Publicado 02 Novembro 2008 14:29
Governo avança com nacionalização do BPN
O ministro das Finanças anunciou ao início da tarde a intenção de nacionalizar o Banco Português de Negócios.
No final de um Conselho de Ministros extraordinário, Fernando Teixeira dos Santos explicou que o Governo vai propor à Assembleia da República a nacionalização do Banco Português de Negócios.
O Governo propõe que seja a Caixa Geral de Depósitos a ficar com a gestão do banco hoje gerido pela equipa de Miguel Cadilhe e que acumula perdas acumuladas próximas dos 700 milhões de euros.
Teixeira dos Santos justificou a intervenção com a situação "anómala" mas também "delicada" em que se encontra o BPN.
"O Governo viu-se obrigado a decidir propor hoje à Assembleia da República a nacionalização do Banco BPN. O Governo tomou esta decisão tendo em vista assegurar aos depositantes que os seus depósitos estão perfeitamente seguros", declarou Teixeira dos Santos.
Teixeira dos Santos adiantou que o BPN será a partir de segunda-feira acompanhado no seu funcionamento por dois administradores do Banco de Portugal.
A gestão do BPN será entregue à Caixa Geral de Depósitos, encarregue de "gerir e apresentar um plano de desenvolvimento".
Questionado sobre o valor das perdas acumuladas, Teixeira dos Santos indicou que somam 700 milhões de euros, das quais, 360 milhões são associadas a operações com o Banco Insular, de Cabo Verde.
O ministro, que prestará, com o Governador do Banco de Portugal, mais informações sobre a proposta em conferência de imprensa hoje à tarde, frisou que o Banco Português de Negócios "tem vindo a ter problemas de liquidez" e apresenta "uma situação de iminente ruptura de pagamentos".
Teixeira dos Santos disse que o banco "não tem vindo a cumprir" com os rácios exigíveis de solvabilidade e que "um conjunto de perdas acumuladas fazem com que os capitais próprios se revelem negativos".
O ministro disse que as perdas acumuladas, que atingem os 700 milhões de euros, "tem a ver com o conjunto de operações que foram investigadas" nomeadamente, com o banco Insular, de Cabo Verde. Operações que, frisou Teixeira dos Santos, deram indícios de ilicitude e ilegalidade e que foram comunicadas à Procuradoria-Geral da República, que iniciou a investigação.
Considerando que a situação do BPN é "excepcional, delicada e anómala", o ministro das Finanças adiantou que aquele banco propôs ao Governo uma solução que foi rejeitada pelo executivo devido ao ónus que traria para os contribuintes.
Executivo propõe que a gestão do banco seja entregue à CGD 2008-11-02 14:12
Governo anuncia nacionalização do BPN
O Governo vai propor ao Parlamento a nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN), face às dificuldades registas pela instituição nos últimos tempos, com perdas acumuladas próximas de 700 milhões de euros. O ministro das Finanças Teixeira dos Santos classificou a situação do banco liderado por Miguel Cadilhe como "delicada", "excepcional" e "anómala."
Mafalda Aguilar
"O Governo viu-se obrigado a propor hoje à Assembleia da República a nacionalização do BPN. O Governo tomou esta decisão tendo em vista, acima de tudo, assegurar aos depositantes que os seus depósitos estão perfeitamente seguros", afirmou Teixeira dos Santos, em conferência de imprensa, no final da reunião extraordinária do Conselho de Ministros desta manhã.
O ministro adiantou que, a já partir de amanhã, o BPN, passará a ser acompanhado no seu funcionamento por dois administradores do Banco de Portugal, "que irão zelar pelo funcionamento desta instituição."
Uma vez concretizada a nacionalização do BPN, a sua gestão será entregue à Caixa Geral de Depósitos (CGD), indicou Teixeira dos Santos, acrescentando que o banco estatal irá também apresentar um plano de desenvolvimento para o futuro da instituição.
Questionado pelos jornalistas sobre o valor acumulado das perdas do BPN, o governante disse que, de acordo com uma auditoria que foi feita, as perdas totalizam cerca de 700 milhões de euros, sendo cerca de 360 milhões de euros associados às operações no âmbito do Banco Insular, sedeado em Cabo Verde.
Segundo Teixeira dos Santos, o BPN apresentou no final da semana uma situação de iminente ruptura de pagamentos, tendo acumulado ao longo dos anos perdas relacionadas com um conjunto de operações, especialmente envolvendo o Banco Insular, que foram objecto de investigação por parte do Banco de Portugal e comunicadas por esta instituição à Procuradoria Geral da República (PGR), que já iniciou o seu trabalho de averiguação. Em virtude das dificuldades de liquidez, o BPN beneficiou nas últimas semanas de apoios extraordinários de liquidez assegurados pela CGD e pelo Banco de Portugal, revelou o ministro.
numa reunião extraordinária de ministros que supostamente seria para discutir o pagamento de dividas do estado aos contribuintes e num fim de semana... estamos a aprender uns truques :)
700 M€ é uma quantia jeitosa... coloca Portugal na primeira liga ::)
cumprimentos,
bluexip
boas a todos
Onde há fumo há fogo... sempre ouvi dizer... já há algum tempo que se falava disto e agora confirmou-se !!!
700 M€ ... bailout tuga !!!! ;D
cunps
Boas!
Não dizem é se a nacionalização tem ou não o consentimento dos accionistas e administradores do BPN. Isto foi negociado entre as partes interessadas ou é um "takeover" hostil? :) Esse é um ponto muito importante, em termos políticos...
Cumprimentos, Fernandex.
