CMVM exige OPA sobre Tertir mas principal accionista recusa
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ordenou à RL- Sociedade Gestora de Participações Sociais a divulgação imediata de anúncio preliminar de lançamento de uma OPA sobre a totalidade das acções da Tertir- Terminais de Portugal. A RL diz que discorda das ordens que lhe foram dadas.
De acordo com o comunicado da Tertir, a CMVM ordenou também o lançamento de uma OPA da RL sobre a Ternor- Sociedade de Exploração de Terminais.
O Grupo Tertir actua nas áreas de terminais rodo-ferroviários de mercadorias, no sector portuário e nos serviços de trânsito, transporte e distribuição, serviços ligados à navegação e carga aérea.
De acordo com a informação publicada no site da empresa, a Ternor seria o principal accionista do grupo com uma participação de 32,86% dos direitos de voto, a RL detinha 24,84% e a Parpública 24,14%.
O supervisor do mercado diz que a RL detém já uma participação qualificada de 57,99% dos direitos de voto da Tertir e uma de 53,53% dos direitos de voto na Ternor.
Uma empresa é obrigada a lançar uma OPA sobre outra quando ultrapassa uma participação de 33,3% nesse capital.
A RL diz ter informado a CMVM de «discordar das ordens que lhe foram dadas, que pretende impugnar pelos meios legais ao seu dispor, tendo já na presente data reclamado e pedido a suspensão das mesmas».
As acções da Tertir, que este ano já valorizam mais de 90%, foram suspensas de negociação em bolsa esta manhã.
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Mas se estas participações da RL na Tertir e Ternor já têm mais de um ano porquê só agora exigem a OPA?Aqui tem de haver gato.Será uma forma de pressionar a RL para comprar a participação do Estado (24,14% na tertir)? quem souber que responda. E já agora a que preço vai ser a OPA caso a RL seja a isso obrigada?Como será feito o calculo?