Lusa
O ministro das Finanças, Bagão Félix, reviu hoje em baixa a taxa de crescimento da economia portuguesa para este ano, de 2,4 para dois por cento, uma tendência que segue a de outros Estados membros da União Europeia.
"Parece-me que a previsão que estava implícita no Orçamento de Estado de 2,4 por cento dificilmente será alcançada, a ideia é que andará à volta dos dois por cento", disse Bagão Félix em Bruxelas, no final de uma reunião dos ministros das Finanças da União Europeia.
O responsável português recusou a ideia de que a descida na taxa de criação de riqueza (PIB) se traduza num aumento do défice orçamental.
"Depende, [a diminuição do crescimento] pode ser compensada com uma maior eficácia na cobrança dos impostos e pode ter efeitos positivos no lado da despesa", disse.
Bagão Félix confirmou que o défice orçamental de 2004 deverá ser de cerca de 2,9 por cento.
O reporte das contas, que ainda não estão terminadas, terá de ser enviado até ao fim de Fevereiro para Bruxelas.
No primeiro trimestre do ano, a Comissão Europeia dá sinais de que as economias europeias irão crescer abaixo das primeiras previsões em pelo menos 0,1 pontos percentuais, de entre 0,2 e 0,6 por cento, o que dá um ponto médio de 0,4 por cento.
O segundo trimestre deverá apresentar o mesmo intervalo de valor, segundo a CE.
Nas previsões de Outono, a Comissão Europeia apontava para um crescimento de 2,1 por cento em 2004 e de 2,3 por cento em 2005.