Boa tarde
em princípio foi hostil.
o ministro das finanças não aceitou o plano proposto pelo sr.dr.Miguel Cadilhe,
pretendia que o estado (todos nós) adquirisse um "porradão" de acções sem
direitos.
o homem tem olho para o negócio.
lindaapastora
(terra linda)
Boa noite
Segundo palavras do Sr Ministro, os depositantes podem estar "descansados" devido a q os seus depósitos estão seguros, agora pregunto-me, quem tem contas off-shore tambem pode estar descansado? É que não tem muito tempo vi-se na Tv políticos muitos respeitados a falar mal destes tipo de depósitos... É que há muito emigrante q confiam no sistema financeiro português e depositam as suas poupanças em bancos portugueses... Tambem podem estar descansados?
Bom começo de semana e Bn
Citação de: Economista em Novembro 02, 2008, 22:35
Boa noite
Segundo palavras do Sr Ministro, os depositantes podem estar "descansados" devido a q os seus depósitos estão seguros, agora pregunto-me, quem tem contas off-shore tambem pode estar descansado? É que não tem muito tempo vi-se na Tv políticos muitos respeitados a falar mal destes tipo de depósitos... É que há muito emigrante q confiam no sistema financeiro português e depositam as suas poupanças em bancos portugueses... Tambem podem estar descansados?
Bom começo de semana e Bn
Eu não sou "economista" mas o que é que contas em bancos off-shore têm a ver com contas no BPN?
lindaapastora
(terra linda)
Pois... Parece que foi "hostil"... Do ponto de vista político e dos princípios que, supostamente, regem a organização do nosso sistema económico, parece que se está a seguir um caminho bastante perigoso.
Não seria preferível negociar e tentar chegar a um consenso com os accionistas e administradores do BPN? E, caso não fosse possível esse consenso, não seria preferível deixar cair o banco? Afinal trata-se de um banco pequeno e que se sabia ter problemas, que vêm sendo investigados (pelo B. Portugal e mesmo o Min. Público) desde 2002 (o que é que o B. Portugal tem andado a fazer?... No BCP não se apercebeu de nada, agora no BPN também não... E a revisão de contas, serve para alguma coisa, para além de dar a vida a ganhar aos ROCs?), pelo que, acho que não seria muito significativo o impacto da sua falência no sistema financeiro português. Não sei até que ponto não seria preferível deixar cair o banco, garantindo que os depositantes seriam os credores prioritários e caso os activos não fossem suficientes para cobrir os depósitos, o Estado honraria a sua promessa e asseguraria o restante aos depositantes.
Cumprimentos,
Fernandex.
Tem muito a ver.. O BPN tem; como todos os bancos portugueses; contas em paraisos fiscais, ou seja, contas off-shore, nomeadamente em Cabo Verde, nas Bahamas, Ilhas Cayman... Pelo menos estes que eu saiba.
A minha dúvida é se estes depositantes podem estar "descasados"
Citação de: fernandex em Novembro 02, 2008, 22:54
Pois... Parece que foi "hostil"...
Não seria preferível negociar e tentar chegar a um consenso com os accionistas e administradores do BPN? E, caso não fosse possível esse consenso, não seria preferível deixar cair o banco?
Afinal trata-se de um banco pequeno e que se ), pelo que, acho que não seria muito significativo o impacto da sua falência no sistema financeiro português.
o Estado honraria a sua promessa e asseguraria o restante aos depositantes.
Cumprimentos,
Fernandex.
A decisão foi hostil e em resultado do estado não aceitar a proposta do BPN
notícia do Jornal de Negócios em:
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=338980
Sobre o governo deixar ir à falência o banco, penso ser muito mau para o mercado,nesta altura, iria criar um clima de desconfiança na banca e isso não seria nada agradável. Se esta situação tivesse sido despoletada há mais tempo,
antes dos lemons & cª,possìvelmente o desfecho não seria o mesmo.
A dimensão do banco, nesta altura, não deve ter grande peso na decisão, o impacto, esse sim.
O estado só pode honrar a promessa desta forma. Se o banco fosse há falência,
os primeiros prejudicados eram os depositantes que tivessem depósitos superiores ao limite da indemenização.
cumprimentos
lindaapastora
(terra linda)
Só queria deixar algumas perguntas no ar:
1- Que irá acontecer aos COMPETENTES administradores, que levaram o banco a esta situação?
2- O seu património fabuloso (dos administradores) conseguido através de chorudos e imensuráveis comissões que lhe acontecerá?
3- Porque razão o Banco de Portugal não intreviu mais cedo, pois pelas próprias palavras do Governador à meses que sabiam de inúmeras situações irregulares?
4- Porque como sempre têm os contribuintes que repor o dinheiro que tilinta no bolso de alguns?
5- Porque razão o principal partido da oposição não pediu responsabilidades?
6- Aguém consegue ver alguma diferença entre este país e uma qualquer Républica das Bananas, da América Central?
Citação de: Economista em Novembro 02, 2008, 23:33
Tem muito a ver.. O BPN tem; como todos os bancos portugueses; contas em paraisos fiscais, ou seja, contas off-shore, nomeadamente em Cabo Verde, nas Bahamas, Ilhas Cayman... Pelo menos estes que eu saiba.
A minha dúvida é se estes depositantes podem estar "descasados"
"Economista"
Penso que os clientes do BPN ou de qualquer outro banco quando estão a desviar o seu dinheiro para bancos off-shore, estão a fazê-lo normalmente para beneficiarem da tributação fiscal, ou melhor para fugirem ao fisco, sabem bem os riscos que correm.
Mais, não são depositantes com saldos de 5.000 ou 50.000€ que vão colocar as economias em paraísos fiscais, é peixe graúdo.
O pessoal que trabalha só sabe que existem off-shores por ouvir falar nas broncas que são relatados na comunicação social,sempre associado a corrupção.
