O ministro da Economia afirmou ao Jornal de Negócios que «é necessário deixar crescer Brisa porque isso é do interesse económico nacional». Essa foi a razão para que o Governo aprovasse a compra de 40% da Auto-Estradas do Atlântico pela concessionária, anulando a decisão da Autoridade da Concorrência.
Em declarações publicadas na edição do Jornal de Negócios hoje nas bancas, o ministro da Economia afirma acreditar «em empresas portuguesas fortes capazes de se afirmarem no mercado internacional». Mas Pinho recusa quaisquer proteccionismos: «Não gosto do termo 'campeões nacionais'».
O ministro da Economia frisa ainda que não desautorizou a Autoridade da Concorrência e que a sua decisão não belisca Abel Mateus nem contesta os seus argumentos. Aliás, diz, «os interesses dos utentes estão salvaguardados e vão mesmo ser reforçados».
Na sua decisão, o Governo atendeu a várias circunstâncias: ao facto de a Brisa ser uma das empresas portuguesas com mais inovação desenvolvida e aplicada, que exporta, arrastando aliás outras empresas; ao facto de a empresa precisar de escala e dimensão para internacionalizar e diversificar negócios em áreas capital intensivas (o negócio das auto-estradas está saturado); e provavelmente ao facto de a Brisa estar vulnerável aos apetites de empresas estrangeiras.
Canal de Negócios
É com alguma surpresa que vejo a BRISA a descer para 8,22 na 1ª hora de transacção (a velha estória dos juros).
Dito isto, devo acrescentar que neste momento a BRISA atingiu o ponto rebuçado para uma possível OPA. Os Espanhóis e Franceses tem em Portugal apenas uma hipótese, que é comprar a BRISA e pagando bem (nunca menos de 11 eur) e este será para o comprador um grande negócio pois fica com caminho aberto para a criação de sinergias em termos de rede ibérica ou da europa do sul.
Com isto quero dizer que independentemente (no limite do possível) do que acontecer nos mercados a BRISA passou a ser um dos frutos mais apetecíveis no mercado das concessionárias de auto-estradas e a sua cotação disparará até 9 EUR em pouco tempo e novos máximos históricos serão o único entrave a uma possível OPA.
O M&A neste sector é um comboio em andamento e a próxima vítima será a BRISA. O sr. ministro PINHO, com a sua sábia decisão deu a ganhar muito aos actuais accionistas BRISA e quando menos se esperar teremos subidas muito fortes na cotação.
Bons negócios