Contrariando todas as previsões, a economia chinesa cresceu no segundo trimestre do ano 11,3%, ou seja, ao ritmo mais acelerado da última década, o que deverá obrigar as autoridades a avançar com novas medidas para travar o acesso ao crédito, de modo a tentar arrefecer a economia.
«Estamos preocupados com a situação de sobreaquecimento da economia chinesa», admitiu Masahiro Kawai, responsável do Banco Asiático de Desenvolvimento, citado pela agência Bloomberg.
A maior parte dos analistas esperava que, depois de ter crescido 10,3% nos três primeiros meses do ano, a economia chinesa registasse uma aceleração marginal para 10,4% no trimestre seguinte.
Os novos dados tornam mais provável uma segunda subida das taxas de juro este ano, e tendem a pressionar as autoridades a permitir uma nova valorização do yuan, por forma a travar o acesso e a entrada de capitais e, consequentemente, a desicentivar o investimento.
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