Cumprimentos
lindaapastora
(terra linda)
Não so é peixe graudo, basta que si tenha emigrado para o Brasil, Venezuela (o outro sitio qql) e decida mandar o dinheiro para Portugal (Por exemplo remessas de emigrantes), si xega a uma agencia cá em Portugal, apresenta o certificado de residencia do extrangeiro, o compravativo da proveniencia dos rendimentos q quer depositar e diz q quer abrir uma conta off-shore, seja do montante q for (Não sei qual é o mínimo q o BPN exige para este tipo de depósitos).
O BPN tem sede em Cabo Verde, o dinheiro desse emigrante (Neste caso si, seja muito ou pouco) é enviado para a sede do BPN nesse paraiso fiscal e ganha os seu juro. Como vé, não ha aqui nada de ilícito, não há dinheiro lavado, nem sujo nem seja la o que for. O Estado português permite e alias, insentiva a q os seus emigrantes o fazam, pq? Pq dessa forma permitem q instituições nacionais obtenham lucros q doutra forma iriam a instituições extranjeiras. Ha outros incentivos, nomeadamente contas emigrantes com benesses fiscais + falar disso ja seria me desviar do asunto..
O problema esta no facto de q quando se fala em contas off-shore, as pessoas pensam logo em aldravices, ricos sem escrupulos a tentarem fugir ao fisco, ha desses tambem, + a minha duvida não com esses, é se os depositos ca em Portugal dos emigrantes (Brasil, Venezuela, Africa do sul...); titulados como off-shore estarão "seguros".
Espero ter-me explicado bem
Abraço
Menos um banco no mercado, Buysantander está satisfeito por o BPN ter acabado.
Buysantander espera que a rede de balcões do BPN seja integrada na CGD e que terminem de vez com o BPN.
O Fim das actividades do BPN trará mais transparência ao sector. O mercado bancário agradece.
Bom dia.
Fim (falência) do banco saíria mais caro aos contribuintes
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=339002
Citação de: lindaapastora em Novembro 03, 2008, 10:26
Bom dia.
Fim (falência) do banco saíria mais barato aos contribuintes
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=339002
A pergunta que devia ter colocado era:
Esta opção sairá mais caro ou mais barato para os contribuintes?
lindaapastora
(terra linda)
Citação de: cyborg em Novembro 02, 2008, 18:05
boas a todos
Onde há fumo há fogo... sempre ouvi dizer... já há algum tempo que se falava disto e agora confirmou-se !!!
700 M€ ... bailout tuga !!!! ;D
cunps
eles ate ja andavam a fazer contas as obras de arte que tinham ;D porque acham que foi para la o CADILHE ??? ex. ministro das financas e com as suas ligacoes evitava a perda total do banco, assim o estado ainda paga aos accionistas e eles saem todos a rir ;D
Eu como depositante no BPN nao estou preocupado. O meu dinheiro continua lá.
E assim se acaba a situacao ridicula que vivi com o cartao VISA BPN a nao funcionar com o Paypal. E mais a situacao ilegal de levantar-se dinheiro no multibanco ser taxado
'Ordem para calar' no grupo que detém o BPN
Banca. Silêncio é palavra de ordem na Sociedade Lusa de Investimento, 'holding' que detém o Banco Português de Negócios. O aviso aos funcionários foi feito ontem pelo presidente do grupo, Miguel Cadilhe, frisando que as denúncias ao Ministério Público na terça-feira estão em segredo de justiça
'Holding' admite interpor acções cíveis contra antigos administradores
Está declarada a lei da rolha na Sociedade Lusa de Negócios (SLN), holding que detém o Banco Português de Negócios (BPN). Miguel Cadilhe, antigo ministro das Finanças e actual presidente do Grupo, fez circular ontem um ofício por todos os funcionários a impor o silêncio sobre as denúncias feitas na terça-feira ao Ministério Público, relativas a fraudes praticadas na instituição, lembrando que se trata de um assunto em segredo de justiça. Entretanto, todas as irregularidades que terão sido cometidas sob a liderança de José Oliveira e Costa, o ex-presidente que renunciou ao cargo em Fevereiro, poderão ir parar aos tribunais cíveis com pedido de indemnização aos antigos administradores, apurou o DN.
A iniciativa de Miguel Cadilhe tornou mais difícil o acesso à informação. Mas, ao que o DN apurou, o Grupo não se irá ficar apenas pelo processo-crime aberto na terça-feira no Departamento Central de Investigação Penal (DCIAP), visando concretamente três altos quadros suspeitos de alegados actos de gestão danosa. O objectivo é ir mais além e, simultaneamente, interpor processos cíveis para conseguir indemnizações que compensem os prejuízos já apurados. Tal como o processo crime, accionado a partir de auditorias externas mandadas realizar em Junho por Miguel Cadilhe, em que estará em causa actos de gestão danosa, também as acções cíveis serão devidamente direccionadas, com pessoas e situações de eventuais fraudes identificadas.
Conforme noticiou ontem o DN, a queixa crime apresentada pela SLN já refere o nome de três pessoas, sobre as quais deverão incidir as investigações a cargo do DCIAP, podendo ser constituídas arguidas a qualquer momento. Porém, a alegada gestão fraudulenta nas várias empresas do Grupo já tinha sido denunciada pelo próprio Banco de Portugal (BdP).
Em Janeiro, este regulador terá posto em dúvida a relação entre o BPN e algumas sociedades offshores, além de ter sido detectado um elevado nível de crédito malparado por reconhecer, parte do qual ligado a financiamentos concedidos a grandes investidores. As auditorias dão conta, também, que, nos últimos anos, o capital do banco, com 225 mil clientes, terá estado a ser sustentado por fundos próprios, o que afectava o valor da instituição e alterava a composição do capital. Segundo Miguel Cadilhe, o BdP já instaurou três contra-ordenações na sequência das investigações iniciadas há meses ao universo SLN.
