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Dividendos das cotadas sobem 29% este ano

Iniciado por notiCIas, Março 23, 2005, 09:53

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As empresas do PSI-20 vão desembolsar mais de 1,7 mil milhões de euros com dividendos

Dividendos das cotadas sobem 29% este ano

Os dividendos totais a serem distribuídos em 2005, relativos ao exercício de 2004, pelas cotadas que integram o PSI-20, deverão registar um incremento de 384 milhões de euros, o que se traduz num aumento percentual de 29%. No ano passado, as cotadas desembolsaram 1,3 mil milhões de euros para remunerar os accionistas e este ano, à beira do arranque da época de pagamento dos dividendos, este valor deverá incrementar para os 1,7 mil milhões de euros.

A Corticeira Amorim e a Jerónimo Martins vão pôr fim a um interregno de vários anos sem pagar dividendos, numa altura em que 35% das cotadas continua a não pagar. As empresas de «media» já prometeram começar a remunerar no futuro.

No ano passado, as empresas do PSI-20 desembolsaram 1,3 mil milhões de euros para remunerar os accionistas, com base nas contas de 2003. Este ano, e à beira do arranque da época de pagamento dos dividendos, as maiores cotadas vão despender um total de 1,7 mil milhões de euros.

Nos casos da Cofina e da Semapa, em que ainda não foi desvendado qual a parte de lucros a entregar aos accionistas, o Jornal de Negócios assumiu um valor idêntico ao do ano passado. A cimenteira, nos últimos três anos, tem pago sempre um dividendo unitário de 0,10 euros, enquanto a Cofina tem vindo a apresentar um crescimento gradual.

35% das cotadas não paga.

Das 20 empresas que fazem parte da principal amostra do mercado, sete (Gescartão, Impresa, Novabase, Para- Rede, Media Capital, Sonaecom e Reditus) ou 35% não vai remunerar os accionistas este ano. Deste grupo, as duas empresas de comunicação social já prometeram aos accionistas repatriar parte dos lucros, sendo que em 2004, o grupo liderado por Paes do Amaral foi o único do PSI-20 a apresentar prejuízos.

Empresas de «media» prometem dividendos.

No «Investor's Day», a dona da TVI disse considerar «a possibilidade do pagamento de dividendos, caso as condições o permitam». Aquando da apresentação das contas anuais, a empresa liderada por Francisco Pinto Balsemão admitiu a possibilidade de, «no futuro, distribuir dividendos», citando a capacidade da dona da SIC em gerar «cash-flow». No entanto, a Impresa não adiantou uma data para a remuneração aos accionistas.

Jerónimo e Corticeira voltam a distribuir lucros.

A Jerónimo Martins irá propor à assembleia geral a distribuição de um dividendo de 0,36 euros por acção, o que corresponde a um «dividend yield» de 4,1% face à cotação média do ano - 8,81 euros. Este será o primeiro dividendo que a empresa vai pagar desde o exercício de 2000, ano em que a Jerónimo desembolsou 0,26 euros por acção. Alexandre Soares dos Santos já disse que pretende manter uma política de distribuição numa percentagem entre 40 e 50% dos lucros. A empresa de cortiça é outra que depois de um período de interregno, volta a distribuir parte dos resultados. Em 2001, a sociedade distribuiu um dividendo ilíquido por acção de 0,035 euros. Desde então, a companhia citou a «necessidade de manutenção de um adequado equilíbrio financeiro» para não pagar.

Cimpor mantém valor.

A cimenteira é uma das poucas cotadas que não deverá aumentar o valor das remunerações já que, em declarações à agência Reuters, a empresa disse que o «payout» vai manter- se próximo dos 60%. Como os lucros em 2004 ficaram inalterados, a Cimpor deverá manter o valor unitário de 0,17 euros.

Grupo PT opta por remuneração extraordinária.

A Portugal Telecom e a PT Multimédia, além do «cash» pago aos accionistas, vão executar este ano programas de recompra de acções próprias, uma forma complementar de remuneração. A empresa liderada por Zeinal Bava, além de apresentar um crescimento dos dividendos superior a 500%, vai fazer um «buy back» de até 10% do capital. Como a PT, dona de 57,6% da empresa, não vai exercer fisicamente os «warrants» que dão direito a vender acções à Multimédia, a dona da TV Cabo deverá desembolsar cerca de 140 milhões de euros no programa. A operadora liderada por Miguel Horta e Costa também tem programado para 2005 um «buy back» de 3%do capital.

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