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Mercados => Fórum de Bolsa => Tópico começado por: zimermann em Dezembro 15, 2008, 18:31

Título: Como vai atualmente a política que rege a economia no Brasil .
Mensagem de: zimermann em Dezembro 15, 2008, 18:31

Aprovação do governo Lula aumenta e bate novo recorde, aponta CNT/Sensus

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou em dezembro deste ano a melhor avaliação positiva na história da pesquisa CNT/Sensus, que começou a ser divulgada em 1998. Segundo o levantamento, o governo do petista recebeu avaliação positiva de 71,1% dos entrevistados, contra 6,4% que avaliam negativamente o governo. Entre os entrevistados, 21,6% avaliaram o governo Lula como regular.

A avaliação pessoal do presidente Lula também obteve o a segunda melhor avaliação histórica da pesquisa, subindo de 77,7% em setembro para 80,3% em dezembro. Somente 15,2% dos entrevistados desaprovaram o presidente, enquanto 4,6% não responderam.

Aprovação do governo Lula aumenta e bate novo recorde, aponta CNT/Sensus
Os índices de popularidade de Lula só perderam para as avaliações de sua popularidade registradas em janeiro de 2003 --o ano em que foi empossado no cargo-- quando obteve 83,6% de aprovação.

O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse que a popularidade recorde do governo Lula é conseqüência do discurso adotado pelo presidente para tranqüilizar a população em meio à crise econômica.

"Em verdade, o país ainda colhe os resultados econômicos do último trimestre. O país começa a se sentir atingido pela crise financeira e começa a demonstrar preocupações em relação a isto. Junto com isso, o discurso forte do Lula em termos do preparo do país para a crise faz com que o eleitor lhe dê um voto de crédito", disse.

Guedes disse que, embora a avaliação de índices econômicos tenha caído, a imagem de Lula se mantém distante da crise. "Ao mesmo tempo que há avaliação mais negativa de indicadores sócio-econômicos e expectativa em relação a esses indicadores, a popularidade de Lula sobe e a aprovação pessoal também", afirmou.
Na última edição da pesquisa CNT/Sensus, em setembro deste ano, a avaliação positiva do governo era de 68,8% --um crescimento de três pontos percentuais. Desde fevereiro deste ano, o governo Lula vem obtendo recordes sucessivos de popularidade a cada edição da pesquisa.

Em janeiro de 2003, a avaliação do governo chegou a 56,6%, depois registrou queda. Mas voltou a crescer desde o início deste ano, já em seu segundo mandato.

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 8 e 12 de dezembro, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.

Avaliação

A pesquisa ainda mostra que o governo Lula atendeu às expectativas de 42,9% dos entrevistados, enquanto outros 35,6% avaliam que superou as expectativas dos brasileiros.



GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília -15/12/2008 - 11h42


Título: Re: Como vai atualmente a política que rege a economia no Brasil .
Mensagem de: zimermann em Dezembro 19, 2008, 21:28
Lula está ciente dos riscos da economia

O discurso otimista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é uma das decisões de governo para tentar minimizar os efeitos da crise. Soa algo irrealista falar que "6% de crescimento [em 2009] seria gostoso", como disse na sexta-feira (19/12) em café da manhã com jornalistas. Ele sabe disso. Mas cumpre a função de animar o auditório.

O presidente e seus auxiliares se assustaram com o velocidade de agravamento da crise de setembro para cá. No começo, eles pensaram mesmo que seria uma "marola". Ainda estava em discussão a tese de descolamento dos emergentes.

Depois, descobriu-se que estamos todos os países no mesmo barco. Alguns na beira da prancha, muitos espalhados pelo convés e outros poucos ainda acomodados na cabine do capitão --o que parece ser o caso do Brasil.

O ano termina com um esforço do presidente para segurar, no gogó, parte do crescimento de 2009. Virão ações "desenvolvimentistas", mas a principal medida será a retomada do processo de queda dos juros. Com uma taxa básica, a Selic, em 13,75% ao ano, há espaço para que se faça política monetária. Os EUA, por exemplo, já esgotaram esse arsenal, com sua taxa beirando 0% ao ano.

O ano que começará em breve abrirá a possibilidade de o Brasil conseguir reduzir os juros e deixá-los num patamar mais civilizado, digamos assim. Os juros nos países desenvolvidos não ficarão lá em baixo para sempre. Há uma oportunidade para uma redução dos juros que não gere pressões inflacionárias e que possa ser uma boa herança da atual crise quando a tempestade se for.

Lula aposta nisso.
E aposta que o Banco Central entendeu isso.

Mais do que eventualmente dinamitar ou vitaminar a chance de eleger o sucessor, a gestão da crise econômica será o que abrilhantará ou diminuirá o bom governo que Lula tem feito nos últimos seis anos.

Ciente dos riscos da crise, o petista quer ficar bem na fotografia histórica.

*

Palpite para 2009

Não convém subestimar o poder de persuasão de Lula no assunto redução dos juros


Kennedy Alencar,  colunista da Folha Online