O banco é também um dos que estão a ser investigados no âmbito da Operação Furacão, cujo processo continua sem acusação.
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Soc...tent_id=115143
http://dn.sapo.pt/2008/10/30/economi...tem_o_bpn.html
Estado mantém administração de Cadilhe mas nomeia Norberto Rosa e Pedro Cardoso
Norberto Rosa e Pedro Cardoso serão os dois administradores da Caixa Geral de Depósitos no BPN
A lei permitia-nos suspender a actual administração do BPN mas vamos mantê-la visto que temos confiança nos actuais administradores do banco, com os quais trabalhámos em estreita colaboração desde Junho", afirmou o governador do Banco de Portugal Vítor Constâncio na conferência de imprensa em conjunto com o ministro das Finanças.
No quadro do processo de nacionalização do BPN o governo nomeou dois administradores já aceites pelo banco central e que pertencem à administração da Caixa Geral de Depósitos.
A actual administração do BPN vai continuar, com os mesmos poderes e hierarquia, até ser formalizada a nacionalização do banco, disse o governador do Banco de Portugal, que disse esperar que esse seja um período curto.
Vítor Constâncio explicou que os dois administradores da CGD nomeados para velar pelo BPN até estar formalizada a nacionalização hoje decidida terão poderes especiais, de vetar decisões da assembleia geral e de convocar assembleia-geral.
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=338974
Constâncio
"Notícias na comunicação social alimentaram" a queda do BPN
Vítor Constâncio diz que várias notícias das últimas semanas na comunicação social contribuíram para a queda do Banco Português de Negócios.
O governador do Banco de Portugal, na conferência de imprensa esta tarde no Ministério das Finanças, ao lado do ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, afirmou que várias notícias contribuíram para agravar a situação, pois levaram muitos clientes a levantar dinheiro e, assim, contribuir para a situação de ruptura iminente dos pagamentos do banco.
Um conjunto de notícias na Comunicação Social "alimentou a situação", pois terão "dificultado e acentuado as situações de liquidez e os problemas do BPN, tornando de certo modo inevitável este desfecho".
Além disso, a notícia sobre a intervenção da PGR bem como o anúncio do adiamento da segunda tranche do aumento de capital levaram ao agravamento da situação.
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=338970
Relacionamento do BPN com Banco Insular surpreendeu Banco de Portugal
Foi com surpresa que o Banco de Portugal recebeu com Junho passado informação sobre a existência de um relacionamento entre o Banco Português de Negócios (BPN) e o Banco Insular, de Cabo Verde, disse hoje Vítor Constâncio na conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças.
Das perdas do BPN, Teixeira dos Santos já havia indicado que somam 700 milhões de euros, das quais, 360 milhões são associadas a operações com o Banco Insular.
"Nada fazia suspeitar que houvesse operações paralelas nalgum sítio", disse Vítor Constâncio, recordando que, quando em 2002 o grupo financeiro pediu autorização ao banco central para adquirir uma sociedade corretora, que era detentora do Banco Insular, essa instituição de Cabo Verde estava excluída do pedido de autorização, tendo a administração do BPN dito ao Banco de Portugal que o Banco Insular tinha sido vendido a uma instituição com sede em Londres. O BdP concedeu assim autorização para a aquisição em 2002.
De acordo com Vítor Constâncio, "não houve nada posteriormente que indiciasse um relacionamento da Sociedade Lusa de Negócios com o banco Insular". A informação sobre esse relacionamento só chegou no início de Junho passado, em que em resposta a um pedido de informação do BdP à instituição, foi descoberto que um vasto conjunto de operações de crédito, que não estavam registadas nem no banco insular nem no grupo BPN. "Operação clandestinas num balcão virtual no valor de centenas de milhões de euros", sintetizou Constâncio
"Com a revelação dessa realidade paralela – acrescentou – o banco deixava de cumprir os rácios de solvabilidade", exigidos por lei.
O banco de Portugal mandou, então, integrar nas contas do grupo essa realidade e exigiu ao grupo um programa de recuperação
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=338972
05 Junho 2008
Salários da gestão do BPN subiram 24%
A remuneração do conselho de administração e dos membros dos órgãos de fiscalização da SLN totalizou 9,77 milhões de euros em 2007. O valor global do exercício durante o qual a equipa de gestão era liderada por José de Oliveira Costa, que saiu em Fevereiro, representou uma subida homóloga de 24,2%, num período em que os resultados recuaram 60,8%, para 29,6 milhões.
http://www.jornaldenegocios.pt/index...NEWS&id=319252
03 Novembro 2008 - 00h30
E ninguém vai preso?
Os contribuintes portugueses vão pagar a gestão danosa de anteriores administrações do BPN. Mas o Governo fez bem em promover a nacionalização deste banco, conhecido pelos seus "activos extravagantes".
Deixar entrar o banco em falência com a actual crise seria abrir uma caixa de Pandora e haveria o risco de assistirmos a uma corrida generalizada aos depósitos em todos os bancos e a uma derrocada em dominó de todo o sistema financeiro.
O BPN não é vítima da crise financeira global. É vítima dos erros de gestão, dos negócios ruinosos deste banco peculiar, construído através de uma rede de empresários de média e grande dimensões do país real e que tinha interesses desde o consórcio do SIRESP a hospitais e aos vinhos das caves da Murganheira.
O império do BPN e da sua casa-mãe, a SLN, foi desenvolvido por Oliveira e Costa, um banqueiro que no final da década de 80 foi secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que teve um poder quase discricionário na máquina do Fisco e que conheceu alguns dos futuros accionistas do banco com os célebres perdões fiscais. O BPN e a SLN também contribuíram para a fortuna de Dias Loureiro, uma vez que o grupo comprou uma empresa da qual o ex-ministro foi administrador. O conselheiro de Estado chegou a ser vice-presidente do BPN.
