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Mercados => Fórum de Bolsa => Tópico começado por: notiCIas em Janeiro 17, 2006, 13:49

Título: Teixeira dos Santos pede comissões mais baixas para pequenos investidores
Mensagem de: notiCIas em Janeiro 17, 2006, 13:49
Teixeira dos Santos pede comissões mais baixas para pequenos investidores

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, apelou aos intermediários financeiros para também tomarem medidas para dinamizar o mercado de capitais, referindo que a diferença entre grandes investidores e os de menor dimensão deve ser levada em conta nos preços dos serviços prestados.

No discurso proferido na inauguração das novas instalações da Euronext Lisbon, Teixeira dos Santos resumiu as várias iniciativas que estão a ser preparadas, em conjunto com o ministério das Finanças e a Euronext Lisbon, para dinamizar o mercado de capitais português.

Mas Teixeira dos Santos apelou também à iniciativa dos intermediários financeiros para que tomem medidas neste sentido, pois «não é apenas ao legislador que cabem responsabilidades na criação de factores de acrescida competitividade e de dinamização do nosso mercado de capitais».

«Tanto os grandes investidores como os de menor dimensão são agentes de dinamização do mercado, e essa diferença deve também ser levada em conta nos preços dos serviços prestados», refere o ministro.

Para Teixeira dos Santos, «as comissões praticadas pelos intermediários financeiros não devem onerar as aplicações dos investidores, a ponto de os afastar do mercado de capitais, sobretudo quando se trate de pequenos investidores».

E o ministro acrescentou mesmo que «o estímulo ao desenvolvimento do mercado passa por uma melhor adequação das comissões aos ganhos obtidos pelos investidores, ao invés de os anular».

«Não é raro, hoje em dia, encontrar casos em que, para os menores volumes de investimento, os dividendos não são suficientes para cobrir os encargos de intermediação financeira a suportar pelos investidores», justifica o ministro.

Teixeira dos Santos refere também que tem de haver uma promoção permanente das cotadas portuguesas, em Portugal e no exterior, pois «só se investe naquilo que se conhece».

«Os emitentes e os intermediários financeiros têm também neste domínio um papel fundamental, através de uma actuação transparente com um escrupuloso respeito pelos investidores», refere Teixeira dos Santos.

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