Publicado 07 Agosto 2008 00:01
Aeroporto do porto
Boston aplaude e chumba separação do Sá Carneiro
Dois estudos sobre a mesma matérias, duas conclusões diametralmente opostas, a mesma autora. No estudo encomendado pela ANA - Aeroportos de Portugal, a Boston Consulting Group (BCG) considera que uma gestão independente do aeroporto Sá Carneiro seria prejudicial para os contribuintes e para os passageiros.
Em simultâneo, a mesma BCG, desta vez num estudo pago pelo consórcio formado pela Sonae e a Soares da Costa, defende a separação do aeroporto do Porto da rede da ANA, sustentando que o modelo de gestão autónoma desta infra-estrutura é a que melhor defende os interesses da região Norte, dos contribuintes e dos passageiros.
"Estamos perplexos. Como é possível que a mesma entidade chegue a duas conclusões diferentes?", começou por reagir fonte do consórcio privado nortenho ao Jornal de Negócios.
::) ::)
É natural Tiago.É como os pareceres juridicos que são sempre, ou quase sempre
favoráveis a quem os paga ;D.
Pelo que não vale a pena..........estar perplexo.........é a vidinha.
Quim
Citação de: tiagodandre em Agosto 07, 2008, 12:22"Estamos perplexos. Como é possível que a mesma entidade chegue a duas conclusões diferentes?"
Uma entidade (BCG) cuja idoneidade não deveria ser colocada em causa, sai mal na fotografia... a história poderá não estar completamente explicada, como por exemplo no que diz respeito à utilização de pressupostos diferentes nos dois estudos em apreço. Pressupostos diferentes, poderão conduzir a conclusões completamente diferentes. Por isso é que quando se lê as conclusões dum estudo, temos de saber em que pressupostos assentam.
Quem encomenda estes estudos pode dizer: faça-me um estudo com base nestes pressupostos (A, B, C, D e E)... e a outra entidade pode solicitar o mesmo estudo e dizer: -me um estudo com base nestes pressupostos (A, C, E, F, G, H e I)... pressupostos diferentes muito provavelmente darão conclusões diferentes.
Se esse não tiver sido o caso, a BCG só provou que não consegue fugir às famosas malhas da "corrupção"... porque para todos os efeitos, seria uma forma de corrupção, numa entidade supostamente neutral.
Seria de toda a conveniência que a BCG contasse a sua versão da história. Sem conhecermos todos os dados, não estaremos em condições de saber porque razão as conclusões do estudo são opostas... e se a BCG nada disser, estará a assumir que cedeu à lei do vil metal, pelo caminho menos recomendado...
Saudações.