Feita a intervenção no banco, é também importante apurar responsabilidades criminais. E ninguém vai preso? A culpa costuma morrer solteira em Portugal, quando há ricos e poderosos envolvidos. Cabe ao PGR e aos tribunais contrariarem essa tradição. Os cidadãos e os contribuintes merecem.
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=1A887B69-F8F3-4FE5-A355-CC0EEFA176D7&channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093
Segurança Social esconde depósito do BPN
O Ministério da Segurança Social recusa revelar a verba que tem depositada na conta aberta no BPN, o banco que o Governo decidiu nacionalizar para impedir a sua falência. Para já, fonte do ministério de Vieira da Silva confirma que o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) tem uma conta-corrente no BPN, mas garante: "Não temos 500 milhões de euros no BPN, nem há um tostão do FEF [Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, responsável pela gestão das pensões] no BPN."
http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=8D9C72AD-DB55-44F0-9FFE-D082D3519899
Governo nacionaliza BPN e prepara entrada noutros bancos
RENATO SANTOS
Crise. Depois das intervenções de emergência ocorridas em vários países europeus, chegou a vez de o Estado português entrar no capital dos bancos. O Governo sentiu-se "obrigado" a nacionalizar o Banco Português de Negócios (BPN) para evitar o efeito de contágio em todo o sistema financeiro
Estado vai injectar 4000 milhões na solidez da banca
O Governo volta a desenterrar o decreto das nacionalizações 33 anos depois. Na altura, a 14 de Maio de 1975, a decisão de nacionalizar toda a banca teve como objectivo eliminar o domínio dos monopólios sobre a economia nacional.
Ontem, evocando o carácter extraordinário, o Governo utilizou a mesma arma com o Banco Português de Negócios (BPN), mas por outra razão: para evitar a sua falência e o efeito de contágio em todo o sistema. Em paralelo anunciou que vai exigir aos bancos um reforço de capitais para colocar os níveis de solvabilidade em 8% dos fundos próprios de base (o rácio médio praticado hoje é 7% e o exigido pelo Banco de Portugal, 4%). Para isso, será criada uma linha de crédito até 4000 milhões de euros - os bancos que a utilizem terão de entregar ao Estado acções sem direito de voto (sem intervenção na gestão).
"A participação no capital dos bancos será residual e sem grande expressão", admitiu o ministro das Finanças, que precisou ainda que esta intervenção será limitada a três ou cinco anos. Teixeira dos Santos disse ainda que teve conversas informais com os principais banqueiros, cabendo agora a cada um utilizar, ou não, a solução. "Nós não podemos permitir que o sistema financeiro português possa ficar em desvantagem [outros países já avançaram com medidas idênticas], o que tornaria alvo fácil de takeovers que não gostaríamos que viessem a ocorrer só porque estamos distraídos", frisou o ministro, em conferência de imprensa conjunta com o governador do Banco de Portugal.
Constâncio lembrou que a recapitalização dos bancos é "muito importante" para o sistema financeiro e garantiu que não há hoje mais nenhum banco, além do BPN, com problemas de solvabilidade.
O BPN é, assim, alvo de uma intervenção total por parte do Estado. "O Governo viu-se obrigado a decidir propor à Assembleia da República a nacionalização do BPN, tendo em vista assegurar os depósitos dos clientes. Podem os portugueses estar tranquilos que os seus depósitos estão assegurados", disse o ministro.
Teixeira dos Santos garantiu que esta decisão é a menos onerosa para os contribuintes portugueses. "A administração do BPN, presidido por Miguel Cadilhe, apresentou uma proposta para que o Estado comprasse acções preferenciais no valor de 600 milhões de euros sem direito a voto. Desta forma, o Estado ficaria com uma participação próxima dos 50% [dependendo da participação dos outros accionistas]." Contudo, "as condições de ressarcimento para o Estado não eram credíveis nem realizáveis.
Era um risco bastante grande", sublinhou, recusando--se a revelar os custos da falência do BPN para todo o sistema. Para já, o Estado nomeou dois administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) - Norberto Rosa e Pedro Cardoso - para começarem, a partir amanhã, a preparar um plano para o futuro do BPN: ou fica detido pelo Tesouro ou, o mais provável, é absorvido pela CGD.
O BPN será agora avaliado por duas entidades independentes para determinar as indemnizações a pagar aos accionistas do banco. Já o custo da nacionalização poderá ser reduzido pela venda de activos, diz o ministro.
"A SLN fez um conjunto de operações clandestinas"
Surpresa. Banco de Portugal só soube em Junho da existência do Banco Insular
A Sociedade Lusa de Negócios (SLN), dona do Banco Português de Negócios (BPN) a 100%, fez "um conjunto vasto de operações clandestinas que não estavam registadas em nenhuma entidade do grupo e que envolveu centenas de milhões de euros", disse ontem o governador do Banco de Portugal em conferência de imprensa conjunta com o ministro das Finanças.
"Foi com surpresa que soubemos em Junho destas operações. Nada fazia suspeitar que estas operações pudessem existir", precisou Vítor Constâncio que se referiu concretamente à existência do Banco Insular, de Cabo Verde, por onde passavam operações offshore. É que o BPN tinha comunicado, em 2002, ao Banco de Portugal que o Banco Insular ficaria de fora da compra do grupo de activos financeiros adquiridos na altura. Esta revelação, segundo o governador, só foi feita em Junho pela administração liderada por Abdool Karim Vakil.
