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Mercados => Fórum de Bolsa => Tópico começado por: notiCIas em Fevereiro 09, 2005, 14:13

Título: BCE diz que não tem pressa em aumentar juros
Mensagem de: notiCIas em Fevereiro 09, 2005, 14:13
BCE diz que não tem pressa em aumentar juros


O membro do Banco Central Europeu, Klaus Liebscher, não vê necessidade em aumentar a taxa de juro de referência, uma vez que o aumento do desemprego ajuda a baixar a inflação, esmorecendo o efeito de subida dos preços das casas e do crescimento do crédito à habitação.

«Não há actualmente nenhuma pressão de inflação na Zona Euro», disse ontem Liebscher em entrevista à Bloomberg no Austrian National Bank em Vienna, do qual ele é presidente. «Se o mercado de trabalho permanecer fraco não teremos qualquer pressão», explicou o mesmo responsável, acrescentando que «temos uma previsão ainda mais optimista» ao analisar a inflação.

Os responsáveis do BCE não modificam a taxa de juro de referência da Zona Euro, nos 2%, desde Junho de 2003, uma vez que a taxa de desemprego perto do valor mais elevado dos últimos cinco anos prejudicou o ritmo do crescimento económico. A aceleração da oferta monetária e o aumento do preço das casas quatro vezes superior à taxa da inflação, está a prejudicar o objectivo do BCE de manter os preços no consumidor abaixo dos 2%.

A taxa de oferta monetária aumentou para o valor mais elevado de 11 meses em Dezembro nos 6,4%. Para este ano, o BCE prevê uma inflação média de cerca de 2%, uma projecção confirmada por Liebscher. A inflação abrandou para 2,1% em Janeiro, de 2,4% em Dezembro.

«Necessitamos de ser vigilantes mas, neste momento, apesar do elevado crescimento do M3 [oferta monetária], não se estão a criar reais pressões inflacionistas», disse o mesmo responsável, acrescentando que a oferta monetária iria alimentar a inflação apenas se levasse a uma aceleração da procura pelo consumo e «neste ponto não temos isso. Esta é a razão pela qual não existem pressões para mudar o nível da taxa de juro».

Liebscher diz que a economia europeia está actualmente a expandir-se ao ritmo mais baixo do seu potencial. Essa taxa, estimada pelo BCE para ser entre 2% e 2,5%, é o mais rápido que a economia pode crescer sem alimentar a inflação.

Membro do BCE acredita em expansão económica moderada mas robusta

«Acho que se pode dizer que o crescimento continua robusto», disse Liebscher, acrescentando que a expansão vai «ser moderada, mas muito, muito robusta» uma vez que o investimento e os gastos de consumo melhoraram durante o ano e o crescimento a nível mundial continua a alimentar a procura por exportações.

As preocupações de que a apreciação do euro poderá prejudicar as exportações acalmaram depois da moeda ter caído para o valor mínimo de dois meses face ao dólar e dos responsáveis políticos, nomeadamente o presidente da Reserva Federal Alan Greenspan e do presidente dos EUA George W.Bush, terem assinalado que estão confiantes de que a maior economia do mundo vai ser capaz de reduzir o seu défice de conta corrente.

«O lado americano tem dado sinais de que está a tentar resolver os seus problemas, nomeadamente o défice de conta corrente e o défice orçamental», disse Liebscher explicando que «essas declarações são muito apreciáveis».


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