«Obviamente não demos garantias à Sonae»
O Governo só irá tomar uma decisão sobre a atitude a tomar perante a OPA (Oferta Pública de Aquisição) hostil da Sonae sobre o capital da PT, depois da «oferta ser apreciada pela Autoridade da Concorrência» afirmou em exclusivo ao Jornal de Negócios, o ministro Mário Lino.
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações admitiu que o lançamento da OPA sobre a PT foi-lhe previamente anunciado por Belmiro de Azevedo, mas garante que o Governo não deu «garantias de espécie alguma sobre a posição que o Estado vai tomar».
Neste contexto, Mário Lino recusou tecer mais comentários porque «o Governo não se pronuncia sobre cenários» e, como tal, só «vai tomar a decisão no momento certo».
A OPA da Sonae, anunciada ontem ao final do dia, apanhou de surpresa o mercado, tanto mais porque o tema que dominava as atenções, a dois meses da realização da assembleia geral da PT, era a substituição de Miguel Horta e Costa por Henrique Granadeiro, na presidência executiva da empresa, uma escolha defendida pelo accionista BES.
Em aberto estava ainda a possibilidade da PT vir a adoptar um novo modelo de governação, abdicando o Estado do direito de nomear um «chairman», um cargo actualmente ocupado por Ernâni Lopes.
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