A ver no gráfico:
. divergência positiva no MACD
. apróximação à resistência
. máximo de agosto a 1313
. EMA(200) a 1335
. parte superior do canal a 1364
Acho provável que o rally continue na próxima semana mas acho que vai falhar antes de sair do canal descendente a azul e iniciar novo declinio.
Pequena correcção:
Em vez de "semana", é "semanas", o ritmo da subida deve ser mais lento, pode fazer uma pausa, descendo 1 ou 2 dias, mas acho que o rally irá continuar por enquanto.
Parece que os fundos de todo o mundo estão "orquestrados" para mandarem os mercados para cima e "danem-se" os parâmetros da AT.. vamos ver...
Buch, astutamente ,para evitar mais um desgaste eleitoral com o envio ao Congresso de um plano de salvação há meses atrás, deixou a crise andar até a beira do pânico com o fito de obrigar o Congresso a aprovar um plano de emergência em UMA SEMANA , bem próximo da reta final da campanha eleitoral, quando os congressistas precisam estar focados na corrida eleitoral... Parece que o objetivo é fazer passar o pacotão já (um prato feito com bastante antecedência) com poucas discussões... e com o beneplácito dos democratas , esvaziando assim o discurso da oposição nas eleições contra as medidas que agora serão tomadas pelo governo....
sexta-feira, 19 de setembro de 2008, 11:14 | Online OESP
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco244703,0.htm
Veja as principais medidas anunciadas pelos EUA
Objetivo é evitar efeito dominó, que pode levar ao colapso de todo o sistema financeiro
SÃO PAULO - O Tesouro dos Estados Unidos, o banco central (Federal Reserve) e a Securities and Exchange Comission (SEC - órgão fiscalizador do mercado americano) anunciaram uma série de medidas na manhã desta sexta-feira. Todas elas têm o objetivo de reduzir os riscos sistêmicos - risco de que uma instituição financeira em dificuldade deixe de pagar outra, causando um efeito dominó e levando ao colapso de todo o sistema financeiro.
Veja abaixo o que já foi decidido:
1. Venda de ações só com garantias
A SEC estabeleceu em caráter de emergência que estão proibidas as vendas a descoberto de posições em 799 companhias financeiras por um período de 10 dias. Ou seja, as operações sem garantias. A medida poderá ser ampliada por 30 dias.
Objetivo: proteger a integridade e a qualidade do mercado de ações e fortalecer a confiança dos investidores.
2. Títulos podres
O banco central do país (Federal Reserve) anunciou que vai recomprar obrigações de dívida relacionadas às empresas de hipoteca Fannie Mae e a Freddie Mac e de certas instituições financeiras. De acordo com o anúncio do Fed, serão comprados títulos de dívida de curto prazo de agências federais, ou obrigações de dívida de curto prazo emitidas pela Fannie Mae e Freddie Mac e dos Bancos de Empréstimo Imobiliário Federal.
Objetivo: retirar do mercado papéis podres, reduzindo o risco de contaminação de outras empresas.
3. Fundos de curto prazo
O Tesouro vai garantir o pagamento de títulos de curto prazo que compõem os chamados fundos mútuos de mercados monetários - formados por papéis da dívida pública norte-americana, títulos de empresas e outros instrumentos financeiro negociáveis.
Estes títulos são ativos historicamente seguros, mas, com o crescimento da aversão ao risco, muitos investidores deixaram de negociar estes papéis. O resultado foi um aumento da demanda por papéis de prazo mais longo, o que provocou escassez de liquidez (volume de recursos) no curto prazo.
Para participar do programa, os fundos deverão pagar uma tarifa. O programa de garantia do Tesouro será financiado por até US$ 50 bilhões do Fundo de Estabilização Cambial do Tesouro.
Objetivo: com esta garantia, este tipo de fundo voltará a abastecer o mercado com recursos, melhorando a liquidez.
