PJ fez buscas na autarquia de Alcochete e na Freeport por suspeita de corrupção
A Polícia Judiciária apreendeu documentação relativa ao projecto da Freeport em operações de busca realizadas quarta-feira naquele complexo lúdico-comercial e na Câmara de Alcochete, disse à Lusa o presidente da autarquia, José Dias Inocêncio.
Segundo o autarca socialista, «elementos da PJ de Setúbal apresentaram-se quarta-feira na autarquia com um mandado de busca por suspeita de 'crimes de corrupção e de participação económica em negócio', tendo levado toda a documentação relativa ao projecto da Freeport».
O licenciamento da Freeport, que decorreu no tempo do último governo socialista, em que o titular da pasta do Ambiente era o actual secretário-geral do PS, José Sócrates, foi fortemente contestado pelos ambientalistas.
A Quercus nunca se conformou com a viabilização do empreendimento, alegando que o projecto se encontrava em plena Zona de Protecção Especial (ZPE) do estuário do Tejo.
Com uma área global equivalente a 55 estádios de futebol, o complexo da Freeport em Alcochete custou cerca de 250 milhões de euros e é considerado o maior 'outlet' da Europa. Trata-se de um complexo lúdico-comercial com 240 lojas, 40 restaurantes, 21 salas de cinema, um anfiteatro ao ar livre e 5.000 lugares de estacionamento.
O presidente da Câmara de Alcochete, José Dias Inocêncio, afirma desconhecer sobre quem poderão recair as suspeitas dos crimes de corrupção e de participação económica em negócio que estão a ser investigados pela Polícia Judiciária, mas garante que «todo o processo de licenciamento da Freeport foi exemplar».
A posição de José Dias Inocêncio não é, no entanto, partilhada pelos ambientalistas da Quercus, que há cerca de três anos se insurgiram contra a aprovação da Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) do Desinger Village (Freeport) pelo anterior governo socialista a 14 de Março de 2002, três dias antes das últimas eleições legislativas.
Em Junho de 2002, a Quercus apresentou uma queixa à Comissão Europeia contra o facto do empreendimento lúdico-comercial estar situado na Zona de Protecção Especial (ZPE) do estuário do Tejo, que foi definida aquando da construção da ponte Vasco da Gama.
Por outro lado, a Quercus contestou a aprovação do Decreto-lei 140/2002, de 20 Maio, que alterava os limites da mesma ZPE, abrindo caminho a novas urbanizações, designadamente ao referido empreendimento Designer Village (Freeport), contrariando os compromissos do Estado português em relação ao financiamento da Ponte Vasco da Gama.
Canal de Negócios
Podiam ir à zona da OTA ver quem lá tem terras ao pontapé...
Se calhar encontravam o mesmo nome!
Enfim, como os américas, vamos ter o que merecemos, também outra coisa não seria de esperar de um povo cujo programa de televisão mais visto durante anos chegou a ser o Big Show Sic!
Como os américas, vamos ter o que merecemos...
Um abraço a todos