Thomas D. O'Malley abandonou o projecto para a construção da maior refinaria da Península Ibérica, tendo sido contratado para a presidência da Petroplus. O'Malley refere-se aos atrasos nas negociações com o Estado, mas não fecha as portas à participação no projecto de Patrick Monteiro de Barros através da Petroplus.
A maior refinaria projectada para a Península Ibérica já não vai contar com Thomas D. O'Malley, um veterano da indústria, e que passa agora a ocupar a presidência da refinaria Petroplus, revelou o empresário numa entrevista à agência de notícias Dow Jones Newswires.
O projecto de Sines, orçado em cerca de 5 mil milhões de euros, planeia processar 250 mil barris por dia e é liderado pelo empresário português Patrick Monteiro de Barros.
À Dow Jones, em jeito de justificação, O'Malley refere-se aos atrasos no arranque do projecto e a alguns contratempos como a recente polémica travada com o governo português em relação às licenças de emissão de dióxido de carbono (CO2).
«Este e outros atrasos deixaram aqueles que estão interessados no futuro do projecto em suspenso», disse Thomas D. O'Malley à agência noticiosa.
O empresário que já esteve à frente de empresas como a Tosco e a Premcor, vai agora assumir a presidência da refinaria Petroplus.
A nível individual O'Malley abandona o projecto de Sines mas não fecha as portas a uma participação da Petroplus.
«Se o projecto for em frente, então a Petroplus pode, e ponho a ênfase na palavra pode, estar interessada», remate o empresário.
Canal de Negócios