"Com a descoberta desta realidade paralela, o BPN deixou de cumprir os rácios mínimos legais de solvabilidade", disse o governador, salientando que, além dos seis processos de contra-ordenação instaurados pelo banco central, a Procuradoria-Geral da República (PGR) também já abriu um processo-crime. Ainda na semana passada, magistrados do Ministério Público estiveram na sede do BPN a fazer novas investigações e a aceder às últimas auditorias feitas ao grupo.
Do montante de 700 milhões de euros de perdas detectadas agora, 360 milhões dizem a operações "virtuais" feitas através do Banco Insular. O restante valor refere-se a perdas potenciais identificadas na recente auditoria. Segundo Vítor Constâncio, as notícias destes processos, o agravamento da crise financeira internacional, o adiamento do aumento de capital previsto pela actual administração, agravaram os problemas de liquidez do banco. "Tornou-se inevitável a necessidade de uma intervenção pública", frisou o governador, que acrescentou que este caso "não tem nada a ver com as dificuldades de financiamento do sistema financeiro".
A actual administração do BPN, liderada por Miguel Cadilhe, vai para já continuar em funções até que seja aprovada a nacionalização do banco. Depois caberá às Finanças e à Caixa Geral de Depósitos nomear a nova equipa de gestão. - R.S.
http://dn.sapo.pt/2008/11/03/economia/governo_nacionaliza_e_prepara_entrad.html
Cadilhe critica nacionalização do BPN e coloca lugar à disposição
03.11.2008 - 21h24
Por Luísa Pinto, Romana Borja-Santos
Luís Ramos (arquivo)
O presidente do BPN diz que o Executivo não foi obrigado a tomar esta decisão mas que fez uma opção. O presidente do Banco Português de Negócios (BPN), Miguel Cadilhe, criticou hoje o Governo e o Banco de Portugal, garantindo que não disseram a verdade quando anunciaram a nacionalização do banco. O ainda presidente afirmou também que se manterá no cargo enquanto os accionistas forem os mesmos mas que sairá quando o processo estiver terminado, ainda que coloque desde já o seu lugar à disposição.
Para o ainda presidente, o Governo não se viu obrigado a nacionalizar a instituição como afirmou ontem o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos. "A nosso ver o Governo quis, preferiu, optou, não foi obrigado a nacionalizar. Na verdade, não vislumbramos as reais motivações de uma tal opção do Governo", afirmou o ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva.
Cadilhe acusou o governo de mentir, na redacção da proposta da lei da nacionalização que enviou à Assembleia da República, ao referir que foi a "acção inspectiva do Banco de Portugal" que detectou imparidades omitindo que "foi através das auditorias extraordinárias, por nós mandadas fazer, que o volume de imparidades foi determinado", afirmou.
Miguel Cadilhe começou a conferência de imprensa a dizer que havia feito nos quatro meses que leva à frente da instituição "o que outros não fizeram em quatro anos". Se houve falhas, e graves, foram "da regulação, e do Estado". Com a opção agora tomada pelo Governo, Cadilhe diz que os cofres de Estado vão sair mais onerados: "Esta nacionalização vai exigir muito mais capitais públicos do que o exigiria a nossa proposta, aliás de natureza distinta, porque apostava nas acções preferenciais, remuneradas, e também no reforço dos capitais privados", afirmou.
Accionistas
O presidente do BPN assegurou que os aumentos de capital privado estavam previstos e que só foram adiados "por razões de incerteza quanto à deliberação do Governo" sobre a proposta estrutural do banco porque "é evidente que nenhum accionista privado aceitaria injectar capital em 31 de Outubro para vê-lo nacionalizado em 2 de Novembro".
Aliás Cadilhe fez questão de vincar "bem o antes e o depois" da altura em que entrou no BPN, no fim de Junho de 2008, quando foi eleito. "Surpreendeu-nos a dimensão e a densidade dos erros passados. Surpreendeu-nos a reincidência continuada. Entregámos a advogados independentes a indagação de casos danosos ou ruinosos, assim como diligências de regularização e recuperação", explicou, considerando também que "os responsáveis não devem ficar impunes", pelo que chegaram a avançar com processos-crime.
"Não obstante o longo e grave peso do passado, não obstante as dificuldades, entendíamos, e entendemos, que era possível regenerar o banco e o grupo SLN. Preocupava-nos a protecção dos clientes, depositantes, colaboradores e accionistas", acrescentou o responsável que se mostrou bastante preocupado com estes últimos que não têm culpa das "práticas do passado". Cadilhe disse, ainda, desconfiar se o Governo ponderou na sua decisão que na instituição trabalham cerca de 6500 pessoas "em empresas que vão desde a saúde às novas tecnologias".
http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1348659
Banco tem sido assistido pela CGD e pelo Banco de Portugal
Aumento de capital na Caixa para integrar BPN
Ministro e Governador não avançaram quanto poderão ter de injectar na CGD mas referem que o que for poderá ser recuperado com a venda de activos do banco depois da sua recuperação.
Isabel Vicente
21:25 | Domingo, 2 de Nov de 2008
Luís Faustino
Já foram injectados alguns milhões de euros na instituição fundada por José Oliveira e Costa
O BPN tem sido assistido pela CGD e pelo Banco de Portugal que já injectaram dinheiro na instituição, segundo referiram Teixeira dos Santos e Vítor Constâncio. Já foram injectados alguns milhões de euros na instituição fundada por José Oliveira e Costa, através de apoios extraordinários de liquidez.
Cerca de 200 milhões assegurados pela CGD e mais alguns milhões por parte do Banco de Portugal, que não foi especificado. Também por isso pela necessidade de liquidez a que o banco estava exposto, o Governo acabou por decidir nesta altura a nacionalização e tranquilizar os depositantes.
