Portugal terá sido um dos países da Zona Euro a conseguir obter maiores aumentos do comércio em consequência directa da introdução do euro, conclui um estudo do Centre for Economic Policy Research, citado pelo «Diário de Notícias».
De acordo com o estudo do Centre for Economic Policy Research (CEPR), a adopção do euro fez com que o volume das trocas comerciais portuguesas com os restantes membros da Zona Euro aumentasse 28% entre 1993 e 2003. Um valor que fica substancialmente acima da média registada nos doze países do euro, que se situa em 10%.
Os países que menos retiraram benefícios a nível comercial foram a Grécia e a Holanda, embora esta última possa ser prejudicada na análise por especificidades estatísticas relacionadas com a sua situação de plataforma portuária.
O estudo, da autoria de Richard Baldwin, revela ainda que se terá registado um aumento de 13% das transacções de produtos que já eram comercializados antes da entrada em vigor do euro. Já nos produtos que não eram comercializados, o crescimento é de apenas 8%.
Euro não serve a todos os países
O estudo do CEPR concluiu ainda que a criação da moeda única teve um impacto muito mais reduzido no crescimento do comércio na Zona Euro do que o estimado inicialmente.
O autor do estudo contesta ainda os cálculos efectuados em estudos anteriores e que apontavam para a existência de um aumento muito forte do comércio entre os países da Zona Euro devido à adopção de uma moeda comum, chegando em alguns casos a falar-se de montantes na ordem dos 200%.
Richard Baldwin salienta, no entanto, que os estados-membros que não adoptaram o euro – Reino Unido, Suécia e Dinamarca – também acabaram por registar uma subida das suas exportações para a Zona Euro, na ordem dos 7%. Ou seja, aparentemente, o euro não promoveu um desvio significativo de comércio que antes era realizado com países exteriores à UEM para dentro da Zona Euro.
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