4. Commercial paper
O Fed anunciou que irá estender os empréstimos sem obrigação de pagamento (empréstimos cujo pagamento vem com o lucro proveniente da aplicação dos recursos) aos bancos norte-americanos para financiar suas compras de ativos de alta qualidade. A medida vai valer para a compra de commercial paper, que são títulos emitidos por empresas com uma taxa de juros negociada entre investidor e empresa.
Objetivo: permitir que os bancos norte-americanos recebam primeiro o ganho obtido com a negociação dos commercial papers e depois paguem o banco central americano. Esta medida reduz a necessidade de liquidez dos bancos.
zimermann,
Em vez de "Danem-se" os parâmetros da AT ", eu digo "olhos no gráfico".
Mas vejo todos os acontecimento de modo simplista,
A crise de Wall Street começou a ser nas últimas semanas o tema da imprensa norte-americana e da campanha de Obama, conseguindo o Obama passar para a frente nas sondagens, por incrivel que pareça quem estava à frente era Mccain.
A jogada de Bush é de ajudar o candidato republicano a passar de novo para a frente, mas acho que as medidas só têm impacto no curto prazo, acho que o fundo dos mercados não está encontrado.
É como dizer que "vai cair mas é preferivel que não seja agora".
Concordo Jesse.
Mas esta subida artificial das bolsas baseada principalmente em interesses eleitorais é muito perigosa.
Bom fim de semana.
Qualquer deslize é fatal.
Caro Jesse, abaixo coloco algumas questões, levantadas por analistas econômicos , que porventura poderão atrapalhar este "raly".
O pacotão do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, elaborado em parceria com o presidente do Federal Reserve (banco central), Ben Bernanke, mexe com uma quantidade enorme de esqueletos e de defuntos recentes.
Façamos uma perguntinha reles: por que preço seriam adquiridos os tais ativos podres dos bancos? Seriam pelo preço de lixo ou seriam alguma coisa próxima do valor de face?
A resposta a essa pergunta estabelece muito mais do que diferenças de centenas de bilhões de dólares na conta que irá para o contribuinte. Se é para salvar os bancos, o preço não vai ser de lixo. Talvez leve certo deságio, definido sabe-se lá por que critério, mas muda muita coisa.
Pode mudar tudo, por exemplo, nas duas megaagências Fannie Mae e Freddie Mac, em cujos balanços o Tesouro americano e o Fed acabam de injetar US$ 200 bilhões. E pode mudar na seguradora AIG, que recebeu injeção de vitaminas de US$ 85 bilhões.
O passivo apodrecido de US$ 613 bilhões do Lehman, que há uma semana não encontrou interessado por uma fração desse valor, ganha novo esplendor e pode trazer o banco de volta à vida.
O que acontecerá com centenas de bilhões de dólares em ativos já desvalorizados (write-downs) dos balanços? Esses ativos não sumiram. Em algum ossário estão depositados e agora se mexem lá dentro. O fundão do Paulson permitirá que se transformem em lucros enormes?
Nos últimos meses, fundos soberanos e patrimônios sem transparência de países remotos foram estimulados a reforçar o capital dos bancos combalidos. São posições agora premiadas com a enorme valorização das ações desses bancos. Bela ironia...
E o que acontecerá com centenas de bancos de outros países que também foram contaminados pela aids financeira, como o União de Bancos Suíços, o britânico HBOS ou o alemão Postbank? Permitirão as autoridades dos seus países que fiquem em inferioridade de condições diante da concorrência americana? Ou também esses serão contemplados com um PLANO DE SALVAMENTO ESPECIAL?
Intervenções assim exigirão a contrapartida de mais regulação, mais supervisão e mais transparência.
boas a todos
na minha humilde opinião é claro que o rally vai continuar...
eu explico: um gajo vai ao casino... fecharam as slots... fecharam a roleta... fecharam o black jack... bem diz um amigo que se fartava de falar mal do bingo: olha vamos ali ao bingo comprar uns papeis para ver se se ganha a noite já que não há mais nada aberto!!!
ps: agora depois do rally... ui ui ui... ;D