Na sequência da nacionalização do BPN, o Banco de Portugal, nomeou hoje dois administradores para acompanhar e gestão do BPN que foi pelo Governo entregue ao banco público. Norberto Rosa e Pedro Cardoso são os administradores nomeados.
A Assembleia da República terá de aprovar a nacionalização do BPN e depois disso os dois administradores da CGD poderão renovar ou não o mandato da actual administração liderada por Miguel Cadilhe. Neste caso, as remunerações da equipa serão em princípio, segundo fontes do Expresso próximas ao processo, "estabelecidas".
Segundo Teixeira dos Santos a lei "permitia-nos suspender a actual administração mas não o fizemos, porque temos confiança na mesma". As perdas acumuladas ascendem até ao momento a 700 milhões de euros, segundo o balanço ainda não definitivo da auditoria externa em curso encomendada por Miguel Cadilhe à Delloite, por sugestão do Banco de Portugal, e tendo o BPN capitais próprios no valor de 460 milhões a integração na CGD não implicará um esforço financeiro muito grande.
"Nada será feito que prejudique o interesse patrimonial do Estado e dos contribuintes", assegurou Teixeira dos Santos.
O ministro referiu também que apenas o BPN SGPS será nacionalizado, todas as empresas do grupo Sociedade Lusa de Negócios, ficará na posse dos accionistas.
Até lá a Caixa deverá mandar fazer auditorias externas para apurar o valor do BPN e dos seus activos e desta forma avaliar se integrará parte do negócio no seu universo ou se desmembrará o grupo vendendo os seus activos a potenciais interessados no sistema financeiro. Mas até lá havia que repor a situação bastante débil dos rácios de solvabilidade e de capital do banco.
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/442374
Alguem reparou no ar satisfeito do Constâncio durante o anuncio da estatização?
O interessante é que TODOS os partidos com assento parlamentar do PCP ao CDS aplaudiram a medida.
Está bem, paguem lá as dívidas de 3ºs com o dinheiro de todos... e se o povo gosta, melhor ainda, viva a classe pulhitica... !
A Dona Branca foi presa, os gestores e ex-gestores deste Banco para o ano estarão no Conselho de Administração da EDP, da PT ou da GALP.
Há duas coisas dignas de figurarem num filme surrealista.
A primeira é o Vitor Constâncio dizer quase simultaneamente duas frases,
em quer diz que foi apanhado de surpresa com contas paralelas e dívida de 700 milhões no BPN a outra em que diz que não há nenhum banco que precise das medidas empregues no BPN .
A outra coisa surreal:
que fez uma nacionalização porque nenhum dos outros bancos Portugueses quis emprestar ou adquirir efectivos do BPN , isto quase simultaneamente a declarações de Ulrich de mello a dizer que o seu banco vai querer contar com a ajuda do estado para novas aquisições que se mostrem interessantes de futuro como por exemplo o BPN.
Também vi o Camilo Lourenço na televisão a mostrar a capa de uma revista Exame, salvo erro com uns 6 anos, que mencionava um artigo dele a denunciar suspeitas de crimes no BPN.
Diz ele que esse artigo foi motivo de um inquérito, que resultou num processo, não ao BPN mas... contra ele!
Segundo ele estavam, e estão, em causa não meros actos de gestão errada mas crimes graves que deviam dar prisão.
Portanto, se um jornalista sabia, e denunciava publicamente, essas suspeitas, como é que esse tal Vítor Constâncio, e o Banco de Portugal, pode afirmar não saber?!
...sim e o consultor que foi despedido porque encontrou inconformidades no BPN o constâncio também não sabia e claro que tambem não sabia das ilegalidades com um banco cabo-verdiano .
resta investigar agora para que não seja "surpreendido" ...sei lá ...o millenio angolagate ou o bes angola.
1-Um Banco descapitaliza-se por incompetência misturada com fraudes!
2-O Governador do Banco Portugal, «desconhecia»!
3-O Estado, que corta verbas em áreas fundamentais (Saúde, Educação, Justiça...), faz surgir num estalar de dedos, capital para colmatar um défice de 700 milhões de Euros!
4-Fala-se em salvaguardar as poupanças dos clientes do Banco com grande insistência, e omite-se (voluntáriamente) os processos crime, que competia ao Estado instaurar, aos Admnistradores que levaram o Banco a esta situação! (ponto 1).
5-Falta referir, que «o Estado», financiador desta brincadeira toda, somos nós todos!!
É engraçado ninguém falar dum afastamento do senhor Vítor Constâncio, comeram-lhe as papas na cabeça no caso do BCP e agora no BPN.
Constâncio apela à calma: «Não acreditem em rumores»
«Confiem naquilo que eu e outros responsáveis disserem publicamente. Isto é muito importante em momentos de incerteza» - (07-10-2008)
http://diario.iol.pt/economia/portugal-crise-constancio-banca-ba/999341-4058.html
«Foi com surpresa que soubemos em Junho destas operações. Nada faria suspeitar que estas operações pudessem existir» - (02-11-2008)
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1037538
E do Teixeira dos Santos:
O ministro das Finanças garante que nenhum banco português está em «perigo» devido a problemas de insolvência - 17-10-2008
http://aeiou.visao.pt/Actualidade/Economia/Pages/nenhumbancoemrisco.aspx
O governo devia era estar preocupado em "amealhar os trocos" e não em "privatizar dividas" (na prática é isso), pois quando a crise chegar em força (segundo os especialistas, na Europa, após a Islândia e a Hungria virão a Ucrânia e outros países do leste Europeu, até chegar cá) quem é que vai e com quê, "injectar" dinheiro na caixa geral de depósitos???
