Vem na internet, DN Bolsa, a noticia que a seguir se transcreve e que me merecem os seguintes comentários:
Penso que todos aqueles que têm cartões, quando esta medida começar a ser posta em prática, deverão dirigir-se aos seus bancos e devolver, devidamente inutilizado para não ser utilizado abusivamente, todos os cartões aos bancos e passarmos a comprar tudo a dinheiro.
Já agora, proponho que todos nós retiremos o NOSSO dinheiro dos bancos e os guardemos em caixas fortes - os juros que os bancos dão também não valem nada - e passamos a pagar e a receber tudo em dinheiro.
Duvido que os comerciantes que apoiem tal ideia gostassem de ser obrigados a pagar ao seus trabalhadores em dinheiro vivo, como antigamente acontecia, e a terem, no fim do dia milhares de euros em dinheiro correndo o risco de serem assaltados.
Duvido, também, que os bancos gostassem de ter todos os clientes a baterem-lhe à porta e a levantarem todo o DINHEIRO que LHES pertence mas, parece-me que é uma acção que terá de ser implementada face às constantes arremetidas destes senhores que, além de GOZAREM com o dinheiro dos outros, pagando-lhes uma remuneração minúscula, ainda lhes querem ROUBAR mais uns tantos euros por utilizar um meio de pagamento que foram eles os primeiros a querer implementar.
E a questão que se coloca é a seguinte: será que os bancos têm todo o dinheiro que PERTENCE aos seus clientes para o disponibilizarem, imediatamente, se estes o forem buscar?
NÃO PODEMOS CONTINUAR CALADOS E VER ESTES SENHORES A ALAMBUZAREM-SE À NOSSA CUSTA.
A. B.
"Bruxelas deu liberdade de escolha e Portugal, ao contrário da maioria da Zona Euro, optou por permitir que os comerciantes pratiquem preços mais altos para quem paga com cartão
Os comerciantes vão passar a poder cobrar uma taxa aos clientes sobre cada pagamento com cartões efectuado nas suas lojas. O Governo português decidiu, ao transpor a Directiva sobre Serviços de Pagamentos, deixar ao critério de cada comerciante se pretende ou não aplicar o designado surcharging, uma taxa adicional, cujo valor ainda não está definido. Para os consumidores, será um custo acrescido na hora de pagar ou um convite a andar com mais dinheiro na carteira.
A directiva em causa, que entra em vigor já a 1 de Novembro, dá a cada Estado membro a liberdade de permitir ou proibir a cobrança deste custo adicional na hora de aceitar um pagamento com cartão, seja de débito ou de crédito.
Segundo o DN apurou, a maior parte dos países da Zona Euro rejeitou a adopção desta taxa, enquanto outros, como o caso da Grécia, pediram algum tempo de reflexão.
Apesar de as novas regras não entrarem em vigor em Portugal no início do próximo mês, o diploma que transpõe a directiva está pronto e deverá ser publicado muito em breve.
No mercado português, a criação desta taxa está a passar despercebida. O Banco de Portugal foi ouvido e não se opôs à versão adoptada pelo Governo, a banca não comenta e as organizações de defesa dos consumidores parecem não conhecer o caso.
Algumas fontes contactadas pelo DN consideram que a medida não terá grande impacto, uma vez que prevêem que a maioria dos comerciantes não irá aplicar a dita taxa. Outras, no entanto, antecipam alguma polémica, lembrando que as políticas europeias em matéria de sistemas de pagamentos incentivam o uso dos pagamentos electrónicos, em detrimento do cash.
Os contestatários da surcharging alertam ainda para os riscos inerentes a um desincentivo ao uso do cartão, como seja o perigo de trazer mais dinheiro na carteira, a par de uma sobreutilização dos ATM (caixas automáticas), com a possibilidade de os bancos virem a repercutir estes últimos custos acrescidos sobre os clientes.
Por outro lado, alertam ainda outras fontes, incentivar o uso de dinheiro em detrimento dos cartões é um convite à fraude fiscal, uma vez que é mais fácil esconder receitas que não passam por um registo bancário.
O Eurocommerce, uma organização europeia que agrupa os representantes europeus do comércio, manifestou-se já contra esta iniciativa europeia, considerando que servirá para provocar descontentamento entre os clientes e discriminação entre os comerciantes que cobram e os que não cobram. Por estas razões, esta organização está convicta de que não serão muitos os comerciantes a aderir a este sobrecusto. "