Analistas da UBS vêem EDP como «acção sólida» em 2005
Os analistas do UBS reviram em alta a recomendação e o preço-alvo da EDP, considerando que as acções deverão ter margem para obter bons resultados em 2005, depois de no ano passado a empresa ter «lutado em muitas frentes».
O preço-alvo foi elevado dos 2,35 euros para os 2,60 euros, com base nas expectativas dos analistas de que as acções registem uma valorização de 14% ao longo do ano. A recomendação também subiu, de «neutral» para «comprar».
O UBS diz, numa nota de «research» publicada hoje, que no ano passado as acções da EDP [Cot] foram prejudicadas sobretudo pela aquisição da Hidrocantábrico, sendo também penalizadas pelo fracasso no negócio da Galp. Os analistas referem, no entanto, que o principal factor que pesava sobre a EDP – a questão do fim dos contratos de aquisição de energia – foi negociado com sucesso e permite retirar alguma incerteza à acção.
Assim sendo, o UBS vê a EDP como uma «acção sólida» em 2005, antecipando que a administração se centre na integração das operações da Hidrocantábrico e em melhorar a eficiência em vários sectores do grupo.
Quanto ao plano estratégico apresentado pela eléctrica, os analistas consideram que as previsões de crescimento de 14% nos lucros do período 2003 a 2007 e um EBITDA de 2,7 mil milhões de euros em 2007 são «algo ambiciosas», mas dizem estar, no global, «confortáveis com a estratégia da EDP».
O UBS prevê que a eléctrica apresente um ganho por acção (EPS) de 0,19 euros em 2005 e de 0,21 euros em 2006.
Esta revisão da recomendação da EDP surge na sequência de uma revisão que os analistas fizeram às eléctricas ibéricas. O UBS defende que o sector «oferece boas perspectivas a médio prazo» e aconselha os investidores a «ultrapassar o 'barulho' de curto prazo em relação à pouca pluviosidade e ao aumento dos custos com combustíveis» e a pensar no potencial a médio prazo.
As acções preferidas dos analistas neste sector são a Iberdrola e a Endesa.
As acções da EDP [Cot] seguiam a subir 0,87% para 2,31 euros.
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