Não vão ser os privados (se ainda existirem) com certeza!
http://5dias.net/2008/11/03/quando-estao-a-rasca-todos-gostam-da-malga-do-estado/
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentid=EBFA9933-D75F-4779-A420-AFD066FDC44E&channelid=00000093-0000-0000-0000-000000000093
Cheira muito a lodo
Burla: Banco quase falido não escapa ao ex-presidente do Benfica
Vale burla BPN em dois milhões
http://www.correiodamanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=969B5834-3462-4872-BBB7-42FEBD653762
Citação de: camafeu em Novembro 06, 2008, 11:05
Burla: Banco quase falido não escapa ao ex-presidente do Benfica
Vale burla BPN em dois milhões
http://www.correiodamanha.pt/Noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=969B5834-3462-4872-BBB7-42FEBD653762
temos que reconhecer que o homem e um artista em burlas ;D ;D o que me admira e como ainda nao esta preso e ainda por cima vai para outros paises fazer o mesmo ??? ???
Boa Tarde: Agradeço o favor de alguem me poder informar quando iniciou o dtr cadilhe a presidencia do bpn.
cump
marques
Boas, Final de Junho.
Publicado 21 Novembro 2008 09:44
Oliveira e Costa divorcia-se e passa património para a ex-mulher ::)
José Oliveira e Costa, ex-presidente do Banco Português de Negócios (BPN), divorciou-se há oito meses e passou para a ex-mulher o seu património.
A notícia é avançada pelo "Correio da Manhã" que revela que Oliveira e Costa, que foi ontem constituído arguido por pelos crimes de burla agravada, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e falsificação de documentos, garantiu há oito meses que nenhum do património pessoal pudesse ser congelado ou executado.
O jornal explica que, pouco tempo depois de se ter afastado do BPN, Oliveira e Costa divorciou-se da mulher, Maria Yolanda Rodrigues Alves de Oliveira e Costa, com quem esteve casado durante 42 anos.
O divórcio foi realizado por mútuo consentimento e com a apresentação de uma relação de bens comuns para partilha que atribuiu de imediato à mulher a casa de morada de família, situada em Lisboa.
O responsável saiu do banco em Fevereiro e a decisão final de divórcio foi decretada no dia 3 de Março.
Publicado 21 Novembro 2008 09:47
José Oliveira Costa constituído arguido por burla agravada e crimes fiscais
José Oliveira e Costa, fundador e ex-presidente do Banco Português de Negócios (BPN), foi ontem à tarde detido, no âmbito das investigações a alegadas práticas de gestão danosa. O empresário, de 73 anos, é acusado dos crimes de burla agravada, fraude fiscal, branqueamento de capitais e fuga ao fisco.
A detenção foi feita numa quinta no Cartaxo, da qual Oliveira Costa é proprietário e onde estaria a residir nas últimas semanas, e foi o culminar de várias horas de buscas realizadas por equipas do Ministério Público, Inspecção Tributária e Brigada Fiscal às residências do antigo presidente do BPN, no Cartaxo e em Lisboa.
À hora de fecho desta edição, aguardava-se ainda que Oliveira Costa fosse ouvido num primeiro interrogatório, no Tribunal Central de Instrução Criminal. Devido à sua idade, bem como a problemas graves de saúde, o ex-presidente do BPN poderá ser alvo de medidas de coacção mais ligeiras do que uma eventual prisão preventiva.
A detenção do ex-banqueiro foi feita no âmbito da investigação realizada pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal, que terá sido aberta com base em informações transmitidas ao Banco de Portugal pelo Banco de Cabo Verde, bem como em factos apurados na auditoria efectuada por iniciativa do ex-presidente do BPN, Miguel Cadilhe, avançou ontem o "Público online".
Embora o BPN seja uma das cinco instituições bancárias referenciadas na "Operação Furacão", que envolve crimes de fraude fiscal, "Oliveira Costa não foi ainda constituído como arguido neste megaprocesso, que já tem centenas de arguidos, nomeadamente de empresas, sociedades de advogados e respectivos clientes", acrescentava o "Público".José Oliveira Costa fundou o Banco Português de Negócios e a casa-mãe Sociedade Lusa de Negócios, em 1998, depois de cinco anos de exercício político, enquanto secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, nos governos social-democratas de Aníbal Cavaco Silva. Deixou o banco em Fevereiro deste ano alegando motivos de saúde. No entanto, sabe-se agora, que já há vários meses que um grupo de accionistas tentava forçar o seu afastamento.
BPN em inquérito parlamentar
O caso BPN deverá ser alvo de uma comissão parlamentar de inquérito constituída para averiguar práticas e intervenientes que conduziram ao processo que culminou com a nacionalização do banco no início de Novembro, devido a perdas não declaradas na ordem dos 700 milhões de euros.
O CDS revelou ontem ao final da tarde ir avançar com um pedido nesse sentido. Uma medida que, segundo declarações também ontem proferidas por Manuela Ferreira Leite, deverá contar com o apoio do PSD, ficando assim reunidos os votos de um quinto dos deputados necessários para aprovar este processo.
Também ontem, o PS solicitou a presença no Parlamento do procurador-geral da República, Fernando Pinto Monteiro, para prestar esclarecimentos acerca do curso das investigações judiciais à gestão do BPN. Uma vontade que surge um dia depois do Partido Socialista ter reprovado os pedidos de audiência a ex-administradores do banco, por solicitação do Bloco de Esquerda e do PCP.
Acho que o Pedro Caldeira fez a mesma coisa. ;D
Eles sabem-na toda.
Não me queria meter muito no assunto, mas gostaria de lembrar-vos que a partir
de determinadas importâncias em dinheiro não se deve falar em roubo ou burla mas simplesmente em .............desvios.
Devemos também utilizar a linguagem correcta consoante a importância da pessoa em causa.
Portanto tratou-se apenas de um desvio de dinheiro, e mais nada do que isso. :D
Eles sabem-na toda.
Cumprimentos,
Quim