O BCP vai tornar-se um alvo preferencial para os bancos estrangeiros até ao final do ano, afirmaram alguns analistas, contactados pela «Agência Financeira».
Pedro Bastos da Título considera que os investidores estrangeiros poderão ter um «olho diferente» para o BCP caso a oferta ao BPI falhe. «Não acredito que a oferta ao BPI tenha pés para andar. Acho que vai ser mais um falhanço do BCP à semelhança do que aconteceu com o BCR na Roménia e acho que o BCP, até ao final do ano, vai tornar-se um alvo preferencial para os bancos estrangeiros, nomeadamente, para os espanhóis», adiantou.
«Caso a oferta não vá para a frente, o BCP vai ficar na mira dos investidores estrangeiros», conclui outro analista que preferiu o anonimato.
Quanto às declarações de ontem de Fernando Ulrich, os analistas também estão de acordo que nada mudou e que não houve surpresas.
«Acho que está exactamente igual ao que estava. Tão difícil ou tão fácil como antes. Já ninguém acreditava no sucesso da OPA nas condições actuais», disse Francisco Goarmon da Probolsa.
E Pedro Bastos comentou, «não trouxe surpresas para ninguém. A única parte em que ainda poderia haver algumas dúvidas foi o facto que não estava a planear qualquer tipo de OPA ao BCP. Uma estratégia inteligente do CEO confirmar isso mesmo. Acho que o BPI explicou ontem uma série de pontos que fazem valer um bocadinho menos a oferta do BCP».
Relativamente à venda de acções do BPI, os especialistas acreditam que o mercado deve agora permanecer calmo. Segundo Pedro Bastos, «a redução do nível de liquidez que o BPI tem para volumes praticamente normais nos últimos dois dias é revelador que agora vai passar por um período de acalmia». E Francisco Goarmon considera ainda que, «quem queria vender foi vendendo ao longo destes últimos meses».
Agência Financeira