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Mercados => Fórum de Bolsa => Tópico começado por: notiCIas em Abril 18, 2006, 14:14

Título: Goldman Sachs proíbe-se de financiar OPA hostis
Mensagem de: notiCIas em Abril 18, 2006, 14:14
Goldman Sachs proíbe-se de financiar OPA hostis

António Borges é vice-presidente da Goldman Sachs. O banco está a assessorar o BPI e a PT, dois «alvos» de OPA hostis
A Goldman Sachs decidiu parar com o financiamento de ofertas de aquisição hostis no mercado, depois de o ter feito várias vezes nos últimos meses. O banco, recorde-se, está a assessorar a PT e o BPI, alvos de OPA hostis em Portugal.

A notícia faz hoje manchete do «Financial Times», que remete para o presidente executivo do banco a instrução: Hank Paulson «ordenou o banco a deixar de usar o seu próprio dinheiro para financiar propostas de aquisição hostis». Em causa, prossegue o «Finantial Times», estão reacções contra esse papel da Goldman Sachs por parte de outros clientes do banco.

«Embora possa haver excepções» à regra, Paulson avisou os seus executivos que a atitude de financiar OPA hostis ameaça danificar a imagem do banco face aos clientes empresariais, «o que é mais importante que os lucros de investimento de qualquer negócio isolado», cita o diário britânico.

No fim-de-semana, recorde-se, soube-se que a Goldman Sachs estava a liderar uma oferta não solicitada e concorrente à OPA lançada pela espanhola Ferrovial para comprar a empresa que gere os aeroportos britânicos, a BAA, que a administração da empresa também rejeitou.

O «Times» de hoje escreve que, no entanto, o assunto BAA pode não estar encerrado para a Goldman Sachs, que poderá fazer uma nova abordagem à administração da BAA.

Antes da BAA, onde a Goldman Sachs assumiria a posição denominada na gíria como «cavaleiro branco», o banco envolveu-se no financiamento de ofertas hostis à Mitchells & Butler (cadeia de «pubs») , à ITV (cadeia de televisão) e Associated British Ports (portos).

Em Portugal, a Goldman Sachs está envolvida nas duas OPA, hostis, que neste momento decorrem na bolsa. E, em ambas, está a assessorar as companhias visadas: Portugal Telecom (alvo da Sonaecom) e Banco Português de Investimento (alvo do BCP).

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