Tele2 sugere condições para aprovação da OPA sobre PT
A Tele2 sugeriu à Autoridade da Concorrência um conjunto de condições que, no seu entender, podem prevenir que a concretização da oferta da Sonaecom prejudique a concorrência no mercado das telecomunicações em Portugal.
Para a operadora alternativa, «a operação de concentração só deverá ser autorizada, se forem impostas severas restrições» que, segundo a Tele2, passam pela manutenção de todas as imposições regulamentares actualmente em vigor sobre o Grupo PT, alienação de uma das redes de acesso cobre ou cabo e separação das ofertas grossistas e retalhistas em qualquer caso, mesmo no caso de alienação de uma das redes desde que com cobertura nacional.
Além destas, a empresa liderada em Portugal por Ignacio de Monctis pede «medidas claras» no acesso sem discriminação sobre os conteúdos standard e Premium detidos pelo Grupo PT, determinantes para o desenvolvimento das ofertas triple-play.
A alienação do cobre, colocando-o «numa entidade de referência legalmente separada» é outra das recomendações da Tele2.
Além destas medidas, mais direccionadas para o segmento do fixo, a operadora de origem sueca afirmou ainda à AdC que esta «deverá definir um conjunto de medidas a adoptar» ao nível do móvel, nomeadamente a «entrada de novas empresas no mercado» através do acesso grossista às redes das operadoras já existentes, «sem limitação quanto ao tipo de operação em causa».
A redução dos preços da terminação do tráfego móvel – móvel é outra das propostas que a Tele2 fez ontem chegar à AdC enquanto contra-interessada na OPA da Sonaecom à Portugal Telecom.