se estabelecer em 64,20 dólares, depois de já ter atingido 64,28 dólares.
James Williams, analista petrolífero norte-americano, afirmou ao Jornal de Negócios que, com sanções sobre o crude do Irão, o petróleo poderia subir para 80 a 100 dólares por barril, situação que a ONU não deseja. Aquele responsável salientou o peso de Teerão, simbolizado numa máxima popular nos EUA: «O Irão tem o mundo suspenso por um barril».
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